Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
READ-E-BOOK » Классические детективы » Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]

Электронная книга - «Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]». Краткое содержание книги:

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
1 ... 288 289 290 291 292 293 294 295 296 ... 446
Перейти на страницу:

– Alguma ordem, senhor?

– Você vai tomar este trem para a cidade, Cartwright. Quando chegar, mandará um telegrama para sir Henry Baskerville em meu nome, para dizer que se ele encontrar o caderninho de notas que deixei cair, deve mandá-lo registrado pelo correio para Baker Street.

– Sim, senhor.

– E pergunte no escritório da estação se há um recado para mim.

O menino voltou com um telegrama, que Holmes me entregou. Ele dizia: “Telegrama recebido. Indo para aí com mandado não assinado. Chego 17:40h. Lestrade.”

– Este é uma resposta ao meu desta manhã. Ele é o melhor dos profissionais, eu acho, e podemos precisar da sua ajuda. Agora, Watson, acho que não podemos usar melhor o nosso tempo do que visitando a nossa conhecida, sra. Laura Lyons.

Seu plano de ação estava começando a ficar evidente. Ele usaria o baronete para convencer os Stapletons de que havíamos realmente ido embora, enquanto na verdade voltaríamos no momento em que provavelmente seríamos necessários. Aquele telegrama de Londres, se mencionado por sir Henry aos Stapletons, deveria afastar as últimas suspeitas de suas mentes. Eu já tinha a impressão de ver as nossas redes se apertando em torno daquele lúcio de queixo fino.

A sra. Laura Lyons estava no escritório, e Sherlock Holmes iniciou sua entrevista com uma franqueza e uma objetividade que a deixaram muito espantada.

– Estou investigando as circunstâncias que cercaram a morte de sir Charles Baskerville – ele disse. – Meu amigo aqui, o dr. Watson, contou-me o que a senhora havia comunicado a ele, e também o que a senhora escondeu em relação a esse assunto.

– O que foi que eu escondi? – ela perguntou de modo desafiador.

– A senhora confessou que pediu a sir Charles para estar no portão às 22 horas. Nós sabemos que este foi o lugar e a hora da sua morte. A senhora escondeu qual a relação que há entre estes fatos.

– Não há nenhuma relação.

– Nesse caso a coincidência realmente deve ser extraordinária. Mas acho que conseguiremos estabelecer uma relação, afinal de contas. Desejo ser absolutamente franco com a senhora. Consideramos este caso como assassinato, e a prova pode implicar não só o seu amigo sr. Stapleton, mas também a mulher dele.

A dama saltou da cadeira.

– Sua mulher! – ela exclamou.

– O fato não é mais segredo. A pessoa que tem passado por sua irmã é, na verdade, sua mulher.

A sra. Lyons havia se sentado novamente. Suas mãos estavam agarradas aos braços da cadeira, e vi que as unhas cor-de-rosa tinham ficado brancas com a pressão.

– Sua mulher! – ela repetiu. – Sua mulher! Ele não é casado.

Sherlock Holmes encolheu os ombros.

– Prove-me! Prove-me! E se conseguir fazer isso... – O brilho feroz dos seus olhos foi mais eloqüente do que quaisquer palavras.

– Vim preparado para isso – disse Holmes, tirando vários documentos do bolso. – Aqui está uma fotografia do casal tirada em York há quatro anos. Está endossada “sr. e sra. Vandeleur”, mas a senhora não terá nenhuma dificuldade em reconhecê-lo, e a ela também, se a conhece de vista. Aqui estão três descrições por escrito, de testemunhas dignas de confiança, do sr. e da sra. Vandeleur, que nessa época tinham o colégio particular de St. Oliver. Leia-as e diga se pode duvidar da identidade destas pessoas.

Ela olhou para elas e depois ergueu os olhos para nós com o rosto imóvel e rígido de uma mulher desesperada.

– Sr. Holmes – ela disse –, este homem ofereceu-se para se casar comigo com a condição de eu conseguir o divórcio do meu marido. Ele mentiu para mim, o vilão, de todas as maneiras possíveis. Ele jamais me disse uma palavra verdadeira. E por quê, por quê? Imaginei que tudo fosse para o meu próprio bem. Mas agora vejo que nunca fui nada além de um instrumento em suas mãos. Por que devo continuar fiel a ele, que nunca foi fiel a mim? Por que devo tentar protegê-lo das conseqüências dos seus próprios atos perversos? Pergunte-me o que quiser, e não esconderei nada. Uma coisa eu juro ao senhor, e essa é que quando escrevi a carta, nunca imaginei prejudicar o velho cavalheiro, que foi o meu amigo mais bondoso.

– Acredito totalmente na senhora, madame – disse Sherlock Holmes. –  A narração destes acontecimentos deve ser muito penosa para a senhora, e talvez seja mais fácil se eu lhe contar o que ocorreu, e a senhora pode me corrigir se eu cometer algum erro. O envio desta carta foi sugerido à senhora por Stapleton?

– Ele a ditou.

– Suponho que o motivo que ele deu foi que a senhora receberia ajuda de sir Charles para as despesas legais relativas ao seu divórcio.

– Exatamente.

– E depois que a senhora enviou a carta, ele fez com que desistisse de comparecer ao encontro?

– Ele me disse que ficaria com o seu orgulho ferido se algum outro homem desse o dinheiro com esse objetivo, e que, embora ele fosse um homem pobre, empregaria o seu último pêni para remover os obstáculos que nos separavam.

– Ele parece ter um caráter muito coerente. E depois a senhora não soube de mais nada até ler as notícias da morte no jornal?

– Não.

– E ele a fez jurar que não iria contar nada sobre o seu encontro marcado com sir Charles?

– Fez. Ele disse que a morte foi muito misteriosa, e que certamente desconfiariam de mim se os fatos fossem revelados. Ele me assustou para que eu ficasse em silêncio.

– Exatamente. Mas a senhora nunca desconfiou?

Ela hesitou e baixou os olhos.

– Eu o conhecia – disse ela. – Mas se ele tivesse sido fiel a mim, eu seria sempre fiel a ele.

– Acho que, de modo geral, a senhora escapou com sorte – disse Sherlock Holmes. – A senhora o teria em seu poder e ele sabia disso, e contudo a senhora está viva. A senhora andou durante alguns meses muito perto da beira do precipício. Devemos desejar-lhe bom-dia agora, sra. Lyons, e é provável que a senhora muito em breve tenha notícias nossas outra vez.

– O nosso caso está se completando, e dificuldade após dificuldade está se desvanecendo diante de nós – disse Holmes quando estávamos esperando a chegada do expresso da cidade. – Logo estarei em condição de colocar numa única narrativa articulada um dos crimes mais estranhos e sensacionais dos últimos tempos. Os estudantes de criminologia irão se lembrar de incidentes análogos em Godno, na Pequena Rússia,* no ano de 1866, e naturalmente há os assassinatos de Anderson na Carolina do Norte, mas este caso possui algumas características que são inteiramente próprias. Mesmo agora, não temos uma base definida para um processo contra este homem astuto. Mas ficarei muito surpreso se ele não estiver bastante definido antes de irmos para a cama esta noite.

O expresso de Londres entrou resfolegando na estação, e um homem pequeno e forte, parecido com um buldogue, saltou de um vagão da primeira classe. Nós três apertamos as mãos, e vi logo, pelo modo reverente como Lestrade olhava para o meu amigo, que ele aprendera um bocado desde o tempo em que haviam trabalhado juntos pela primeira vez. Pude me lembrar bem do desprezo que as teorias do intelectual costumavam despertar então no homem prático.

– Alguma coisa boa? – ele perguntou.

– A maior de muitos anos – disse Holmes. – Temos duas horas antes de precisarmos pensar em partir. Acho que devemos usá-las para jantar, e depois, Lestrade, vamos tirar a cerração de Londres da sua garganta dando-lhe um pouco do ar puro da noite de Dartmoor. Nunca esteve lá? Ah, bem, acho que você não vai se esquecer de sua primeira visita.

o cão dos baskervilles

Um dos defeitos de Sherlock Holmes, se é que realmente se pode chamar isso de defeito, era o fato de ser excessivamente avesso a comunicar os seus planos completos a qualquer outra pessoa até o momento da sua execução. Em parte isso vinha sem dúvida da sua própria natureza autoritária, que adorava dominar e surpreender aqueles que estavam à sua volta. Em parte, também, da sua cautela profissional, que o impedia sempre de correr qualquer risco. Mas o resultado era muito penoso para aqueles que estavam agindo como seus agentes e assistentes. Eu havia sofrido com isso muitas vezes, mas nunca tanto quanto durante aquela longa viagem de charrete na escuridão. A grande provação estava diante de nós; pelo menos estávamos prestes a fazer o nosso esforço final, e apesar disso Holmes não havia dito nada, e pude apenas imaginar qual seria o curso da sua ação. Meus nervos formigaram de expectativa quando, finalmente, o

1 ... 288 289 290 291 292 293 294 295 296 ... 446
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)