Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
Conte - Me Seus Sonhos [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Conte - Me Seus Sonhos [em Português]

Электронная книга - «Conte - Me Seus Sonhos [em Português]». Краткое содержание книги:

Ashley, Toni e Alette têm duas coisas em comum - são bonitas e suspeitas de cometer uma série de assassinatos brutais. A polícia efetua a prisão, que leva a um dos julgamentos mais inusitados já vistos, com a defesa baseando-se em provas médicas bizarras, porém autênticas. De Londres a Roma, de Quebec a São Francisco, a trama de 'Conte-me seus sonhos' é magnética desde o começo até o final surpreendente.
1 ... 31 32 33 34 35 36 37 38 39 ... 60
Перейти на страницу:

Ele voltou ao seu lugar.

A juíza Williams olhou para David.

- A defesa tem alguma declaração de abertura?

- Sim, meritíssima. - David se levantou de frente para o júri. Respirou profundamente. - Senhoras e senhores, no decurso deste julgamento, vou provar-lhes que Ashley Paterson não é responsável pelo que aconteceu. Ela não tinha motivo para praticar nenhum dos assassinatos, tampouco sabia deles. Minha cliente é uma vítima. uma vítima de DPM... distúrbio de personalidade múltipla, que lhes será explicado no decorrer deste julgamento - disse David.

Ele olhou de relance para a juíza Williams e falou com firmeza:

- O DPM é facto comprovado em termos médicos. Significa que há outras personalidades, ou alteres, que assumem o controle dos indivíduos e controlam suas acções. O DPM tem um histórico longo. Benjamin Rush, médico e signatário da Declaração de Independência, discutiu casos de DPM em suas palestras. Muitos incidentes de DPM foram registrados durante todo o século XIX e também durante este século, sendo os indivíduos subjugados pelos alteres.

Brennan estava escutando David, com um sorriso cínico estampado no rosto.

- Nós vamos provar-lhes que foi um alter que assumiu o comando e cometeu os assassinatos que Ashley Paterson não tinha razão absolutamente alguma para cometer. Nenhum motivo. Ela não tinha o controle do que estava acontecendo e, portanto, não é responsável pelo que aconteceu. Durante o curso deste julgamento, estarei trazendo eminentes médicos que irão explicar o DPM em maiores detalhes. Felizmente, trata-se de uma perturbação curável.

Ele olhou bem nos rostos dos jurados.

- Ashley Paterson não teve controle algum sobre o que fez, e em nome da justiça pedimos que Ashley Paterson não seja condenada por crimes sobre os quais não teve responsabilidade.

David voltou ao seu lugar

A juíza Williams olhou para Brennan.

- O estado está pronto para prosseguir?

Brennan se levantou.

- Sim, meritíssima. - Ele lançou um sorriso para suas assistentes e foi para a frente da bancada do júri. Brennan ficou ali parado um instante e, deliberadamente, soltou um sonoro arroto. Os jurados ficaram olhando para ele, surpresos. Brennan os fitou por um breve instante, como que intrigado, e em seguida a conturbação se dissipou de seu rosto.

- Ah, entendi. Vocês estavam esperando que eu pedisse desculpas. Ora, eu não pedi porque não fiz nada. Foi meu alter ego, Pete, quem fez.

David se levantou, furioso.

- Objeção. Meritíssima, é a coisa mais ultrajante...

- Mantida.

Mas o prejuízo já havia sido feito.

Brennan lançou um sorriso condescendente para David e voltou-se para o júri.

- Ora, eu acho que não há defesa igual desde o julgamento das bruxas de Salem, há trezentos anos! - Ele se virou de frente para Ashley - Eu não fiz nada. Não, senhor. O demónio me levou a fazer isso.

David se levantou novamente.

- Objeção, o...

- Indeferida.

David tornou a se sentar, com violência.

Brennan deu um passo mais para perto da bancada dos jurados.

- Eu lhes prometi que iria provar que a ré, por vontade própria e em plena consciência, assassinou e mutilou três homens inocentes: Dennis Tibble, Richard Melton e o delegado Samuel Blake. Três homens! Apesar do que diz a defesa - ele se virou e tornou a apontar para Ashley -, só há uma ré ali sentada, e foi ela quem cometeu os assassinatos. Como foi que o Sr. Singer chamou? Distúrbio de personalidade múltipla? Ora, eu vou trazer alguns renomeados médicos que lhes dirão, sob juramento, que isso não existe! Mas, primeiramente, vamos escutar alguns especialistas que vão associar a ré aos crimes.

Brennan se virou para a juíza Williams.

- Eu gostaria de chamar a minha primeira testemunha, o agente especial Vincent Jordan.

Um homem baixo e calvo se levantou e foi até o banco das testemunhas.

O oficial de justiça disse:

- Queira dizer o seu nome completo e soletre-o para que seja registrado.

- Agente especial Vincent Jordan, J-o-r-d-a-n.

Brennan aguardou até que ele prestasse o juramento e se sentasse.

- O senhor trabalha para o FBI em Washington, D. C.?

- Sim, senhor.

- E o que faz para o FBI, agente especial Jordan?

- Sou o encarregado do setor de impressões digitais.

- Há quanto tempo trabalha nesse sector?

- Quinze anos.

- Quinze anos. Em todo esse tempo o senhor alguma vez deparou com um conjunto de impressões digitais repetidas em pessoas diferentes?

- Não, senhor.

- Quantos conjuntos de impressões digitais constam atualmente nos arquivos do FBI?

- Na última contagem, pouco mais de duzentos e cinquenta milhões, mas nós recebemos mais de trinta e quatro mil novos cartões de impressões digitais por dia.

- E nenhum desses conjuntos é igual a qualquer dos demais?

- Não, senhor.

- Como é que se identifica uma impressão digital?

- Nós usamos sete padrões diferentes para fazer a identificação. As impressões digitais são exclusivas. São formadas antes do nascimento e acompanham a pessoa durante toda a sua vida. Salvo mutilações acidentais ou intencionais, não há dois padrões absolutamente iguais.

- Agente especial Jordan, o seu setor recebeu as impressões digitais encontradas junto às três vítimas que a ré está sendo acusada de ter matado?

- Sim, senhor. Foi isso mesmo.

- E também recebeu as impressões digitais da acusada Ashley Paterson?

- Correto.

- O senhor examinou pessoalmente essas impressões?

- Examinei, sim.

- E a que conclusão o senhor chegou?

- Que as impressões deixadas nas cenas dos crimes e aquelas tiradas de Ashley Paterson eram idênticas.

Um vozerio irrompeu dentro do tribunal.

- Ordem! Ordem!

Brennan aguardou até que o tribunal voltasse ao silêncio.

- Eram idênticas? Há alguma dúvida em sua mente, agente Jordan? Poderia ter havido algum engano?

- Não, senhor. Todas as impressões estavam claras e facilmente identificáveis.

- Só para esclarecer isto... Estamos falando das impressões digitais deixadas nas cenas dos assassinatos de Dennis Tibble, Richard Melton e do delegado Samuel Blake?

- Sim, senhor.

- E as impressões digitais da ré, Ashley Paterson, foram encontradas em todas as cenas dos crimes?

- Correto.

- E qual seria, na sua opinião, a margem de erro?

- Nenhuma.

- Obrigado, agente Jordan! - Brennan se virou para David Singer - A testemunha é sua.

David ficou sentado um instante, em seguida se levantou e caminhou até o banco das testemunhas.

- Agente Jordan, ao examinar impressões digitais, o senhor às vezes percebe que algumas foram deliberadamente borradas ou por qualquer artifício desfiguradas, de modo a que o assassino pudesse ocultar o crime?

- Percebo, sim. Mas normalmente nós conseguimos corrigi-las usando técnicas de laser de alta intensidade.

- O senhor teve de fazer isso no caso de Ashley Paterson?

- Não.

- Por quê?

- Ora, conforme eu disse... As impressões digitais estavam bastante claras.

David lançou um breve olhar para o júri.

- Então, o que o senhor está dizendo é que a ré não tentou disfarçar suas impressões digitais?

- Correto.

- Obrigado! Não tenho mais perguntas a fazer. - Ele se virou para o júri. - Ashley Paterson não tentou ocultar suas impressões porque era inocente e...

A juíza Willias interveio:

- Já basta, Sr. Singer. O senhor poderá fazer o seu arrazoado do caso mais tarde.

David retomou o seu lugar.

Brennan se virou para o agente especial Jordan.

- O senhor está dispensado.

O agente do FBI desceu do banco das testemunhas.

1 ... 31 32 33 34 35 36 37 38 39 ... 60
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)