Conte - Me Seus Sonhos [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 2000
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Conte - Me Seus Sonhos [em Português]». Краткое содержание книги:
- Sábia decisão - falou a juíza Williams, sucintamente.
- A sessão está suspensa. - Ela se dirigiu a um oficial de justiça. - Quando este julgamento terminar, quero que o Sr. Singer seja detido sob custódia.
- Pois não, meritíssima.
- Meu Deus! O que está acontecendo? - perguntou Ashler a Sandra.
Sandra apertou-lhe o braço.
- Não se preocupe. Você precisa confiar em David.
Sandra telefonou para Jesse Quiller.
- Já soube - disse ele. - Está em todos os noticiários. Não culpo David por ter perdido o controle. Ela o está cutucando desde o início. O que ele fez para deixá-la tão possessa?
- Não sei, Jesse. Foi uma coisa horrível! Você deveria ver os rostos dos jurados. Eles odeiam Ashley. Mal podem esperar para condená-la. Bem, é a vez da defesa agora. David vai ter de mudar o pensamento deles.
Vamos esperar para ver
- A juíza Williams me odeia, Sandra, e isto está sendo prejudicial para Ashley. Se eu não fizer alguma coisa para reverter este quadro, Ashley vai ser condenada à morte. Eu não posso deixar que isso aconteça.
- O que você pode fazer? - perguntou Sandra.
David respirou fundo.
- Abdicar do caso.
Os dois sabiam o que isso significava. A mídia iria se deleitar com o fracasso dele.
- Eu nunca deveria ter concordado em enfrentar o julgamento - disse David, amargurado. - O Dr. Paterson confiou a salvação da filha dele às minhas mãos, e eu... - Ele não conseguiu terminar.
Sandra o abraçou e o apertou com ternura.
- Não se preocupe, querido. Tudo vai terminar bem.
Eu. decepcionei a todos, pensou David. Ashley, Sandra... Vou ser mandado embora da firma, ficar sem emprego, e o bebé está perto de chegar! "Tudo vai terminar bem."
Certo.
Pela manhã, David pediu para falar com a juíza Williams em seu gabinete. Mickey Brennan estava presente.
- Pediu para falar comigo, Sr. Singer? - disse a juíza Williams.
- Pedi, sim, meritíssima. Quero abdicar do caso.
- Baseado em quê? - perguntou a juíza Williams.
David falou com cuidado:
- Não creio que eu seja o advogado ideal para este caso. Acho que estou prejudicando a minha cliente. Eu gostaria de ser substituído.
A juíza Williams falou tranquilamente:
- Sr. Singer, se acha que vou deixá-lo se afastar deste julgamento e depois ter de começar tudo de novo e desperdiçar ainda mais tempo e dinheiro, está muito enganado. A resposta é não. O senhor me entendeu direito?
David fechou os olhos por um instante, forçando-se a ficar calmo. Ele ergueu a cabeça e falou:
- Sim, meritíssima. Eu entendi.
Ele não tinha saída.
Capítulo Dezoito
Mais de três meses haviam se passado desde o início do julgamento, e David não conseguia mais se lembrar de quando tivera sua última noite de sono tranquilo.
Numa certa tarde, quando voltavam do fórum, Sandra falou:
- David, acho que eu deveria voltar para São Francisco.
David olhou para ela, surpreso.
- Por quê? Estamos bem no meio do... ah, meu Deus! - Ele a envolveu nos braços. - O bebé. Está chegando?
Sandra sorriu.
- A qualquer momento. Eu me sentiria mais segura se estivesse lá, perto do Dr. Bailey. Mamãe disse que ficaria comigo.
- Claro. Você tem de voltar - falou David. - Eu perdi a noção do tempo. O nascimento está previsto para as próximas três semanas, não é mesmo?
- isso.
Ele fez um trejeito.
- E eu não vou poder estar lá com você.
Sandra pegou-lhe na mão.
- Não se preocupe com isso, meu amor. O julgamento vai terminar logo.
- Esta porcaria de julgamento está arruinando nossa vida.
- David, nós vamos ficar bem. O meu antigo emprego está esperando por mim. Depois que o bebé nascer, eu posso...
- Eu sinto muito, Sandra. Eu gostaria de...
- David, nunca se arrependa de fazer uma coisa que você acha certa.
- Eu te amo.
- Eu também te amo.
David acariciou a barriga dela.
- Eu amo vocês dois. - Ele soltou um suspiro. - Tudo bem. Vou ajudar a fazer as suas malas e levá-la de carro para São Francisco hoje à noite, e...
- Não - disse Sandra com firmeza. - Você não pode se ausentar daqui. Vou pedir a Emily que venha me pegar.
- Pergunte se ela não gostaria de jantar conosco hoje.
- Está bem.
Emily ficou felicíssima.
- Claro que eu vou aí para pegá-la. - Ela chegou a San José duas horas depois.
Os três jantaram juntos naquela noite no Chai Jane.
- Os acontecimentos não se encaixaram no tempo certo - falou Emily - É uma pena que vocês dois não possam ficar juntos justamente agora!
- O julgamento está quase acabando - David falou, esperançoso. - Talvez termine antes do nascimento do bebé!
Emily sorriu.
- Vamos fazer uma comemoração dupla.
Era hora de partir. David abraçou Sandra carinhosamente.
- Vou telefonar para você todas as noites - disse ele.
- Por favor, não se preocupe comigo. Vai ficar tudo bem. Eu te amo muito, David. - Sandra olhou para ele e falou: - Trate de se cuidar bem direitinho, hein?! Você parece cansado.
Só depois da partida de Sandra foi que David se deu conta do quão solitário estava.
Estava aberta a sessão no tribunal.
Mickey Brennan se levantou, dirigindo-se ao juízo:
- Eu gostaria de chamar o Dr. Lawrence Larkin como minha próxima testemunha.
Um distinto senhor grisalho prestou o juramento e foi se sentar no banco das testemunhas.
- Eu gostaria de agradecer a sua presença aqui, Dr. Larkin. Sei que seu tempo é muito precioso. O senhor pode nos contar um pouco do seu passado?
- Eu tenho um conceituado consultório em Chicago. Já fui presidente da Associação Psiquiátrica de Chicago.
- Há quantos anos pratica a sua especialidade, Dr. Larkin?
- Aproximadamente trinta anos.
- E como psiquiatra, eu imagino que o senhor tenha visto muitos casos de distúrbio de personalidade múltipla, certo?
- Não.
Brennan franziu o cenho.
- Ao falar não, o senhor está querendo dizer que não viu muitos? Talvez uma dúzia?
- Eu jamais vi um caso sequer de distúrbio de personalidade múltipla.
Brennan olhou para o júri, fingindo espanto, e voltou-se novamente para o doutor:
- Em trinta anos de trabalho com pacientes sofrendo de perturbações mentais, o senhor não viu sequer um caso de distúrbio de personalidade múltipla?
- Correcto.
- Estou impressionado! Como o senhor explica isso?
- É muito simples. Eu acho que o distúrbio de personalidade múltipla não existe.
- Ora, isso me deixa intrigado, doutor. Nunca houve registro de nenhum caso de distúrbio de personalidade múltipla?
- O registro de um caso não quer dizer que ele seja verídico. Veja bem, o que alguns médicos acham ser DPM, às vezes confundem com esquizofrenia, depressões e vários outros transtornos de ansiedade - disse o Dr. Larkin num tom gutural.
- Isso é muito interessante. Então, na sua opinião, como psiquiatra especializado, o senhor não acredita que os distúrbios de personalidade múltipla sequer existam?
- Correcto.
- Obrigado, doutor! - Mickey Brennan se dirigiu a David.
- A testemunha é sua.
David se levantou e se aproximou do banco das testemunhas.
- O senhor já foi presidente da Associação Psiquiátrica de Chicago, Dr. Larkin?
- Fui, sim.
- Deve ter conhecido muitos colegas de profissão.
- Conheci. E tenho orgulho disso.
- O senhor conhece o Dr. Royce Salem?
- Conheço, sim. E muito bem.
- Ele é um bom psiquiatra?
- Excelente. É um dos melhores.
- O senhor esteve alguma vez com o Dr. Clyde Donovan?