Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Ah, Ana — ofega contra meus lábios, e é uma alegria que me deixa atônita.
Ele me ama, disso não tenho dúvidas, e eu saboreio o gosto desse homem delicioso, esse homem que pensei que nunca mais veria. Sua felicidade é evidente — os olhos brilhando, seu sorriso jovem —, e seu alívio, quase palpável.
— Pensei que tivesse perdido você — sussurro, ainda deslumbrada e sem fôlego por causa do beijo.
— Baby, vai ser preciso mais do que um 135 com defeito para me separar de você.
— Um 135?
— Charlie Tango. É um Eurocopter EC135, o mais seguro da categoria.
Alguma emoção sombria, mas que não posso identificar, cruza seu rosto momentaneamente, distraindo-me. O que ele não está me contando? Antes que eu possa perguntar, ele enrijece e olha para mim, franzindo a testa, e por um segundo acho que vai me contar. Pisco para ele, mirando seus olhos cinzentos e especulativos.
— Espere aí. Você me deu isso antes da consulta com Flynn — diz, segurando o chaveiro. Parece quase horrorizado.
Ai, Jesus, aonde ele quer chegar com isso? Concordo com a cabeça, mantendo uma expressão séria.
Ele fica boquiaberto.
— Queria que você soubesse que o que quer que Flynn dissesse, não faria diferença para mim. — Dou de ombros, desculpando-me.
Christian pisca para mim, incrédulo.
— Então, ontem à noite, quando eu estava implorando por uma resposta, eu já tinha uma? — Ele está consternado.
Concordo de novo com a cabeça, tentando desesperadamente avaliar sua reação. Ele me olha, embasbacado, mas, em seguida, aperta os olhos e sorri com ironia.
— Todo aquele nervosismo — sussurra, ameaçadoramente. Sorrio para ele, dando de ombros mais uma vez. — Ah, não me venha com essa cara de inocente, Srta. Steele. Neste momento, minha vontade é...
Ele passa a mão pelo cabelo, então balança a cabeça e muda de rumo.
— Não acredito que você me deixou esperando. — Seu sussurro é dominado pela descrença.
E sua expressão muda sutilmente, os olhos brilhando perversos, a boca se abrindo num sorriso carnal.
Minha nossa. Uma empolgação me atravessa o corpo. O que ele está pensando?
— Acredito que um castigo se faz necessário, Srta. Steele — diz lentamente.
Castigo? Ah, merda! Sei que ele está brincando, mas, de qualquer forma, dou um passo cauteloso para trás.
Ele sorri.
— É esse o jogo? — sussurra. — Porque eu vou pegar você. — Seus olhos ardem com uma intensidade luminosa e divertida. — E você ainda está mordendo o lábio — acrescenta, ameaçadoramente.
Sinto todas as minhas entranhas se contraindo ao mesmo tempo. Meu Deus. Meu futuro marido quer brincar. Dou mais um passo para trás e me viro para correr, em vão. Christian me agarra com facilidade num só golpe, enquanto eu grito de prazer, surpresa e choque. Ele me ergue por cima do ombro e me carrega pelo corredor.
— Christian! — balbucio, sabendo que José está no segundo andar, embora eu duvide que possa nos ouvir.
Eu me apoio na parte inferior de suas costas, em seguida, num impulso corajoso, dou um tapa na bunda dele. Ele me dá um tapa de volta.
— Ai! — grito.
— Hora do banho — declara, triunfante.
— Me ponha no chão! — Tento demonstrar desaprovação e falho terrivelmente. Minha luta é inútil, seu braço me segura firmemente pelas coxas, e, por alguma razão, não consigo parar de rir.
— Gosta desses sapatos? — pergunta, divertido, ao abrir a porta do banheiro.
— Prefiro quando eles encostam no chão — tento rosnar para ele, sem muita eficácia, já que não consigo afastar o riso da voz.
— Seu desejo é uma ordem, Srta. Steele.
Sem me colocar no chão, ele tira ambos os meus sapatos e os deixa cair no piso do banheiro com um barulho. Junto à penteadeira, esvazia os bolsos: o BlackBerry sem bateria, chaves, carteira, o chaveiro. Só posso imaginar como deve estar meu reflexo no espelho, visto desse ângulo. Quando ele termina, caminha direto para o enorme chuveiro.
— Christian! — grito ao perceber suas intenções.
Ele liga a ducha no máximo. Ui! Um jato glacial jorra sobre minhas costas, e eu grito e paro logo em seguida, pensando de novo em José acima de nós. Está frio e eu estou completamente vestida. A água gelada embebe meu vestido, minha calcinha e meu sutiã. Estou encharcada e, mais uma vez, não consigo parar de rir.
— Não! — grito. — Me ponha no chão!
Dou outra palmada nele, desta vez com mais força, e Christian me solta, fazendo-me deslizar por seu corpo molhado. Sua camisa branca está grudada ao seu peito e suas calças estão encharcadas. Também estou encharcada; vermelha, tonta e sem fôlego, e ele está sorrindo para mim, e está tão... tão incrivelmente gostoso.
Ele fica sério, os olhos brilhando, e segura meu rosto, puxando meus lábios para junto dos seus. Seu beijo é suave, afetuoso e me distrai totalmente. Não me importo mais de estar completamente vestida e toda molhada no chuveiro de Christian. Somos só nós dois debaixo da água que jorra sobre nós. Ele está de volta, está bem, e é meu.
Minhas mãos se movem involuntariamente até sua camisa, que se agarra a cada linha e músculo de seu peito, revelando seus pelos sob a umidade branca. Puxo a barra da camisa para fora da calça, e ele geme contra minha boca, mas seus lábios não deixam os meus. Quando começo a desabotoar os botões, ele pega o zíper do meu vestido e o desliza para baixo, lentamente. Seus lábios se tornam mais insistentes, mais provocantes, sua língua invadindo minha boca — e meu corpo explode de desejo. Arranco sua camisa com força, rasgando-a. Os botões voam para todos os lados, ricocheteando nos azulejos e desaparecendo no piso do boxe. Ao retirar o tecido molhado de seus ombros e ao longo de seus braços, eu o pressiono contra a parede, impedindo suas tentativas de me despir.
— Abotoaduras — murmura ele, erguendo os pulsos com a camisa pendurada e encharcada.
Com dedos trêmulos, solto primeiro uma das abotoaduras de ouro e depois a outra, deixando-as cair descuidadamente no chão, e então é a vez de sua camisa. Seus olhos buscam os meus sob a ducha, seu olhar ardente, carnal, quente como a água. Estico a mão na direção do cós de sua calça, mas ele balança a cabeça e me segura pelos ombros, girando meu corpo, de forma que fico de costas para ele. Ele termina de abrir o meu zíper, afasta meu cabelo molhado e corre a língua ao longo do meu pescoço até a linha do cabelo e depois de novo para baixo, beijando-me e chupando-me.
Solto um gemido, e, lentamente, ele escorrega meu vestido pelos ombros e para baixo de meus seios, beijando meu pescoço embaixo da orelha. Ele abre meu sutiã e o puxa para baixo, libertando meus seios. Suas mãos se apossam de cada um deles, enquanto ele murmura sua apreciação em meu ouvido.
— Tão linda — sussurra.
Meus braços estão presos pelo sutiã e pelo vestido, que continuam pendurados logo abaixo de meus seios; os braços ainda estão dentro das mangas, mas minhas mãos estão livres. Deito a cabeça, dando a Christian um acesso melhor ao meu pescoço, e empurro meus seios em suas mãos mágicas. Estico as mãos atrás de mim e o ouço inspirar profundamente quando meus dedos curiosos tocam sua ereção. Ele empurra a virilha contra minhas mãos acolhedoras. Droga, por que ele não me deixou tirar sua calça?
Ele puxa meus mamilos e, à medida que eles endurecem e incham-se sob seu toque experiente, todos os pensamentos a respeito da calça dele somem e o prazer desponta cortante e libidinoso em minha barriga. Jogo a cabeça para trás contra ele e gemo.