Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Higiene Pessoal/Beleza:
A Submissa se manterá sempre limpa e depilada. A Submissa visitará um salão de beleza à escolha do Dominador com frequência a ser decidida pelo Dominador e se submeterá aos tratamentos estéticos que o Dominador julgar adequados.
Segurança Pessoaclass="underline"
A Submissa não se excederá na bebida, não fumará, não fará uso de drogas recreativas nem se colocará desnecessariamente em qualquer situação de risco.
Qualidades Pessoais:
A Submissa não se envolverá em quaisquer relações sexuais com qualquer outra pessoa senão o Dominador. A Submissa se apresentará sempre de forma respeitosa e recatada. Ela deve reconhecer que seu comportamento se reflete diretamente no Dominador. Será responsabilizada por qualquer transgressão, delito ou má conduta incorridos quando não estiver na presença do Dominador.
O não cumprimento de quaisquer das regras acima resultará em punição imediata, cuja natureza será determinada pelo Dominador.
Puta merda.
— Limites rígidos? — pergunto.
— Sim. O que você não fará, o que eu não farei. Precisamos especificar em nosso contrato.
— Não estou certa quanto a aceitar dinheiro para roupas. Parece errado.
Remexo-me com desconforto, a palavra “prostituta” chocalhando na cabeça.
— Quero gastar dinheiro com você. Deixe-me presenteá-la com algumas roupas. Posso precisar que me acompanhe em eventos, e quero você bem-vestida. Tenho certeza que o seu salário, quando você conseguir de fato um emprego, não cobrirá o tipo de roupa que eu gostaria que você usasse.
— Não preciso usar essas roupas quando não estiver com você?
— Não.
— Ok. — Considere-as um uniforme.
— Não quero malhar quatro vezes por semana.
— Anastasia, preciso de você ágil, forte e resistente. Confie em mim, você precisa malhar.
— Mas com certeza não quatro vezes por semana. Que tal três?
— Quero que sejam quatro.
— Achei que isso fosse uma negociação.
Ele contrai os lábios.
— Ok, Srta. Steele, outro ponto para você. Que tal uma hora três dias por semana e meia hora um dia?
— Três dias, três horas. Tenho a impressão que você vai garantir que eu me exercite quando eu estiver aqui.
Ele dá um sorriso malicioso, e seus olhos brilham como se estivesse aliviado.
— É verdade. Ok. Fechado. Tem certeza que não quer estagiar na minha empresa? Você negocia bem.
— Não acho que seja uma boa ideia.
Releio as regras. Depilar! Depilar o quê? Tudo? Ui.
— Agora, os limites. Estes são os meus. — Ele me entrega outra folha de papel.
LIMITES RÍGIDOS
Nenhum ato envolverá brincadeiras com fogo.
Nenhum ato envolverá urinar, defecar ou os produtos destas ações.
Nenhum ato envolverá agulhas, facas, perfurações ou sangue.
Nenhum ato envolverá instrumentos médicos ginecológicos.
Nenhum ato envolverá crianças ou animais.
Nenhum ato poderá deixar quaisquer marcas permanentes na pele.
Nenhum ato envolverá controle respiratório.
Não haverá nenhuma atividade que requeira contato direto com corrente elétrica (seja alternada ou direta), fogo ou chamas.
Ui. Ele tem mesmo que escrever isso! Claro, parece tudo muito sensato e, francamente, necessário... Nenhuma pessoa sadia iria querer se envolver com esse tipo de coisa, sem dúvida. Mas eu agora me sinto meio incomodada.
— Tem mais alguma coisa que você gostaria de acrescentar? — pergunta ele com gentileza.
Merda. Não tenho ideia. Estou absolutamente perplexa. Ele me olha e franze a testa.
— Tem alguma coisa que você se negue a fazer?
— Não sei.
— Como assim, não sabe?
Retorço-me desconfortavelmente e mordo o lábio.
— Eu nunca fiz nada parecido com isso.
— Bem, mas quando fez sexo, houve alguma coisa que não gostou de fazer?
Pela primeira vez, depois de séculos, enrubesço.
— Pode me dizer, Anastasia. Precisamos ser sinceros um com o outro, ou isso não vai dar certo.
Torno a me retorcer e fico olhando para meus dedos contraídos.
— Conte para mim — ordena ele.
— Bem... Eu nunca fiz sexo antes, então não sei.
Falo baixinho. Dou uma olhada para ele, que está me encarando boquiaberto, paralisado e pálido — pálido mesmo.
— Nunca? — suspira ele.
Faço que não com a cabeça.
— Você é virgem?
Balanço a cabeça, corando de novo. Ele fecha os olhos e parece contar até dez. Quando torna a abri-los, está irritado, e olha para mim com raiva.
— Por que não me contou, porra? — rosna.
CAPÍTULO OITO
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Christian está andando de um lado para o outro do escritório e passando as mãos no cabelo. As duas mãos — isso é exasperação em dobro. Seu usual autocontrole absoluto parece ter escorrido pelo ralo.
— Não entendo por que você não me contou — ele me censura.
— Nunca surgiu assunto. Não costumo revelar minha condição sexual a cada pessoa que conheço. Quer dizer, a gente mal se conhece.
Encaro minhas mãos. Por que me sinto culpada? Por que ele está tão irritado? Olho para ele.
— Bem, você agora já sabe bastante a meu respeito — diz ele seco, a boca contraída. — Eu sabia que você era inexperiente, mas virgem? — Ele fala como se aquilo fosse mesmo um palavrão. — Que inferno, Ana, eu acabei de mostrar a você... — ele resmunga. — Deus me perdoe. Alguém já beijou você, além de mim?
— Claro que sim.
Faço o possível para parecer ofendida. Ok... talvez duas vezes.
— E nenhum cara legal fez você perder a cabeça? Eu simplesmente não entendo. Você tem vinte e um anos, quase vinte e dois. É linda.
Ele torna a passar a mão no cabelo.
Linda. Coro de alegria. Christian Grey me acha linda. Aperto os dedos, olhando fixo para eles, tentando disfarçar o sorriso apatetado. Vai ver ele é míope. Meu inconsciente levantou a cabeça de maneira sonâmbula. Onde ele estava quando precisei dele?
— E você está discutindo seriamente o que eu quero fazer, apesar de não ter experiência. — Ele franze o cenho. — Como evitou o sexo? Conte para mim, por favor.
Encolho os ombros.
— Ninguém nunca... você sabe... — Chegou tão perto, só você. E você se revela uma espécie de monstro. — Por que está tão irritado comigo? — murmuro.
— Não estou irritado com você. Estou irritado comigo... — Ele suspira. Olha para mim astutamente e então balança a cabeça. — Quer ir embora? — pergunta, com delicadeza.
— Não, a menos que você queira que eu vá — respondo. Ah, não... eu não quero ir.
— Claro que não. Gosto de ter você aqui. — Ele levanta as sobrancelhas ao dizer isso e depois olha o relógio. — Está tarde. — E se vira para mim. — Você está mordendo o lábio.
Sua voz é grave, e ele me olha especulativamente.
— Desculpe.
— Não se desculpe. É só que assim também fico com vontade de morder, só que com força.
Arquejo... como ele pode me dizer esse tipo de coisa e esperar que eu não me abale?
— Venha — murmura ele.
— O quê?
— Vamos resolver esse problema agora mesmo.
— Como assim? Que problema?