Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Segure firme! — grita ele, e tornamos a mergulhar, só que desta vez ele não para. De repente, estou de cabeça para baixo, olhando para o solo pela cúpula da cabine.
Dou um grito estridente, abrindo os braços instintivamente, espalmando as mãos no material transparente para me segurar. Escuto sua risada. Filho da mãe! Mas sua alegria é contagiante, e estou rindo também, enquanto ele endireita o avião.
— Foi bom eu não ter tomado café! — grito para ele.
— É, foi bom, porque vamos fazer isso de novo.
Ele mergulha de novo o avião até estarmos de cabeça para baixo. Dessa vez, porque estou preparada, me seguro na mochila, mas acho isso engraçado e fico rindo feito uma idiota. Ele torna a endireitar o avião.
— Lindo, não é? — grita ele.
— É.
Voamos, dando piquês majestosos no ar, ouvindo o vento e o silêncio, na luz da manhã. Será que poderíamos pedir mais?
— Está vendo o controle na sua frente? — grita ele de novo.
Olho para a alavanca sacolejando entre minhas pernas. Ah, não, aonde ele vai com isso?
— Pegue.
Ai, merda. Ele vai me fazer pilotar o avião. Não!
— Vai, Anastasia, pegue — insiste com veemência.
Hesitantemente, seguro o controle e sinto o movimento e a guinada do que presumo serem lemes e pás que mantêm o avião no ar.
— Segure firme... não deixe mexer. Está vendo o mostrador do meio na frente? Mantenha a agulha no centro.
Estou apavorada. Puta merda. Estou pilotando um planador... Estou planando.
— Muito bem — diz Christian encantado.
— Estou impressionada que você me deixe assumir o controle — grito.
— Você ficaria espantada com o que posso deixar você fazer, Srta. Steele. Agora é comigo de novo.
Sinto o controle mexer subitamente, e solto enquanto descemos em parafuso vários metros, e meus ouvidos estalam de novo. O solo está se aproximando, e parece que já, já, vamos bater lá. É assustador.
— BMA, aqui é BG N Papa Três Alfa, entrando pista esquerda a sotavento sete para a grama, BMA.
Christian fala daquele seu jeito autoritário de sempre. A torre dá uma resposta cheia de chiados pelo rádio, mas não entendo o que dizem. Tornamos a dar uma volta ampla, nos aproximando lentamente do solo. Posso ver o aeroporto, as pistas de pouso, e estamos de novo sobrevoando a Interestadual 95.
— Segure-se. Às vezes isso sacode.
Após outra volta, descemos, e, de repente, estamos no solo com um baque rápido, correndo na grama — puta merda. Bato o queixo ao sacolejarmos lá dentro a uma velocidade alarmante, até finalmente pararmos. O avião balança, depois cai para a direita. Respiro fundo e Christian se debruça e abre a cúpula da cabine, saltando e se alongando.
— Como foi? — pergunta, os olhos com um brilho prateado deslumbrante.
Ele vem me soltar.
— Foi sensacional. Obrigada — sussurro.
— Isso é mais? — pergunta ele, a voz esperançosa.
— Muito mais — respondo, e ele sorri.
— Venha.
Ele me estende a mão, e salto da cabine.
Assim que salto, ele me agarra bem colada nele. De repente, está puxando minha cabeça para trás pelos cabelos com uma das mãos, enquanto a outra desce até a cintura. Ele me dá um beijo demorado e apaixonado, explorando minha boca com a língua. Sua respiração está se acelerando, seu ardor... Puta merda — seu pênis ereto... estamos num campo. Mas não quero saber. Meus dedos se enroscam em seu cabelo, ancorando-o a mim. Eu o quero aqui, agora, no chão. Ele se afasta e me olha, os olhos misteriosos e luminosos na luz da manhã, cheios de sensualidade pura e arrogante. Nossa. Ele me tira o fôlego.
— Café — sussurra ele, falando como se essa refeição fosse algo deliciosamente erótico.
Como ele consegue fazer uma refeição de ovos com bacon soar como se fosse o fruto proibido? É um talento extraordinário. Ele se vira, me dá a mão, e voltamos para o carro.
— E o planador?
— Alguém vai cuidar disso — diz ele sem dar importância. — Vamos comer agora.
Seu tom é inequívoco.
Comida! Ele está falando de comida, quando realmente tudo que eu quero é ele.
— Venha.
Ele sorri.
Nunca o vi assim, e é uma alegria ver. De repente estou a seu lado, de mãos dadas, com um sorriso abobalhado no rosto. Isso me lembra quando eu tinha dez anos e passei o dia na Disneylândia com Ray. Foi um dia perfeito, e este com certeza está prometendo ser igual.
* * *
NO CARRO, QUANDO estamos na Interestadual 95 voltando para Savannah, o alarme do meu celular toca. Ah, sim... minha pílula.
— O que é isso? — pergunta Christian, curioso, olhando para mim.
Procuro a caixa na bolsa.
— O alarme para a pílula — murmuro, enrubescendo.
Ele sorri.
— Ótimo, muito bem. Odeio camisinha.
Fico mais vermelha ainda. Ele está mais paternalista que nunca.
— Gostei de você ter me apresentado ao Mark como sua namorada — murmuro.
— Não é o que você é?
Ele ergue uma sobrancelha.
— Sou? Pensei que você quisesse uma submissa.
— Eu também, Anastasia, e quero. Mas já disse. Eu também quero mais.
Minha nossa. Ele está caindo em si, e uma onda de esperança me invade, deixando-me ofegante.
— Estou muito feliz por você querer mais — murmuro.
— Nosso objetivo é satisfazer, Srta. Steele.
Ele dá um sorrisinho ao estacionarmos na International House of Pancakes.
Panquecas. Sorrio para ele também. Não acredito. Quem diria... Christian Grey na IHOP.
* * *
SÃO OITO E MEIA, mas o restaurante está calmo. Cheira a massa doce, fritura e desinfetante. Humm... não é um cheiro muito tentador. Christian me conduz a uma mesa.
— Eu nunca teria imaginado você aqui — digo ao nos sentarmos.
— Meu pai nos trazia a um desses restaurantes sempre que minha mãe viajava para um congresso de medicina. Era nosso segredo.
Ele sorri para mim, todo alegre, e pega um cardápio, passando a mão pelo cabelo revolto.
Ah, quero passar as mãos nesse cabelo. Pego um cardápio e o examino. Vejo que estou faminta.
— Sei o que eu quero — sussurra ele, a voz grave e rouca.
Olho para ele, que está me olhando daquele jeito misterioso e ardente que me deixa com todos os músculos da barriga contraídos e me tira o fôlego. Puta merda. Meu sangue canta nas veias, respondendo a seu chamado.
— Eu quero o que você quiser — sussurro.
Ele suspira.
— Aqui? — pergunta sugestivamente, levantando uma sobrancelha para mim, com um sorriso malicioso, os dentes prendendo a pontinha da língua.
Nossa... sexo na IHOP. A expressão dele muda, ficando mais misteriosa.
— Não morda o lábio — ordena. — Aqui, não, agora, não. — Seu olhar fica mais duro, e, por um instante, ele parece deliciosamente perigoso. — Se não posso comer você aqui, não me tente.
— Oi, meu nome é Leandra. O que vocês vão querer... hã... gente... hoje...?
Ela deixa a frase inacabada, tropeçando nas palavras ao encher os olhos com o Sr. Lindo à minha frente. Fica toda vermelha, e percebo, contrariada, que estou sentindo um pouquinho de pena dela, porque ele ainda faz isso comigo. A presença dela me permite escapar por um instante do olhar sensual dele.
— Anastasia? — ele me dá a palavra, sem fazer caso da moça, e acho que ninguém poderia pôr tanta sensualidade no meu nome como ele faz naquele momento.