Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Para falar a verdade, eu teria ficado feliz com o piso do saguão.
— Acredite, Ana, eu também. Mas não gosto de ser preso a esta hora da noite, e não queria comer você num banheiro. Bem, não hoje.
O quê!
— Então havia uma possibilidade?
— Ah, sim.
— Vamos voltar.
Ele se vira para olhar para mim e ri. Seu riso é contagiante; logo estamos os dois rindo — um riso maravilhoso, catártico e de jogar a cabeça para trás. Depois ele estica o braço e coloca a mão em meu joelho, acariciando-me de leve com dedos habilidosos. Paro de rir.
— Paciência, Anastasia — murmura e começa a dirigir em meio ao trânsito de Seattle.
* * *
CHRISTIAN ESTACIONA O Saab na garagem do Escala e desliga o motor. De repente, no confinamento do carro, a atmosfera entre nós muda. Com um desejo galopante, olho para ele, tentando conter meu coração acelerado. Ele está virado para mim, encostado na porta do carro, o cotovelo apoiado no volante.
Com o polegar e o indicador, ele puxa o lábio inferior. Tem uma boca tão provocante. Quero essa boca em mim. Ele está me observando atentamente, os olhos cinza-escuro. Minha garganta fica seca. Ele abre um sorriso lento e sensual.
— A gente vai transar no carro numa hora e num lugar de minha escolha. Agora, quero foder com você em todas as superfícies livres do meu apartamento.
É como se ele estivesse falando diretamente com a região abaixo da minha cintura... minha deusa interior executa quatro arabescos e um passo de balé.
— Certo.
Nossa, eu soo tão ofegante, desesperada.
Ele se inclina um milímetro para a frente. Fecho meus olhos, à espera de um beijo, pensando: finalmente. Mas nada acontece. Depois de intermináveis segundos, abro os olhos e o vejo me fitando. Não consigo imaginar o que está pensando, mas antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele me distrai novamente.
— Se eu beijar você agora, não vamos chegar ao apartamento. Venha.
Droga! Como um homem pode ser tão frustrante? Ele salta do carro.
* * *
MAIS UMA VEZ, esperamos pelo elevador, e meu corpo vibra de expectativa. Christian segura minha mão, correndo o polegar ritmicamente ao longo de meus dedos, cada carícia suave ecoando dentro de mim. Ah, quero essas mãos em meu corpo. Ele já me torturou o suficiente.
— O que aconteceu então com a gratificação instantânea? — murmuro, enquanto esperamos.
— Não é apropriada para todas as situações, Anastasia.
— Desde quando?
— Desde hoje à noite.
— Por que você está me torturando desse jeito?
— Olho por olho, Srta. Steele.
— E como estou torturando você?
— Acho que você sabe.
Ergo o olhar para ele, e sua expressão é difícil de avaliar. Ele quer que eu dê minha resposta... é isso.
— Também gosto de adiar a gratificação — sussurro, sorrindo timidamente.
De repente, ele puxa a minha mão, e estou em seus braços. Ele me segura pela nuca, puxando de leve meu cabelo, deitando minha cabeça para trás.
— O que eu preciso fazer para que você diga “sim”? — pergunta, fervorosamente, surpreendendo-me de novo.
Eu pisco para ele; sua expressão é linda, séria e desesperada.
— Só me dê um pouco de tempo... por favor — murmuro.
Ele geme e enfim me beija com força, por um longo tempo. E então estamos dentro do elevador, e somos apenas mãos e bocas e línguas e lábios e dedos e cabelo. Um desejo poderoso dispara pelo meu sangue, turvando toda a minha razão. Ele me empurra contra a parede, apertando-me com o quadril, uma mão em meu cabelo, a outra em meu queixo, mantendo-me firme no lugar.
— Eu pertenço a você — ele sussurra. — Meu destino está em suas mãos, Ana.
Suas palavras são inebriantes, e, em meu estado superexcitado, quero arrancar suas roupas. Tiro seu paletó, e tropeçamos para fora do elevador assim que ele chega ao apartamento.
Christian me aperta contra a parede ao lado do elevador, seu paletó caído no chão, e sua mão subindo ao longo da minha perna, sem nunca tirar os lábios dos meus. Ele levanta o meu vestido.
— Primeira superfície — ofega e, de repente, levanta-me. — Passe as pernas em volta de mim.
Obedeço, e ele se vira e me coloca sobre a mesa do saguão, de forma que fica de pé entre minhas pernas. Percebo que o vaso de flores habitual não está ali. Hein? Ele enfia a mão no bolso da calça e me passa um pacotinho, abrindo o zíper.
— Você sabe o quanto me excita?
— O quê? — ofego. — Não... eu...
— Bem, você me excita — balbucia —, o tempo todo.
Ele pega o pacotinho das minhas mãos. Ah, é tudo tão rápido, mas, depois de tanta tentação, quero-o agora. Ele me encara ao colocar a camisinha, em seguida, põe as mãos em minhas coxas e abre minhas pernas. Preparando-se, ele faz uma pausa.
— Fique de olhos abertos. Quero ver você — sussurra e, segurando minhas mãos nas suas, entra em mim.
Eu tento, de verdade, mas a sensação é tão estonteante. É tudo o que eu estava esperando desde que ele começou com essa provocação. Ah, a plenitude, a sensação... Solto um gemido e arqueio as costas na mesa.
— Abra os olhos — rosna ele, apertando minhas mãos e entrando com força dentro mim, fazendo-me gritar.
Piscando, abro os olhos, e ele está me fitando de olhos arregalados. Ele sai bem devagar e então afunda em mim mais uma vez, a boca entreaberta, formando um Ah... mas não diz nada. Ver sua excitação, sua reação ao meu corpo, me incendeia por dentro, o sangue arde nas minhas veias. Seus olhos cinzentos queimam os meus. Ele acelera o ritmo, e eu me entrego, deleitando-me naquilo, vendo-o olhando para mim — sua paixão, seu amor —, enquanto desmoronamos, juntos.
Eu grito, numa explosão, e Christian me acompanha.
— Sim, Ana! — grita.
E cai em cima de mim, soltando minhas mãos e descansando a cabeça em meu peito. Minhas pernas ainda estão ao redor dele, e sob o olhar paciente e maternal das pinturas de Nossa Senhora, embalo sua cabeça contra o meu corpo, lutando para recuperar o fôlego. Ele ergue o olhar para mim:
— Ainda não terminei com você — murmura, inclinando-se para me beijar.
* * *
ESTOU NUA, DEITADA na cama de Christian, esparramada sobre o seu peito, a respiração ofegante. Deus do céu — como ele pode ter tanta energia? Christian corre os dedos para cima e para baixo ao longo de minhas costas.
— Satisfeita, Srta. Steele?
Solto um gemido de aprovação. Não tenho mais forças para falar. Ergo meus olhos embaçados para ele, deleitando-me em seu olhar cálido e apaixonado. Muito deliberadamente, inclino a cabeça para baixo, para que fique claro que vou beijar seu peito.
Ele enrijece por um instante, e eu deixo um beijo suave em seus pelos, inspirando seu cheiro único, misturado a suor e sexo. É inebriante. Ele rola para o lado, de forma que fico deitada junto a seu corpo, e olha para mim.
— Sexo é assim para todo mundo? Fico surpresa que as pessoas saiam de casa — murmuro, sentindo-me tímida, de repente.
Ele sorri.
— Não posso falar por todo mundo, mas é muito especial com você, Anastasia. — Ele se inclina e me beija.
— Isso é porque você é muito especial, Sr. Grey — concordo, sorrindo e acariciando seu rosto.
Ele pisca para mim, perdido.
— Está tarde. Hora de dormir — diz.
Ele me beija e depois se deita, puxando-me para junto de si, e ficamos de conchinha na cama.
— Você não gosta de elogios.
— Durma, Anastasia.
Hum... Mas ele é muito especial. Caramba... por que ele não percebe isso?
— Amei a casa — murmuro.
Ele fica em silêncio por um minuto, mas sinto seu sorriso.
— Amo você. Agora durma.
Ele enfia o rosto em meu cabelo, e eu caio no sono, sentindo-me segura em seus braços, sonhando com o pôr do sol e portas de varanda e escadas largas... e um pequeno menino de cabelos cor de cobre correndo por um prado, rindo e gargalhando enquanto eu corro atrás dele.