Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Foi. Eu estava baixo demais para aterrissar bem. Mas, de alguma forma, consegui.
Droga. Meus olhos se voltam para os dele, e ele parece circunspecto, a água jorrando em cima de nós.
— Quão perto foi de dar errado?
Ele me encara.
— Perto. — E faz uma pausa. — Por alguns segundos terríveis, achei que nunca mais ia ver você.
Eu o abraço com força.
— Não posso imaginar minha vida sem você, Christian. Eu amo tanto você que isso me assusta.
— Eu também — ofega. — Minha vida seria vazia sem você. Amo tanto você. — Ele aperta os braços em volta de mim e enfia o rosto em meu cabelo. — Nunca vou deixar você ir embora.
— Não quero ir embora, nunca. — Beijo seu pescoço, e ele se abaixa e me beija com carinho.
Depois de um momento, ele se mexe.
— Vamos, vamos secar você e colocar você na cama. Estou exausto e você parece que levou uma surra.
Eu me inclino para trás e arqueio uma sobrancelha diante de sua escolha de palavras. Ele deita a cabeça de lado e sorri para mim.
— Você tem algo a dizer, Srta. Steele?
Nego com a cabeça e me coloco de pé, cambaleante.
* * *
ESTOU SENTADA NA cama. Christian insistiu em secar meu cabelo — o que faz muito bem. Como ele aprendeu isso é um pensamento desagradável, então o afasto depressa. Já passam das duas da manhã, e eu estou pronta para dormir. Christian me olha e reexamina o chaveiro antes de subir na cama. Ele balança a cabeça mais uma vez, incrédulo.
— É tão maneiro. O melhor presente de aniversário que já ganhei. — Ele me encara, o olhar suave e cálido. — Melhor até que o pôster assinado do Giuseppe DeNatale.
— Eu teria respondido-lhe antes, mas como seu aniversário estava chegando... O que dar ao homem que já tem tudo? Pensei em dar... eu mesma.
Ele coloca o chaveiro na mesa de cabeceira e se aninha ao meu lado, puxando-me em seus braços, contra seu peito, e ficamos de conchinha.
— É perfeito. Igual a você.
Sorrio, embora ele não consiga ver minha expressão.
— Estou longe de ser perfeita, Christian.
— Você está rindo de mim, Srta. Steele?
Como ele sabe?
— Talvez. — Rio. — Posso lhe perguntar uma coisa?
— Claro. — Ele dá uma fungada no meu pescoço.
— Você não telefonou no caminho para Portland. Foi mesmo por causa de José? Você estava preocupado porque eu estava aqui sozinha com ele?
Christian não responde. Eu me viro para encará-lo, e seus olhos estão arregalados diante de minha reprovação.
— Você tem noção de como isso é ridículo? O tanto de estresse que você fez eu e a sua família passar? Nós todos amamos muito você.
Ele pisca algumas vezes e depois abre seu sorriso tímido para mim.
— Não tinha ideia de que estaria todo mundo tão preocupado.
— Quando é que essa sua cabeça grande vai entender que as pessoas amam você? — Contraio os lábios.
— Cabeça grande? — Ele arregala os olhos, surpreso.
Faço que sim com a cabeça.
— É. Cabeça grande.
— Não acho que a minha cabeça seja proporcionalmente maior do que o restante do meu corpo.
— Estou falando sério! Pare de tentar me fazer rir. Ainda estou meio brava com você, embora isso tenha sido um tanto amenizado pelo fato de que você está em casa são e salvo, quando eu pensei... — minha voz desaparece assim que me lembro daquelas horas de ansiedade. — Bem, você sabe o que eu pensei.
Seu olhar suaviza, e ele acaricia meu rosto.
— Desculpe.
— E a sua mãe, coitada. Foi muito comovente, ver você com ela — sussurro.
Ele sorri timidamente.
— Nunca a vi daquele jeito. — Ele pisca ao se lembrar. — É, foi realmente impressionante. Ela é sempre tão contida. Foi um choque e tanto.
— Está vendo? Todo mundo ama você. — Sorrio. — Talvez agora você comece a acreditar. — Eu o beijo suavemente. — Feliz aniversário, Christian. Que bom que você está aqui para dividir seu dia comigo. E você nem viu o que eu preparei pra você amanhã... hum... hoje — sorrio.
— Tem mais? — diz ele, espantado, e seu rosto irrompe num sorriso de tirar o fôlego.
— Ah, sim, Sr. Grey, mas você vai ter que esperar.
* * *
ACORDO DE REPENTE de um sonho ou pesadelo, meu coração pulando. Viro, em pânico, e, para meu alívio, Christian está num sono profundo ao meu lado. Como eu me mexi, ele se agita na cama e estende o braço sobre mim, descansando a cabeça em meu ombro, suspirando baixinho.
O quarto está banhado pela luz da manhã. São oito horas. Christian nunca dorme até tão tarde. Eu me recosto e deixo meu coração se acalmar. Por que a ansiedade? Ainda é por causa da noite passada?
Viro-me e olho para ele. Ele está aqui. Está bem. Respiro fundo, acalmando-me, e fito seu belo rosto. Um rosto que agora me é tão familiar, todas as suas reentrâncias e sombras eternamente gravadas em minha mente.
Ele parece muito mais jovem quando está dormindo, e eu sorrio porque hoje ele está um ano inteiro mais velho. Abraço a mim mesma, pensando em meu presente. Hum... o que ele vai fazer? Talvez eu devesse começar trazendo café da manhã na cama para ele. Além do mais, José ainda pode estar aqui.
Encontro José na bancada da cozinha, comendo uma tigela de cereal. Não posso deixar de corar ao vê-lo. Ele sabe que passei a noite com Christian. Por que de repente me sinto tão tímida? Não é como se eu estivesse nua ou algo assim. Estou com meu roupão de seda que vai até o pé.
— Bom dia, José. — Sorrio, espantando a timidez.
— Ei, Ana! — Seu rosto se ilumina, ele parece genuinamente feliz em me ver. Não há nenhum indício de implicância ou desdém em sua expressão.
— Dormiu bem? — pergunto.
— Muito. A vista daqui de cima é demais.
— É, sim. Muito especial — como o dono do apartamento. — Quer um café da manhã de homem? — provoco.
— Adoraria.
— É aniversário do Christian hoje, vou preparar um café na cama pra ele.
— Ele está acordado?
— Não, acho que está exausto de ontem — afasto depressa o olhar dele e caminho até a geladeira, para que ele não me veja corar. Caramba, é só o José. Quando tiro os ovos e o bacon da geladeira, José está sorrindo para mim.
— Você gosta mesmo dele, não é?
Aperto os lábios.
— Eu o amo, José.
Ele arregala os olhos por um momento; em seguida, sorri.
— E por que não amaria? — pergunta, gesticulando ao redor para a sala de estar.
Faço cara feia para ele.
— Puxa, obrigada!
— Ei, Ana, estou só brincando.
Hum... será que sempre vou receber esse tipo de crítica? De que estou me casando com Christian por causa do dinheiro?
— Sério, estou brincando. Você nunca foi esse tipo de garota.
— Que tal uma omelete? — pergunto, mudando de assunto. Não quero discutir.
— Claro.
— Para mim também — diz Christian, entrando na sala de estar.
Puta merda, ele está só com a calça do pijama, que pende de seu quadril daquele jeito absolutamente sensual.
— José. — Ele acena com a cabeça.
— Christian. — José devolve seu aceno solene.
Christian se vira para mim e sorri enquanto eu o encaro. Ele fez de propósito. Semicerro os olhos, tentando desesperadamente recuperar o equilíbrio, e a expressão de Christian se altera sutilmente. Ele sabe que eu sei o que ele está tramando, e ele não se importa.
— Eu ia levar seu café na cama.
Ele caminha imponente em minha direção, envolve-me com um braço, ergue meu queixo e planta um beijo molhado e barulhento em meus lábios. Nada típico de Christian!
— Bom dia, Anastasia — diz.
Minha vontade é fazer cara feia para ele e mandá-lo se comportar, mas é aniversário dele. Fico vermelha. Por que ele tem que ser tão territorial?
— Bom dia, Christian. Feliz aniversário. — Abro um sorriso, e ele sorri de volta, irônico, para mim.