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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— Ocorreu um problema com o elevador — murmura Christian ao sairmos, e não sou capaz de olhar nenhum dos dois nos olhos. Corro pelas portas duplas para o quarto de Christian em busca de uma calcinha nova.

* * *

AO VOLTAR, ENCONTRO Christian sem o blazer, sentado no balcão do café da manhã, conversando com a Sra. Jones. Ela sorri gentilmente para mim, servindo-nos dois pratos quentes. Hum, o cheiro é delicioso: coq au vin, se não me engano. Estou faminta.

— Bom apetite, Sr. Grey, Ana — diz ela, deixando-nos a sós.

Christian pega uma garrafa de vinho branco na geladeira, e, enquanto jantamos, ele me conta sobre o quão próximo está de aperfeiçoar um aparelho de telefone celular movido a energia solar. Está empolgado com o projeto, e então percebo que o dia dele não foi inteiramente ruim.

Pergunto-lhe sobre suas outras propriedades. Ele sorri, e descubro que só tem o apartamento de Nova York, a casa de Aspen e o apartamento no Escala. Nada mais. Quando terminamos, tiro nossos pratos e os levo até a pia.

— Deixe isso. Gail vai lavar — diz ele. Eu me viro e o encaro, ele está me observando atentamente. Será que vou me acostumar a ter alguém arrumando tudo por mim? — Bem, agora que você está mais dócil, Srta. Steele, vamos conversar sobre hoje?

— Acho que é você quem está mais dócil. E acho que estou fazendo um belo trabalho em domesticar você.

— Me domesticar? — bufa ele, divertido. Quando faço que sim com a cabeça, ele franze a testa como se estivesse refletindo a respeito de minhas palavras. — É. Talvez seja isso que você esteja fazendo, Anastasia.

— Você estava certo sobre Jack — murmuro, séria agora, e me debruço contra a bancada da cozinha, avaliando sua reação. A expressão no rosto de Christian se desfaz, e seu olhar se endurece.

— Ele tentou alguma coisa? — sussurra, a voz fria e mortal.

Nego com a cabeça, para tranquilizá-lo.

— Não, nem vai tentar, Christian. Eu disse a ele hoje que sou sua namorada, e ele se retraiu na hora.

— Tem certeza? Eu poderia demitir esse filho da puta. — Christian faz cara feia.

Eu suspiro, encorajada pela taça de vinho.

— Você tem que me deixar lutar minhas próprias batalhas. Não pode ficar constantemente tentando adivinhar tudo o que vai me acontecer e me proteger o tempo todo. É sufocante, Christian. Nunca vou evoluir com essa interferência incessante. Preciso de um pouco de liberdade. Eu jamais sonharia em interferir nos seus assuntos.

Ele pisca para mim.

— Só quero que você fique segura, Anastasia. Se alguma coisa acontecesse com você, eu... — Ele para.

— Eu sei, e entendo porque você sente tanta necessidade de me proteger. E parte de mim adora isso. Sei que se precisar de você, você vai estar lá, da mesma forma como eu vou estar lá por você. Mas, se quisermos alguma esperança de um futuro juntos, você tem que confiar em mim e no meu julgamento. Sim, eu vou me enganar de vez em quando, vou cometer alguns erros, mas tenho que aprender.

Ele me encara, a expressão ansiosa, incitando-me a dar a volta na bancada e caminhar em sua direção, de modo que fico de pé entre suas pernas, e ele permanece sentado no banco. Segurando suas mãos, passo seus braços ao redor de minha cintura e apoio as mãos neles.

— Você não pode interferir no meu trabalho. É errado. Não preciso de você invadindo o meu dia feito um cavaleiro numa armadura branca que vem para salvar o dia. Sei que você quer controlar tudo, e entendo o porquê, mas você não pode. É uma meta impossível... você tem que aprender a se desligar. — Ergo as mãos e acaricio seu rosto, ele me encara de olhos arregalados. — Se você puder fazer isso... se puder me dar isso... eu venho morar com você — acrescento com gentileza.

Ele respira fundo, surpreso.

— Você faria isso? — sussurra.

— Faria.

— Mas você mal me conhece. — Ele franze a testa e, de repente, soa angustiado e em pânico, nem um pouco Christian.

— Eu o conheço o suficiente, Christian. Nada que você me diga sobre si mesmo vai me assustar. — Corro os nós dos dedos gentilmente por sua bochecha. Sua expressão se transforma, vai de ansiosa a duvidosa. — Mas, se você pudesse me dar só um pouquinho de espaço... — imploro.

— Estou tentando, Anastasia. Eu não podia ficar de braços cruzados e deixar você ir para Nova York com aquele... cretino. Ele tem uma reputação terrível. Nenhuma das assistentes dele durou mais de três meses, e elas nunca são transferidas para outro setor da empresa. Não quero que você passe por isso, baby — suspira. — Não quero que nada aconteça com você. Que você se machuque... o pensamento me apavora. Não posso prometer que não vou interferir, não se achar que você pode se machucar. — Ele faz uma pausa e respira fundo. — Eu amo você, Anastasia. Vou fazer tudo que posso para protegê-la. Não consigo imaginar minha vida sem você.

Puta merda. Minha deusa interior, meu inconsciente e eu própria encaramos Christian em choque.

Três palavrinhas. Meu mundo para, dá uma volta e começa a girar em torno de um novo eixo; saboreio o momento, fitando seus lindos olhos sinceros e cinzentos.

— Eu também amo você, Christian. — Inclino-me para beijá-lo, dando um beijo profundo.

Aproximando-se de forma imperceptível, Taylor pigarreia. Christian afasta o rosto, encarando-me fixamente. Ele se levanta, o braço ao redor de minha cintura.

— Sim? — dirige-se a Taylor.

— A Sra. Lincoln está subindo, senhor.

— O quê?

Taylor encolhe os ombros, desculpando-se. Christian suspira pesadamente e balança a cabeça.

— Bem, isso vai ser interessante — resmunga e me lança um sorriso torto de resignação.

Merda! Por que essa mulher maldita não consegue deixar a gente em paz?

CAPÍTULO DOZE

_________________________________________

- Você falou com ela hoje? — pergunto a Christian enquanto esperamos pela Mrs. Robinson.

— Falei.

— O que você disse?

— Falei que você não quer se encontrar com ela, e que eu entendo os seus motivos. Falei também que não gosto que ela aja pelas minhas costas — responde ele, o rosto impassível, sem revelar nada.

Bom.

— E o que ela respondeu?

— Ela me dispensou de um jeito que só Elena é capaz de fazer. — Ele franze os lábios numa linha fina.

— Por que você acha que ela veio aqui?

— Não tenho ideia. — Christian dá de ombros.

Taylor entra na sala de estar de novo.

— A Sra. Lincoln — anuncia.

E aqui está ela...

Por que tem de ser tão atraente? Está toda de preto: calça jeans justa, uma camisa que realça o corpo perfeito e o cabelo numa moldura brilhante e sedosa.

Christian me puxa para junto de si.

— Elena — diz, a voz soando intrigada.

Ela me olha boquiaberta, paralisada. E pisca por um instante antes de encontrar o que dizer.

— Desculpe. Não sabia que você estava acompanhado, Christian. É segunda-feira — diz ela, como se aquilo esclarecesse por que está ali.

— Namorada — responde ele à guisa de explicação, inclinando a cabeça para um lado e abrindo um sorriso despreocupado na direção dela.

Um sorriso lento e radiante, dirigido inteiramente a ele, abre-se no rosto dela. É tão irritante.

— Claro. Oi, Anastasia. Não sabia que você estaria aqui. Sei que você não quer falar comigo. Aceito isso.

— Aceita? — questiono calmamente, fitando-a e surpreendendo a todos nós.

Franzindo a testa de leve, ela avança mais para dentro do cômodo.

— Sim, já entendi a mensagem. Não vim aqui para ver você. Como eu disse, Christian raramente está acompanhado durante a semana. — Ela para. — Estou com um problema e preciso conversar com ele a respeito.

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