Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Você foi sem calcinha conhecer meus pais.
— Isso chocou você?
— Chocou.
A barra sobe para quatro metros e noventa.
— Parece que só consigo chocar você no departamento de lingerie.
— Você me disse que era virgem. Esse foi o maior choque que já tive.
— Sim, a sua cara foi inesquecível — rio.
— Você deixou que eu lhe desse uma surra de chicote de montaria.
— Isso chocou você?
— Sim.
Sorrio.
— Bem, talvez eu deixe você fazer isso de novo.
— Ah, estou torcendo muito para isso, Srta. Steele. Este fim de semana?
— Tudo bem — concordo timidamente.
— Tudo bem?
— É. Vou voltar ao Quarto Vermelho da Dor.
— Você diz meu nome.
— Isso choca você?
— O fato de eu gostar me choca.
— Christian.
Ele ri.
— Quero fazer uma coisa amanhã.
Seus olhos brilham de empolgação.
— O quê?
— Uma surpresa. Para você.
A voz dele é grave e doce.
Ergo uma sobrancelha e contenho um bocejo ao mesmo tempo.
— Eu a entedio, Srta. Steele? — pergunta ele com sarcasmo.
— Nunca.
Ele me dá um beijo meigo na boca.
— Durma — ordena, depois apaga a luz.
E, neste instante de calma enquanto fecho os olhos, exausta e saciada, penso que estou no olho da tempestade. E, apesar de tudo que ele disse e de tudo que não disse, acho que nunca fui tão feliz.
CAPÍTULO VINTE E QUATRO
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Christian está em pé numa jaula de barras de aço, com aquela calça jeans rasgada e macia, de peito nu e pés descalços, o que me dá água na boca, e está olhando para mim. Tem aquele sorriso insolente estampado em seu lindo rosto e seus olhos de um cinza líquido. Segura uma tigela de morangos nas mãos. Aproxima-se com elegância atlética até a frente da jaula, olhando-me atentamente. Segurando um morango carnudo e maduro, ele estende a mão através da grade.
— Coma — diz voluptuosamente.
Tento andar em direção a ele, mas estou amarrada, presa pelo pulso por uma força invisível que me segura. Deixe eu ir.
— Venha, coma — diz ele, com aquele delicioso sorriso torcido.
Puxo, puxo... deixe eu ir! Quero gritar e berrar, mas não sai som nenhum. Estou muda. Ele se estica mais um pouco, e o morango está encostado nos meus lábios.
— Coma, Anastasia. — Sua boca forma meu nome, demorando sensualmente em cada sílaba.
Abro a boca e mordo, a jaula desaparece e minhas mãos estão livres. Estico o braço para tocar nele, passo os dedos nos pelos de seu peito.
— Anastasia.
Não, gemo.
— Vamos lá, baby.
Não. Quero tocar em você.
— Acorde.
Não. Por favor. Abro os olhos a contragosto por uma fração de segundo. Estou na cama e alguém está esfregando o nariz na minha orelha.
— Acorde — sussurra ele, e o efeito de sua voz doce se espalha feito caramelo quente por minhas veias.
É Christian. Ainda está escuro, e as imagens dele em meu sonho persistem, desconcertantes e tentadoras em minha cabeça.
— Ah... não — gemo.
Quero voltar para seu peito, voltar para o sonho. Por que ele está me acordando? É noite alta, ou assim parece. Puta merda. Será que ele quer sexo — agora?
— Hora de levantar, baby. Vou acender a luz.
Ele fala baixo.
— Não — gemo.
— Quero acordar com você — diz ele, beijando meu rosto, as pálpebras, a ponta do nariz, a boca, e abro os olhos. A luz está acesa. — Bom dia, bela adormecida — murmura ele.
Gemo, e ele sorri.
— Você não é uma pessoa matinal — sussurra.
Ofuscada pela claridade, aperto os olhos e vejo Christian debruçado sobre mim, sorrindo. Achando graça. Achando graça em mim. Vestido! De preto.
— Pensei que você quisesse sexo — resmungo.
— Anastasia, sempre quero sexo com você. É reconfortante saber que você sente a mesma coisa — diz ele secamente.
Olho para ele enquanto os meus olhos se adaptam à claridade, mas ele ainda está com a expressão alegre... graças a Deus.
— Claro que quero, só não quando é tão tarde.
— Não é tarde, é cedo. Vamos, levante. Vamos sair. Vou aceitar um vale para o sexo.
— Eu estava tendo um sonho muito bom — choramingo.
— Sonhava com o quê? — pergunta com paciência.
— Com você — digo, corando.
— O que eu estava fazendo dessa vez?
— Tentando me dar morangos para comer.
Ele esboça um sorriso.
— O Dr. Flynn adoraria saber disso. Levante, vista-se. Não precisa tomar banho, podemos fazer isso depois.
Nós!
Sento-me na cama, e o lençol desce para minha cintura, revelando meu corpo. Ele se levanta para me dar espaço, os olhos sombrios.
— Que horas são?
— Cinco e meia da manhã.
— Parece três da madrugada.
— Não temos muito tempo. Deixei você dormir o máximo possível. Venha.
— Não posso tomar uma chuveirada?
Ele suspira.
— Se você tomar, vou querer tomar com você, e você e eu sabemos o que vai acontecer. Vamos perder a hora. Venha.
Ele está animado, irradiando expectativa e entusiasmo, como um garotinho. Isso me faz sorrir.
— O que vamos fazer?
— É surpresa. Eu avisei.
Não posso deixar de rir para ele.
— Tudo bem.
Levanto da cama e procuro minhas roupas. Claro que elas estão bem dobradinhas ao lado da cama. Ele estendeu também uma das suas cuecas de malha — Ralph Lauren, nada menos. Visto-a, e ele sorri para mim. Humm, mais uma cueca de Christian Grey — um troféu para acrescentar à minha coleção, ao lado do carro, do BlackBerry e do Mac, do seu blazer preto e de valiosos livros em primeira edição. Balanço a cabeça diante da generosidade dele, e franzo a testa quando uma cena de Tess me passa pela cabeça: a cena do morango. Ela evoca meu sonho. Para o diabo com o Dr. Flynn — Freud adoraria saber disso — e então provavelmente morreria tentando lidar com Christian.
— Vou deixá-la à vontade agora que você se levantou.
Ele sai do quarto, e vou para o banheiro. Tenho necessidades a satisfazer, e quero me lavar rapidamente. Sete minutos depois, estou na área de estar, limpa, penteada, de calça jeans, blusa e com a cueca de Christian Grey. Ele dá uma olhada da mesinha de jantar onde está tomando o café da manhã. Café da manhã! Putz, a essa hora.
— Coma — diz ele.
Puta que pariu... meu sonho. Olho para ele boquiaberta, pensando no jeito que ele disse coma. Humm, jeito de quem sabe comer.
— Anastasia — diz ele severo, tirando-me do meu devaneio.
Realmente é muito cedo para mim. Como lidar com isso?
— Vou tomar um chá. Posso comer um croissant mais tarde?
Ele me olha desconfiado, e sorrio com muita doçura para ele.
— Não estrague minha festa, Anastasia — avisa ele com a voz suave.
— Vou comer mais tarde, quando meu estômago acordar. Lá pelas sete e meia... tudo bem?
— Tudo bem.
Ele me olha.
Sinceramente. Tenho que me concentrar muito para não fazer uma careta para ele.
— Quero revirar os olhos para você.
— Claro, faça isso, e vou ganhar o dia — diz ele severo.
Olho para o teto.
— Bem, uma surra me acordaria, eu acho.
Contraio os lábios, na expectativa.
Christian fica boquiaberto.
— Por outro lado, não quero deixar você nem esquentado nem preocupado. De quente, já basta o clima daqui. — Dou de ombros com displicência.
Christian fecha a boca e se esforça para fazer uma expressão contrariada, mas não consegue. Dá para perceber o bom humor escondido no fundo dos seus olhos.