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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— Não, não muito — sussurro.

— É mais a ideia da coisa — provoca ele.

— Acho que sim. Sentir prazer, quando supõe que não é para sentir.

— Lembro de ter a mesma sensação. Leva um tempo para entendermos isso.

Puxa vida. Isso foi quando ele era garoto.

— Você sempre pode usar a palavra de segurança, Anastasia. Não se esqueça disso. E, desde que siga as regras, que suprem uma profunda necessidade que tenho de controle e de preservá-la, talvez a gente consiga achar um caminho.

— Por que precisa me controlar?

— Porque isso satisfaz uma necessidade minha que não foi satisfeita em meus anos de formação.

— Então é uma forma de terapia?

— Nunca pensei nisso dessa maneira, mas sim, acho que sim.

Isso eu posso entender. Isso vai ajudar.

— Mas tem aquilo. Você diz “não me desafie”, e, no minuto seguinte, diz que gosta de ser desafiado. É muito complicado.

Ele me olha um instante, depois franze a testa.

— Eu enxergo isso. Mas parece que você está se dando bem até agora.

— Mas a que preço? Estou toda tensa.

— Gosto de você toda tensa.

Ele dá uma risadinha.

— Não foi isso que eu quis dizer!

Jogo água nele, exasperada.

Ele me olha, arqueando uma sobrancelha.

— Será que você acabou de jogar água em mim?

— Sim.

Puta merda... aquele olhar.

— Ah, Srta. Steele. — Ele me agarra e me puxa para seu colo, jogando água no chão todo. — Acho que já falei muito por ora.

Ele segura minha cabeça com as duas mãos e me beija. Profundamente. Possuindo minha boca. Controlando minha cabeça... me controlando. Gemo nos lábios dele. É disso que ele gosta. É nisso que ele é bom. Tudo se acende dentro de mim, e meus dedos estão no cabelo dele, prendendo-o a mim, e estou retribuindo o beijo dele e dizendo quero você, também, da única maneira que sei. Ele geme e me faz montar nele, ajoelhada, em seu pênis ereto. Ele recua e olha para mim, os olhos velados, brilhantes e lascivos. Quando vou segurar a borda da banheira, ele agarra meus dois pulsos e puxa minhas mãos para trás, prendendo-as com uma mão só.

— Vou comer você agora — sussurra, e me levanta, de modo que fico pairando acima dele. — Pronta?

— Sim — murmuro, e ele me move para se encaixar em mim, devagarinho, muito devagarinho... me preenchendo... me observando enquanto me possui.

Gemo e fecho os olhos, extasiada com aquela sensação intensa de preenchimento. Ele flexiona os quadris, e eu arquejo, inclinando-me à frente, descansando a testa na dele.

— Por favor, solte minhas mãos — sussurro.

— Não me toque — implora ele, soltando meus pulsos e agarrando meus quadris.

Apoiada na borda da banheira, fico subindo e descendo lentamente, abrindo os olhos para vê-lo. Ele me observa, a boca aberta, a respiração ofegante, forçada — a língua entre os dentes. Ele parece muito... excitado. Estamos molhados e escorregadios indo e vindo colados um ao outro. Inclino-me e beijo-o. Ele fecha os olhos. Timidamente, levo as mãos à cabeça dele e corro os dedos pelo seu cabelo, sem descolar os lábios dos seus. Isso é permitido. Ele gosta. Eu gosto. E sincronizamos o nosso movimento. Puxo seu cabelo, inclinando sua cabeça para trás e beijando mais fundo, montando nele — mais depressa, aumentando o ritmo. Gemo, a boca colada à dele. Ele começa a me levantar mais depressa, mais depressa... me segurando pelos quadris. Retribuindo meu beijo. Somos bocas e línguas úmidas, cabelos emaranhados e quadris em vaivém. Pura sensação... pura sofreguidão de novo. Estou perto... estou começando a reconhecer essa tensão... esses espasmos deliciosos. E a água... está agitada em volta de nós, cheia de redemoinhos, nossa própria voracidade, um turbilhão acompanhando a velocidade cada vez mais frenética de nossos movimentos... espirrando para todo lado, espelhando o que está acontecendo dentro de mim... e não estou nem ligando.

Amo este homem. Amo a paixão dele, o efeito que provoco nele. Amo o fato de ele ter vindo de tão longe para me ver. Amo o fato de ele gostar de mim... ele gosta. É tão inesperado, tão gratificante. Ele é meu, e eu sou dele.

— Isso mesmo, baby — sussurra ele.

E eu gozo, o orgasmo me percorrendo num espasmo, um clímax turbulento e apaixonado que me devora inteira. E de repente Christian me amassa... num abraço apertado ao chegar ao auge.

— Ana! — grita, e é uma invocação selvagem que me comove e me toca no fundo da alma.

* * *

ESTAMOS DEITADOS NOS olhando, os olhos cinzentos colados nos azuis, cara a cara, na cama super king size, cada um abraçando seu travesseiro na testa. Nus. Sem nos tocarmos. Só olhando e admirando, cobertos com o lençol.

— Quer dormir? — pergunta Christian, a voz macia e solícita.

— Não, não estou cansada.

Sinto-me estranhamente energizada. Foi muito bom conversar — não quero parar.

— O que quer fazer? — pergunta ele.

— Conversar.

Ele sorri.

— Sobre o quê?

— Coisas.

— Que coisas?

— Você.

— O quê exatamente?

— Qual é seu filme preferido?

Ele ri.

— Hoje é O Piano.

O sorriso dele é contagioso.

— Claro. Sou boba. Uma trilha sonora tão triste e envolvente, que, sem dúvida, você aprendeu a tocar? Tem muitas conquistas, Sr. Grey.

— E a maior delas é você, Srta. Steele.

— Então sou a número dezessete.

Ele me olha intrigado, sem entender.

— Dezessete?

— O número de mulheres com quem você, hum... fez sexo.

Ele sorri com um olhar incrédulo.

— Não exatamente.

— Você disse quinze.

Minha confusão é óbvia.

— Eu estava me referindo ao número de mulheres no meu quarto de jogos. Achei que você estivesse se referindo a isso. Você não me perguntou com quantas mulheres eu já tinha feito sexo.

— Ah. — Puta merda... tem mais... Mais quantas? Olho para ele. Sexo baunilha?

— Não. Você é minha única conquista nessa modalidade.

Ele balança a cabeça sorrindo para mim.

Por que ele acha graça nisso? E por que estou rindo para ele também, feito uma idiota?

— Não posso estimar um número. Não fiz marcas na parede nem nada.

— De que estamos falando? Dezenas, centenas... milhares?

Vou arregalando os olhos conforme os números crescem.

— Dezenas. Estamos nas dezenas, pelo amor de Deus.

— Todas submissas?

— Sim.

— Pare de rir de mim — censuro-o em tom brando, tentando em vão manter o rosto impassível.

— Não consigo. Você é engraçada.

— Engraçada estranha ou engraçada rá-rá-rá?

— Um pouco dos dois, acho eu.

Suas palavras imitam as minhas.

— Isso é um atrevimento danado, partindo de você.

Ele se debruça e beija a ponta do meu nariz.

— Isso vai chocar você, Anastasia. Está pronta?

Balanço a cabeça, olhos arregalados, ainda com aquele sorriso idiota no rosto.

— Todas submissas em treinamento, quando eu estava treinando. Há lugares em Seattle e nos arredores da cidade onde se pode praticar. Aprender a fazer o que eu faço — diz ele.

O quê?

— Ah. — Pisco para ele.

— Sim. Já paguei para fazer sexo, Anastasia.

— Isso não é nenhum motivo de orgulho — murmuro altiva. — E tem razão... estou profundamente chocada. E irritada por não poder chocar você.

— Você usou minha cueca.

— Isso chocou você?

— Chocou.

Minha deusa interior dá um salto com vara sobre a barra de quatro metros e meio.

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