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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Ah, é? Para melhorar as suas chances contra mim? — Christian ergue uma sobrancelha, divertindo-se. — Quero ver, Srta. Steele. — Ele está tão feliz se comparado ao humor azedo de ontem depois que Elena foi embora. Talvez seja todo esse sexo... talvez seja isso o que o faz ficar tão descontraído.

Dou uma olhada para o piano atrás de mim, saboreando a memória de ontem à noite.

— Você abriu a tampa do piano de novo.

— Eu tinha fechado para não acordar você. Pelo visto não deu certo, mas fico feliz por isso. — Seus lábios se contorcem num sorriso lascivo enquanto ele dá uma garfada na omelete. Fico rubra e retribuo o sorriso.

Ah, sim... momentos de diversão em cima daquele piano.

A Sra. Jones se aproxima e me passa uma sacola de papel com o meu almoço, fazendo-me corar de culpa.

— Para mais tarde, Ana. Atum, tudo bem?

— Ah, sim. Obrigada, Sra. Jones. — Lanço um sorriso tímido para ela, que retribui calorosamente, antes de deixar a sala de estar. Suspeito que seja para nos dar um pouco de privacidade.

— Posso perguntar uma coisa? — Viro-me para Christian.

— Claro. — Sua expressão de divertimento se desfaz.

— E você não vai ficar bravo?

— É sobre Elena?

— Não.

— Então não vou ficar bravo.

— Mas agora eu tenho uma pergunta complementar.

— Ah, é?

— Que é sobre ela.

Ele revira os olhos.

— O que é? — diz, exasperado.

— Por que você fica tão bravo quando pergunto a respeito dela?

— Sinceramente?

— Achei que você sempre fosse sincero comigo. — Faço cara feia para ele.

— Tento ser.

— Isso me parece uma resposta um tanto evasiva. — Aperto os olhos.

— Eu sempre sou sincero com você, Ana. Não faço joguinhos. Bem, não esse tipo de joguinho — ele especifica, os olhos queimando.

— Que tipo de jogos você quer jogar?

Ele inclina a cabeça e sorri para mim.

— Srta. Steele, você se distrai tão facilmente.

Solto um risinho. É verdade.

— Sr. Grey, você é uma distração em tantos sentidos. — Encaro seus olhos cinzentos e alegres, iluminados de diversão.

— Meu som preferido no mundo é a sua risada, Anastasia. E então, a sua pergunta original? — diz ele suavemente, e acho que está rindo de mim. Tento torcer a boca para demonstrar meu descontentamento, mas gosto do Christian brincalhão. Ele é divertido. Adoro essa implicância amigável pela manhã. Franzo a testa, tentando me lembrar da pergunta.

— Ah, sim. Você só via suas submissas nos fins de semana?

— Sim, só nos fins de semana — responde ele, observando-me nervoso.

Sorrio para ele.

— Então, nada de sexo durante a semana.

— Ah, então é aí que você quer chegar com isso. — Ele solta uma gargalhada e parece um tanto aliviado. — Por que você acha que eu malho todos os dias da semana? — Agora ele está definitivamente rindo de mim, mas eu não ligo. Quero me abraçar de tanta felicidade. Mais uma primeira vez... quer dizer, mais um monte de primeiras vezes. — Você parece muito satisfeita consigo mesma, Srta. Steele.

— E estou, Sr. Grey.

— Com razão. — Ele sorri. — Agora tome o seu café da manhã.

Hum, o Christian autoritário... ele nunca está muito longe.

* * *

ESTAMOS NA PARTE de trás do Audi. Taylor está dirigindo. Vai me deixar primeiro no trabalho e, depois, Christian. Sawyer está no banco do carona.

— Você não falou que o irmão da sua amiga chegava hoje? — pergunta Christian, quase como quem não quer nada, a voz sem entregar sentimento nenhum.

— Meu Deus, Ethan — ofego. — Tinha me esquecido. Ah, Christian, obrigada por me lembrar. Vou ter que passar lá no apartamento.

— Que horas? — Sua expressão se desfaz.

— Não sei que horas ele chega.

— Não quero que você vá a lugar nenhum sozinha — diz ele, rudemente.

— Eu sei — murmuro e contenho a vontade de revirar os olhos para o Sr. Exagerado. — Sawyer vai estar espionando... digo... patrulhando, hoje? — Olho de relance para o banco do carona e vejo as orelhas de Sawyer ficando vermelhas.

— Vai — revida Christian, o olhar glacial.

— Se eu estivesse com o Saab seria muito mais fácil — resmungo, petulante.

— Sawyer vai estar de carro, e ele pode levar você até o seu apartamento, dependendo da hora.

— Certo. Acho que Ethan deve entrar em contato comigo durante o dia. Eu aviso qual é o plano, quando souber.

Ele me encara sem dizer nada por um instante. O que será que está pensando?

— Tudo bem — concorda. — Mas nada de sair sozinha, entendeu? — Ele estende o indicador na minha direção.

— Sim, querido — resmungo.

Então, vejo um traço de humor percorrer seu rosto.

— E talvez você devesse usar o seu BlackBerry. Só vou mandar e-mails para ele. Acho que isso deve evitar que o meu técnico de TI tenha mais uma manhã profundamente interessante, tudo bem? — diz, zombeteiro.

— Certo, Christian. — Não consigo resistir e reviro os olhos para ele. Ele sorri de volta para mim.

— Ora, ora, Srta. Steele, acredito que esteja fazendo a palma da minha mão coçar.

— Ah, Sr. Grey, você e essa sua palma que não se cansa nunca. O que vamos fazer com isso?

Ele ri e, em seguida, é distraído por seu BlackBerry, que deve estar no modo vibrar, porque não ouvi tocar. Ele olha para a tela e faz uma careta.

— O que foi? — atende bruscamente e passa a ouvir com atenção.

Aproveito a situação para examinar suas belas feições: o nariz reto, o cabelo desarrumado sobre a testa. Minha cobiça é distraída por sua expressão, que se altera de incredulidade para diversão. Presto atenção.

— Não me diga... Era brincadeira... Quando ele lhe disse? — Christian ri, quase relutante. — Não, não se preocupe. Não precisa se desculpar. Fico feliz que haja uma explicação lógica. Parecia mesmo uma quantia ridícula de tão baixa... Não tenho dúvidas de que você já esteja planejando uma vingança bem má e criativa. Pobre Isaac. — Ele sorri. — Ótimo... Até mais. — Ele desliga o telefone e me olha de relance, os olhos subitamente cautelosos, mas, estranhamente, também parece aliviado.

— Quem era?

— Você realmente quer saber? — pergunta ele em voz baixa.

Com essa reação, já sei quem era. Balanço a cabeça e encaro com tristeza a Seattle cinzenta pela janela. Por que ela não pode deixá-lo em paz?

— Ei. — Ele pega a minha mão e beija o nó dos meus dedos, um de cada vez, e, de repente, está chupando meu mindinho com força. E depois mordendo devagar.

Uau! Ele tem uma conexão direta com a minha virilha, perco o ar e olho nervosa para Taylor e Sawyer, e então para Christian, e seus olhos estão escurecidos. Ele me lança um sorriso lento e carnal.

— Não se preocupe, Anastasia — murmura ele. — Ela é passado. — E deixa um beijo na palma da minha mão, enviando arrepios por todo o meu corpo, e meu instante de raiva é esquecido.

* * *

— BOM DIA, ANA — balbucia Jack enquanto caminho até minha mesa. — Bonito vestido.

Fico vermelha. O vestido faz parte de meu novo guarda-roupa, cortesia de meu riquíssimo namorado. É um vestido trapézio sem mangas, de linho azul-claro, bem justo, e estou usando sandálias de salto cor de creme. Christian gosta de saltos, acho. O pensamento me faz sorrir por dentro, mas me recomponho depressa, lançando um sorriso insosso e profissional para meu chefe.

— Bom dia, Jack.

Estou prestes a chamar um portador para levar sua brochura para impressão quando ele coloca a cabeça para fora da sala.

— Você pode me trazer um café, por favor, Ana?

— Claro. — Caminho até a cozinha e cruzo com Claire, da recepção, que também está preparando um café.

— Oi, Ana — cumprimenta ela animada.

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