Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Você tem certeza? — pergunta.
— Nada de chicotes e essas coisas.
— Sei disso.
— Bom, então, tenho certeza.
Ele balança a cabeça e examina o conteúdo da caixa.
— Maníaca sexual e insaciável. Bem, acho que a gente pode fazer alguma coisa com este kit — murmura quase que para si mesmo, e então coloca os itens de volta na caixa.
Ao erguer o olhar para mim de novo, sua expressão mudou completamente. Caramba, seus olhos ardem, e sua boca se abre lentamente num sorriso erótico. Ele me estende a mão.
— Agora — diz, e não é um pedido.
Sinto minha barriga se contrair, forte e intensa, bem fundo dentro de mim. Coloco a mão na sua.
— Venha — ordena, e o sigo para fora do quarto, o coração na boca.
O desejo corre pelo meu sangue, quente e escorregadio, enquanto minhas entranhas se apertam, famintas. Finalmente!
CAPÍTULO VINTE E UM
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Christian fica de pé diante do quarto de jogos.
— Você tem certeza disso? — pergunta, o olhar aquecido, mas ainda ansioso.
— Tenho — sussurro, sorrindo timidamente.
Seus olhos se suavizam.
— Tem alguma coisa que você não queira fazer?
Sou pega de surpresa pela pergunta inesperada, e minha mente entra em curto-circuito. Um pensamento me ocorre.
— Não quero que você tire fotos de mim.
Ele fica tenso, e sua expressão fica rígida à medida que deita a cabeça de lado, os olhos me examinando.
Ah, merda. Acho que ele vai me perguntar por quê, mas felizmente ele não o faz.
— Certo — murmura.
Sua testa se franze ao destrancar a porta, e ele dá um passo para o lado, deixando-me entrar no quarto. Sinto seus olhos em mim enquanto ele me segue e fecha a porta.
Ele coloca a caixa de presente sobre a cômoda, pega e liga o iPod e aponta para o aparelho de som na parede de modo que as portas de vidro fumê se abrem, deslizando. Ele aperta alguns botões, e o som de um trem de metrô ecoa pelo quarto. Em seguida, baixa o volume, e a batida eletrônica lenta e hipnótica que se segue fica como música de fundo. Uma mulher começa a cantar, não sei quem é, mas sua voz é suave e rouca, e o ritmo é intenso, deliberado... erótico. Meu Deus. É música para fazer amor.
Christian se vira para mim; estou no meio do quarto, o coração batendo forte, meu sangue pulsando nas veias no ritmo sedutor da música — ou pelo menos é o que parece. Ele caminha despreocupado na minha direção e puxa meu queixo para que eu pare de morder o lábio.
— O que você quer fazer, Anastasia? — murmura, deixando um beijo suave no canto da minha boca, seus dedos ainda segurando meu queixo.
— É o seu aniversário. O que você quiser — sussurro.
Ele corre o polegar ao longo do meu lábio inferior, a testa franzida de novo.
— Estamos aqui porque você acha que eu quero estar aqui? — Seu tom de voz é gentil, mas ele me encara intensamente.
— Não — sussurro. — Também quero estar aqui.
Seu olhar escurece, tornando-se mais ousado à medida que assimila minha resposta. Depois do que parece uma eternidade, ele fala:
— Ah, temos tantas possibilidades, Srta. Steele. — Sua voz é baixa, animada. — Mas vamos começar tirando a sua roupa.
Ele puxa a faixa do meu roupão para que ele se abra, revelando minha camisola de seda, então se afasta e se senta displicentemente sobre o braço do sofá.
— Tire a roupa. Devagar. — Ele me lança um olhar sensual e desafiador.
Engulo em seco, pressionando as coxas uma contra a outra. Já estou molhada entre as pernas. Minha deusa interior está nua, fazendo fila, pronta e aguardando, implorando-me para acompanhá-la. Escorrego o roupão pelos ombros, mantendo os olhos fixos nos dele, e, com um movimento dos ombros, deixo-o cair, esvoaçante, no chão. Seus olhos cinzentos se acendem, e ele corre o indicador ao longo dos lábios, fitando-me.
Deslizando as finas alças da camisola pelos ombros, olho para ele por um segundo, e então as solto. A camisola desce suavemente por meu corpo numa onda, caindo aos meus pés. Estou nua, praticamente ofegante e tão, tão pronta.
Christian permanece imóvel por um momento, e fico maravilhada com a apreciação carnal e sincera em sua expressão. Levantando-se, ele caminha até a cômoda e pega a gravata cinza — minha preferida. Brinca com ela entre os dedos ao se virar e caminhar casualmente na minha direção, um sorriso nos lábios. Quando chega diante de mim, imagino que vai exigir minhas mãos, mas não o faz.
— Acho que você está com roupa de menos, Srta. Steele — murmura.
Ele passa a gravata em torno do meu pescoço, e, devagar, mas com muita destreza, faz o que imagino ser um nó Windsor. À medida que ele aperta o nó, seus dedos arranham a base de meu pescoço, provocando disparos elétricos através de meu corpo e me fazendo ofegar. Ele deixa a ponta mais larga da gravata bem longa, longa o suficiente para alisar meus pelos pubianos.
— Você está maravilhosa agora, Srta. Steele — diz ele e se curva para me beijar com carinho nos lábios.
É um beijo rápido, e eu quero mais, o desejo se apoderando desenfreado de meu corpo.
— O que vamos fazer agora? — diz ele e, segurando a gravata, dá um puxão brusco que me faz pular para a frente, em seus braços.
Suas mãos mergulham em meu cabelo, e ele puxa minha cabeça para trás e me beija de verdade, com força, sua língua implacável e impiedosa. Uma de suas mãos passeia livremente pelas minhas costas até minha bunda. Quando se afasta de mim, também está ofegante, encarando-me, seus olhos cor de chumbo; eu fico cheia de desejo, tentando recuperar o fôlego, a mente completamente perdida. Tenho certeza de que meus lábios vão ficar inchados depois de suas investidas sensuais.
— Vire-se — ordena com gentileza, e eu obedeço. Tirando meu cabelo do nó da gravata, ele rapidamente o prende numa trança. Então, puxa a trança, fazendo minha cabeça se inclinar para trás. — Seu cabelo é lindo, Anastasia — murmura e beija meu pescoço, disparando arrepios ao longo de minha espinha. — Você só tem que dizer “pare”. Você sabe disso, não é? — sussurra contra minha garganta.
Concordo com a cabeça, os olhos fechados, e me deleito com a sensação de seus lábios em mim. Ele me vira mais uma vez e pega a ponta da gravata.
— Venha — diz, puxando-me com cuidado e me levando até a cômoda, onde o restante do conteúdo da caixa está exposto. — Anastasia, estes objetos — ele levanta o plugue. — Isto aqui é grande demais. Como uma virgem anal, não é uma boa ideia começar com isto. É melhor a gente começar com isto. — Ele ergue o dedo mindinho, e eu engasgo, chocada.
Dedos... lá? Ele sorri para mim, e a lembrança desagradável da cláusula que fala sobre introdução de mão no ânus, mencionada no nosso contrato, me vem à mente.
— Só “dedo”. No singular — diz baixinho, com aquela estranha habilidade de ler a minha mente.
Meus olhos disparam para os seus. Como ele faz isso?
— Estes grampos são muito cruéis. — Ele ergue os grampos de mamilos. — Vamos usar estes aqui — e coloca um par diferente sobre a cômoda. Eles parecem grampos de cabelo gigantes, mas com pingentes na ponta. — Estes são ajustáveis — sussurra, a voz repleta de gentileza e preocupação.
Pisco para ele, os olhos arregalados. Christian, meu mentor sexual. Ele sabe tão mais sobre tudo isso do que eu. Nunca vou conseguir acompanhá-lo. Franzo a testa. Ele sabe mais do que eu sobre muitas coisas... exceto sobre cozinhar.
— Pronta? — pergunta.
— Pronta — sussurro, minha boca seca. — Você vai me dizer o que pretende fazer?
— Não. Estou improvisando. Isto não é uma cena ensaiada, Ana.