Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Não acho que ele goste de mim.
— Por mais rica que a pessoa seja, ela não larga tudo e embarca num avião particular para atravessar um país inteiro só para o chá da tarde. Vá até ele! Este lugar é lindo, muito romântico. É também território neutro.
Fico sem jeito sob o olhar dela. Quero e não quero ir.
— Querida, não sinta que tem que voltar comigo. Quero você feliz, e, no momento, acho que a chave para a sua felicidade está lá em cima no quarto 612. Se precisar ir para casa depois, a chave está embaixo do vaso de planta na entrada. Se ficar, bem... você já é adulta. Só pense na sua segurança.
Fico vermelha como um pimentão. Putz, mãe.
— Vamos primeiro acabar nossos Cosmopolitans.
— É assim que eu gosto, Ana.
Ela sorri.
* * *
BATO TIMIDAMENTE NO quarto 612 e aguardo. Christian abre a porta. Está no celular. Pisca para mim espantadíssimo e me faz sinal para entrar no quarto.
— Todas as indenizações concluídas?... E o custo?... — Christian assobia entre dentes. — Xiii... esse foi um erro caro... E o Lucas?...
Passo os olhos pelo quarto. Ele está numa suíte, como a do Heathman. Os móveis aqui são ultramodernos. Tudo em tons apagados de roxo-escuro e dourado, com resplendores de bronze nas paredes. Christian vai até um módulo de madeira escura e abre a porta, revelando uma pequena geladeira. Faz sinal para que eu me sirva, depois entra no quarto. Presumo que seja para eu não poder mais ouvir a conversa. Dou de ombros. Ele não interrompeu a ligação quando entrei em seu escritório daquela vez. Ouço água correndo... ele está enchendo uma banheira. Sirvo-me de suco de laranja. Ele volta para o quarto.
— Mande Andrea me enviar o esquema. Barney disse que tinha resolvido o problema... — Christian ri. — Não, sexta-feira... Tem um terreno aqui que me interessa... É, mande o Bill ligar... Não, amanhã... quero ver o que a Geórgia vai oferecer se viermos para cá. — Christian não tira os olhos de mim.
Ele me entrega um copo e aponta para um balde de gelo.
— Se os incentivos deles forem suficientemente atraentes... acho que devíamos considerar, embora eu não tenha certeza quanto ao maldito calor daqui... Concordo, Detroit tem suas vantagens, também, e é mais fresco...
Ele franze o cenho por um instante. Por quê?
— Mande o Bill ligar. Amanhã... não muito cedo.
Ele desliga e fica me olhando com uma expressão misteriosa, e o silêncio se estende entre nós.
Tudo bem... minha vez de falar.
— Você não respondeu à minha pergunta — murmuro.
— Não — diz ele calmamente, com uma expressão cautelosa, olhos arregalados.
— Não, você não respondeu à minha pergunta, ou não, você não a amava?
Ele cruza os braços e se encosta na parede, esboçando um sorriso.
— O que está fazendo aqui, Anastasia?
— Acabei de dizer.
Ele respira fundo.
— Não. Eu não a amava.
Ele olha intrigado para mim, mas achando graça.
Não posso acreditar que eu esteja prendendo a respiração. Ao soltá-la, relaxo, aliviada. Bem, graças a Deus. Como eu me sentiria se ele realmente amasse a bruxa?
— Você é uma deusa sexy, Anastasia. Quem diria?
— Está debochando de mim, Sr. Grey?
— Eu não me atreveria.
Ele balança a cabeça solenemente, mas tem um brilho malicioso no olhar.
— Ah, acho que se atreveria, e acho que se atreve, quase sempre.
Ele dá uma risadinha quando lhe devolvo as palavras que ele já me disse antes. Seu olhar muda.
— Por favor, pare de morder o lábio. Você está no meu quarto, não estamos juntos há quase três dias e vim de longe para encontrá-la.
Agora ele fala num tom doce, sensual. Seu BlackBerry toca, distraindo-nos, e ele o desliga sem olhar para ver quem é. Fico sem ar. Sei aonde isso vai dar... mas devíamos conversar. Ele dá um passo na minha direção, com aquele olhar predador sensual.
— Eu quero você, Anastasia. Agora. E você me quer. Por isso está aqui.
— Eu realmente queria saber — sussurro como uma defesa.
— Bem, agora que sabe, você vem ou não?
Coro quando ele para na minha frente.
— Vou — murmuro, olhando aflita para ele.
— Ah, espero que sim. — Ele me olha. — Você ficou muito zangada comigo — sussurra.
— Sim.
— Não me lembro de ninguém já ter ficado zangado comigo a não ser meus familiares. Gosto disso.
Ele afaga meu rosto com a ponta dos dedos. Nossa, a proximidade dele, aquele seu cheiro delicioso. Devíamos estar conversando, mas estou com o coração palpitando, o sangue martelando nas veias, o desejo aumentando, desabrochando... em toda parte. Christian se abaixa e passa o nariz em meu ombro, subindo até a base da minha orelha, os dedos deslizando pelo meu cabelo.
— A gente devia conversar — murmuro.
— Depois.
— Tem muita coisa que eu quero falar.
— Eu também.
Ele me dá um beijo delicado no lóbulo da orelha e segura meu cabelo. Puxando minha cabeça para trás, expõe meu pescoço aos seus lábios. Seus dedos roçam meu queixo, e ele beija meu pescoço.
— Quero você — murmura.
Gemo e seguro seus braços.
— Você está menstruada?
Ele continua me beijando.
Puta merda.
Será que nada lhe escapa?
— Estou — sussurro, encabulada.
— Tem cólicas?
— Não.
Coro. Putz...
Ele para e olha para mim.
— Tomou a pílula?
— Sim.
Que situação vexaminosa!
— Vamos tomar um banho.
Ah?
Ele pega minha mão e me conduz para o quarto. O quarto é dominado por uma enorme cama king size com drapeados elaborados. Mas não paramos ali. Ele me leva para o banheiro, que tem dois ambientes, todos em tons de água-marinha e mármore branco. É enorme. No segundo, uma banheira rebaixada no piso com acesso por degraus de mármore e espaço suficiente para quatro tomarem banho está se enchendo devagar. O vapor sobe delicadamente acima da espuma, e vejo um banco de pedra que corre em volta da banheira toda. Há velas acesas ao lado. Nossa... ele fez tudo isso enquanto estava ao telefone.
— Você tem um prendedor de cabelo?
Pisco para ele, enfio a mão no bolso da calça e puxo um elástico de cabelo.
— Prenda o cabelo no alto — ordena ele docemente.
Obedeço.
Está quente e abafado ao lado da banheira, e minha blusa começa a colar no corpo. Ele se inclina, fecha a torneira, me leva de volta ao primeiro ambiente do banheiro e para atrás de mim, nós dois de frente para a parede de espelho acima das duas pias de vidro.
— Tire as sandálias — murmura, e obedeço depressa, largando-as no chão de pedra.
— Levante os braços — sussurra.
Faço o que ele manda, e ele tira minha blusa pela cabeça, deixando-me com os seios nus na frente dele. Sem tirar os olhos dos meus, ele se vira e desabotoa minha calça e abre o zíper.
— Vou comer você no banheiro, Anastasia.
Abaixando-se, ele beija meu pescoço. Inclino a cabeça de lado para lhe facilitar o acesso. Ele engancha os polegares na minha calça e a desce devagarinho pelas minhas pernas, abaixando-se atrás de mim ao puxá-la junto com a calcinha até o chão.
— Tire a calça.
Seguro na beirada da pia, e faço isso. Agora estou nua, me olhando, e ele está ajoelhado atrás de mim. Ele beija, e depois morde delicadamente minha bunda, fazendo-me arquejar. Esforço-me para ficar parada, ignorando minha tendência natural para me cobrir. Ele estende a mão sobre minha barriga, seu palmo indo quase de um quadril ao outro.
— Olha só. Você é muito bonita — murmura. — Veja como fica. — Ele segura minhas duas mãos, encostando as palmas das suas no dorso das minhas, os dedos entre os meus, que, então, ficam abertos. Coloca minhas mãos na minha barriga. — Sinta como sua pele é macia. — Sua voz é doce e grave. Ele faz movimentos circulares com minhas mãos, depois sobe com elas para meus seios. — Sinta a fartura dos seus seios.