Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Como devo me comportar?
Suas sobrancelhas se franzem.
— Do jeito que você quiser.
Ah!
— Você estava esperando meu alter ego, Anastasia? — pergunta, seu tom vagamente zombeteiro e espantado ao mesmo tempo. Pisco para ele.
— Bem, estava. Gosto dele — murmuro.
Ele sorri consigo mesmo e passa o polegar ao longo de minha bochecha.
— Ah, gosta, é? — sussurra e corre o polegar por todo o meu lábio inferior. — Sou seu amante, Anastasia, não seu Dominador. Gosto de ouvir seu riso e sua gargalhada de menina. Gosto de você relaxada e feliz, como nas fotos de José. Foi essa a menina que apareceu no meu escritório. Foi por ela que me apaixonei.
Fico boquiaberta, e uma onda bem-vinda de calor surge em meu coração. É felicidade — pura felicidade.
— Mas tendo dito tudo isso, também gosto de fazer maldades com você, Srta. Steele, e meu alter ego conhece um truque ou outro. Então, faça o que estou mandando e se vire — seus olhos brilham com perversidade, e a felicidade se move acentuadamente para o sul, tomando-me com força e apertando cada tendão abaixo de minha cintura.
Obedeço. Atrás de mim, ele abre uma das gavetas e, um momento depois, está diante de mim de novo.
— Venha — ordena e puxa a gravata de leve, levando-me até a mesa.
À medida que passamos pelo sofá, vejo pela primeira vez que todas as varas desapareceram. Isso me distrai. Elas estavam aqui quando entrei ontem? Não me lembro. Será que Christian as retirou? A Sra. Jones? Christian interrompe minha linha de pensamento.
— Quero que você se ajoelhe nisto — diz, quando chegamos à mesa.
Ah, está bem. O que ele tem em mente? Minha deusa interior mal pode esperar para descobrir — ela já foi derrubada em cima da mesa e está olhando para ele com adoração.
Ele gentilmente me ergue sobre a mesa, e eu dobro as pernas debaixo de mim e me ajoelho diante dele, surpresa com minha própria graciosidade. Agora estamos olhos nos olhos. Ele leva as mãos até minhas coxas, agarra meus joelhos e separa minhas pernas, ficando de pé bem na minha frente. Está muito sério, os olhos sombrios, semicerrados... lascivos.
— Braços atrás das costas. Vou algemar você.
Ele pega uma algema de couro do bolso de trás da calça e passa os braços ao redor de mim. É isso. Para onde ele vai me levar dessa vez?
Sua proximidade é inebriante. Este homem vai ser meu marido. Dá para se cobiçar o próprio marido desse jeito? Não me lembro de nunca ter lido nada sobre isso. Sou incapaz de resistir a ele, e corro meus lábios entreabertos ao longo de sua mandíbula, sentindo a barba por fazer, uma combinação inebriante de pele pinicando e suavidade sob minha língua. Ele fica paralisado e fecha os olhos. Sua respiração falha, e ele se afasta.
— Pare. Ou isso vai terminar muito mais rápido do que nós dois queremos — adverte.
Por um momento, acho que talvez esteja com raiva, mas então ele sorri, e os olhos ardentes se iluminam com diversão.
— Você é irresistível — resmungo.
— Ah, sou, é? — diz ele secamente.
Faço que sim com a cabeça.
— Bem, não me distraia, ou vou amordaçar você.
— Gosto de distrair você — sussurro, encarando-o, teimosa, e ele ergue uma sobrancelha para mim.
— Ou lhe dar umas palmadas.
Hum... Tento esconder meu sorriso. Houve uma época, não faz muito tempo, em que suas ameaças me refreavam. Eu jamais teria a coragem de beijá-lo, espontaneamente, enquanto ele estivesse neste quarto. Percebo agora que já não me sinto intimidada por ele. É uma revelação. Sorrio maliciosamente, e ele sorri para mim.
— Comporte-se — rosna e se afasta, olhando para mim e batendo com as algemas de couro na palma da mão.
O aviso está lá, implícito em suas ações. Tento transmitir um ar de arrependimento, e acho que consigo. Ele se aproxima de mim de novo.
— Melhor — sussurra e passa os braços ao redor de mim mais uma vez, com as algemas na mão.
Resisto à tentação de tocá-lo, mas inspiro seu cheiro maravilhoso, ainda fresco com o banho de ontem à noite. Hum... Eu deveria engarrafar isso.
Estava esperando que ele algemasse meus pulsos, mas ele me prende pelos cotovelos, o que me faz arquear as costas, empinando os seios para a frente, embora meus cotovelos não estejam de jeito nenhum juntos um do outro. Assim que termina, ele volta para me admirar.
— Tudo bem? — pergunta.
Não é a mais confortável das posições, mas estou tão excitada com a expectativa de como ele vai conduzir isso que faço que sim com a cabeça, fechando os olhos.
— Ótimo.
Ele pega a venda no bolso de trás.
— Acho que você já viu o suficiente por hoje — murmura.
Ele desliza a venda pela minha cabeça, cobrindo meus olhos. Minha respiração acelera. Uau. Por que estar com olhos vendados é tão erótico? Estou aqui, amarrada e ajoelhada sobre uma mesa, esperando — uma sensação quente e pesada de expectativa no fundo da barriga. Ainda posso ouvir, no entanto, o ritmo melódico e constante da música. Ela ressoa pelo meu corpo. Não tinha notado ainda. Ele deve ter programado para repetir.
Christian se afasta. O que está fazendo? Ele caminha de volta para a cômoda e abre uma gaveta, em seguida, fecha-a de novo. Um momento depois, está de volta, e o sinto diante de mim, um cheiro pungente, rico e almiscarado no ar. É delicioso, quase de dar água na boca.
— Não quero estragar minha gravata preferida — murmura. E ela se solta pouco a pouco, à medida que ele desfaz o nó.
Inspiro profundamente à medida que a ponta da gravata viaja pelo meu corpo, fazendo cócegas pelo caminho. Estragar a gravata? Fico ouvindo com atenção para tentar descobrir o que ele vai fazer. Ele está esfregando as mãos. De repente, sinto os nós de seus dedos contra o meu rosto, descendo até o queixo ao longo da mandíbula.
Meu corpo desperta, atento, à medida que seu toque envia um arrepio delicioso ao longo dele. Ele pousa uma das mãos sobre meu pescoço, e ela está coberta por um óleo de cheiro adocicado e, portanto, desliza suavemente por ele, cruzando pelo colo até o ombro, seus dedos massageando minha pele com carinho. Hum, estou ganhando uma massagem. Não é o que eu esperava.
Ele coloca a outra mão em meu outro ombro e começa mais uma viagem provocante e lenta ao longo de minha clavícula. Solto um gemido baixinho enquanto ele prossegue em seu caminho na direção de meus seios cada vez mais sedentos pelo seu toque. É tentador. Arqueio-me mais na direção de seu toque hábil, mas suas mãos deslizam para as laterais do meu corpo, lentas, precisas, acompanhando o ritmo da música, e cuidadosamente evitando meus seios. Gemo, mas não sei se é de prazer ou de frustração.
— Você é tão linda, Ana — murmura ele, a voz baixa e rouca, sua boca junto ao meu ouvido.
Seu nariz segue a linha da minha mandíbula enquanto ele continua a me massagear — debaixo de meus seios, por toda a minha barriga, mais para baixo... Ele me beija por um instante nos lábios, então corre o nariz ao longo do meu pescoço. Caramba, estou pegando fogo... sua proximidade, suas mãos, suas palavras.
— E logo você vai ser minha mulher, na alegria e na tristeza — sussurra.
Meu Deus.
— Na saúde e na doença.
Caramba.
— Com meu corpo, vou venerar você.
Deito a cabeça para trás e solto outro gemido. Seus dedos correm por meus pelos pubianos, por cima do meu sexo, e ele esfrega a palma da mão contra meu clitóris.
— Sra. Grey — sussurra, a palma da mão se esfregando em mim.
Outro gemido.
— Isso — ofega ele, a palma da mão continuando a me provocar. — Abra a boca.
Estou arfando, e minha boca já está aberta. Abro um pouco mais, e ele escorrega um objeto grande de metal frio entre meus lábios. É da forma de uma chupeta gigante e tem pequenos sulcos ou reentrâncias e o que parece ser uma corrente na ponta. É grande.