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Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:

A Herdeira [em Português]
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- Você não é apenas uma mulher bonita - disse ele com um sorriso. Então, ele estava começando a notá-la.

Capítulo 26 Londres. Sexta-feira, 2 de novembro. 14 horas.

Alec Nichols estava na sauna do clube quando a porta se abriu e um homem entrou na peça de vapor, com uma toalha amarrada à cintura. Foi sentar-se no banco de madeira ao lado de Alec.

- Isto aqui Está quente como um colo de feiticeira, não é mesmo, Sir Alec?

Alec voltou-se. Era Jon Swinton.

- Como conseguiu entrar aqui?

- Disse que estava à minha espera - respondeu Swinton, piscando o olho.

- E está mesmo, não é?

- Não. Já lhe disse que preciso de um pouco mais de tempo.

- Disse também que sua priminha ia consentir na venda das ações que, depois disso, nos daria o dinheiro.

- Ela… ela mudou de idéia.

- Pois é melhor você convencê-la a não mudar de idéia.

- Vou convencê-la. é apenas uma questão de…

- É apenas uma questão de quanto papo-furado vamos tolerar de sua parte - disse Jon Swinton, chegando mais perto e fazendo Alec escorregar pelo banco para afastar-se dele. - Não queremos ser duros, porque é sempre bom ter um amigo de confiança no Parlamento. Mas acontece que há um limite para tudo… Nós lhe fizemos um favor. Agora, está na hora de você pagar. Tem de conseguir uma remessa de drogas para nós.

- Não! é impossível! Não posso fazer isso…

Alec viu de repente que tinha sido empurrado para aponta do banco, bem próximo ao recipiente de metal cheio de pedras quentes.

- Cuidado! - gritou Alec.

Swinton agarrou o braço de Alec e torceu-o, empurrando-o na direção das pedras.

Alec sentiu que os pêlos de seu braço começavam a chamuscar.

- Não!

No instante seguinte, o braço foi comprimido contra as pedras, e Alec soltou um grito de dor. Em seguida, rolou pelo chão. Swinton inclinou-se para ele e disse:

- Dê um jeito. Depois a gente se vê.

Capítulo 27 Berlim. Sábado, 3 de novembro. 18 horas.

Anna Roffe Gassner não sabia por quanto tempo poderia agüentar aquilo. Era uma prisioneira dentro de sua própria casa. A não ser nas poucas horas em que a faxineira aparecia uma vez por semana, ela e os filhos ficavam sozinhos e inteiramente à mercê de Walther. Este nem se dava mais ao trabalho de esconder o seu ódio. Anna estava no quarto das crianças, ouvindo um disco que gostava muito.

- Estou farto de ouvir isso! - gritou Walther, entrando impetuosamente. Quebrou o disco, enquanto as crianças se encolhiam de terror. Anna tentou acalmá-lo.

- Desculpe, Walther. Não sabia que você estava em casa. Quer alguma coisa?

Walther avançou para ela, com os olhos fuzilantes, e disse:

- Temos de nos livrar das crianças, Anna.

Colocou as mãos nos ombros dela.

- O que acontecerá nesta casa será nosso segredo. Nosso segredo. Nosso segredo.

Nosso segredo. Sentiu as palavras ressoarem-lhe na cabeça enquanto os braços de Walther a apertavam até que ela não pôde mais respirar. Perdeu os sentidos. Quando Anna voltou a si estava deitada em sua cama. As cortinas estavam descidas. Olhou para o relógio na mesa-de-cabeceira. Seis horas da tarde. A casa estava em silêncio, um silêncio sinistro. Pensou imediatamente nas crianças. Levantou-se com as pernas trêmulas e foi até à porta do quarto. Estava trancada por fora. Encostou o ouvido à porta, procurando escutar. Devia estar ouvindo o barulho das crianças.

Não podiam deixar de procurá-la. Se pudessem, se ainda estivessem vivas… Suas pernas tremiam tanto que teve dificuldade em ir até o telefone. Rezou em silêncio ao tirar o fone do gancho. Ouviu o ruído e hesitou, pensando no que Walther faria se a surpreendesse de novo.

Começou a discar com as mãos trêmulas. Por isso, discou errado. Pela segunda vez também. Começou a chorar. Havia tão pouco tempo! Procurando dominar-se, e com movimentos muito lentos, discou 110. Ouviu a campainha tocar e em seguida uma voz milagrosa de homem.

- Aqui fala o Socorro Urgente da Polícia.

Anna não conseguiu articular uma só palavra.

- Fala o Socorro Urgente da Polícia. Que deseja?

- Por favor! Mande alguém aqui! Estou em grande perigo! Mande alguém…

Walther apareceu diante dela, arrancando-lhe o telefone da mão e atirou-a na cama com um empurrão. Com a respiração entrecortada arrancou o fio do telefone da parede e voltou-se para Anna.

- As crianças… - murmurou ela. - O que você fez com as crianças?

Walther não respondeu.

A Divisão Central da polícia Criminal de Berlim ficava na Keithstrasse, 2832, um bairro de aspecto comum, em que havia tantos edifícios de apartamentos quanto de escritórios. O número de emergência do Departamento de Delitos Pessoal era dotado de um dispositivo automático que não permite que uma ligação fosse desfeita enquanto não fosse cortada eletronicamente pela mesa da polícia.

Graças a isso, era possível apurar a procedência de todos os telefonemas, por mais breve que tivesse sido a conversação. Esse dispositivo era um equipamento moderno de que o departamento se orgulhava. Cinco minutos depois do telefonema de Anna Gassner, o detetive Paul Lange entrou no gabinete do seu chefe, o major Wageman, tendo na mão um toca-fitas.

- Gostaria que escutasse isso - disse o detetive e apertou um botão. Ouviu-se uma voz metálica dizer: "Aqui fala o Socorro Urgente da Polícia. Que deseja?" Ouviu-se então uma voz de mulher, cheia de terror: "Por favor! Mandem alguém aqui! Estou em grande perigo! Mandem alguém…" Houve um estalo, depois um baque, e o telefone ficou mudo.

- Identificou o telefonema? - perguntou o major Wageman.

- Sabemos de que casa foi dado o telefonema - respondeu o detetive. -Qual é o problema então? Fale com a Central para mandar um carro imediatamente para lá.

- Quero a sua autorização primeiro - disse Lange, colocando uma folha de papel na mesa diante do major.

- Epa! - exclamou Wageman. - Tem certeza?

- Tenho, major.

Wageman olhou para a folha de papel. O telefone constava da lista em nome de Walther Gassner, chefe da divisão alemã da Roffe and Sons, uma das grandes empresas da Alemanha. Não havia necessidade de discutir as consequências. Só um idiota poderia desconhecê-las. Um passo em falso, e ambos poderiam ser demitidos.

- Muito bem - disse Wageman, depois de refletir um pouco. - Acho que você deve ir pessoalmente. E tenha muito cuidado, entendeu?

- Entendi, major.

A propriedade de Gassner ficava em Wannsee, um subúrbio de classe alta na parte sudoeste de Berlim. O detetive Lange seguiu pelo caminho mais longo, o da Hohenszollerndamm, e não pela Autobahn, para encontrar o tráfego livre. Atravessou o Clayalle e passou pelo edifício da CIA, escondido por trás de mais de um quilômetro de cercas de arame farpado.

Passou pelo quartel-general do exército americano e virou à direita para o que fora conhecido em outros tempos como Rodovia 1, a estrada mais longa da Alemanha, que ia da Prússia Oriental às fronteiras da Bélgica. À sua direita, ficava a Brück der Einheit, a Ponte da Unidade.

O detetive Lange saiu da grande estrada para as colinas cobertas de florestas de Wannsee. O lugar era muito bonito. Às vezes, aos domingos, o detetive Lange ia com a mulher para aqueles lados só para apreciarem as lindas casas. Encontrou o endereço que procurava pelo longo caminho que levava à casa de Walther Gassner. A dinastia Roffe era bastante poderosa para derrubar governos. Seguindo o conselho do seu chefe, o detetive Lange estava empenhado em ter o máximo de cuidado. Parou o carro à porta da casa de três andares, saltou, tirou o chapéu e tocou a campainha. Esperou. Havia o pesado silêncio de uma casa deserta.

Sabia que isso era impossível e tornou a tocar. Nada senão aquele silêncio completo e opressivo. Já estava pensando em ir tentar os fundos da casa quando a porta se abriu inesperadamente. Uma mulher apareceu. Era de meia-idade e de feições comuns. O detetive Lange pensou que fosse a governanta. Mostrou a sua carteira de identificação e disse:

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