Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Puta merda. Ele sorri e fica de pé.
— A gente não precisa pagar? — pergunto, sem fôlego.
Ele deita a cabeça de lado.
— Sou sócio daqui. Vão me mandar a conta. Venha, Anastasia, passe na minha frente.
Ele dá um passo para o lado, e me levanto para ir embora, consciente de que não estou usando calcinha.
Ele olha para mim de um jeito sombrio, despindo-me com os olhos, e é uma glória estar diante de sua avaliação carnal. Me faz sentir tão sensuaclass="underline" esse homem lindo me quer. Será que isso sempre vai me deixar tão excitada? Parando deliberadamente na frente dele, aliso o vestido sobre meu quadril.
Christian sussurra em meu ouvido:
— Mal posso esperar para levar você para casa. — Ainda assim, ele não me toca.
Na saída, ele murmura algo sobre o carro para o maître, mas não estou ouvindo, minha deusa interior está incandescente com tanta expectativa. Deus meu, ela seria capaz de deixar Seattle em chamas.
Enquanto esperamos pelo elevador, dois casais de meia-idade se juntam a nós. Quando as portas se abrem, Christian me leva pelo cotovelo até o fundo. Olho ao redor, e estamos rodeados de espelhos escuros por todos os lados. As pessoas entram no elevador, e um homem usando um terno marrom que não lhe cai nada bem cumprimenta Christian:
— Grey — acena com educação.
Christian responde com um aceno de cabeça, em silêncio.
Os dois casais ficam diante de nós, de frente para as portas do elevador. Obviamente são amigos: as mulheres conversam em voz alta, animadas e alegres após a refeição. Acho que estão todos um pouco embriagados.
Assim que as portas se fecham, Christian se abaixa rapidamente ao meu lado para amarrar o cadarço. Estranho, o cadarço dele não estava desamarrado. Discretamente ele coloca a mão em meu tornozelo, dando-me um susto, e, à medida que se levanta, sua mão sobe ligeira pela minha perna, deslizando deliciosamente por minha pele — uau — até o alto. Tenho que reprimir um suspiro de surpresa quando sua mão alcança minha bunda. Christian se move atrás de mim.
Deus do céu. Arregalo os olhos para as pessoas à nossa frente, fitando as costas de suas cabeças. Eles não têm ideia do que estamos fazendo. Passando o braço livre em volta de minha cintura, Christian me puxa para junto de si, mantendo-me firme no lugar ao explorar meu corpo com seus dedos. Minha nossa... aqui dentro? O elevador desce com suavidade, parando no quinquagésimo terceiro andar para receber mais pessoas, mas não estou prestando atenção. Estou concentrada em cada pequeno movimento que seus dedos fazem. Desenhando círculos... e então avançando, investigando, e o elevador continua sua descida.
Quando seus dedos alcançam seu objetivo, tenho que sufocar um gemido.
— Sempre tão pronta, Srta. Steele — sussurra ele ao enfiar um dedo dentro de mim.
Eu me contorço e ofego. Como ele pode fazer isso com todas essas pessoas aqui?
— Fique quieta e parada — adverte, murmurando em meu ouvido.
Estou vermelha, quente, ávida, presa num elevador com sete pessoas, seis das quais alheias ao que está acontecendo no canto. Seu dedo desliza para dentro e para fora de mim, de novo e de novo. Minha respiração... Caramba, é constrangedor. Quero lhe dizer para parar... e continuar... e parar. Eu solto o corpo contra o dele, e ele aperta o braço em torno de mim, sua ereção contra meu quadril.
Paramos de novo no quadragésimo quarto andar. Ai... por quanto tempo essa tortura vai continuar? Para dentro... para fora... para dentro... para fora... Sutilmente, eu me movo contra seu dedo persistente. Depois de todo esse tempo sem me tocar, ele escolhe logo agora! Aqui! Isso me faz sentir tão... devassa.
— Calma — ofega ele, aparentemente impassível diante das duas outras pessoas que entram.
O elevador está ficando lotado. Christian nos move tão para o fundo que ficamos espremidos nas paredes do canto. Ele me segura firme e continua sua tortura, mergulhando o rosto em meu cabelo. Tenho certeza de que pareceríamos um jovem casal apaixonado, abraçando-se num canto, caso alguém se desse o trabalho de virar para trás para ver o que estamos fazendo... E ele enfia um segundo dedo dentro de mim.
Droga! Solto um gemido, ainda bem que o grupo à nossa frente continua conversando, totalmente alheio.
Ah, Christian, o que você faz comigo... Eu apoio a cabeça contra seu peito, fechando os olhos e me rendendo aos seus incansáveis dedos.
— Não goze — sussurra. — Quero isso mais tarde.
Ele apoia a palma da mão em minha barriga, pressionando de leve para baixo enquanto continua a sua doce tortura. A sensação é fenomenal.
Finalmente o elevador chega ao primeiro andar. Com um apito agudo, as portas se abrem, e quase que instantaneamente os passageiros começam a sair. Christian desliza lentamente os dedos para fora de mim e beija a parte de trás de minha cabeça. Viro o rosto para encará-lo, e ele sorri, e então acena mais uma vez para o Sr. Terno Marrom Desajeitado, que responde com outro aceno ao deixar o elevador com sua esposa. Mal reparo neles, concentrando-me em me manter de pé e controlar minha respiração ofegante. Nossa, sinto-me privada de alguma coisa. Christian me solta, e eu tenho que me apoiar sozinha em meus próprios pés, sem a ajuda dele.
Virando-me, eu o encaro. Ele parece sereno e calmo, em sua postura descontraída de sempre. Hum... Isso não é nada justo.
— Pronta? — pergunta, seus olhos ardendo com um brilho perverso enquanto enfia o indicador e depois o dedo médio na boca e os chupa. — Que beleza, Srta. Steele — sussurra.
Quase tenho uma convulsão ali mesmo.
— Não acredito que você fez isso — murmuro, praticamente desfalecendo.
— Você ficaria surpresa com o que sou capaz de fazer, Srta. Steele — diz ele.
Estendendo a mão, ele prende uma mecha de cabelo atrás de minha orelha, um leve sorriso traindo seu divertimento.
— Quero levar você para casa, mas talvez a gente só consiga chegar até o carro. — Ele sorri para mim, pegando minha mão e me conduzindo para fora do elevador.
O quê! Sexo no carro? A gente não pode simplesmente fazer aqui, no chão frio de mármore do saguão do prédio... por favor?
— Venha.
— Isso, eu quero.
— Srta. Steele! — Repreende-me com uma expressão de espanto fingido.
— Nunca fiz sexo num carro — murmuro.
Christian para e leva os mesmos dedos até a ponta do meu queixo, inclinando minha cabeça para trás e me encarando.
— Fico muito contente de ouvir isso. Posso dizer que eu ficaria muito surpreso, para não dizer irritado, se você já tivesse feito.
Enrubesço-me, piscando para ele. Claro, ele é a única pessoa com quem já fiz sexo. Franzo a testa.
— Não foi o que eu quis dizer.
— E o que você quis dizer? — Seu tom é inesperadamente áspero.
— Christian, era só uma expressão.
— A famosa expressão “nunca fiz sexo num carro”. Realmente, é tão corriqueira.
Qual é o problema dele?
— Christian, eu não estava pensando. Pelo amor de Deus, você acabou de... hum... fazer aquilo comigo num elevador cheio de gente. Minha cabeça não está funcionando direito.
Ele levanta as sobrancelhas.
— O que foi que eu fiz? — Desafia-me.
Faço cara feia para ele. Ele quer que eu diga.
— Você me deixou excitada, para cacete. Agora trate de me levar pra casa e de trepar comigo.
Ele fica boquiaberto e ri, surpreso. Nesse instante parece simplesmente um jovem despreocupado. Ah, ouvir essa risada. Adoro a risada dele, porque é tão rara.
— Você é tão romântica, Srta. Steele. — Ele pega a minha mão, nós saímos do prédio e caminhamos até o manobrista ao lado do meu Saab.
* * *
— ENTÃO VOCÊ QUER fazer sexo no carro — murmura Christian ao ligar o motor.