Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
O garçom serve mais champanhe em nossas taças e tira os pratos. Momentos depois, está de volta com o primeiro prato: robalo — não acredito — servido com aspargos, batata sauté e um molho hollandaise.
— Um dos seus preferidos, Sr. Grey?
— Sem dúvida, Srta. Steele. Embora ache que tenha sido bacalhau fresco o que a gente comeu no Heathman.
Sua mão se move para cima e para baixo na coxa. Minha respiração se acelera, mas ainda assim ele não me toca. É tão frustrante. Tento me concentrar na conversa.
— Pelo que me lembro, estávamos numa sala de jantar privativa, discutindo contratos.
— Bons tempos — diz, sorrindo de lado. — Desta vez espero conseguir comer você. — Ele ergue a mão para pegar a faca.
Ah!
Christian dá uma garfada em seu peixe. Está fazendo isso de propósito.
— Não conte com isso — resmungo com um muxoxo, e ele me olha, divertido. — Por falar em contratos — acrescento —, o termo de confidencialidade...
— Rasgue — diz simplesmente.
Uau.
— O quê? Sério?
— Sério.
— Tem certeza de que não vou sair correndo para fazer revelações bombásticas ao Seattle Times? — provoco.
Ele ri, e é um som maravilhoso. Está com uma aparência tão jovem.
— Não. Confio em você. Vou lhe conceder o benefício da dúvida.
Ah. Sorrio timidamente para ele.
— Igualmente — ofego.
Seus olhos se iluminam.
— Fico muito feliz que você esteja de vestido — sussurra.
E pronto: o desejo corre por meu já superaquecido sangue.
— Por que não me tocou até agora, então? — ataco.
— Sentindo falta do meu toque? — pergunta, sorrindo.
Está se divertindo... o filho da mãe.
— Sim. — Estou fervendo.
— Coma — ordena ele.
— Você não vai me tocar, não é?
— Não. — Ele balança a cabeça.
O quê? Suspiro bem alto.
— Pense só em como você vai estar quando chegarmos em casa — sussurra. — Mal posso esperar para levar você embora.
— Pois vai ser sua culpa se eu entrar em combustão aqui no septuagésimo sexto andar — resmungo entre os dentes.
— Ah, Anastasia. A gente daria um jeito de apagar o fogo — diz ele, sorrindo de forma provocante para mim.
Irritada, como meu peixe, e minha deusa interior estreita os olhos numa contemplação quieta e maldosa. Também podemos jogar esse jogo. Aprendi o básico durante a nossa refeição no Heathman. Dou mais uma garfada. Está uma delícia. Fecho os olhos, saboreando o gosto. Ao abri-los, começo a seduzir Christian Grey, erguendo muito lentamente o vestido, expondo mais as coxas.
Christian para por um instante, a garfada suspensa no ar.
Toque em mim.
Após um segundo, ele volta a comer. Dou outra garfada, ignorando-o. Então, baixo a faca e corro a mão pela parte interna de minha coxa, batendo de leve na pele com as pontas dos dedos. O gesto distrai até a mim, principalmente porque estou louca para que ele me toque. Christian para mais uma vez.
— Sei o que você está fazendo. — Sua voz é baixa e rouca.
— Sei que você sabe, Sr. Grey — respondo suavemente. — Por isso é interessante.
Pego um talo de aspargo, olhando de lado para Christian, por entre os cílios, e o mergulho no molho, girando lentamente a pontinha.
— Você não vai virar o jogo, Srta. Steele.
Sorrindo, ele se aproxima e pega o aspargo da minha mão — para minha surpresa e irritação, sem me tocar. Não, isso não está certo, não está saindo de acordo com o meu plano. Droga!
— Abra a boca — ordena.
Estou perdendo nessa batalha de vontades. Olho para ele de novo, e seus olhos cinzentos estão brilhando. Separo os lábios de leve, correndo a língua ao longo do lábio inferior. Christian sorri, e seus olhos parecem ainda mais escuros.
— Mais — suspira, abrindo os próprios lábios, de forma que posso ver sua língua.
Estou gemendo por dentro, e mordo o lábio inferior antes de obedecê-lo. Ouço-o inspirar profundamente: ele não é tão imune assim.
Ótimo, finalmente está fazendo efeito.
Mantendo os olhos fixos nos dele, recebo o aspargo na boca e o chupo com carinho... bem delicadamente... na ponta. O molho é de dar água na boca. Mordo, gemendo baixinho em apreciação.
Christian fecha os olhos. Isso! Quando ele os abre novamente, suas pupilas estão dilatadas. O efeito em mim é imediato. Solto um gemido e estico o braço para tocar sua coxa. Para minha surpresa, ele usa a outra mão para me agarrar pelo pulso.
— Ah, não, nada disso, Srta. Steele — murmura baixinho.
Levando minha mão até sua boca, ele gentilmente roça as costas de meus dedos com os lábios, e eu me contorço. Finalmente! Mais, por favor.
— Nada de tocar em mim. — Ele me censura calmamente, e coloca minha mão de volta em meu joelho. É tão frustrante este contato breve e insatisfatório.
— Você não joga limpo — reclamo.
— Eu sei.
Ele pega sua taça de champanhe e propõe um brinde, eu repito suas ações.
— Parabéns pela promoção, Srta. Steele.
Nós brindamos e eu fico vermelha.
— É, um tanto inesperada — murmuro.
Ele franze a testa como se um pensamento desagradável tivesse atravessado sua mente.
— Coma — ordena. — Não vou levar você para casa até que termine o seu prato, e então vamos poder comemorar de verdade.
Sua expressão é tão sensual, tão crua, tão imponente. E eu me derreto.
— Não estou com fome. Não de comida.
Ele balança a cabeça, claramente se divertindo, mas, ao mesmo tempo, estreita os olhos para mim.
— Coma, ou eu vou ter que lhe dar umas palmadas aqui mesmo, para a diversão dos outros clientes.
Suas palavras me fazem contorcer. Ele não ousaria! Ele e sua mão sempre coçando. Fecho a boca numa linha rígida e o encaro. Pegando um aspargo pelo talo, ele o mergulha no molho.
— Coma isto — murmura, a voz baixa e sedutora.
Obedeço de bom grado.
— Você realmente não come o suficiente. Emagreceu desde que a conheci — seu tom é gentil.
Não quero pensar em meu peso, a verdade é que gosto de ser magra assim. Engulo o aspargo.
— Só quero ir para casa e fazer amor — balbucio, desconsolada.
Christian sorri.
— Eu também, e é o que a gente vai fazer. Vamos, coma.
Relutante, volto a atenção para o meu prato e começo a comer. Poxa, tirei a calcinha e tudo. Sinto-me feito uma criança a quem se negou um doce. Ele é tão provocante.... e delicioso, sensual, impertinente, e é todinho meu.
Ele me faz perguntas a respeito de Ethan. Ao que parece, Christian tem algum negócio com o pai de Kate e Ethan. Hum... que mundo pequeno. Fico aliviada por ele não mencionar o Dr. Flynn ou a casa, pois estou tendo dificuldade para me concentrar na conversa. Quero ir embora.
A expectativa carnal vai se desenrolando entre nós. Ele é tão bom nisso. Em me fazer esperar. Preparar a cena. Entre uma garfada e outra, ele pousa a mão sobre a coxa, tão perto da minha... mas mesmo assim não me toca, só para me provocar ainda mais.
Filho da mãe! Enfim termino a comida e descanso os talheres sobre o prato.
— Boa menina — murmura ele, e essas duas palavrinhas carregam tantas promessas.
Faço cara feia para ele.
— E agora? — pergunto, o desejo me comprimindo a barriga. Ah, quero esse homem.
— Agora? A gente vai embora. Imagino que você tenha certas expectativas, Srta. Steele. Que eu pretendo satisfazer com o melhor de minha capacidade.
Uau!
— O melhor... de sua ca... pa... cidade? — gaguejo.