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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Para falar a verdade, eu teria ficado feliz com o piso do saguão.

— Acredite, Ana, eu também. Mas não gosto de ser preso a esta hora da noite, e não queria comer você num banheiro. Bem, não hoje.

O quê!

— Então havia uma possibilidade?

— Ah, sim.

— Vamos voltar.

Ele se vira para olhar para mim e ri. Seu riso é contagiante; logo estamos os dois rindo — um riso maravilhoso, catártico e de jogar a cabeça para trás. Depois ele estica o braço e coloca a mão em meu joelho, acariciando-me de leve com dedos habilidosos. Paro de rir.

— Paciência, Anastasia — murmura e começa a dirigir em meio ao trânsito de Seattle.

* * *

CHRISTIAN ESTACIONA O Saab na garagem do Escala e desliga o motor. De repente, no confinamento do carro, a atmosfera entre nós muda. Com um desejo galopante, olho para ele, tentando conter meu coração acelerado. Ele está virado para mim, encostado na porta do carro, o cotovelo apoiado no volante.

Com o polegar e o indicador, ele puxa o lábio inferior. Tem uma boca tão provocante. Quero essa boca em mim. Ele está me observando atentamente, os olhos cinza-escuro. Minha garganta fica seca. Ele abre um sorriso lento e sensual.

— A gente vai transar no carro numa hora e num lugar de minha escolha. Agora, quero foder com você em todas as superfícies livres do meu apartamento.

É como se ele estivesse falando diretamente com a região abaixo da minha cintura... minha deusa interior executa quatro arabescos e um passo de balé.

— Certo.

Nossa, eu soo tão ofegante, desesperada.

Ele se inclina um milímetro para a frente. Fecho meus olhos, à espera de um beijo, pensando: finalmente. Mas nada acontece. Depois de intermináveis segundos, abro os olhos e o vejo me fitando. Não consigo imaginar o que está pensando, mas antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele me distrai novamente.

— Se eu beijar você agora, não vamos chegar ao apartamento. Venha.

Droga! Como um homem pode ser tão frustrante? Ele salta do carro.

* * *

MAIS UMA VEZ, esperamos pelo elevador, e meu corpo vibra de expectativa. Christian segura minha mão, correndo o polegar ritmicamente ao longo de meus dedos, cada carícia suave ecoando dentro de mim. Ah, quero essas mãos em meu corpo. Ele já me torturou o suficiente.

— O que aconteceu então com a gratificação instantânea? — murmuro, enquanto esperamos.

— Não é apropriada para todas as situações, Anastasia.

— Desde quando?

— Desde hoje à noite.

— Por que você está me torturando desse jeito?

— Olho por olho, Srta. Steele.

— E como estou torturando você?

— Acho que você sabe.

Ergo o olhar para ele, e sua expressão é difícil de avaliar. Ele quer que eu dê minha resposta... é isso.

— Também gosto de adiar a gratificação — sussurro, sorrindo timidamente.

De repente, ele puxa a minha mão, e estou em seus braços. Ele me segura pela nuca, puxando de leve meu cabelo, deitando minha cabeça para trás.

— O que eu preciso fazer para que você diga “sim”? — pergunta, fervorosamente, surpreendendo-me de novo.

Eu pisco para ele; sua expressão é linda, séria e desesperada.

— Só me dê um pouco de tempo... por favor — murmuro.

Ele geme e enfim me beija com força, por um longo tempo. E então estamos dentro do elevador, e somos apenas mãos e bocas e línguas e lábios e dedos e cabelo. Um desejo poderoso dispara pelo meu sangue, turvando toda a minha razão. Ele me empurra contra a parede, apertando-me com o quadril, uma mão em meu cabelo, a outra em meu queixo, mantendo-me firme no lugar.

— Eu pertenço a você — ele sussurra. — Meu destino está em suas mãos, Ana.

Suas palavras são inebriantes, e, em meu estado superexcitado, quero arrancar suas roupas. Tiro seu paletó, e tropeçamos para fora do elevador assim que ele chega ao apartamento.

Christian me aperta contra a parede ao lado do elevador, seu paletó caído no chão, e sua mão subindo ao longo da minha perna, sem nunca tirar os lábios dos meus. Ele levanta o meu vestido.

— Primeira superfície — ofega e, de repente, levanta-me. — Passe as pernas em volta de mim.

Obedeço, e ele se vira e me coloca sobre a mesa do saguão, de forma que fica de pé entre minhas pernas. Percebo que o vaso de flores habitual não está ali. Hein? Ele enfia a mão no bolso da calça e me passa um pacotinho, abrindo o zíper.

— Você sabe o quanto me excita?

— O quê? — ofego. — Não... eu...

— Bem, você me excita — balbucia —, o tempo todo.

Ele pega o pacotinho das minhas mãos. Ah, é tudo tão rápido, mas, depois de tanta tentação, quero-o agora. Ele me encara ao colocar a camisinha, em seguida, põe as mãos em minhas coxas e abre minhas pernas. Preparando-se, ele faz uma pausa.

— Fique de olhos abertos. Quero ver você — sussurra e, segurando minhas mãos nas suas, entra em mim.

Eu tento, de verdade, mas a sensação é tão estonteante. É tudo o que eu estava esperando desde que ele começou com essa provocação. Ah, a plenitude, a sensação... Solto um gemido e arqueio as costas na mesa.

— Abra os olhos — rosna ele, apertando minhas mãos e entrando com força dentro mim, fazendo-me gritar.

Piscando, abro os olhos, e ele está me fitando de olhos arregalados. Ele sai bem devagar e então afunda em mim mais uma vez, a boca entreaberta, formando um Ah... mas não diz nada. Ver sua excitação, sua reação ao meu corpo, me incendeia por dentro, o sangue arde nas minhas veias. Seus olhos cinzentos queimam os meus. Ele acelera o ritmo, e eu me entrego, deleitando-me naquilo, vendo-o olhando para mim — sua paixão, seu amor —, enquanto desmoronamos, juntos.

Eu grito, numa explosão, e Christian me acompanha.

— Sim, Ana! — grita.

E cai em cima de mim, soltando minhas mãos e descansando a cabeça em meu peito. Minhas pernas ainda estão ao redor dele, e sob o olhar paciente e maternal das pinturas de Nossa Senhora, embalo sua cabeça contra o meu corpo, lutando para recuperar o fôlego. Ele ergue o olhar para mim:

— Ainda não terminei com você — murmura, inclinando-se para me beijar.

* * *

ESTOU NUA, DEITADA na cama de Christian, esparramada sobre o seu peito, a respiração ofegante. Deus do céu — como ele pode ter tanta energia? Christian corre os dedos para cima e para baixo ao longo de minhas costas.

— Satisfeita, Srta. Steele?

Solto um gemido de aprovação. Não tenho mais forças para falar. Ergo meus olhos embaçados para ele, deleitando-me em seu olhar cálido e apaixonado. Muito deliberadamente, inclino a cabeça para baixo, para que fique claro que vou beijar seu peito.

Ele enrijece por um instante, e eu deixo um beijo suave em seus pelos, inspirando seu cheiro único, misturado a suor e sexo. É inebriante. Ele rola para o lado, de forma que fico deitada junto a seu corpo, e olha para mim.

— Sexo é assim para todo mundo? Fico surpresa que as pessoas saiam de casa — murmuro, sentindo-me tímida, de repente.

Ele sorri.

— Não posso falar por todo mundo, mas é muito especial com você, Anastasia. — Ele se inclina e me beija.

— Isso é porque você é muito especial, Sr. Grey — concordo, sorrindo e acariciando seu rosto.

Ele pisca para mim, perdido.

— Está tarde. Hora de dormir — diz.

Ele me beija e depois se deita, puxando-me para junto de si, e ficamos de conchinha na cama.

— Você não gosta de elogios.

— Durma, Anastasia.

Hum... Mas ele é muito especial. Caramba... por que ele não percebe isso?

— Amei a casa — murmuro.

Ele fica em silêncio por um minuto, mas sinto seu sorriso.

— Amo você. Agora durma.

Ele enfia o rosto em meu cabelo, e eu caio no sono, sentindo-me segura em seus braços, sonhando com o pôr do sol e portas de varanda e escadas largas... e um pequeno menino de cabelos cor de cobre correndo por um prado, rindo e gargalhando enquanto eu corro atrás dele.

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