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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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Observo as luzes cintilantes de Seattle. Ele se mantém tão longe de tudo, aqui em cima, na sua fortaleza. Não precisa se explicar a ninguém. Ele tinha acabado de dizer que me ama, e então toda essa porcaria vem à tona por causa dessa mulher terrível. Reviro os olhos. A vida dele é tão complicada. Ele é tão complicado.

Com um suspiro profundo e um último olhar para a cidade de Seattle, esparramada feito um tecido dourado aos meus pés, decido ligar para Ray. Já faz um tempo que não falo com ele. A conversa é curta, como de costume, mas fico sabendo que ele está bem, e que estou ligando no meio de uma partida importante de futebol.

— Espero que esteja tudo bem com Christian — diz ele, casualmente, e sei que está jogando verde para obter informações, embora na verdade ele não queira saber.

— É. Estamos bem. — Mais ou menos, e estou indo morar com ele. Embora a gente não tenha decidido quando. — Amo você, pai.

— Também amo você, Annie.

Desligo e verifico as horas. São apenas dez da noite. A nossa briga me deixou estranhamente irritada e inquieta.

Tomo um banho rápido e volto para o quarto, decidindo colocar uma das camisolas que Caroline Acton escolheu para mim na Neiman Marcus. Christian está sempre reclamando das camisetas. São três. Escolho a rosa-clara e a visto, passando-a pela cabeça. O tecido desliza, acariciando e aderindo-se à minha pele ao escorregar por meu corpo. Dá uma sensação luxuosa: o cetim mais fino e delicado. Uau! Olho-me no espelho e pareço uma atriz de cinema dos anos trinta. A camisola é longa, elegante... e não tem nada a ver comigo.

Pego o robe do conjunto e decido procurar por um livro na biblioteca. Podia ler no meu iPad, mas, neste instante, preciso do conforto e da segurança de um livro físico. Vou deixar Christian sozinho. Talvez ele recupere o bom humor quando tiver terminado de trabalhar.

A biblioteca de Christian tem tantos livros. Verificar título por título vai demorar uma eternidade. Dou uma olhada de relance para a mesa de sinuca e fico vermelha ao lembrar nossa última noite. Sorrio quando vejo que a régua ainda está no chão. Abaixo-me para pegá-la e bato com ela contra a palma da mão. Ai! Dói.

Por que não consigo suportar um pouco mais de dor pelo meu homem? Desconsolada, deixo a régua sobre a mesa e continuo em minha busca por uma boa leitura.

A maioria dos livros são primeiras edições. Como ele pode ter acumulado uma coleção como esta em tão pouco tempo? Talvez o trabalho de Taylor inclua a compra de livros. Decido-me por Rebecca, de Daphne du Maurier. Já faz tempo que li esse livro. Sorrio ao me ajeitar numa das poltronas estofadas e ler a primeira linha:

Na noite passada, sonhei que estava em Manderley novamente...

Acordo num sobressalto com Christian me erguendo em seus braços.

— Oi — murmura ele. — Você caiu no sono. Não conseguia encontrá-la. — Ele enfia o rosto no meu cabelo.

Sonolenta, passo os braços ao redor de seu pescoço e, enquanto ele me leva para o quarto, sinto seu cheiro... ah, é um cheiro tão bom... Ele me coloca na cama e me cobre.

— Durma, baby — sussurra, pressionando os lábios contra minha testa.

* * *

ACORDO DE REPENTE com um pesadelo, momentaneamente desorientada, e me vejo conferindo ansiosa o pé da cama, mas não há ninguém lá. Vindo da sala de estar, ouço o leve rastro de uma melodia elaborada sendo tocada ao piano.

Que horas são? Verifico o despertador — duas da manhã. Será que Christian não veio dormir? Desembolo as minhas pernas do roupão, que ainda estou vestindo, e me levanto da cama.

Fico de pé na penumbra da sala de estar, ouvindo. Christian está entregue à música. Parece são e salvo em sua bolha de luz. E a canção que está tocando tem uma melodia alegre, uma cadência que me soa familiar, mas é tão complexa. Ele toca tão bem. Por que eu sempre me surpreendo com isso?

De algum jeito, no entanto, a cena parece diferente. E meu dou conta de que a tampa do piano está abaixada, deixando-me completamente exposta. Ele ergue o rosto e nossos olhares se encontram, seus olhos cinzentos e iluminados pela luz suave do abajur. Continua tocando, sem cometer nenhum deslize, enquanto caminho na direção dele. Seus olhos me seguem, deleitando-se com a minha visão, reluzindo. Quando me aproximo, ele para de tocar.

— Por que você parou? Estava tão bonito.

— Você tem alguma ideia de como está atraente? — diz, a voz suave.

Ah.

— Venha para a cama — sussurro, e seus olhos queimam quando ele estende a mão para mim.

Quando seguro sua mão, ele me puxa de forma inesperada, e caio em seu colo. Ele me envolve nos braços, enfiando o rosto na minha nuca, atrás da orelha, e um calafrio corre ao longo de minha coluna.

— Por que a gente briga? — sussurra ele, os dentes brincando com o lóbulo da minha orelha.

Meu coração dá um pulo e começa a bater apressado, aquecendo todo o meu corpo.

— Porque estamos nos conhecendo, e porque você é teimoso, irritadiço, mal-humorado e difícil — murmuro, ofegante, abaixando a cabeça para lhe facilitar o contato com meu pescoço. Ele corre o nariz pela minha pele, e sinto que está sorrindo.

— Sou tudo isso, Srta. Steele. Não sei como você me aguenta. — Ele morde o lóbulo de minha orelha, e eu solto um gemido. — É sempre assim? — suspira ele.

— Não tenho ideia.

— Nem eu. — Ele solta o laço do meu roupão, abrindo-o, e suas mãos deslizam pelo meu corpo, até os meus seios. Meus mamilos se enrijecem debaixo do cetim da camisola sob o toque delicado. Ele continua até minha cintura, em direção ao meu quadril. — Você fica tão gostosa com esse tecido, e eu consigo ver tudo... até isto. — Ele mexe de leve em meus pelos pubianos através da camisola, fazendo-me arquejar, com sua outra mão agarra meu cabelo pela nuca.

Puxando minha cabeça para trás, ele me beija, sua língua apressada, implacável, carente. Solto um gemido em resposta e acaricio seu rosto tão querido. Ele levanta minha camisola com gentileza, bem devagar, tentadoramente, até que está afagando minhas costas nuas e, em seguida, correndo o polegar ao longo da parte interna de minhas coxas.

De repente ele se levanta, assustando-me, e me coloca em cima do piano. Meu pé descansa sobre as teclas, produzindo acordes dissonantes e desencontrados, e suas mãos deslizam ao longo de minhas pernas, abrindo meus joelhos. Ele segura minhas mãos.

— Deite-se — ordena, mantendo minhas mãos seguras enquanto me deito em cima do piano.

A tampa do piano contra as minhas costas é rígida e firme. Ele abre ainda mais minhas pernas, meus pés dançando sobre as teclas, sobre as oitavas mais altas e as mais baixas.

Minha nossa. Eu sei o que ele vai fazer, e a expectativa... Solto um gemido alto quando ele beija a parte de trás do meu joelho e vai subindo, beijando, chupando e mordendo a minha coxa. O cetim macio da minha camisola sobe, deslizando em minha pele sensível à medida que ele empurra o tecido. Flexiono os pés e os acordes soam novamente. Fechando os olhos, eu me entrego enquanto sua boca alcança o alto de minhas coxas.

Ele me beija... lá... Meu Deus... e então assopra de mansinho, antes de sua língua circundar meu clitóris. Ele abre ainda mais minhas pernas. Eu me sinto tão entregue, tão exposta. Ele me segura firme, as mãos logo acima de meus joelhos, e sua língua continua me torturando, sem trégua, sem descanso... implacável. Erguendo o quadril, acompanhando seu ritmo, eu me entrego.

— Ah, Christian, por favor — gemo.

— Ah, não, baby, ainda não. — Ele brinca comigo, mas eu vou ficando mais excitada à medida que acelera, e então ele para.

— Não — reclamo.

— Essa é a minha vingança, Ana — rosna ele baixinho. — Se você discute comigo, vou descontar no seu corpo de alguma forma.

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