Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Então me dou conta de que estou rindo para ele feito uma idiota, e quando ele me olha de volta, acha graça, ainda que pareça intrigado por minha expressão. Estou tão feliz que minha vontade é abraçar a mim mesma.
— Quero um pouco desse entorpecente que você tomou, Srta. Steele — murmura ele assim que Troy volta para seu computador.
— O entorpecente é você, Sr. Grey.
— Sério? Bem, você sem dúvida parece alterada. — Ele me dá um beijo rápido. — E obrigado por aceitar o carro. Foi mais fácil do que da última vez.
— Bem, não é um A3.
Ele sorri.
— Aquele não é o carro certo para você.
— Eu gostava dele.
— Senhor, sobre o 9-3? Localizei um na concessionária de Beverly Hills. Podemos trazê-lo para cá em dois dias — diz Troy, radiante.
— Topo de linha?
— Sim, senhor.
— Excelente. — Christian saca seu cartão de crédito, ou será o de Taylor? O pensamento é inquietante. Eu me pergunto como Taylor está, e se encontrou Leila no apartamento. Massageio a testa. Sim, Christian também vem com toda essa bagagem.
— Se puder me acompanhar, Sr... — Troy olha o nome no cartão — ...Grey.
* * *
CHRISTIAN ABRE A PORTA para mim, e eu me sento de novo no banco do passageiro.
— Obrigada — digo, quando ele se senta ao meu lado. Ele sorri.
— Não há de quê. — A música recomeça assim que Christian liga o motor.
— Quem está cantando? — pergunto.
— Eva Cassidy.
— Tem uma voz linda.
— Tem, tinha.
— Ah.
— Morreu jovem.
— Ah.
— Está com fome? Você não terminou o café da manhã. — Ele me lança um olhar rápido, a desaprovação estampada no rosto.
Xi.
— Estou.
— Então primeiro vamos almoçar.
Christian conduz o carro na direção da orla e depois segue para o norte, ao longo do viaduto Alaskan Way. Mais uma vez o dia em Seattle está lindo. Nas últimas semanas o tempo tem se mantido incomumente bom.
Christian parece feliz e descontraído enquanto ouvimos a voz doce e triste de Eva Cassidy e seguimos pela estrada. Alguma vez já me senti tão tranquila em sua companhia antes? Não sei.
Sinto-me menos tensa a respeito de seu temperamento, confiante de que ele não vai me castigar, e ele também parece mais à vontade. Ele vira à esquerda, seguindo pela orla, e entra num estacionamento em frente a uma ampla marina.
— Vamos comer aqui. Vou abrir a porta para você — diz de um jeito que indica que é melhor eu não me mover, e o vejo dando a volta no carro. Será que um dia vou me acostumar a isso?
* * *
ANDAMOS DE MÃOS dadas até a orla, onde a marina se estende diante de nós.
— Quantos barcos — murmuro, admirada.
São centenas deles, de todos os formatos e tamanhos, subindo e descendo nas águas tranquilas da marina. No estuário de Puget, dezenas de velas deslizam ao vento, de um lado para o outro. É uma vista extraordinária. O vento aumentou um pouco, então aperto o casaco em meu corpo.
— Frio? — pergunta ele, abraçando-me com força.
— Não, só admirando a vista.
— Poderia admirá-la o dia inteiro. Venha, por aqui.
Christian me leva até um bar à beira-mar e se dirige ao caixa. A decoração é mais típica da Nova Inglaterra do que da Costa Oeste: paredes brancas, móveis azul-claros e enfeites náuticos pendurados por toda parte. É um lugar iluminado e alegre.
— Sr. Grey! — O barman cumprimenta Christian calorosamente. — O que vai querer hoje?
— Boa tarde, Dante. — Christian sorri enquanto nos sentamos nos bancos do bar. — Esta bela moça é Anastasia Steele.
— Bem-vinda ao SP’s Place. — Dante me lança um sorriso amigável. Ele é negro e lindo, os olhos escuros me avaliando e, ao que parece, aprovando. Um grande diamante em sua orelha pisca para mim. Gosto dele imediatamente. — O que vai querer beber, Anastasia? — Viro-me para Christian, que me encara em expectativa. Ah, ele vai me deixar escolher.
— Por favor, pode me chamar de Ana, e vou beber o mesmo que Christian. — Sorrio timidamente para Dante. Christian é muito melhor do que eu para escolher vinhos.
— Vou tomar uma cerveja. Este é o único bar em Seattle que tem Adnams Explorer.
— Cerveja?
— É. — Ele sorri para mim. — Duas Adnams Explorers, por favor, Dante.
Dante concorda e coloca as cervejas no balcão.
— Eles fazem um ensopado de frutos do mar delicioso aqui — diz Christian.
Ele está perguntando minha opinião.
— Ensopado e cerveja parece ótimo. — Sorrio para ele.
— Dois ensopados? — pergunta Dante.
— Por favor. — Christian sorri.
Conversamos durante a refeição como nunca fizemos antes. Christian está relaxado e calmo; parece jovem, feliz e animado apesar de tudo que aconteceu ontem. Ele me conta a história da Grey Enterprises Holdings, Inc. e, quanto mais revela, mais sinto sua paixão por dar um jeito em empresas com problemas, as esperanças que tem na tecnologia que está desenvolvendo e os sonhos de tornar a terra no terceiro mundo mais produtiva. Ouço, extasiada. Ele é engraçado, inteligente, filantrópico e bonito, e me ama.
Por sua vez, Christian me atormenta com perguntas sobre Ray e minha mãe, sobre como foi crescer nas florestas exuberantes de Montesano e minhas passagens breves pelo Texas e por Las Vegas. Ele quer saber quais são meus livros e filmes preferidos, e fico surpresa com o quanto temos em comum.
Enquanto conversamos, percebo que ele está deixando de ser o Alec do livro de Thomas Hardy para se transformar em Angel. Da vilania à perfeição em tão pouco tempo.
Já passam de duas da tarde quando terminamos de comer. Christian acerta a conta com Dante, que se despede de nós calorosamente.
— Esse lugar é ótimo. Obrigada pelo almoço — digo. Christian pega minha mão, e deixamos o bar.
— Voltaremos aqui — diz ele, e caminhamos à beira-mar. — Queria lhe mostrar uma coisa.
— Eu sei... e mal posso esperar para ver o que é.
* * *
CAMINHAMOS DE MÃOS DADAS ao longo da marina. É uma tarde muito agradável. As pessoas estão aproveitando o domingo: passeando com o cachorro, admirando os barcos, vendo os filhos correrem pelo calçadão.
À medida que avançamos pela marina, os barcos vão ficando maiores. Christian me leva até o cais e para diante de um catamarã enorme.
— Pensei que a gente podia velejar hoje. Este é o meu barco.
Puta merda. Deve ter no mínimo uns quinze metros. Dois cascos brancos e elegantes, um deck, uma cabine espaçosa e, estendendo-se até lá no alto, um mastro impressionante. Não sei nada de barcos, mas dá para perceber que este é especial.
— Uau... — murmuro, admirada.
— Construído por minha empresa — diz ele, com orgulho, e meu coração se infla. — Foi concebido do zero pelos melhores arquitetos navais do mundo e construído aqui em Seattle, no meu quintal. Motor elétrico híbrido, bolinas assimétricas, vela mestra de topo quadrado.
— Certo... está me deixando tonta, Christian.
Ele sorri.
— É um belo barco.
— Realmente parece imponente, Sr. Grey.
— E é, Srta. Steele.
— Qual é o nome?
Ele me leva até a lateral do barco para que eu possa ver por mim mesma: The Grace. Fico surpresa.
— Você deu o nome de sua mãe?
— Dei. — Ele inclina a cabeça, confuso. — Por que você acha isso estranho?
Dou de ombros. Estou surpresa, ele sempre parece ambíguo na presença dela.
— Adoro minha mãe, Anastasia. Por que não daria o nome dela ao meu barco?
Fico vermelha.
— Não, não é isso... é só... — Droga, como vou colocar isso em palavras?
— Anastasia, Grace Trevelyan-Grey salvou minha vida. Devo tudo a ela.
Olho para ele e deixo que a suave reverência em sua voz ao proferir essa confissão tome conta de mim. Fica claro, pela primeira vez, que ele ama a mãe. Por que então essa ambivalência estranha e tensa que ele tem em relação a ela?