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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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Continuo arfando, tentando acalmar minha respiração, meu coração disparado e meus pensamentos tumultuados. Uau... isso foi incrível. Abro os olhos, e ele está com a testa colada à minha, olhos fechados, a respiração ofegante. Christian abre os olhos e me encara com uma expressão sombria, mas meiga. Ainda está dentro de mim. Inclinando-se, me dá um beijo delicado na testa e sai de dentro de mim devagar.

— Ai. — Contraio o rosto diante da sensação desconhecida.

— Machuquei você? — pergunta Christian deitado ao meu lado, apoiado no cotovelo.

Ele prende atrás da minha orelha uma mecha que se soltou do meu cabelo. E sou obrigada a abrir um enorme sorriso.

Você está me perguntando se me machucou?

— Eu não deixei de reparar na ironia — diz com um sorriso sardônico. — Falando sério, você está bem?

Os olhos dele são intensos, perspicazes, até exigentes.

Espreguiço-me embaixo dele, profundamente relaxada. Sorrio. Não consigo parar de sorrir. Agora entendo todo o estardalhaço. Dois orgasmos... desabar inteira, me sentir como se estivesse dentro de uma máquina de lavar, nossa. Eu não tinha ideia do que meu corpo era capaz, de ser tão contido e liberado com tanta violência, de modo tão gratificante. O prazer foi indescritível.

— Você está mordendo o lábio e não me respondeu.

Ele franze o cenho. Olho para ele, travessa. Está glorioso com aquele cabelo desgrenhado, aqueles ardentes olhos cinzentos apertados, e aquela expressão séria e sombria.

— Eu gostaria de fazer isso de novo — sussurro.

Por um momento, penso ver uma expressão de alívio lhe passar pelo rosto, antes de ele semicerrar as pálpebras e me olhar com os olhos velados.

— Gostaria agora, Srta. Steele? — pergunta secamente.

Inclina-se e me dá um beijinho no canto da boca.

— Você é uma senhorita exigente, não? Vire-se de costas.

Pisco para ele por um instante, e me viro. Ele desabotoa meu sutiã e passa as mãos pelas minhas costas até minha bunda.

— Você tem mesmo uma pele linda — murmura.

Ele faz um movimento, empurrando uma perna entre as minhas, e está deitado nas minhas costas. Sinto a pressão dos botões de sua camisa enquanto ele afasta o cabelo do meu rosto e beija meus ombros nus.

— Por que você está de camisa? — pergunto.

Ele para. Em seguida, tira a camisa, e se deita em cima de mim. Sinto sua pele quente na minha. Humm... a sensação é divina. Ele tem pelos dourados no peito que fazem cócegas nas minhas costas.

— Então você quer que eu te coma de novo? — sussurra ele no meu ouvido, e começa a me dar aqueles beijinhos muito de leve em volta da orelha e pelo pescoço.

Sua mão desce, roçando minha cintura, meus quadris e minha coxa até o joelho. Ele levanta mais meu joelho, e me falta ar... O que ele está fazendo agora? Se ajeitando entre as minhas pernas, colado nas minhas costas, e sua mão some pela minha coxa na direção da minha bunda. Ele afaga devagarinho meu rosto, e desce os dedos até entre minhas pernas.

— Vou te comer por trás, Anastasia — murmura ele, e, com a outra mão, me agarra pelo cabelo na nuca e puxa de leve, me prendendo. Não consigo mexer a cabeça. Estou imobilizada embaixo dele, sem poder fazer nada.

— Você é minha — sussurra. — Só minha. Não se esqueça disso. — Sua voz é embriagadora, suas palavras, excitantes e sedutoras. Sinto sua ereção crescente na minha coxa.

Seus dedos massageiam delicadamente meu clitóris, em lentos movimentos circulares. Gosto da sua respiração em meu rosto enquanto ele vai mordiscando devagarinho minha mandíbula.

— Você tem um cheiro divino. — Ele esfrega o nariz atrás da minha orelha. Suas mãos me massageiam em movimentos circulares. Num reflexo, meus quadris começam a se mexer, imitando o movimento da mão dele, e uma onda lancinante de prazer corre no meu sangue como adrenalina.

— Fique quieta — ordena ele, a voz meiga mas imperiosa, e enfia o polegar devagarinho dentro de mim, girando e girando, roçando a parede da minha vagina.

O efeito é enlouquecedor — toda a minha energia concentrada naquele pontinho dentro do meu corpo. Gemo.

— Gostou disso? — pergunta ele baixinho, passando os dentes na minha orelha, e começa a flexionar o polegar lentamente, para dentro e para fora... os dedos ainda em movimentos circulares.

Fecho os olhos, tentando manter a respiração sob controle, tentando absorver as sensações caóticas e desordenadas que os dedos dele estão desencadeando em mim, meu corpo pegando fogo. Gemo de novo.

— Você ficou muito molhada, bem depressa. É bastante sensível. Ah, Anastasia, eu gosto disso. Gosto muito disso — murmura.

Quero esticar as pernas, mas não consigo me mexer. Ele está me prendendo, mantendo um ritmo constante, lento e tortuoso. É absolutamente delicioso. Gemo de novo, e ele muda de posição de repente.

— Abra a boca — ordena, e mete o polegar na minha boca.

Arregalo os olhos, pestanejando loucamente.

— Sinta o seu gosto — diz ele baixinho no meu ouvido. — Chupa.

Seu polegar pressiona minha língua, e fecho a boca, chupando-o freneticamente. Provo o gosto salgado do seu polegar e o leve travo metálico do sangue. Puta merda. Isso é errado, mas, puta que pariu, é erótico.

— Quero foder a sua boca, Anastasia, e vou fazer isso daqui a pouco — ele fala com uma voz rouca, áspera, a respiração mais irregular.

Foder a minha boca!, gemo, e mordo o lábio. Ele arqueja, e puxa meu cabelo com mais força. Dói, e eu o solto.

— Menina sacana, gostosa — murmura ele, e se estica para pegar um envelope de papel laminado na mesa de cabeceira. — Fique quietinha, sem se mexer — ordena ao soltar meu cabelo.

Abre o envelope enquanto estou respirando forte, o sangue correndo rápido em minhas veias. A expectativa é estimulante. Ele torna a pôr o peso todo em cima de mim, e agarra meu cabelo, imobilizando minha cabeça. Não consigo me mexer. Ele me capturou de uma forma tentadora, e está posicionado, pronto para me comer de novo.

— Vamos muito devagar dessa vez, Anastasia — sussurra ele.

E, lentamente, me penetra, bem devagar, até estar todo dentro de mim. Aumentando e me ocupando, implacável. Solto um gemido alto. Agora a sensação vai mais fundo, deliciosa. Torno a gemer, e ele mexe os quadris deliberadamente num movimento circular e se retira, faz uma pausa e torna a meter. Repete o movimento várias vezes. Está me levando à loucura, aquelas estocadas provocantes, lentas e calculadas, e a sensação intermitente de completude é avassaladora.

— Você é muito gostosa — repete ele, e minhas entranhas começam a estremecer. Ele sai e espera. — Ah não, ainda não — sussurra, e, conforme o estremecimento vai cessando, recomeça todo o processo.

— Oh, por favor — imploro. Não sei ao certo se consigo aguentar muito mais. Meu corpo está todo tenso, implorando pelo relaxamento.

— Quero machucar você, baby — murmura ele, e continua aquele doce tormento, sem pressa, indo e vindo. — Cada vez que você se mexer amanhã, quero que se lembre que estive aí. Só eu. Você é minha.

Gemo.

— Por favor, Christian — sussurro.

— O que você quer, Anastasia? Diga.

Gemo de novo. Ele se retira e torna a me penetrar lentamente, mexendo de novo os quadris em movimentos circulares.

— Diga — ele pede.

— Você, por favor.

Ele aumenta imperceptivelmente o ritmo, e sua respiração fica mais irregular. Começo a sentir espasmos, e Christian acelera.

— Você. É. Muito. Gostosa — murmura ele entre uma estocada e outra. — Eu. Quero. Você. Muito.

Gemo.

— Você. É. Minha. Goza para mim, baby — grunhe ele.

Suas palavras são a minha perdição, empurrando-me no abismo. Meu corpo estremece em volta dele, e eu gozo, ruidosamente, gritando com a boca no colchão uma versão engrolada do nome dele. Christian segue com duas estocadas secas, e para, se derramando dentro de mim ao gozar. Desaba em cima de mim, o rosto no meu cabelo.

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