Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
O que significa isso? Estão fechando as portas? Fico na expectativa, o couro cabeludo formigando e o coração disparado. A poltrona ao meu lado é a única desocupada na cabine de dezesseis lugares. O avião sacode ao se afastar do portão de embarque, e suspiro aliviada mas um pouco decepcionada também... nada de Christian durante quatro dias. Dou uma olhada no BlackBerry.
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De: Christian Grey
Assunto: Aproveite enquanto pode
Data: 30 de maio de 2011 22:25
Para: Anastasia Steele
Cara Srta. Steele,
Sei o que está tentando fazer — e pode acreditar, conseguiu. Da próxima vez, você estará no porão de carga, amarrada e amordaçada dentro de um caixote. Acredite em mim quando digo que tê-la nesse estado me dará muito mais prazer do que simplesmente fazer um upgrade na sua passagem.
Aguardo ansioso a sua volta.
Christian Grey
CEO Com Coceira na Mão
Grey Enterprises Holdings, Inc.
Puta merda. Esse é o problema com o humor de Christian — nunca posso ter certeza se ele está brincando ou se está zangado de verdade. Desconfio neste momento que ele esteja zangado de verdade. Disfarçadamente, para a comissária não ver, digito uma resposta embaixo da manta.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Brincadeira?
Data: 30 de maio de 2011 22:30
Para: Christian Grey
Não sei se está brincando — e, se não estiver, acho que ficarei na Geórgia. Caixotes são limites rígidos para mim. Desculpe por tê-lo irritado. Diga que me perdoa.
A
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De: Christian Grey
Assunto: Brincadeira
Data: 30 de maio de 2011 22:31
Para: Anastasia Steele
Como pode estar mandando e-mail? Está colocando em risco a vida de todo mundo a bordo, inclusive a sua, usando o BlackBerry? Acho que isso infringe uma das regras.
Christian Grey
CEO Com Coceira nas Duas Mãos
Grey Enterprises Holdings, Inc.
Duas mãos! Guardo o BlackBerry, endireito-me na poltrona enquanto o avião taxia para a pista de decolagem, e pego meu exemplar em frangalhos de Tess — uma leitura leve para a viagem. Uma vez no ar, inclino a poltrona, e logo estou dormindo.
A comissária me acorda quando iniciamos a descida para Atlanta. A hora local cinco e quarenta e cinco da manhã, mas só dormi mais ou menos umas quatro horas... Estou grogue, porém agradecida pelo copo de suco de laranja que ela me entrega. Olho aflita para o BlackBerry. Não há mais e-mails de Christian. Bem, são quase três da manhã em Seattle, e ele provavelmente quer me impedir de atrapalhar os equipamentos eletrônicos do avião ou seja o que for que impeça os aviões de voarem se houver telefones celulares ligados.
* * *
A ESPERA EM ATLANTA é só de uma hora. E, mais uma vez, estou me deleitando na sala da primeira classe. Fui tentada a me deitar encolhida num dos sofás fofos e convidativos que afundam sob meu peso. Mas não vai dar tempo. Para me manter acordada, começo a escrever no laptop um longo e-mail para Christian deixando fluir tudo o que me vem à cabeça.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Você gosta de me assustar?
Data: 31 de maio de 2011 06:52 LESTE
Para: Christian Grey
Você sabe o quanto eu não gosto que você gaste dinheiro comigo. Sim, você é muito rico, mas mesmo assim isso me deixa constrangida, como se você estivesse me pagando pelo sexo. No entanto, gosto de viajar de primeira classe, é muito mais civilizado do que de econômica. Então, obrigada. Estou sendo sincera — e gostei, sim, da massagem do Jean-Paul. Ele era muito gay. Omiti isso no meu e-mail para provocá-lo, porque estava irritada com você, e sinto muito por isso.
Mas, como sempre, sua reação é exagerada. Você não pode escrever coisas assim para mim — amarrada e amordaçada dentro de um caixote. (Você falou sério ou era brincadeira?) Isso me assusta... você me assusta... estou completamente envolvida por seu encanto, considerando um estilo de vida com você que eu nem sabia que existia até a semana passada, e aí você escreve uma coisa assim e quero fugir aos gritos para as montanhas. Não vou fazer isso, claro, porque sentiria sua falta. Sentiria mesmo. Quero que a gente dê certo, mas estou apavorada com a profundidade do sentimento que tenho por você e com o caminho escuro para onde você está me levando. O que está oferecendo é erótico e sensual, e tenho curiosidade, mas também tenho medo de que você me machuque — física e emocionalmente. Depois de três meses, você poderia dizer adeus, e como é que vou ficar se você fizer isso? Embora tenha de admitir que esse risco existe em qualquer relacionamento. Este não é o tipo de relação que algum dia imaginei ter, especialmente para a primeira. Isso é um enorme passo para mim.
Você tinha razão ao dizer que eu não possuía um único osso submisso no corpo... e concordo com você agora. Tendo dito isso, quero estar com você, e se isso for o que tenho que fazer, eu gostaria de tentar, mas acho que não vai dar certo e vou acabar toda roxa — não fico nem um pouco entusiasmada com essa ideia.
Gostei muito de você ter dito que se esforçará mais. Só preciso pensar no que “mais” significa para mim, e essa é uma das razões pelas quais eu queria um pouco de distância. Você me deslumbra tanto que tenho dificuldade de pensar com clareza quando estamos juntos.
Estão chamando meu voo. Tenho que ir.
Depois continuo.
Sua Ana.
Aperto “enviar” e me dirijo sonolenta ao portão de embarque para tomar o outro avião. Este só tem seis lugares na primeira classe, e, quando estamos no ar, me encolho embaixo da manta macia e adormeço.
Mais cedo do que eu gostaria, sou acordada pela comissária me oferecendo mais suco de laranja ao iniciarmos a aproximação do Aeroporto Internacional de Savannah. Bebo lentamente, para lá de cansada, e me permito sentir um mínimo de excitação. Não vejo minha mãe há seis meses. Dando outra olhada disfarçada no BlackBerry, me lembro vagamente de ter enviado um e-mail longo e desconexo a Christian — mas não há resposta. São cinco da manhã em Seattle. Tomara que ele ainda esteja dormindo e não tocando lamentos tristes ao piano.
* * *
A PARTE BOA de viajar só com bagagem de mão é que é possível sair despreocupadamente do aeroporto sem esperar a vida inteira pelas malas nas esteiras. A parte boa de viajar de primeira classe é que deixam a gente desembarcar primeiro.
Minha mãe está esperando com Bob, e é muito bom vê-los. Não sei se é por causa da exaustão, da viagem longa ou de toda a situação com Christian, mas assim que minha mãe me abraça começo a chorar.
— Ah, Ana, querida. Você deve estar muito cansada.
Ela olha aflita para Bob.
— Não, mãe, é só que... estou muito feliz em ver você.
Dou um abraço apertado nela, e é um contato gostoso e acolhedor, como o lar. Com relutância, solto-a, e Bob me abraça sem jeito com um braço só. Ele parece meio trôpego, e me lembro que machucou a perna.
— Seja bem-vinda, Ana. Por que está chorando? — pergunta.
— Ai, Bob, só estou feliz em ver você também.
Olho para seu bonito rosto quadrado e seus brilhantes olhos azuis que me fitam com carinho. Gosto desse marido, mãe. Pode ficar com ele. Ele pega minha mochila.