Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
À medida que seguimos a Srta. Kelly pela magnífica escada principal até o segundo andar, mal posso conter minha excitação... esta casa tem tudo que eu poderia desejar num lar.
— Você não poderia transformar a casa que já existe num lugar mais ecológico e autossustentável?
Christian pisca para mim, perplexo.
— Eu teria que perguntar a Elliot. O especialista em tudo isso é ele.
A Srta. Kelly nos leva até a suíte principal, onde os janelões que vão do chão ao teto se abrem para uma varanda, e a vista ainda é espetacular. Eu poderia passar um dia inteiro sentada na cama, olhando lá para fora, observando os barcos à vela e a mudança do tempo.
Existem ainda cinco quartos no mesmo piso. Filhos! Afasto o pensamento às pressas. Já tenho muito que processar. A Srta. Kelly está ocupada sugerindo a Christian como o terreno poderia acomodar um centro equestre e um pasto para cavalos. Cavalos! Imagens aterrorizantes das poucas aulas de equitação que fiz cruzam minha mente, mas Christian não parece estar escutando.
— O pasto ficaria onde hoje fica o prado? — pergunto.
— Isso — diz a Srta. Kelly, animada.
Para mim, o prado é um lugar para se deitar na grama e fazer piqueniques, não um lugar para se abrigar demônios de quatro patas.
De volta ao cômodo principal, a Srta. Kelly desaparece discretamente, e Christian me leva uma vez mais até o terraço. O sol já se pôs, e as luzes das cidades na península Olympic piscam do outro lado do estuário.
Christian me puxa em seus braços e ergue meu queixo com a ponta do indicador, observando-me com atenção.
— Muito para assimilar? — pergunta, sua expressão ilegível.
Faço que sim com a cabeça.
— Eu queria ver se você gostava, antes de comprar.
— Da vista?
Ele faz que sim.
— Amei a vista, e gostei da casa atual também.
— Gostou?
Sorrio timidamente.
— Christian, você me ganhou só com o prado.
Ele entreabre os lábios e inspira fundo. Em seguida, seu rosto se abre num sorriso, e suas mãos subitamente agarram meus cabelos, sua boca na minha.
* * *
NO CARRO, ENQUANTO dirigimos de volta para Seattle, o estado de espírito de Christian se eleva consideravelmente.
— E então, você vai comprar? — pergunto.
— Vou.
— E vai colocar o Escala à venda?
Ele franze a testa.
— Por que eu faria isso?
— Para pagar... — minha voz desaparece. É claro. Fico vermelha.
Ele sorri para mim.
— Acredite, tenho dinheiro o bastante.
— Você gosta de ser rico?
— Gosto. Você conhece alguém que não goste? — diz, sombriamente.
Certo, mude logo de assunto.
— Anastasia, você vai ter que aprender a ser rica também, se disser sim — fala de mansinho.
— A riqueza não é algo que eu tenha almejado para a minha vida, Christian. — Franzo a testa.
— Eu sei. Amo isso em você. Mas bom, você também nunca teve fome — diz ele simplesmente. Suas palavras são circunspectas.
— Para onde estamos indo? — pergunto animada, mudando de assunto.
— Comemorar. — Christian relaxa.
Ah!
— Comemorar o quê, a casa?
— Já esqueceu? Seu cargo de editora.
— Ah, é — sorrio. Como posso ter esquecido? — Onde?
— No meu clube.
— No seu clube?
— É. Um deles.
* * *
O MILE HIGH Club fica no septuagésimo sexto andar da Columbia Tower, mais alto até que o apartamento de Christian. É supermoderno e tem a vista mais estonteante da cidade de Seattle.
— Espumante, senhorita? — Christian me entrega uma taça de champanhe gelada enquanto me sento num banquinho do bar.
— Ora, obrigada, senhor — ressalto a última palavra cheia de segundas intenções, piscando deliberadamente os cílios para ele.
Ele me encara e seu olhar escurece.
— Flertando comigo, Srta. Steele?
— Sim, Sr. Grey. O que você vai fazer a respeito?
— Tenho certeza de que posso pensar em alguma coisa — diz ele, em voz baixa. — Venha, nossa mesa está pronta.
Quando estamos nos aproximando da mesa, Christian para, segurando-me pelo cotovelo.
— Vá ao banheiro e tire a calcinha — sussurra.
Ah? Um delicioso arrepio percorre minha espinha.
— Agora — ordena, com tranquilidade.
Uau, como assim?
Ele não está sorrindo, está mortalmente sério. Cada músculo abaixo de minha cintura se contrai. Eu lhe entrego minha taça de champanhe, viro-me bruscamente e caminho até o banheiro.
Merda. O que ele vai fazer?
Os banheiros são de última geração, tudo em madeira escura, granito preto e iluminação halogênica instalada em pontos estratégicos. Na privacidade da cabine, sorrio ao tirar a calcinha. Mais uma vez fico feliz de ter escolhido o vestido azul-marinho. Achei que fosse um traje adequado para encontrar o bom Dr. Flynn — não imaginava que a noite fosse tomar um rumo inesperado.
Já estou agitada. Como ele pode me afetar tanto? Incomoda-me um pouco a facilidade com que me entrego ao seu feitiço. Sei agora que não vamos passar a noite discutindo nossos problemas e os últimos acontecimentos... mas como posso resistir a ele?
Verifico minha aparência no espelho, meus olhos estão radiantes de empolgação. Ah, que se danem os problemas.
Respiro fundo e volto para o salão. Bem, não é como se eu nunca tivesse saído sem calcinha antes. Minha deusa interior está envolta num boá de plumas rosa e diamantes, pavoneando-se em seus sapatos “venha me comer”.
Christian se levanta, educado, quando volto para a mesa, a expressão ilegível. Está perfeito como sempre, tranquilo, calmo e concentrado. Claro que sei o que está escondendo por trás disso.
— Sente-se aqui do meu lado — diz ele, e eu obedeço. — Já fiz o seu pedido. Espero que não se importe.
Ele devolve minha taça de champanhe pela metade, observando-me com atenção, e, sob seu escrutínio, meu sangue se aquece de novo. Christian repousa as mãos nas coxas. Fico tensa e entreabro as pernas ligeiramente.
O garçom chega com um prato de ostras sobre gelo picado. Ostras. A memória de nós dois numa sala de jantar privativa do Heathman preenche a minha mente. Estávamos discutindo o contrato. Deus do céu. Percorremos um longo caminho desde então.
— Acho que você gostou de ostras na última vez em que experimentou — sua voz é grave, sedutora.
— Na única vez em que experimentei. — Estou ofegante, a voz expondo-me completamente.
Seus lábios se contorcem num sorriso.
— Ah, Srta. Steele, quando você vai aprender? — diz.
Ele pega uma ostra do prato e ergue a outra mão que estava em sua coxa. Eu me encolho de expectativa, mas ele se estica para pegar uma fatia de limão.
— Aprender o quê? — pergunto.
Caramba, minha pulsação está acelerada. Seus longos e habilidosos dedos espremem delicadamente o limão sobre a concha.
— Coma — diz ele, trazendo a ostra para junto de meus lábios. Abro a boca, e ele gentilmente apoia a concha em meu lábio inferior. — Deite a cabeça um pouquinho para trás — murmura.
Obedeço, e a ostra desliza pela minha garganta. Ele não me toca, só a concha encosta em mim.
Christian come uma ostra e em seguida me dá mais uma na boca. Nós continuamos nessa rotina torturante até que todas as doze se foram. Em nenhum momento sua pele tocou a minha. Isso está me deixando louca.
— Ainda gosta de ostras? — pergunta, depois que engulo a última.
Faço que sim com a cabeça, vermelha, desejando seu toque.
— Que bom.
Contorço-me na cadeira. Por que isso é tão erótico?
Ele descansa a mão casualmente sobre a própria coxa mais uma vez, e eu me derreto. Agora. Por favor. Toque-me. Minha deusa interior está de joelhos, só de calcinha, implorando. Ele corre a mão para cima e para baixo ao longo da coxa e ergue o braço, apenas para novamente descansar a mão onde estava antes.