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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Claro.

Respiro fundo.

— Parte de mim acha que se ele não fosse tão perturbado ele não iria... ele não iria me querer.

Dr. Flynn levanta as sobrancelhas para mim, espantado.

— Isso é algo muito negativo de se dizer sobre si mesma, Ana. E, francamente, me diz mais a seu respeito do que a respeito de Christian. Não é tão grave quanto a aversão que ele tem de si mesmo, mas me surpreende.

— Bem, olhe para ele... e olhe para mim.

Dr. Flynn franze o cenho.

— Já olhei. E o que eu vi foi um rapaz atraente e uma jovem atraente. Ana, por que você não se vê como uma pessoa atraente?

Ah, não... Não quero transformar isso em algo sobre mim. Encaro os meus dedos. Ouço uma batida forte na porta que me faz pular. E Christian está de volta na sala, olhando para nós dois. Fico vermelha e volto o olhar depressa para Flynn, que está sorrindo benignamente para Christian.

— Bem-vindo de volta, Christian — diz ele.

— Acho que o tempo acabou, John.

— Quase, Christian. Junte-se a nós.

Dessa vez, Christian se senta ao meu lado e coloca a mão possessivamente em meu joelho. Seu gesto não passa despercebido pelo Dr. Flynn.

— Você tem mais alguma questão, Ana? — pergunta, e sua preocupação é evidente.

Merda... Não devia ter feito a última pergunta. Nego com a cabeça.

— Christian?

— Hoje não, John.

Flynn concorda com a cabeça.

— Talvez fosse bom se vocês dois voltassem aqui. Tenho certeza de que Ana vai ter mais perguntas.

Christian concorda, relutante.

Fico vermelha. Merda... ele quer se aprofundar. Christian aperta minha mão e me fita com atenção.

— Certo? — pergunta, com gentileza.

Sorrio para ele, fazendo que sim com a cabeça. É, o benefício da dúvida vai ter que ser suficiente por enquanto, cortesia do bom médico inglês.

Christian aperta minha mão e se volta para Flynn.

— Como ela está? — pergunta, com cuidado.

Eu?

— Ela vai chegar lá — responde ele, com ar tranquilizador.

— Ótimo. Mantenha-me informado do seu progresso.

— Pode deixar.

Puta merda. Estão falando de Leila.

— Então, vamos comemorar a sua promoção? — pergunta Christian, incisivo.

Concordo timidamente com a cabeça, e ele se levanta. Nós nos despedimos rapidamente do Dr. Flynn, e Christian me conduz para fora da sala com uma pressa indecorosa.

* * *

QUANDO CHEGAMOS à rua, ele se vira para mim e pergunta, ansioso:

— Como foi?

— Foi bom.

Ele me encara, desconfiado. Deito a cabeça de lado.

— Por favor, não me olhe assim, Sr. Grey. Seguindo ordens médicas, eu vou lhe oferecer o benefício da dúvida.

— O que isso quer dizer?

— Você vai ver.

Ele contorce os lábios e estreita os olhos.

— Entre no carro — ordena, abrindo a porta do carona do Saab.

Uau, isso é que mudança de foco. Meu BlackBerry vibra. Eu o tiro da bolsa.

Merda, é o José!

— Alô!

— Ana, oi...

Olho para Christian, que está me observando, desconfiado.

— É o José — gesticulo com a boca para ele.

Ele me olha impassível, mas seus olhos enrijecem. Será que ele acha que eu não percebo? Volto minha atenção para José.

— Desculpe não ter ligado para você. É sobre amanhã? — pergunto a ele, mas com os olhos fixos em Christian.

— É. Escute, falei com alguém lá na casa do Grey, então já sei onde entregar as fotos, e eu devo passar lá entre cinco e seis horas... depois disso, estou livre.

Ah.

— Bem, na verdade estou ficando na casa de Christian esses dias, e se você quiser, ele diz que não tem problema você dormir lá.

Christian contrai os lábios. Hum, belo anfitrião.

José fica em silêncio por um instante, assimilando a notícia. Eu tremo nas bases. Ainda não tive a oportunidade de conversar com ele sobre Christian.

— Tudo bem — diz ele, afinal. — Esse negócio com o Grey está sério?

Eu me afasto do carro e caminho de um lado para o outro na calçada.

— Está.

— Quão sério?

Reviro os olhos e faça uma pausa. Por que Christian tem que ficar escutando?

— Sério.

— Ele está aí do seu lado? É por isso que você está respondendo tudo com uma palavra só?

— Sim.

— Está bem. E você tem permissão para sair amanhã?

— Claro que tenho — espero. E, automaticamente, cruzo os dedos.

— Então, onde a gente se encontra?

— Você pode me buscar no trabalho — sugiro.

— Beleza.

— Mando o endereço por mensagem.

— A que horas?

— Lá pelas seis da tarde?

— Certo. A gente se vê então, Ana. Mal posso esperar, estou com saudade de você.

Sorrio.

— Beleza. A gente se vê. — Desligo o telefone e me viro.

Christian está encostado no carro, observando-me atentamente, a expressão impossível de se ler.

— Como vai o seu amigo? — pergunta, friamente.

— Vai bem. Ele vai me buscar no trabalho amanhã, e acho que a gente vai sair para beber alguma coisa. Quer vir conosco?

Christian hesita, seus olhos cinzentos e frios.

— Você não acha que ele vai tentar alguma coisa?

— Não! — Meu tom é exasperado, mas me abstenho de revirar os olhos.

— Tudo bem. — Christian ergue as mãos, derrotado. — Você sai com o seu amigo, e eu vejo você no final do dia.

Eu estava esperando uma briga, e esse consentimento fácil me pega de surpresa.

— Viu? Posso ser razoável. — Ele sorri.

Meus lábios se contraem. Vamos ver.

— Posso dirigir?

Christian pisca para mim, surpreso com meu pedido.

— Preferia que você não dirigisse.

— Por quê, exatamente?

— Porque não gosto que dirijam para mim.

— Você não teve problemas com isso hoje de manhã, e você não parece se incomodar que Taylor dirija para você.

— Confio implicitamente na direção de Taylor.

— Mas não na minha? — Coloco as mãos nos quadris. — Fala sério, essa sua mania de controle não tem limites. Eu dirijo desde os quinze anos.

Ele encolhe os ombros em resposta, como se isso não fizesse a menor diferença. Ele é tão irritante! O benefício da dúvida? Bem, que se dane o benefício da dúvida.

— O carro não é meu? — pergunto.

Ele franze a testa para mim.

— É claro que é seu.

— Então, por favor, me dê as chaves. Eu só dirigi duas vezes, de casa para o trabalho e do trabalho para casa. E agora você que vai ficar com toda a diversão. — Estou com a corda toda.

Christian contrai os lábios, reprimindo um sorriso.

— Mas você nem sabe aonde a gente vai.

— Tenho certeza de que você pode me ensinar o caminho, Sr. Grey. Você tem se saído um professor e tanto.

Ele me olha espantado, em seguida sorri seu novo sorriso tímido que me desarma completamente e me deixa sem fôlego.

— Professor e tanto, é? — murmura.

Eu coro.

— É, na maior parte do tempo.

— Bem, nesse caso. — Ele me entrega as chaves e dá a volta até a porta do motorista, abrindo-a para mim.

* * *

— VIRE À ESQUERDA — ordena Christian, e seguimos para o norte, na direção da Interestadual 5. — Cuidado, Ana! — Ele se agarra ao painel.

Ah, pelo amor de Deus. Reviro os olhos, mas não me viro para olhar pra ele. Van Morrison canta ao fundo pelos alto-falantes do carro.

— Devagar!

— Estou diminuindo!

Christian suspira.

— O que o Flynn disse? — Posso ouvir a ansiedade infiltrando-se em sua voz.

— Já falei. Ele disse que eu deveria lhe conceder o benefício da dúvida. — Droga, talvez eu devesse ter deixado Christian dirigir. Aí eu poderia observá-lo. Aliás... Dou seta para indicar que vou encostar o carro.

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