Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Christian solta um riso e diz:
— Me chame de Christian, por favor.
— Christian, bem-vindo de volta. Que bom que está tudo bem... e, hum... obrigado por me deixar ficar aqui.
— Sem problemas. — Christian estreita os olhos, mas ele é distraído pela Sra. Jones, que de repente está a seu lado.
Só então me ocorre que ela não está arrumada como sempre. Não tinha notado isso antes. O cabelo está solto, e está usando uma calça legging cinza-clara e uma camiseta cinza e tão larga que a faz parecer menor do que é, o emblema do time da Universidade do Estado de Washington estampado na frente. Parece anos mais nova.
— Posso preparar alguma coisa para o senhor, Sr. Grey? — Ela enxuga os olhos com um lenço.
Christian sorri carinhosamente para ela.
— Uma cerveja, Gail, por favor, pode ser uma Budvar. E alguma coisa para eu beliscar.
— Eu vou buscar — murmuro, querendo fazer algo para o meu homem.
— Não. Não vá — diz ele em voz baixa, apertando o braço em volta de mim.
O restante da família se aproxima, e Ethan e Kate se juntam a nós. Christian aperta a mão de Ethan e dá um beijo rápido na bochecha de Kate. A Sra. Jones volta com uma garrafa de cerveja e um copo. Ele pega a garrafa, mas balança a cabeça, recusando o copo. Ela sorri e volta para a cozinha.
— Fico surpreso que você não queira algo mais forte — murmura Elliot. — Então que diabo aconteceu com você? Eu só me lembro do meu pai me ligando pra dizer que a sua libélula tinha sumido.
— Elliot! — repreende Grace.
— Helicóptero — rosna Christian, corrigindo Elliot, que sorri, e eu suspeito que seja uma piada de família. — Vamos sentar, e eu conto tudo. — Christian me puxa para o sofá, e todo mundo se senta, todos os olhos nele.
Ele dá um longo gole em sua cerveja. Então vê Taylor pairando na entrada e acena para ele. Taylor acena de volta.
— Sua filha?
— Está bem. Alarme falso, senhor.
— Ótimo. — Christian sorri.
Filha? O que aconteceu com a filha de Taylor?
— Que bom que o senhor está de volta. Precisa de alguma coisa?
— Temos um helicóptero para resgatar.
Taylor acena com a cabeça.
— Agora? Ou pode ser pela manhã?
— Amanhã de manhã, Taylor, acho.
— Certo, Sr. Grey. Mais alguma coisa, senhor?
Christian balança a cabeça e levanta a garrafa para ele. Taylor lhe oferece um raro sorriso — mais raro ainda do que os de Christian, acho — e deixa a sala, provavelmente indo para seu escritório ou para seu quarto lá em cima.
— Christian, o que aconteceu? — Carrick exige.
Christian começa a contar sua história. Estava voando no Charlie Tango, com Ros, seu braço direito, para tratar de um problema de financiamento na Universidade do Estado de Washington, em Vancouver. Mal consigo acompanhar, estou tão confusa. Fico só segurando a mão de Christian, fitando suas unhas bem-cuidadas, os longos dedos, as rugas nos nós dos dedos, o relógio de pulso — um Omega com três mostradores pequenos. Miro seu belo perfil à medida que ele continua a história.
— Ros nunca tinha visto o monte Santa Helena, então, no caminho de volta, para comemorar, fizemos um pequeno desvio. Eu sabia que a restrição de voo pela região tinha sido cancelada há um tempo, e queria dar uma olhada. Bem, foi a nossa sorte. Estávamos voando baixo, cerca de duzentos metros acima do nível do solo, quando o painel de instrumentos acendeu, indicando fogo na cauda. Eu não tinha escolha a não ser cortar todos os sinais eletrônicos e pousar. — Ele balança a cabeça. — Pousei perto do Silver Lake, tirei Ros da cabine e consegui apagar o fogo.
— Fogo? Nos dois motores? — Carrick está horrorizado.
— É.
— Merda! Mas eu pensei...
— Eu sei — interrompe Christian. — Foi pura sorte que eu estivesse voando tão baixo — murmura ele.
Estremeço. Ele solta minha mão e passa o braço ao meu redor.
— Está com frio? — pergunta.
Nego com a cabeça.
— Como você apagou o fogo? — pergunta Kate, seus instintos investigativos de Carla Bernstein aflorando. Caramba, ela soa meio ríspida às vezes.
— Extintor. Somos obrigados a levar. Por lei — responde Christian, no mesmo tom.
Suas palavras de há muito tempo invadem minha mente. Agradeço aos céus que foi você quem veio me entrevistar, e não Katherine Kavanagh.
— Por que você não ligou ou passou um rádio? — pergunta Grace.
Christian balança a cabeça.
— Com a parte elétrica desligada, ficamos sem rádio. E eu não quis correr o risco de ligar de novo por causa do fogo. O GPS do BlackBerry ainda estava funcionando, então a gente pôde caminhar até a estrada mais próxima. Levamos quatro horas. Ros estava de salto alto. — Christian enrijece a boca em desaprovação. — Não havia sinal de celular. Não tem cobertura em Gifford. A bateria de Ros acabou primeiro. A minha acabou no caminho.
Deus do céu. Estremeço de novo, e Christian me puxa até o seu colo.
— E como você voltou para Seattle? — pergunta Grace, piscando de leve, sem dúvida diante da visão de nós dois. Fico vermelha.
— Pedindo carona. Juntamos todo o nosso dinheiro. Juntos, tínhamos seiscentos dólares; achamos que teríamos que pagar alguém para nos trazer de volta, mas um motorista de caminhão parou e concordou em nos dar uma carona. Ele recusou o dinheiro e dividiu o almoço com a gente. — Christian balança a cabeça, consternado com a memória. — Demorou um século. Ele não tinha celular... estranho, mas é verdade. Eu não me dei conta... — Ele para, olhando para a família.
— De que a gente ficaria preocupado? — zomba Grace. — Ah, Christian! — repreende-o. — A gente estava enlouquecendo aqui!
— Você saiu no jornal, meu irmão.
Christian revira os olhos.
— É. Foi o que eu imaginei quando cheguei aqui na portaria e tinha um punhado de fotógrafos de plantão. Desculpe, mãe, eu deveria ter pedido ao motorista para parar, para eu ligar. Mas eu estava ansioso para chegar. — Ele olha para José.
Ah, então foi por isso, porque José vai passar a noite aqui. Franzo a testa diante do pensamento. Nossa mãe, tanta preocupação.
Grace balança a cabeça.
— Que bom que você está inteiro, querido.
Começo a relaxar, descansando a cabeça contra seu peito. Ele está cheirando a ar livre, um pouco de suor, loção de banho — o cheiro de Christian, o perfume mais bem-vindo do mundo. Lágrimas começam a escorrer por meu rosto de novo, lágrimas de gratidão.
— Os dois motores? — diz Carrick novamente, franzindo o cenho, incrédulo.
— Vai entender. — Christian dá de ombros e passa a mão ao meu redor. — Ei — sussurra ele, e leva os dedos até a ponta do meu queixo, inclinando minha cabeça para trás. — Chega de chorar.
Limpo meu nariz com as costas da mão de um jeito nada refinado.
— Chega de desaparecer. — Dou uma fungada, e ele sorri.
— Falha elétrica... estranho, não é? — diz Carrick mais uma vez.
— Pois é, passou pela minha cabeça, também, pai. Mas, agora, eu só quero ir dormir e pensar nisso tudo amanhã de manhã.
— E a imprensa já sabe que o Christian Grey foi encontrado são e salvo? — pergunta Kate.
— Sabe. Andrea vai lidar com a imprensa, junto com minha equipe de RP. Ros ligou para ela depois que a deixamos em casa.
— É, Andrea me ligou para avisar que você estava vivo. — Carrick sorri.
— Preciso dar um aumento para essa mulher — diz Christian. — Está ficando tarde.
— Acho que essa é a nossa deixa, senhoras e senhores. Meu irmãozinho querido precisa de seu sono de princesa — zomba Elliot sugestivamente.
Christian faz uma careta para ele.
— Cary, meu filho está bem. Você pode me levar para casa agora.
Cary? Grace olha com adoração para o marido.