Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— É. Acho que dormir faria bem a todo mundo — responde Carrick, sorrindo para ela.
— Fiquem aqui — oferece Christian.
— Não, meu querido, quero chegar em casa. Agora que sei que você está bem.
Relutante, Christian me coloca de volta no sofá e se levanta. Grace o abraça mais uma vez, pressionando a cabeça contra seu peito, e fecha os olhos, feliz. Ele a envolve em seus braços.
— Eu estava tão preocupada, querido — sussurra ela.
— Estou bem, mãe.
Grace se inclina para trás e o examina com atenção enquanto ele a segura firme.
— É. Acho que está — diz, lentamente, dando uma olhadinha para mim e sorrindo. Eu coro.
Seguimos Carrick e Grace até o saguão. Atrás de mim, percebo que Mia e Ethan estão tendo uma conversa animada aos sussurros, mas não consigo ouvi-los.
Mia está sorrindo timidamente para Ethan, e ele a encara, embasbacado, balançando a cabeça. De repente, ela cruza os braços e vira-se para ir embora. Ele esfrega a testa com uma das mãos, obviamente frustrado.
— Mãe, pai, esperem por mim — diz Mia, de mau humor. Talvez seja tão inconstante quanto o irmão.
Kate me abraça com força.
— Dá para ver que alguma coisa muito séria andou acontecendo por aqui, enquanto eu estava vagando alegre e ignorante em Barbados. Tá na cara que vocês dois são loucos um pelo outro. Fico feliz que ele esteja bem. Não só por ele, Ana, mas por você também.
— Obrigada, Kate — sussurro.
— É. Quem diria que a gente iria encontrar o amor ao mesmo tempo? — sorri.
Uau. Ela admitiu.
— E com irmãos! — Dou uma risadinha.
— A gente pode virar cunhadas. — Ela brinca.
Fico tensa, reprimindo-me mentalmente, e Kate me encara de volta com um olhar de “o que você não está me contando”. Eu coro. Droga, devo contar a ela que ele me pediu em casamento?
— Vamos, baby — chama Elliot do elevador.
— Amanhã a gente conversa, Ana. Você deve estar exausta.
Consegui um adiamento.
— Claro. Você também, Kate, você viajou de tão longe hoje.
Nos abraçamos mais uma vez, então ela e Elliot seguem os pais de Christian até o elevador. Ethan aperta a mão de Christian e me dá um abraço rápido. Parece distraído, mas entra no elevador antes de as portas se fecharem.
Quando voltamos do saguão, José está vagando no corredor.
— Bom. Vou me deitar... deixar vocês à vontade — diz.
Eu coro. Por que isso é tão desconfortável?
— Você sabe para onde ir? — pergunta Christian.
José faz que sim.
— Sim, a empregada...
— A Sra. Jones — corrijo.
— Isso, a Sra. Jones já me mostrou. É um apartamento e tanto, Christian.
— Obrigado — responde Christian educado enquanto se aproxima para ficar ao meu lado, passando um braço sobre meus ombros. Ele se debruça e dá um beijo em meu cabelo. — Vou comer o que quer que a Sra. Jones preparou para mim. Boa noite, José. — Christian caminha de volta para a sala de estar, deixando-nos na entrada.
Uau! Ele me deixou a sós com José.
— Bem, boa noite. — José parece desconfortável de repente.
— Boa noite, José, e obrigada por ter ficado.
— Claro, Ana. Sempre que o seu namorado rico e poderoso desaparecer, eu estarei lá para você.
— José! — repreendo-o.
— Brincadeira. Não fique brava. Vou embora amanhã de manhã cedo. A gente se vê, né? Senti saudades de você.
— Claro, José. Em breve, espero. Foi mal que a noite de hoje tenha sido... bem, uma merda. — Sorrio me desculpando.
— Pois é. — Ele sorri. — Uma merda. — Ele me abraça. — É sério, Ana, fico feliz que você esteja feliz, mas estou aqui pro que der e vier.
— Obrigada. — Eu o encaro.
Ele me lança um sorriso triste, amargo, e então caminha para o segundo andar.
Retorno para a sala de estar. Christian está de pé ao lado do sofá, me olhando com uma expressão indecifrável no rosto. Enfim estamos sozinhos e fitamos um ao outro.
— Ele ainda é doido por você, sabia? — murmura.
— E como você sabe disso, Sr. Grey?
— Reconheço os sintomas, Srta. Steele. Acredito que sofro do mesmo mal.
— Pensei que nunca mais fosse ver você — sussurro. Pronto: as palavras foram ditas. Todos os meus piores medos arrumados numa frase curta, e agora já exorcizados.
— Não foi tão ruim quanto parece.
Pego seu paletó e os sapatos do chão e caminho na direção dele.
— Deixe que eu levo isso — sussurra ele, pegando o paletó.
Christian olha para mim como se eu fosse a sua razão de viver, e tenho certeza de que espelha o meu olhar. Ele está aqui, realmente está aqui. Ele me puxa para seus braços e me envolve.
— Christian — engasgo, e minhas lágrimas brotam de novo.
— Está tudo bem. — Ele me acalma, beijando meu cabelo. — Sabe... nos poucos segundos de puro terror antes de pousar, todos os meus pensamentos estavam em você. Você é o meu talismã, Ana.
— Pensei que tinha perdido você — ofego.
Estamos de pé, abraçando um ao outro, reconectando-nos e assegurando-nos. Ao apertá-lo em meus braços, percebo que ainda estou segurando seus sapatos. Deixo-os cair no chão com um baque.
— Venha tomar banho comigo — murmura ele.
— Está bem. — Ergo o olhar para seu rosto. Não quero soltá-lo.
Olhando para mim, ele ergue meu queixo com os dedos.
— Sabe, mesmo chorando, você é linda, Ana Steele. — Ele se inclina e me beija com carinho. — E seus lábios são tão macios. — Ele me beija de novo, profundamente.
Deus do céu... e pensar que eu poderia tê-lo perdido... não... Paro de pensar e me entrego.
— Preciso guardar meu paletó — murmura ele.
— Jogue no chão — balbucio contra seus lábios.
— Não posso.
Afasto o corpo para olhar para ele, intrigada.
— Por causa disso. — Ele sorri para mim.
Do bolso interno, puxa a caixinha com o presente que dei a ele. Christian joga o paletó no encosto do sofá e coloca a caixa sobre ele.
Aproveite o dia, Ana, meu inconsciente me cutuca. Bem, já passou de meia-noite, então tecnicamente já é o aniversário dele.
— Abra — sussurro, e meu coração começa a pular.
— Estava torcendo para que você dissesse isso — murmura ele. — Esse negócio estava me enlouquecendo.
Abro um sorriso travesso. Sinto-me tonta. Ele me lança seu sorriso tímido, e eu me derreto, apesar do coração acelerado, deliciando-me com sua expressão divertida, ainda que intrigada. Com dedos hábeis, ele desembrulha o pacote e abre a caixa. Christian franze a testa ao retirar lá de dentro um chaveiro pequeno e retangular de plástico com uma imagem composta de pequenos pixels que se acendem e apagam, como uma minúscula tela de LED. É uma foto do horizonte da cidade de Seattle com a palavra SEATTLE escrita em letras grandes por cima da paisagem.
Ele fita o chaveiro por um momento e depois se vira para mim, perplexo, uma ruga marcando sua testa bem desenhada.
— Olhe atrás — sussurro, prendendo a respiração.
Ele vira o chaveiro, em seguida seus olhos se fixam nos meus, arregalados e cinzentos, repletos de admiração e alegria. Ele abre a boca, incrédulo.
A palavra “sim” se acende e apaga no anel do chaveiro.
— Feliz aniversário — sussurro.
CAPÍTULO VINTE
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- Você aceita casar comigo? — sussurra ele, incrédulo.
Faço que sim com a cabeça, com nervosismo, vermelha e ansiosa, sem acreditar muito em sua reação: esse homem que eu pensei que tinha perdido. Como ele pode não entender o quanto o amo?
— Diga — ordena de mansinho, o olhar intenso e cálido.
— Sim, quero me casar com você.
Ele respira fundo e se move de repente, agarrando-me e girando-me de um jeito nada típico de Christian. Está rindo, jovem e despreocupado, irradiando alegria. Seguro seus braços para me apoiar, sentindo seus músculos rígidos sob meus dedos, e sua risada contagiante toma conta de mim: tonta, confusa, uma garota total e absolutamente encantada com seu homem. Ele me coloca no chão e me beija. Com força. Suas mãos estão em ambos os lados do meu rosto, sua língua é insistente, persuasiva... excitante.