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A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]

Электронная книга - «A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]». Краткое содержание книги:

Jordan Belfort fez uma fortuna no mercado de ações americano nos anos 1990 e viveu uma vida de luxo, drogas, sexo e pura loucura. O problema foi que, para enriquecer dessa maneira, ele não seguiu apenas o bom caminho, e o FBI não deixou barato... Acusado de fraude de valores mobiliários, manipulação de ações, lavagem de dinheiro e outros inúmeros crimes financeiros que nem ele saberia citar, Jordan se viu obrigado a cooperar com a Justiça americana, dedurando amigos e antigos colegas para tentar se livrar de uma pena que poderia chegar a 30 anos de prisão – e arruinar de vez sua vida.
Em A caçada ao Lobo de Wall Street, Jordan conta com sua fina ironia e acidez todos os detalhes de seu início de carreira, bem como tudo que aconteceu com ele depois que seu império desmoronou: perdeu a esposa, o dinheiro e quase perderia os filhos. Uma história contada sem pudores, por um homem cativante que precisou se reinventar a qualquer custo. **
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Nyet– respondeu ela rapidamente. – Eu falo sobre lua – a lua, pelo amor de deus, o que tem de tão difícil nessa merda? – Tem uma palavra inglês para coisa de lua de vocês… Esse… Hã… Como se diz… falcefekaceja… Ah! Você faz embuste!

– Nós fazemos um embuste! Você está tentando dizer que o pouso na Lua foi uma farsa?

Da – exclamou alegremente e ficou de pé olhando para mim. – Isso fraude contra o povo soviético! Todo mundo sabem disso.

Sabe – respondi, com os dentes cerrados. – Todo mundo sabe disso… Você não está realmente olhando para mim com essa cara impassível e dizendo que acha que os Estados Unidos forjaram os pousos na Lua para constranger a Mãe Rússia! Por favor, não me diga isso! – olhei para ela, incrédulo.

Ela apertou os lábios e balançou a cabeça lentamente.

– Este pouso você fala é filmado em estúdio de cinema. Todos no resto do mundo sabe disso. Só aqui as pessoas acreditam. Como você acha que América voar para a Lua, quando a União Soviética não pôde? Tivemos cosmonauta feminina no espaço enquanto vocês estava voando macaco! E de repente você bater-nos na corrida para Lua? Ah, por favor, isso é brincadeira! Olhe para fotos. Você vê bandeira ondeando na lua, mas não há atmosfera. Assim, como pode ondear bandeira? E o dia é noite, quando a noite deve ser o dia e planeta Terra sobe, quando se deve cair. E há cinturão de radiação… – e assim por diante, a KGB foi explicando como o pouso na Lua era nada mais que um embuste gigantesco filmado em um estúdio de cinema de Hollywood, com o único propósito de constranger sua amada União Soviética. – Vamos conversar sobre isso com Igor quando vocês se encontrarem, e depois você vai ver a verdade. Igor é famoso cientista. Ele domar o fogo.

Eu balancei a cabeça, descrente, sem saber ao certo como reagir àquilo.

– Bem – disse, lutando contra a vontade de dizer a ela que sua amada ex-União Soviética, incluindo o extinto programa espacial, tinha se tornado nada mais que uma piada –, todo ser humano tem direito à opinião, embora eu deva lhe dizer que, para montar uma conspiração assim, você precisaria de mil pessoas, cada uma delas jurando manter esse segredo monumental, e neste país, eu garanto a você, se mais de duas pessoas sabem de alguma coisa, isso não fica em segredo por muito tempo. E não quero nem mencionar o fato de que houve, na verdade, três pousos na Lua, e não apenas um. Então vamos apenas supor que, para fins de discussão, o governo de fato tenha forjado o primeiro pouso lunar e tido a sorte de se safar. Por que ele iria arriscar de novo? Seria como dizer: “Ei, escapei uma vez, senhor Brezhnev! Agora quero que você observe muito de perto como vou fazer isso de novo e veja se você pode me pegar dessa vez!”. Mas, ei, o que eu sei sobre as coisas? Quer dizer, talvez os alienígenas tenham mesmo caído em Roswell e você estivesse certa quando disse ontem que “os Estados Unidos nunca lutaram na Segunda Guerra Mundial” – pérola de sabedoria que KGB tinha compartilhado comigo na quadra de tênis, depois de eu vencê-la em dois sets em 11 minutos e meio, quando então lutamos na grama e a luta acabou comigo gritando: “Solte-me, pare! Você está me machucando!” – e que “os americanos roubaram os planos para a primeira bomba atômica da Rússia, não o contrário”.

Essa última tinha saído dos lábios comunistas e vermelhos de KGB enquanto assistíamos a um documentário do History Channel que discutia as armas de guerra. KGB me informou que o povo russo, o que significa dizer os soviéticos, foi responsável por praticamente todas as invenções significativas, desde a bomba atômica até a máquina de raio-X, da literatura de qualidade até a goma de mascar.

– Na verdade, Yulia, e digo isso por amor, como em ya lublu tibea, o que de fato me interessa é a cura pelo fogo descoberta por Igor. Conte-me tudo, porque isso, sim, é o que eu acho mais fascinante!

Ela me olhou por um momento, sacudindo a cabeça com ironia.

– Você não gostaria de sabe…

– Sim – respondi –, claro que eu gostaria de sabe! Então, por que você não me conta?

Ela me olhou com os olhos semicerrados. Então fez um gesto com seu delicado queixo em direção à nossa pequena e perfeita fogueira de praia, na base da qual repousava uma Duraflame.

– Você vê chama?

Eu balancei a cabeça.

– Sim, o que têm as chamas?

KBG estalou os dedos longos e finos e fez pop! no ar.

– Assim, desse jeito – disse ela, com orgulho –, Igor pode fazer chama ir embora.

– E como é que ele faz isso? – perguntei, cético.

– Ele controlar atmosfera – respondeu ela, com indiferença, como se controlar a atmosfera não fosse mais difícil que o ajuste de um termostato.

Olhei para ela por um momento, admirado e tentando calcular quanto dinheiro eu poderia ter feito com um cientista russo maluco disposto a afirmar que controlava a atmosfera. Ele era exatamente o tipo de coisa que os strattonitas teriam engolido. Eu colocaria Igor na frente da sala de pregões vestido num traje de mágico, como o professor Dumbledore de Harry Potter, e diria ao microfone: “Eis o Professor Igor e sua cura pelo fogo!”. Os strattonitas teriam aplaudido feito loucos e colocado fogo em Lake Success, e então Igor poderia exibir seu material.

Eu disse à KGB:

– Ahh, agora entendi! Eu acho que realmente vi isso nos filmes. Foi em Austin Powers. Dr. Evil havia descoberto uma maneira de controlar o tempo e queria manter o mundo como refém. Pensando bem, talvez fosse James Bond. Ou foi o Superman? – dei de ombros. – Eu não tenho certeza.

Ela encolheu os ombros para trás.

– Ri tudo o que você quiser, espertinho, mas eu não brincando. Igor pode curar fogo, e eu sou acionista da empresa. Um dia ele vai…

KGB continuou falando, mas eu parei de escutar. Acho que ela realmente acreditava no que estava dizendo, não apenas no absurdo do professor Igor, mas em tudo. Ela havia crescido com um conjunto diferente de livros de história, assistindo à TV soviética, na qual nós éramos o Império do Mal determinado a dominar o mundo. Dei uma olhadinha no meu relógio: eram 9h30 da noite. Eu tinha que estar no Plaza Athénée por volta das 9 horas da manhã no dia seguinte, o que significava que eu tinha que sair dos Hamptons às 6 e meia.

Já era hora de encerrar aquela noite, coisa que não podia fazer até depois de ter transado com KGB em frente ao fogo. Aquele era nosso ritual, afinal, algo que os dois ansiavam fazer todos os dias. Então agora eu tinha de concordar com ela. Sim, diria: “Apesar de meu ceticismo anterior, agora estou convencido de que a cura de Igor pelo fogo deve mudar o mundo. Então, seja uma boa namorada, KGB, e venha fazer amor comigo. Eu não me importo que seja uma comunista empedernida. Eu te amo assim mesmo!”.

E foi exatamente isso que aconteceu.

NA MANHÃ SEGUINTE, precisamente às 11 horas, o Chef e James Loo entraram no quarto 1104 do Hotel Plaza Athénée. Era uma suíte de um quarto e dois banheiros, e o Chef e James Loo pareciam dois cordeiros se encaminhando para um matadouro.

Cumprimentei-os na porta da frente, abraçando primeiro o Chef e depois trocando um aperto de mão caloroso com James Loo, que era um sujeito baixo, um pouco calvo, usando um terno caro sem gravata.

Conduzi os dois para a sala principal, bem ao lado da entrada da varanda. O quarto ficava do lado oposto da suíte e a porta estava bem trancada, por uma boa razão. Dentro daquele quarto, usando fones de ouvido, revólveres e expressões sérias no rosto, estavam quatro agentes do FBI, TOC, Mórmon e mais dois caras da técnica, ambos na casa dos 30 anos e com cara de quem conserta computadores.

Tínhamos passado as últimas duas horas analisando a sala de estar e checando os vários ângulos das câmeras e os lugares onde poderíamos esconder os microfones. Era um espaço pequeno, com talvez 4 metros por 6. Três janelas altas que davam para a rua 64 deixavam entrar uma boa quantidade de luz, tanta luz que os caras da técnica fecharam as cortinas vermelhas de bordel para reduzir o brilho.

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