Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Oi — murmuro.
— Oi — responde ele com cautela. Ele estende o braço e agarra minha mão, apertando-a com força, e meu coração derrete um pouco. Estou tão confusa. Nem cheguei a pensar no que preciso dizer a ele. — Ainda está brava? — pergunta.
— Não sei — murmuro. Ele levanta minha mão e a roça de leve contra os lábios.
— Foi um dia de merda — diz.
— É, foi. — Mas, pela primeira vez desde que ele saiu para o trabalho hoje de manhã, começo a relaxar. Estar em sua companhia é um bálsamo; toda aquela merda com Jack, os e-mails irritados para lá e para cá e o incômodo que é Elena no plano de fundo. Agora sou só eu e meu maníaco por controle no banco de trás do carro.
— Está melhor agora que você está aqui — murmura ele.
Ficamos em silêncio enquanto Taylor dirige em meio ao tráfego noturno, os dois taciturnos e contemplativos. No entanto, percebo que aos poucos Christian também relaxa ao meu lado, acariciando com delicadeza meus dedos com seu polegar, num ritmo suave.
Taylor para o carro na porta do prédio, e nós corremos, fugindo da chuva. Christian aperta minha mão enquanto esperamos pelo elevador, os olhos varrendo a entrada do edifício.
— Pelo visto você ainda não encontrou Leila.
— Não. Welch ainda está procurando por ela — resmunga desanimado.
O elevador chega e entramos. Christian me encara, os olhos cinzentos indecifráveis. Ah, ele está lindo: o cabelo desgrenhado, a camisa branca, o terno escuro. E, de repente, lá está ela, do nada, aquela sensação. Ah, meu Deus, o desejo, a luxúria, a eletricidade. Se fosse visível, seria uma intensa aura azul ao redor de nós dois, entre nós dois; é tão forte. Seus lábios se entreabrem e ele me olha.
— Você está sentindo? — ofega.
— Estou.
— Ah, Ana. — Ele geme e me agarra, passando os braços em volta de mim, a mão na minha nuca inclinando minha cabeça para trás. Seus lábios encontram os meus. Meus dedos estão em seu cabelo e acariciam seu rosto quando ele me empurra contra a parede do elevador. — Odeio discutir com você. — Ele respira contra minha boca, e tem algo de desesperado e apaixonado em seu beijo que se reflete no meu.
O desejo explode em meu corpo, toda a tensão do dia procurando uma saída, lutando contra ele, pedindo mais. Somos só língua e respiração e mãos e toque e uma sensação boa, muito boa. Sua mão está em meu quadril, e de repente ele está puxando minha saia para cima, seus dedos acariciando minhas coxas.
— Deus do céu, você está de liga. — Ele geme satisfeito enquanto seu polegar acaricia a pele no alto da meia-calça. — Quero ver isso — ofega ele e levanta minha saia, expondo a parte de cima de minhas coxas.
Dando um passo para trás, ele aperta o botão de “parar”, e o elevador estaciona suavemente entre o vigésimo segundo e o vigésimo terceiro andares. Seus olhos estão escuros, os lábios, entreabertos, e ele está tão ofegante quanto eu. Nós olhamos um para o outro sem nos tocar. Fico feliz que haja uma parede às minhas costas, servindo de apoio enquanto eu me deleito sob o olhar sensual e carnal desse homem maravilhoso.
— Solte o cabelo — ordena ele, a voz rouca. Levanto o braço e desfaço o rabo de cavalo, soltando o cabelo, que cai em ondas fartas, envolvendo meus ombros e seios. — Abra os dois botões de cima da camisa — sussurra, os olhos selvagens agora.
Ele me faz sentir tão devassa. Abro cada botão com uma lentidão dolorosa, revelando o contorno de meus seios de forma tentadora. Ele respira fundo.
— Você tem alguma ideia de como está sensual neste exato momento?
Mordo o lábio de propósito e nego com a cabeça. Ele fecha os olhos por um instante e, ao abri-los novamente, eles estão em chamas. Christian avança e apoia as mãos contra as paredes do elevador, uma de cada lado do meu rosto. Está o mais perto que pode, sem me tocar.
Ergo o rosto até encontrar o olhar dele, que se inclina para baixo e encosta o nariz no meu, o único contato entre nós. Estou tão excitada, sozinha com ele no confinamento deste elevador. Quero este homem... agora.
— Acho que você sabe, Srta. Steele. Acho que você adora me deixar louco.
— Eu deixo você louco? — sussurro.
— Em todos os aspectos, Anastasia. Você é uma sereia, uma deusa.
E ele se aproxima, agarrando minha perna acima do meu joelho e puxando-a em torno de sua cintura, de modo que estou em pé sobre uma perna, equilibrando-me nele. Sinto-o contra mim, duro e me querendo, contra as minhas coxas, enquanto corre os lábios por meu colo. Solto um gemido e envolvo os braços em torno de seu pescoço.
— Vou comer você aqui mesmo, Anastasia.
Ele ofega e eu arquejo as costas em resposta, pressionando-me contra seu corpo, ansiosa pelo atrito. Ele geme fundo em sua garganta e me ergue ainda mais, abrindo a calça.
— Segure em mim, meu bem — murmura, e magicamente ergue um pacotinho de alumínio, mantendo-o diante de minha boca. Pego-o com os dentes e ele puxa, e, juntos, rasgamos o pacote. — Boa menina.
Ele dá um passo curto para trás e coloca a camisinha.
— Deus, mal posso esperar pelos próximos seis dias — rosna ele, olhando-me através de olhos semicerrados. — Espero que você não ligue muito para esta calcinha — diz, puxando-a com dedos habilidosos, e ela se rasga em suas mãos.
Meu sangue está correndo nas veias. Estou ofegante de desejo.
Suas palavras são inebriantes, toda a angústia do dia é esquecida. Somos apenas ele e eu, fazendo o que fazemos melhor. Sem tirar os olhos dos meus, ele lentamente desliza para dentro de mim. Meu corpo se arqueia, e eu inclino a cabeça para trás, fechando os olhos, saboreando a sensação dele dentro de mim. Ele sai e entra de novo, tão devagar, tão gentil. Solto um gemido.
— Você é minha, Anastasia — murmura ele contra o meu pescoço.
— Sim. Sua. Quando você vai aceitar isso? — ofego.
Ele geme e começa a se mover de verdade. E eu me entrego ao seu ritmo implacável, saboreando cada investida, sua respiração irregular, sua necessidade de mim, espelhando a minha necessidade dele.
Isso tudo me faz sentir poderosa, forte, desejada e amada: amada por esse homem cativante, complicado, a quem retribuo o amor com todo o meu coração. Ele aumenta suas investidas, a respiração ofegante, perdendo-se em mim ao mesmo tempo que eu me perco nele.
— Ah, meu bem — geme Christian, os dentes roçando meu queixo. E eu gozo loucamente em volta dele. Sinto seu corpo enrijecer, e ele me aperta com força, gozando logo em seguida, sussurrando meu nome.
* * *
AGORA QUE CHRISTIAN está esgotado, calmo e me beijando com delicadeza, sua respiração se tranquiliza. Ele me mantém de pé contra a parede do elevador, nossas testas pressionadas uma contra a outra; meu corpo parece uma gelatina, fraco, mas saciado com o clímax.
— Ah, Ana — murmura ele. — Preciso tanto de você. — E beija minha testa.
— E eu de você, Christian.
Soltando-me, ele endireita minha saia e fecha os dois botões de minha camisa, depois digita a senha no painel do elevador, ligando-o novamente. A máquina sobe com um solavanco, e preciso me apoiar nos braços de Christian.
— Taylor deve estar se perguntando onde estamos. — Ele me lança um sorriso travesso.
Droga. Passo os dedos por entre o cabelo numa tentativa vã de disfarçar o aspecto pós-foda, então desisto e prendo-o num rabo de cavalo.
— Vai ter que ser isso mesmo.
Christian sorri, fecha o zíper e coloca o preservativo no bolso da calça.
E assim ele volta a ser a personificação de um empresário americano; como seu cabelo rebelde está sempre com um aspecto pós-foda, a diferença é mínima. Exceto que agora ele está sorrindo, relaxado, os olhos cheios de charme juvenil. Será que todos os homens são assim tão facilmente aplacáveis?
Taylor está nos esperando quando as portas se abrem.