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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— Você foi sem calcinha conhecer meus pais.

— Isso chocou você?

— Chocou.

A barra sobe para quatro metros e noventa.

— Parece que só consigo chocar você no departamento de lingerie.

— Você me disse que era virgem. Esse foi o maior choque que já tive.

— Sim, a sua cara foi inesquecível — rio.

— Você deixou que eu lhe desse uma surra de chicote de montaria.

— Isso chocou você?

— Sim.

Sorrio.

— Bem, talvez eu deixe você fazer isso de novo.

— Ah, estou torcendo muito para isso, Srta. Steele. Este fim de semana?

— Tudo bem — concordo timidamente.

— Tudo bem?

— É. Vou voltar ao Quarto Vermelho da Dor.

— Você diz meu nome.

— Isso choca você?

— O fato de eu gostar me choca.

— Christian.

Ele ri.

— Quero fazer uma coisa amanhã.

Seus olhos brilham de empolgação.

— O quê?

— Uma surpresa. Para você.

A voz dele é grave e doce.

Ergo uma sobrancelha e contenho um bocejo ao mesmo tempo.

— Eu a entedio, Srta. Steele? — pergunta ele com sarcasmo.

— Nunca.

Ele me dá um beijo meigo na boca.

— Durma — ordena, depois apaga a luz.

E, neste instante de calma enquanto fecho os olhos, exausta e saciada, penso que estou no olho da tempestade. E, apesar de tudo que ele disse e de tudo que não disse, acho que nunca fui tão feliz.

CAPÍTULO VINTE E QUATRO

_________________________________________

Christian está em pé numa jaula de barras de aço, com aquela calça jeans rasgada e macia, de peito nu e pés descalços, o que me dá água na boca, e está olhando para mim. Tem aquele sorriso insolente estampado em seu lindo rosto e seus olhos de um cinza líquido. Segura uma tigela de morangos nas mãos. Aproxima-se com elegância atlética até a frente da jaula, olhando-me atentamente. Segurando um morango carnudo e maduro, ele estende a mão através da grade.

— Coma — diz voluptuosamente.

Tento andar em direção a ele, mas estou amarrada, presa pelo pulso por uma força invisível que me segura. Deixe eu ir.

— Venha, coma — diz ele, com aquele delicioso sorriso torcido.

Puxo, puxo... deixe eu ir! Quero gritar e berrar, mas não sai som nenhum. Estou muda. Ele se estica mais um pouco, e o morango está encostado nos meus lábios.

— Coma, Anastasia. — Sua boca forma meu nome, demorando sensualmente em cada sílaba.

Abro a boca e mordo, a jaula desaparece e minhas mãos estão livres. Estico o braço para tocar nele, passo os dedos nos pelos de seu peito.

— Anastasia.

Não, gemo.

Vamos lá, baby.

Não. Quero tocar em você.

— Acorde.

Não. Por favor. Abro os olhos a contragosto por uma fração de segundo. Estou na cama e alguém está esfregando o nariz na minha orelha.

— Acorde — sussurra ele, e o efeito de sua voz doce se espalha feito caramelo quente por minhas veias.

É Christian. Ainda está escuro, e as imagens dele em meu sonho persistem, desconcertantes e tentadoras em minha cabeça.

— Ah... não — gemo.

Quero voltar para seu peito, voltar para o sonho. Por que ele está me acordando? É noite alta, ou assim parece. Puta merda. Será que ele quer sexo — agora?

— Hora de levantar, baby. Vou acender a luz.

Ele fala baixo.

— Não — gemo.

— Quero acordar com você — diz ele, beijando meu rosto, as pálpebras, a ponta do nariz, a boca, e abro os olhos. A luz está acesa. — Bom dia, bela adormecida — murmura ele.

Gemo, e ele sorri.

— Você não é uma pessoa matinal — sussurra.

Ofuscada pela claridade, aperto os olhos e vejo Christian debruçado sobre mim, sorrindo. Achando graça. Achando graça em mim. Vestido! De preto.

— Pensei que você quisesse sexo — resmungo.

— Anastasia, sempre quero sexo com você. É reconfortante saber que você sente a mesma coisa — diz ele secamente.

Olho para ele enquanto os meus olhos se adaptam à claridade, mas ele ainda está com a expressão alegre... graças a Deus.

— Claro que quero, só não quando é tão tarde.

— Não é tarde, é cedo. Vamos, levante. Vamos sair. Vou aceitar um vale para o sexo.

— Eu estava tendo um sonho muito bom — choramingo.

— Sonhava com o quê? — pergunta com paciência.

— Com você — digo, corando.

— O que eu estava fazendo dessa vez?

— Tentando me dar morangos para comer.

Ele esboça um sorriso.

— O Dr. Flynn adoraria saber disso. Levante, vista-se. Não precisa tomar banho, podemos fazer isso depois.

Nós!

Sento-me na cama, e o lençol desce para minha cintura, revelando meu corpo. Ele se levanta para me dar espaço, os olhos sombrios.

— Que horas são?

— Cinco e meia da manhã.

— Parece três da madrugada.

— Não temos muito tempo. Deixei você dormir o máximo possível. Venha.

— Não posso tomar uma chuveirada?

Ele suspira.

— Se você tomar, vou querer tomar com você, e você e eu sabemos o que vai acontecer. Vamos perder a hora. Venha.

Ele está animado, irradiando expectativa e entusiasmo, como um garotinho. Isso me faz sorrir.

— O que vamos fazer?

— É surpresa. Eu avisei.

Não posso deixar de rir para ele.

— Tudo bem.

Levanto da cama e procuro minhas roupas. Claro que elas estão bem dobradinhas ao lado da cama. Ele estendeu também uma das suas cuecas de malha — Ralph Lauren, nada menos. Visto-a, e ele sorri para mim. Humm, mais uma cueca de Christian Grey — um troféu para acrescentar à minha coleção, ao lado do carro, do BlackBerry e do Mac, do seu blazer preto e de valiosos livros em primeira edição. Balanço a cabeça diante da generosidade dele, e franzo a testa quando uma cena de Tess me passa pela cabeça: a cena do morango. Ela evoca meu sonho. Para o diabo com o Dr. Flynn — Freud adoraria saber disso — e então provavelmente morreria tentando lidar com Christian.

— Vou deixá-la à vontade agora que você se levantou.

Ele sai do quarto, e vou para o banheiro. Tenho necessidades a satisfazer, e quero me lavar rapidamente. Sete minutos depois, estou na área de estar, limpa, penteada, de calça jeans, blusa e com a cueca de Christian Grey. Ele dá uma olhada da mesinha de jantar onde está tomando o café da manhã. Café da manhã! Putz, a essa hora.

— Coma — diz ele.

Puta que pariu... meu sonho. Olho para ele boquiaberta, pensando no jeito que ele disse coma. Humm, jeito de quem sabe comer.

— Anastasia — diz ele severo, tirando-me do meu devaneio.

Realmente é muito cedo para mim. Como lidar com isso?

— Vou tomar um chá. Posso comer um croissant mais tarde?

Ele me olha desconfiado, e sorrio com muita doçura para ele.

— Não estrague minha festa, Anastasia — avisa ele com a voz suave.

— Vou comer mais tarde, quando meu estômago acordar. Lá pelas sete e meia... tudo bem?

— Tudo bem.

Ele me olha.

Sinceramente. Tenho que me concentrar muito para não fazer uma careta para ele.

— Quero revirar os olhos para você.

— Claro, faça isso, e vou ganhar o dia — diz ele severo.

Olho para o teto.

— Bem, uma surra me acordaria, eu acho.

Contraio os lábios, na expectativa.

Christian fica boquiaberto.

— Por outro lado, não quero deixar você nem esquentado nem preocupado. De quente, já basta o clima daqui. — Dou de ombros com displicência.

Christian fecha a boca e se esforça para fazer uma expressão contrariada, mas não consegue. Dá para perceber o bom humor escondido no fundo dos seus olhos.

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