Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Para: Christian Grey
É para o seu aniversário.
Mais uma surpresa.
Não seja tão petulante.
Bj.
Ele não responde de imediato, e eu sou chamada para participar de uma reunião, então não posso me demorar com o assunto.
* * *
QUANDO VERIFICO MEU BlackBerry de novo, percebo, com horror, que já são quatro da tarde. Para onde foi o meu dia? Nenhuma mensagem de Christian ainda. Decido mandar outro e-mail.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Olá
Data: 17 de junho de 2011 16:03
Para: Christian Grey
Você parou de falar comigo?
Não se esqueça de que vou sair para tomar uma bebida com José e de que ele vai passar a noite com a gente.
Por favor, mude de ideia e venha se encontrar conosco.
Bj.
Ele não responde, e eu sinto um arrepio de desconforto. Espero que esteja bem. Ligo para o seu celular, e a chamada cai na caixa postal. A mensagem diz simplesmente “Grey, deixe seu recado”, em seu tom mais contido.
— Oi... hum... sou eu. Ana. Você está bem? Me ligue — gaguejo.
Nunca tive que deixar um recado para ele antes. Fico vermelha ao desligar. Claro que ele vai saber que é você, sua idiota! Meu inconsciente revira os olhos para mim. Sinto-me tentada a ligar para sua assistente, Andrea, mas concluo que isso seria ir longe demais. Relutante, continuo meu trabalho.
* * *
MEU TELEFONE TOCA inesperadamente, e meu coração pula. Christian! Mas não, é Kate, minha melhor amiga, finalmente!
— Ana — grita ela do outro lado da linha.
— Kate! Você voltou? Que saudade.
— Eu também. Tenho tanta coisa para contar. Estamos no aeroporto... eu e o meu homem. — Ela ri de um jeito nada típico de Kate.
— Legal. Também tenho um monte de coisa para contar.
— Vejo você no apartamento?
— Vou dar uma saída com José. Venha com a gente.
— José está na cidade? Claro! Me mande o endereço por mensagem.
— Tá — respondo.
— Você está bem, Ana?
— Estou, tudo ótimo.
— Ainda com o Christian?
— Ainda.
— Ótimo. Até mais, baby!
Ah, não, ela também. A influência de Elliot não tem limites.
— É, até mais, baby — sorrio e ela desliga.
Uau. Kate está de volta. Como vou contar a ela tudo o que aconteceu? Eu deveria fazer uma lista para não esquecer de nada.
* * *
UMA HORA DEPOIS meu telefone do escritório toca — Christian? Não, é Claire.
— Você deveria ver o cara que está aqui embaixo perguntando por você. Onde você conhece todos esses caras maravilhosos, Ana?
José deve ter chegado. Olho para o relógio: cinco para as seis, e uma pequena empolgação pulsa em mim. Faz séculos que não o vejo.
— Ana, uau! Você está linda. Tão adulta. — Ele sorri para mim.
Só porque estou usando um vestido chique... caramba!
Ele me abraça com força.
— E mais alta também — diz, espantado.
— São só os sapatos, José. Você também não está nada mal.
Ele está vestindo calça jeans, uma camiseta preta e uma camisa de flanela xadrez branca e preta.
— Vou pegar as minhas coisas, e a gente já vai.
— Legal. Vou esperar aqui.
* * *
PEGO DUAS GARRAFAS de Rolling Rocks no bar lotado e caminho até a mesa em que José está sentado.
— Você achou a casa de Christian direitinho?
— Achei. Não cheguei a entrar. Só coloquei as fotos no elevador de serviço. Um cara chamado Taylor levou lá para cima. Parece um lugar e tanto.
— E é. Espere só até ver por dentro.
— Mal posso esperar. Salud, Ana. Seattle fez bem a você.
Fico vermelha, e brindamos com nossas garrafas. É Christian que me faz bem.
— Salud. Conte-me como foi a exposição.
Ele sorri e começa a falar. Vendeu quase todas as fotos, exceto três, e o dinheiro deu para pagar os empréstimos da universidade e ainda sobrou algum.
— E fui contratado para fazer algumas paisagens para o Comitê de Turismo de Portland. Muito legal, não é? — conclui, orgulhoso.
— José, que maravilha. Mas isso não vai atrapalhar os seus estudos, não é? — franzo a testa para ele.
— Que nada. Agora que vocês foram embora, e mais três dos caras com quem eu costumava sair também se mudaram, tenho mais tempo.
— Nenhuma gatinha para manter você ocupado? Na última vez em que o vi, você estava rodeado por meia dúzia de mulheres concentradas em cada palavra que você dizia — levanto uma sobrancelha para ele.
— Não, Ana. Nenhuma delas é mulher o bastante para mim. — Ele é todo bravata.
— Ah, claro. José Rodriguez, destruidor de corações. — Dou uma risadinha.
— Ei, eu tenho meus momentos, Steele. — Ele parece vagamente magoado, e eu me sinto culpada.
— Claro que tem — asseguro.
— Então, como vai o Grey? — pergunta ele, seu tom de voz mudando, tornando-se mais frio.
— Está bem. Estamos bem — murmuro.
— E o negócio está sério?
— Está. Sério.
— Ele não é velho demais para você?
— Ah, José. Você sabe o que minha mãe diz: já nasci velha.
José sorri ironicamente.
— Como vai a sua mãe? — e assim, estamos fora da zona de perigo.
— Ana!
Viro-me e vejo Kate com Ethan. Ela está linda: o cabelo louro-avermelhado descolorido pelo sol, um bronzeado dourado, um sorriso radiante e o corpo bem definido por sob a camiseta branca e a calça jeans branca e justa. Todos os olhos estão em Kate. Eu me levanto e lhe dou um abraço. Nossa, como senti saudade dela!
Ela me afasta e me mantém a distância de um braço, examinando-me de perto. Fico vermelha diante desse olhar intenso.
— Você emagreceu. Muito. E está diferente. Adulta. O que aconteceu? — diz, toda maternal. — Gostei desse vestido. Ficou bem em você.
— Muita coisa aconteceu desde que você viajou. Eu conto depois, quando estivermos sozinhas — ainda não estou pronta para a Inquisição Katherine Kavanagh.
Ela me olha desconfiada.
— Você está bem? — pergunta gentilmente.
— Estou — sorrio, mas estaria mais feliz se soubesse onde Christian está.
— Legal.
— Oi, Ethan. — Sorrio para ele, e ele me dá um abraço rápido.
— Oi, Ana — sussurra ele em meu ouvido.
José franze a testa para ele.
— Como foi o almoço com Mia? — pergunto a Ethan.
— Interessante — diz ele, misteriosamente.
Ah?
— Ethan, você conhece José?
— Já nos vimos uma vez — resmunga José, avaliando Ethan enquanto eles apertam as mãos.
— Sim, na casa de Kate, em Vancouver — responde Ethan, sorrindo gentilmente para José. — Certo, quem aceita uma bebida?
* * *
CAMINHO ATÉ O banheiro e mando uma mensagem de texto para Christian, avisando onde estamos; talvez ele se junte a nós. Meu celular não indica nenhuma chamada não atendida nem e-mail novos. Não é a cara dele.
— O que foi, Ana? — pergunta José assim que volto para a mesa.
— Não consigo falar com Christian. Espero que ele esteja bem.
— Vai estar tudo bem. Mais uma cerveja?
— Claro.
Kate se inclina sobre a mesa.
— Ethan me contou que uma ex-namorada maluca invadiu o apartamento com uma arma?
— É... foi. — Dou de ombros num pedido de desculpas.
Ai, a gente tem que ter essa conversa agora?
— Ana, que diabo está acontecendo? — Kate olha abruptamente para o telefone. — Oi, baby — diz ela, atendendo uma ligação. Baby! Ela franze a testa e me olha. — Claro — diz e se vira para mim: — É Elliot... ele quer falar com você.