Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Também tenho que pensar no aniversário de Christian. Já sei o que vou dar a ele de presente. E queria entregar hoje à noite, antes da consulta com Flynn, mas como vou fazer isso? Ao lado do estacionamento existe uma pequena loja de bugigangas para turistas. Tenho uma inspiração repentina, e entro na loja.
* * *
MEIA HORA DEPOIS, quando chego à sala de estar, Christian está em seu BlackBerry, de pé, olhando para fora pelo janelão de vidro. Ele se vira e sorri para mim, finalizando o telefonema.
— Ótimo, Ros. Diga a Barney que vamos continuar a partir daí... Até mais.
Ele caminha na minha direção, e fico parada, tímida, junto à porta. Trocou de roupa, está usando jeans e camiseta branca, parecendo um menino rebelde e arteiro. Uau.
— Boa noite, Srta. Steele — murmura ele e se inclina para me beijar. — Parabéns pela promoção. — Passa os braços ao meu redor. Que cheiro maravilhoso.
— Você tomou banho.
— Acabei de ter uma sessão de luta com Claude.
— Ah.
— Derrubei-o duas vezes. — Christian sorri radiante, feito um menino, satisfeito consigo mesmo. Seu sorriso é contagiante.
— Isso não acontece com frequência?
— Não. E é muito prazeroso quando acontece. Está com fome?
Faço que não com a cabeça.
— O que foi? — Ele franze a testa para mim.
— Estou nervosa. Com o Dr. Flynn.
— Eu também. Como foi o seu dia? — Ele me solta, e eu faço um breve resumo. Ele escuta com atenção.
— Ah, tem mais uma coisa que eu tenho que contar — acrescento. — Eu ia almoçar com Mia hoje.
Ele ergue as sobrancelhas, surpreso.
— Você não chegou a mencionar isso.
— Eu sei, esqueci. Como eu não pude sair com ela por causa da reunião, Ethan a levou para almoçar.
Sua expressão fica sombria.
— Sei. Pare de morder o lábio.
— Vou trocar de roupa — digo, mudando de assunto e me virando antes que ele possa reagir.
* * *
O CONSULTÓRIO DO Dr. Flynn fica a uma curta distância de carro do apartamento de Christian. Muito útil, penso, para sessões de emergência.
— Costumo correr lá de casa até aqui — diz Christian ao estacionar meu Saab. — Este carro é o máximo. — Ele sorri para mim.
— Também acho. — Sorrio de volta. — Christian... eu... — Olho ansiosamente para ele.
— O que foi, Ana?
— Aqui. — Tiro a caixinha de presente preta de minha bolsa. — É pelo seu aniversário. Queria dar para você agora, mas só se você me prometer que não vai abrir antes de sábado, tudo bem?
Ele pisca para mim, surpreso, e engole em seco.
— Tudo bem — murmura, com cautela.
Respirando fundo, entrego-a a ele, ignorando sua expressão confusa. Ele sacode a caixa, produzindo um barulho bem satisfatório. E franze a testa. Sei que está desesperado para saber o que tem dentro. Em seguida, sorri, seus olhos brilhando com uma emoção jovem e despreocupada. Deus do céu... sua aparência neste instante corresponde à idade que tem... e ele está tão lindo.
— Você não pode abrir antes de sábado — aviso.
— Entendi — diz ele. — Mas por que você está me dando isso agora? — Ele coloca a caixa no bolso interno do paletó azul listrado, junto do coração.
Muito apropriado, penso, e sorrio para ele.
— Porque eu posso, Sr. Grey.
Sua boca se contorce num sorriso irônico.
— Ora, Srta. Steele, roubando minhas falas...
Somos conduzidos ao luxuoso consultório do Dr. Flynn por uma recepcionista rápida e eficiente. Ela cumprimenta Christian calorosamente, um pouco calorosamente demais para o meu gosto — ela tem idade suficiente para ser mãe dele —, e ele sabe o nome dela.
A sala não tem uma decoração ostensiva: verde-claro com dois sofás verde-escuros de frente para duas poltronas de couro, e tem um ar de clube de cavalheiros. Dr. Flynn está sentado a uma mesa ao fundo.
Assim que entramos, ele se levanta e caminha para se juntar a nós na área de estar. Está usando uma calça preta e uma camisa azul-clara com o último botão aberto... sem gravata. Seus olhos azuis e brilhantes parecem não deixar passar absolutamente nada.
— Christian. — Ele sorri com gentileza.
— John. — Christian aperta sua mão. — Você se lembra de Anastasia?
— Como eu poderia esquecer? Bem-vinda, Anastasia.
— Ana, por favor — murmuro quando ele aperta minha mão com firmeza. Adoro seu sotaque britânico.
— Ana — diz ele, gentilmente, conduzindo-nos até os sofás.
Christian aponta um deles para mim. Eu me sento, tentando parecer relaxada, e descanso a mão sobre o braço do sofá, enquanto ele se esparrama no outro, de forma que formamos um ângulo reto, com uma pequena mesa e um abajur simples entre nós. Reparo, com interesse, numa caixinha de lenços junto ao abajur.
Não era bem isso que eu esperava. Tinha imaginado uma sala branca e inóspita, com um divã de couro preto.
Parecendo tranquilo e no controle da situação, Dr. Flynn se senta numa das poltronas e pega um bloco de anotações de couro. Christian cruza as pernas, descansando o tornozelo sobre o joelho, e estica um dos braços ao longo do encosto do sofá. Em seguida, estende o outro braço, alcançando minha mão e dando-lhe um aperto tranquilizador.
— Christian pediu que você acompanhasse uma de nossas sessões — começa Dr. Flynn calmamente. — Só para você saber, nós tratamos estas sessões com absoluta confidencialidade...
Ergo uma sobrancelha para Flynn, interrompendo-o no meio da frase.
— Hum... eu assinei um termo de confidencialidade — balbucio, envergonhada de que ele tenha parado de falar.
Tanto Flynn quanto Christian me encaram, e Christian solta a minha mão.
— Um termo de confidencialidade? — Dr. Flynn franze a testa e olha de relance para Christian, intrigado.
Christian dá de ombros.
— Você começa todos os seus relacionamentos com um contrato? — Dr. Flynn pergunta para ele.
— Só os contratuais.
Dr. Flynn torce os lábios.
— E você já teve algum outro tipo de relacionamento? — pergunta ele, parecendo achar graça.
— Não — responde Christian depois de um tempo, também parecendo achar graça.
— Foi o que eu pensei. — Dr. Flynn volta sua atenção para mim. — Bem, acho que não precisamos nos preocupar com confidencialidade, mas posso sugerir que vocês dois discutam isso em algum momento? No meu entendimento, vocês não estão mais num relacionamento contratual.
— Outro tipo de contrato, espero — diz Christian baixinho, olhando para mim.
Fico vermelha, e Dr. Flynn aperta os olhos.
— Ana, me perdoe, mas é provável que eu saiba muito mais sobre você do que você imagina. Christian tem sido bastante expansivo.
Olho de relance para Christian, nervosa. O que foi que ele disse?
— Um termo de confidencialidade? — continua ele. — Isso deve ter chocado você.
Pisco para ele.
— Hum, acho que o choque disso já se tornou insignificante, dadas as revelações mais recentes de Christian — respondo, a voz suave e hesitante. Soo tão nervosa.
— Imagino que sim. — Dr. Flynn sorri gentilmente para mim. — Então, Christian, o que gostaria de discutir?
Christian dá de ombros feito um adolescente mal-humorado.
— Foi Anastasia quem quis ver você. Talvez você devesse perguntar a ela.
Mais uma vez, o rosto do Dr. Flynn registra sua surpresa, e ele me fita, com sagacidade.
Puta merda. Isso é humilhante. Encaro minhas mãos.
— Você ficaria mais à vontade se Christian nos deixasse por um momento?