Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Ele deixa uma trilha de beijos em minha barriga, suas mãos correndo pelas minhas coxas, apertando-me, excitando-me. Sua língua circula meu umbigo enquanto suas mãos — e seus polegares... ah, esses polegares — alcançam o topo de minhas coxas.
— Ah! — grito quando ele enfia um dos dedos em mim.
O outro segue pelo corpo, devagar, num ritmo agonizante, circulando a minha pele. Minhas costas se levantam do piano, e eu me contorço sob seu toque. É quase insuportável.
— Christian! — exclamo, retorcendo-me descontrolada pelo desejo.
Ele se apieda de mim e para. Erguendo meus pés das teclas, ele me empurra e, de repente, estou deslizando sobre o piano, escorregando sobre o cetim, e ele está junto de mim, e para por um instante entre as minhas pernas para colocar a camisinha. Paira sobre o meu corpo, e estou ofegante, fitando-o com uma necessidade furiosa, e percebo que ele está nu. Quando foi que tirou a roupa?
Ele me encara de volta, e seus olhos estão repletos de fascínio, fascínio e paixão, e é de tirar o fôlego.
— Quero tanto você — diz ele e, bem devagar, com maestria, mergulha dentro de mim.
* * *
ESTOU ESPARRAMADA EM cima dele, retorcida, meus membros pesados e preguiçosos, nós dois deitados em cima do piano de cauda. Meu Deus. O corpo dele é muito mais confortável do que o piano. Com cuidado para não encostar em seu peito, descanso o rosto nele e permaneço completamente imóvel. Ele não se opõe, e fico ali escutando sua respiração se acalmar junto com a minha. Com ternura, ele acaricia meu cabelo.
— Você costuma beber chá ou café à noite? — pergunto, sonolenta.
— Que pergunta esquisita — responde ele vagamente.
— Pensei em levar uma bebida para você no seu escritório, mas então percebi que não sabia o que você prefere.
— Ah, entendi. De noite é sempre água ou vinho, Ana. Embora talvez eu devesse experimentar chá.
Sua mão move-se ritmicamente ao longo de minhas costas, afagando-me de leve.
— Sabemos mesmo muito pouco a respeito um do outro — murmuro.
— Eu sei — responde ele, e sua voz é pesarosa. Eu me sento para fitá-lo nos olhos.
— O que foi? — pergunto.
Ele balança a cabeça como se quisesse afastar uma ideia desagradável e, erguendo a mão, acaricia meu rosto, os olhos brilhantes e sinceros.
— Amo você, Ana Steele.
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O despertador toca às seis da manhã com as notícias sobre o trânsito, e eu acordo num sobressalto de meu sonho desconcertante com mulheres exageradamente louras e morenas. Não consigo entender sobre o que era o sonho e imediatamente sou distraída por um Christian Grey enrolado em volta de mim feito seda, sua cabeça com o cabelo desgrenhado no meu colo, a mão no meu peito, a perna em cima de mim, pressionando-me para baixo. Ainda está dormindo, e eu estou com muito calor. No entanto, ignoro meu desconforto e estendo a mão com cuidado para correr os dedos gentilmente por seu cabelo, e ele se mexe. Erguendo os olhos cinzentos e reluzentes, sorri para mim sonolento. Meu Deus... ele é adorável.
— Bom dia, linda — diz ele.
— Bom dia para você também, lindo. — Sorrio de volta para ele. Ele me beija, sai de cima de mim e se apoia em um dos cotovelos, me fitando.
— Dormiu bem? — pergunta.
— Dormi, apesar da interrupção no meio da noite.
— Hum. — Seu sorriso se amplia. — Você pode interromper meu sono assim sempre que quiser. — E me beija de novo.
— E você? Dormiu bem?
— Eu sempre durmo bem com você, Anastasia.
— Não teve mais pesadelos?
— Não.
Levanto as sobrancelhas e arrisco uma pergunta:
— Sobre o que são os seus pesadelos?
Ele franze a testa e seu sorriso desaparece. Merda... eu e a minha curiosidade idiota.
— São flashbacks da minha primeira infância, ou foi o que o Dr. Flynn me disse. Alguns são bem vívidos, outros menos. — Ele baixa o tom de voz, e suas feições adquirem um olhar distante e angustiado. Distraído, começa a correr os dedos ao longo de minha clavícula, desviando minha atenção.
— E você acorda gritando e chorando? — Tento, em vão, fazer uma piada.
Ele me olha confuso.
— Não, Anastasia. Nunca chorei. Não que eu me lembre. — Ele franze a testa, como se mergulhasse nas profundezas de suas memórias. Droga, na certa é um lugar sombrio demais para se visitar a essa hora da manhã.
— Você não tem memórias felizes da sua infância? — pergunto depressa, numa tentativa de distraí-lo. Ele parece pensativo por um instante, ainda correndo os dedos por minha pele.
— Eu me lembro da prostituta viciada cozinhando. Lembro-me do cheiro. Acho que era um bolo de aniversário. Para mim. E me lembro da chegada de Mia com meus pais. Minha mãe estava preocupada com minha reação, mas eu adorei o bebezinho logo de cara. Minha primeira palavra foi Mia. Lembro-me da minha primeira aula de piano. A Srta. Kathie, minha professora, era o máximo. Ela criava cavalos também. — Ele sorri saudosamente.
— Você disse que sua mãe o salvou. Como?
Seu devaneio se interrompe, e ele me encara, como se eu fosse incapaz de compreender que dois mais dois é igual a quatro.
— Ela me adotou — responde ele trivialmente. — Quando a vi pela primeira vez, achei que fosse um anjo. Estava toda de branco e era tão gentil e calma enquanto me examinava. Nunca vou me esquecer daquilo. Se ela tivesse dito não ou se Carrick tivesse dito não... — Ele encolhe os ombros, dando uma olhada de relance para o relógio. — Isso tudo é meio pesado para essa hora da manhã — murmura.
— Fiz uma promessa de conhecer você melhor.
— Fez, é, Srta. Steele? Achei que você queria saber se eu prefiro chá ou café. — Ele sorri. — De qualquer forma, sei de um jeito que pode ajudar você a me conhecer melhor. — Ele pressiona o quadril contra o meu.
— Acho que já conheço você bastante bem nesse quesito. — Minha voz é arrogante e soa como uma reprimenda, arrancando um largo sorriso em seu rosto.
— Acho que eu nunca vou conhecer você o bastante nesse quesito — murmura ele. — Sem dúvida existem vantagens de se acordar ao seu lado — diz ele, num tom suave e capaz de me derreter de tão sedutor.
— Você não tem que se levantar? — pergunto, a voz grave e rouca. Ah... o que ele faz comigo.
— Hoje não. Só tem uma coisa que quer se levantar agora, Srta. Steele. — Seus olhos brilham repletos de lascívia.
— Christian! — arquejo, chocada.
Ele se move depressa, ficando em cima de mim, apertando-me na cama. Segurando minhas mãos, ele as puxa para cima, sobre a minha cabeça, e começa a beijar meu pescoço.
— Ah, Srta. Steele. — Ele sorri contra minha pele, mandando arrepios ao longo do meu corpo, enquanto suas mãos passeiam pelo meu corpo e começam a tirar bem devagar minha camisola de cetim. — Ah, as coisas que eu queria fazer com você — murmura.
E eu perco, acabou o interrogatório.
* * *
A SRA. JONES PREPARA meu café da manhã com panquecas e bacon e, para Christian, uma omelete de bacon. Nós nos sentamos lado a lado no balcão, num silêncio confortável.
— Quando vou conhecer seu personal trainer, Claude, e ver o que ele é capaz de fazer? — pergunto.
— Depende. Vai querer ir a Nova York neste fim de semana ou não? — Ele me olha sorrindo. — Ou você pode marcar uma sessão de manhã cedo durante a semana. Posso pedir para a Andrea checar a agenda dele e avisar você.
— Andrea?
— Minha secretária.
Ah, claro.
— Uma das suas muitas louras — brinco com ele.
— Ela não é minha. Ela trabalha para mim. Você é minha.
— Eu trabalho para você — murmuro acidamente.
Ele sorri, como se tivesse esquecido.
— É verdade. — Seu sorriso é contagiante.
— Talvez Claude possa me ensinar a lutar kickbox — eu o alerto.