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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— O seu, Ana. Vou fazer amor com você, agora.

— Ah. — O chão desaba sob meus pés. Eu sou um problema. Prendo minha respiração.

— Quer dizer, se você quiser. Não quero me meter em encrenca.

— Pensei que você não fizesse amor. Pensei que você fodesse, e com força.

Engulo em seco, a boca de repente sem nenhuma saliva.

Ele abre um sorriso malicioso, que produz efeitos diretos lá embaixo.

— Posso abrir uma exceção, ou talvez combinar as duas coisas, vamos ver. Eu quero muito fazer amor com você. Por favor, venha para a cama comigo. Quero que nosso acordo dê certo, mas você realmente precisa ter alguma ideia de onde está se metendo. Podemos começar seu treinamento esta noite, com o básico. Isso não quer dizer que fiquei todo sentimental. Trata-se de um meio para um fim, mas um fim que eu quero, e espero que você também.

O olhar dele é intenso.

Eu coro... nossa... desejos se realizam, sim.

— Mas ainda não fiz tudo que você exige nas suas regras — digo ofegante, hesitando.

— Esqueça as regras. Esqueça esses detalhes todos por hoje. Eu quero você. Quis desde que você se estatelou no chão da minha sala, e sei que você me quer. Você não estaria aí sentada calmamente discutindo punições e limites se não quisesse. Por favor, Ana, passe a noite comigo.

Ele me estende a mão, com os olhos brilhando, ardentes... excitados, e seguro a mão dele. Ele me puxa para seus braços e sinto todo o seu corpo colado no meu, e sou pega de surpresa por esse movimento rápido. Christian corre os dedos em volta da minha nuca, enrola meu rabo de cavalo no punho e puxa com delicadeza, forçando-me olhar para ele. Ele olha para mim.

— Você é uma garota corajosa — diz. — Estou impressionado.

As palavras parecem um dispositivo incendiário. Meu sangue arde. Ele se abaixa e beija minha boca delicadamente, depois chupa meu lábio inferior.

— Quero morder esse lábio — murmura junto da minha boca, e a puxa cuidadosamente com os dentes.

Dou um gemido e ele sorri.

— Por favor, Ana, deixe eu fazer amor com você.

— Sim — sussurro, porque é por isso que estou aqui.

O sorriso dele é triunfante quando ele me solta, me dá a mão e me conduz pelo apartamento.

Seu quarto é enorme. As janelas até o teto dão para os arranha-céus iluminados de Seattle. As paredes são brancas, e os móveis, azul-claros. A cama imensa é ultramoderna, feita de uma madeira cinzenta e rústica como galhos secos, tem quatro colunas mas é sem dossel. Na parede acima, há uma paisagem marinha impressionante.

Estou tremendo como vara verde. Pronto. Finalmente, depois desse tempo todo, vou fazer isso, com ninguém menos que Christian Grey. Minha respiração está curta, e não consigo tirar os olhos dele. Ele tira o relógio e o coloca em cima de uma cômoda que combina com a cama, e tira o paletó, colocando-o numa cadeira. Está com aquela camisa de linho branco e calça jeans. É lindo de morrer. Tem o cabelo cor de cobre escuro todo despenteado, a camisa para fora da calça, os olhos cinzentos atrevidos e deslumbrantes. Ele descalça o All Star, se abaixa e tira as meias, uma de cada vez. Os pés de Christian Grey... uau... porque essa atração por pés? Ele se vira para mim com o olhar meigo.

— Presumo que você não tome pílula.

O quê? Merda.

— Achei que não tomasse.

Ele abre a primeira gaveta da cômoda, tira um pacote de camisinhas e me lança um olhar intenso.

— Esteja preparada — murmura. — Quer que eu feche as cortinas?

— Tanto faz — respondo. — Achei que você não deixasse ninguém dormir na sua cama.

— Quem disse que a gente vai dormir? — retruca ele.

— Ah. — Minha nossa.

Ele vem devagarinho na minha direção. Seguro, sensual, olhos em brasa, e meu coração começa a palpitar. O sangue lateja em minhas veias. O desejo, palpável e quente, se concentra em minhas entranhas. Ele está em pé na minha frente, olhando nos meus olhos. É absurdamente sexy.

— Vamos tirar essa jaqueta, vamos? — diz baixinho e segura as lapelas para despir delicadamente meus ombros da jaqueta, que coloca na cadeira.

— Tem alguma ideia de quanto a desejo, Ana Steele? — murmura.

Engasgo. Não consigo tirar os olhos dele. Ele estica o braço e corre os dedos devagarinho pelo meu rosto até o queixo.

— Tem alguma ideia do que vou fazer com você? — acrescenta, acariciando meu queixo.

A musculatura da minha parte mais íntima e escondida se comprime da maneira mais deliciosa. A dor é tão gostosa e tão aguda que quero fechar os olhos, mas estou hipnotizada pelo seu olhar ardente. Inclinando-se, ele me beija. Seus lábios são exigentes, firmes e lentos, moldando os meus. Começa a desabotoar minha blusa enquanto vai me dando beijinhos levíssimos pela mandíbula, pelo queixo, terminando nas comissuras da minha boca. Devagarinho, tira minha blusa e a deixa cair no chão. Recua e me olha. Estou com o sutiã de renda azul-clara que me cai como uma luva. Graças a Deus.

Ah, Ana — suspira ele. — Você tem uma pele lindíssima, alva e impecável. Quero beijar cada centímetro dela.

Fico rubra. Nossa... Por que ele disse que não fazia amor? Eu farei o que ele quiser. Ele pega a presilha do meu cabelo, solta-a e arqueja quando meu cabelo cai ao redor de meus ombros.

— Gosto de morenas — murmura, com as duas mãos no meu cabelo, uma de cada lado da minha cabeça.

Seu beijo é obstinado, sua língua e seus lábios adulando os meus. Gemo, e minha língua encontra timidamente a dele. Ele me envolve nos braços e me arrasta para junto de si, apertando-me. Mantém uma das mãos no meu cabelo, enquanto a outra desce pela minha coluna até a cintura e depois a bunda. Para ali e aperta delicadamente minhas nádegas, mantendo-me colada a ele, e sinto sua ereção, que ele languidamente pressiona no meu corpo.

Suspiro de novo em sua boca. Mal consigo conter os sentimentos — ou seriam os hormônios? — que me percorrem desenfreados. Quero-o desesperadamente. Segurando seus braços, sinto seus bíceps. Ele é surpreendentemente forte... musculoso. Timidamente, levo as mãos ao seu rosto e afago seu cabelo. É muito macio, desalinhado. Puxo delicadamente, e ele geme. Vai me conduzindo devagarinho para a cama, até eu senti-la atrás dos joelhos. Acho que vai me forçar a deitar, mas não força. Ele me solta, e de repente se ajoelha. Agarra meus quadris com as duas mãos, passa a língua em volta do meu umbigo e vai me mordiscando até um dos lados da cintura, atravessando depois minha barriga para o outro lado.

— Ah — gemo.

Vê-lo ajoelhado na minha frente, sentir sua boca em mim é algo muito inesperado e sensual. Mantenho as mãos em seu cabelo, puxando-o delicadamente ao tentar aquietar minha respiração bastante ruidosa. Ele ergue os olhos para mim através de cílios longuíssimos, o olhar ardente turvo. Então, desabotoa minha calça jeans, puxa sem pressa o zíper. Sem tirar os olhos de mim, passa as mãos por baixo do cós, roçando de leve minha pele e alcançando minha bunda. As mãos vão deslizando devagarinho por ali rumo à parte de trás das minhas coxas, descendo a calça jeans com elas. Não consigo desviar o olhar. Ele para e molha os lábios, sem interromper o contato visual. Inclina-se para a frente, roçando o nariz na minha coxa até chegar no vértice entre minhas pernas. Eu o sinto. Ali.

— Você é muito cheirosa — murmura ele, e fecha os olhos, com uma expressão de puro prazer, e eu praticamente me contorço. Ele puxa o edredom da cama, e gentilmente me empurra até que eu caia no colchão.

Ainda ajoelhado, segura meu pé e desamarra meu All Star, tirando o tênis e a meia. Me apoio nos cotovelos para ver o que ele está fazendo. Estou arfando... de desejo. Christian levanta meu calcanhar e corre o polegar pela sola do meu pé. Quase chega a doer, mas sinto o eco do movimento nas minhas entranhas. Suspiro. Sem desviar os olhos dos meus, ele passa a língua, depois os dentes, pela sola do meu pé. Merda. Gemo... como posso sentir isso ali? Torno a me deitar, gemendo. Ouço sua risadinha.

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