Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Não, não muito — sussurro.
— É mais a ideia da coisa — provoca ele.
— Acho que sim. Sentir prazer, quando supõe que não é para sentir.
— Lembro de ter a mesma sensação. Leva um tempo para entendermos isso.
Puxa vida. Isso foi quando ele era garoto.
— Você sempre pode usar a palavra de segurança, Anastasia. Não se esqueça disso. E, desde que siga as regras, que suprem uma profunda necessidade que tenho de controle e de preservá-la, talvez a gente consiga achar um caminho.
— Por que precisa me controlar?
— Porque isso satisfaz uma necessidade minha que não foi satisfeita em meus anos de formação.
— Então é uma forma de terapia?
— Nunca pensei nisso dessa maneira, mas sim, acho que sim.
Isso eu posso entender. Isso vai ajudar.
— Mas tem aquilo. Você diz “não me desafie”, e, no minuto seguinte, diz que gosta de ser desafiado. É muito complicado.
Ele me olha um instante, depois franze a testa.
— Eu enxergo isso. Mas parece que você está se dando bem até agora.
— Mas a que preço? Estou toda tensa.
— Gosto de você toda tensa.
Ele dá uma risadinha.
— Não foi isso que eu quis dizer!
Jogo água nele, exasperada.
Ele me olha, arqueando uma sobrancelha.
— Será que você acabou de jogar água em mim?
— Sim.
Puta merda... aquele olhar.
— Ah, Srta. Steele. — Ele me agarra e me puxa para seu colo, jogando água no chão todo. — Acho que já falei muito por ora.
Ele segura minha cabeça com as duas mãos e me beija. Profundamente. Possuindo minha boca. Controlando minha cabeça... me controlando. Gemo nos lábios dele. É disso que ele gosta. É nisso que ele é bom. Tudo se acende dentro de mim, e meus dedos estão no cabelo dele, prendendo-o a mim, e estou retribuindo o beijo dele e dizendo quero você, também, da única maneira que sei. Ele geme e me faz montar nele, ajoelhada, em seu pênis ereto. Ele recua e olha para mim, os olhos velados, brilhantes e lascivos. Quando vou segurar a borda da banheira, ele agarra meus dois pulsos e puxa minhas mãos para trás, prendendo-as com uma mão só.
— Vou comer você agora — sussurra, e me levanta, de modo que fico pairando acima dele. — Pronta?
— Sim — murmuro, e ele me move para se encaixar em mim, devagarinho, muito devagarinho... me preenchendo... me observando enquanto me possui.
Gemo e fecho os olhos, extasiada com aquela sensação intensa de preenchimento. Ele flexiona os quadris, e eu arquejo, inclinando-me à frente, descansando a testa na dele.
— Por favor, solte minhas mãos — sussurro.
— Não me toque — implora ele, soltando meus pulsos e agarrando meus quadris.
Apoiada na borda da banheira, fico subindo e descendo lentamente, abrindo os olhos para vê-lo. Ele me observa, a boca aberta, a respiração ofegante, forçada — a língua entre os dentes. Ele parece muito... excitado. Estamos molhados e escorregadios indo e vindo colados um ao outro. Inclino-me e beijo-o. Ele fecha os olhos. Timidamente, levo as mãos à cabeça dele e corro os dedos pelo seu cabelo, sem descolar os lábios dos seus. Isso é permitido. Ele gosta. Eu gosto. E sincronizamos o nosso movimento. Puxo seu cabelo, inclinando sua cabeça para trás e beijando mais fundo, montando nele — mais depressa, aumentando o ritmo. Gemo, a boca colada à dele. Ele começa a me levantar mais depressa, mais depressa... me segurando pelos quadris. Retribuindo meu beijo. Somos bocas e línguas úmidas, cabelos emaranhados e quadris em vaivém. Pura sensação... pura sofreguidão de novo. Estou perto... estou começando a reconhecer essa tensão... esses espasmos deliciosos. E a água... está agitada em volta de nós, cheia de redemoinhos, nossa própria voracidade, um turbilhão acompanhando a velocidade cada vez mais frenética de nossos movimentos... espirrando para todo lado, espelhando o que está acontecendo dentro de mim... e não estou nem ligando.
Amo este homem. Amo a paixão dele, o efeito que provoco nele. Amo o fato de ele ter vindo de tão longe para me ver. Amo o fato de ele gostar de mim... ele gosta. É tão inesperado, tão gratificante. Ele é meu, e eu sou dele.
— Isso mesmo, baby — sussurra ele.
E eu gozo, o orgasmo me percorrendo num espasmo, um clímax turbulento e apaixonado que me devora inteira. E de repente Christian me amassa... num abraço apertado ao chegar ao auge.
— Ana! — grita, e é uma invocação selvagem que me comove e me toca no fundo da alma.
* * *
ESTAMOS DEITADOS NOS olhando, os olhos cinzentos colados nos azuis, cara a cara, na cama super king size, cada um abraçando seu travesseiro na testa. Nus. Sem nos tocarmos. Só olhando e admirando, cobertos com o lençol.
— Quer dormir? — pergunta Christian, a voz macia e solícita.
— Não, não estou cansada.
Sinto-me estranhamente energizada. Foi muito bom conversar — não quero parar.
— O que quer fazer? — pergunta ele.
— Conversar.
Ele sorri.
— Sobre o quê?
— Coisas.
— Que coisas?
— Você.
— O quê exatamente?
— Qual é seu filme preferido?
Ele ri.
— Hoje é O Piano.
O sorriso dele é contagioso.
— Claro. Sou boba. Uma trilha sonora tão triste e envolvente, que, sem dúvida, você aprendeu a tocar? Tem muitas conquistas, Sr. Grey.
— E a maior delas é você, Srta. Steele.
— Então sou a número dezessete.
Ele me olha intrigado, sem entender.
— Dezessete?
— O número de mulheres com quem você, hum... fez sexo.
Ele sorri com um olhar incrédulo.
— Não exatamente.
— Você disse quinze.
Minha confusão é óbvia.
— Eu estava me referindo ao número de mulheres no meu quarto de jogos. Achei que você estivesse se referindo a isso. Você não me perguntou com quantas mulheres eu já tinha feito sexo.
— Ah. — Puta merda... tem mais... Mais quantas? Olho para ele. — Sexo baunilha?
— Não. Você é minha única conquista nessa modalidade.
Ele balança a cabeça sorrindo para mim.
Por que ele acha graça nisso? E por que estou rindo para ele também, feito uma idiota?
— Não posso estimar um número. Não fiz marcas na parede nem nada.
— De que estamos falando? Dezenas, centenas... milhares?
Vou arregalando os olhos conforme os números crescem.
— Dezenas. Estamos nas dezenas, pelo amor de Deus.
— Todas submissas?
— Sim.
— Pare de rir de mim — censuro-o em tom brando, tentando em vão manter o rosto impassível.
— Não consigo. Você é engraçada.
— Engraçada estranha ou engraçada rá-rá-rá?
— Um pouco dos dois, acho eu.
Suas palavras imitam as minhas.
— Isso é um atrevimento danado, partindo de você.
Ele se debruça e beija a ponta do meu nariz.
— Isso vai chocar você, Anastasia. Está pronta?
Balanço a cabeça, olhos arregalados, ainda com aquele sorriso idiota no rosto.
— Todas submissas em treinamento, quando eu estava treinando. Há lugares em Seattle e nos arredores da cidade onde se pode praticar. Aprender a fazer o que eu faço — diz ele.
O quê?
— Ah. — Pisco para ele.
— Sim. Já paguei para fazer sexo, Anastasia.
— Isso não é nenhum motivo de orgulho — murmuro altiva. — E tem razão... estou profundamente chocada. E irritada por não poder chocar você.
— Você usou minha cueca.
— Isso chocou você?
— Chocou.
Minha deusa interior dá um salto com vara sobre a barra de quatro metros e meio.