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A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]

Электронная книга - «A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]». Краткое содержание книги:

Jordan Belfort fez uma fortuna no mercado de ações americano nos anos 1990 e viveu uma vida de luxo, drogas, sexo e pura loucura. O problema foi que, para enriquecer dessa maneira, ele não seguiu apenas o bom caminho, e o FBI não deixou barato... Acusado de fraude de valores mobiliários, manipulação de ações, lavagem de dinheiro e outros inúmeros crimes financeiros que nem ele saberia citar, Jordan se viu obrigado a cooperar com a Justiça americana, dedurando amigos e antigos colegas para tentar se livrar de uma pena que poderia chegar a 30 anos de prisão – e arruinar de vez sua vida.
Em A caçada ao Lobo de Wall Street, Jordan conta com sua fina ironia e acidez todos os detalhes de seu início de carreira, bem como tudo que aconteceu com ele depois que seu império desmoronou: perdeu a esposa, o dinheiro e quase perderia os filhos. Uma história contada sem pudores, por um homem cativante que precisou se reinventar a qualquer custo. **
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– Depressa, venha agarrar meus braços e me abraçar por trás!

Cadela!, pensei. Ela aprendeu um novo truque na minha ausência! Não havia insulto maior! Quem tinha lhe ensinado aquilo? Aquele estilo de cachorrinho com os braços cruzados? Fora aquele bastardo de rabo de cavalo? Ou o imbecil do jogador de golfe? Ou, o que seria pior, o romeno de merda?

Só então ela balançou a cabeça loira e me encarou intrigada.

– O que você está esperando? – resfolegou. – Me pegue agora ou me perca para sempre!

Olhei para ela, sem palavras.

Ela sorriu timidamente.

– Ah, vamos lá, bobo! Você vai gostar dessa maneira!

Puta!, pensei. E então sorri.

Acabamos fazendo amor apaixonadamente naquela noite de quinta-feira, e acho que ambos sabíamos que seria pela última vez. Por que isso tinha de acontecer, eu nunca saberia, embora suspeitasse que tivesse algo a ver com um encerramento, de que nós dois desesperadamente precisávamos. Tínhamos descido ao inferno e voltado juntos, e agora era hora de seguir em frente. De alguma forma, eu sabia que nós sempre nos amaríamos.

LIVRO III

CAPÍTULO 17

A ARTE DA AUTODESTRUIÇÃO

Três meses depois

Estávamos em algum lugar ao longo de Staten Island, perto da divisa com Nova Jersey, quando percebi que não conseguiria voltar a Southampton naquela noite para meu toque de recolher. Eu me lembro de descer a mão para minha perna esquerda e levantar a bainha da calça de gabardine, para dizer algo como:

– Er… Eu não fui totalmente honesto com você, Kiley. Essa coisa no meu tornozelo não é realmente um bipe – e de repente eu ouvi o som lamentoso e horrível, e os pilotos na frente estavam apontando nervosamente para as luzes laranja do painel de instrumentos do helicóptero Sikorsky S-76, que estava girando para o oeste a 140 nós com vento de cauda de Atlantic City.

E então, os lamentos cessaram. Kiley estava sentada à minha esquerda, presa pelo cinto a um dos suntuosos assentos de couro do Sikorsky, e parecia à beira das lágrimas.

– Eu… Eu nunca estive em um helicóptero antes – murmurou Kiley, que usava um minivestido de seda vermelho de 2 mil dólares que eu tinha acabado de comprar em uma loja da moda em Southampton. – Está certo ele fazer esses ruídos todos?

– Sim – respondi casualmente –, isso acontece o tempo todo.

Eu tinha conhecido Kiley algumas horas antes, então eu não sabia quase nada sobre ela, a não ser que tinha 22 anos de idade, fora criada em Vancouver, na Colúmbia Britânica, e tinha chegado a Nova York para tentar a carreira de modelo, mas a interrompera por um transtorno alimentar que fez com que seu peso aumentasse e diminuísse 15 quilos em questão de dias. Agora ela pesava em torno de 60 quilos, o que a tornava um pouco carnuda demais para uma modelo de 1,72 metro, e por isso Kiley estava com dificuldades para encontrar trabalho. No entanto, ela era linda, com características perfeitamente cinzeladas, pele cor de mel, lábios carnudos, maçãs do rosto elevadas e olhos castanhos amendoados.

De repente, o helicóptero começou a executar uma curva fechada para a direita e entrou em um mergulho íngreme. Os olhos puxados de Kiley se arregalaram.

– Ah, meu Deus! – gritou ela. – O que há de errado agora? Por que estamos indo para baixo?

Eu agarrei sua mão de forma tranquilizadora.

– Não sei – disse calmamente, mas o que eu não disse foi: “Coisas como essa só tendem a acontecer comigo. Você sabe, coisas que você costuma ver nos filmes, como aviões caindo, carros batendo, iates afundando, cozinhas explodindo, helicópteros que precisam ser empurrados para o oceano para abrir espaço para o resgate… Mas não tenha medo, Kiley, porque eu sempre consigo escapar com vida!”.

Foi então que o copiloto se virou em sua cadeira e deslizou para trás uma divisória fina que separava a cabine do piloto da cabine de passageiros. Com um sorriso confiante, ele enfiou seu nariz na ranhura e afirmou:

– Estamos com algum problema mecânico, por isso precisamos fazer um pouso de emergência em Teterboro. – Ele piscou para Kiley. – Não se preocupe, senhora. Teterboro fica apenas a alguns quilômetros de distância. Nós ficaremos muito bem.

Então ele deslizou a divisória e a fechou, virou-se em seu assento e começou a dizer algo ao piloto. Eu olhei para Kiley, que até então estivera bastante radiante, mas até a última gota de cor tinha desaparecido de sua fabulosa pele. Então coloquei a mão sobre o ombro dela e disse:

– Relaxe, Kiley. Eu já passei por isso antes e sempre acaba tudo bem – apertei a mão dela novamente. – Além disso, você tem apenas 22 anos, e isso não é idade para uma jovem morrer!

Ela balançou a cabeça tristemente.

– Eu menti para você! Tenho apenas 17 anos!

Foi quando eu soube que estava fodido.

EU TINHA CERTEZA de que a idade para estupro diferia de Estado para Estado; assim, enquanto o Sikorsky fazia sua descida no Aeroporto de Teterboro, me vi tentando descobrir qual Estado teria jurisdição sobre mim se eu decidisse comer Kiley: Nova York ou Nova Jersey? Na verdade, nós havíamos decolado de Southampton, que era em Nova York, e a idade legal lá era 17 anos, mas agora estávamos indo para Atlantic City, que fica em Nova Jersey, onde a idade legal era… Eu não tinha bem certeza… E esse era o problema, porque era lá, em uma chamativa suíte do Trump Castle Casino, onde eu estava planejando consumar o ato. Então qual era a idade legal de Jersey?, perguntei-me.

Obviamente, não era o tipo de pergunta que eu poderia fazer aos pilotos pela janelinha, especialmente com Kiley junto de mim. Após uma inspeção mais minuciosa, Kiley realmente parecia estar nas últimas fases da puberdade. Na verdade, aquela fina camada de gordura que eu tinha anteriormente atribuído a um distúrbio alimentar estava agora desprendendo o preocupante cheiro de gordura de bebê, pertencente a uma adolescente ainda em florescimento.

Ainda assim, nada daquilo era culpa minha, porque quando eu coloquei os olhos em Kiley ela estava nua em um de meus chuveiros e tinha cabelo em todos os lugares certos, bem como um par de alegres peitinhos que pareciam ter idade suficiente para votar. E ela nem mesmo estava sozinha! Em pé ao lado dela havia outra menina nua – uma garota loira de olhos azuis chamada Lisa que, como Kiley, também parecia ter idade suficiente para votar –; e as duas estavam envolvidas em um apaixonado beijo, saboreando os momentos finais de um frenesi de Ecstasy.

Mesmo essa cena não era tão estranha quanto parecia, duas jovens modelos que eu nunca tinha visto antes se esgueirando em minha casa para tomar um banho de chuveiro juntas, porque, desde meados de julho, era de conhecimento comum que nos Hamptons havia essa fabulosa casa em Meadow Lane onde qualquer jovem modelo podia aparecer, dar um sorriso lascivo e ficar por quanto tempo desejasse. E mesmo eu sendo o primeiro a admitir que esse tipo de comportamento de devorador compulsivo de modelos era totalmente detestável, percebi que, com minha vida à beira da implosão, eu poderia também encerrá-la com chave de ouro!

Por isso, foi assim que decidi passar meu último verão em Meadow Lane: faturando modelos enquanto a Duquesa e eu dividíamos as crianças, alternando os fins de semana.

Chandler, sendo a garota do papai, adorava o movimento, embora gostasse mais de torturar as jovens modelos que seu papai tinha faturado, assegurando que elas não significavam absolutamente nada para ele e que qualquer restaurante a que ele as levasse ou qualquer butique onde lhes comprasse um vestido seria o mesmo restaurante ou butique onde ele havia levado uma dúzia de outras garotas exatamente iguais a elas. O ponto de vista de Chandler era: você é uma puta inútil e alguém mais jovem e mais bonita que você vai substitui-la na próxima semana.

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