Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
- Автор: Конан Дойл Артур
- Серия: Aventura #14
- Год: 2000
- Язык: португальский
- Жанр: Классические детективы
Электронная книга - «Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]». Краткое содержание книги:
– Isso seria conveniente, dr. Watson?
– Perfeitamente.
– Então sábado, a menos que lhe diga o contrário, nos encontraremos no trem das 10:30h que sai de Paddington.
Havíamos nos levantado para ir embora quando Baskerville deu um grito de triunfo e, mergulhando num dos cantos da sala, apanhou uma bota marrom debaixo da secretária.
– Minha bota perdida! – ele exclamou.
– Que todas as nossas dificuldades possam desaparecer tão facilmente! – disse Sherlock Holmes.
– Mas isso é uma coisa muito estranha – comentou o dr. Mortimer. – Eu revistei esta sala cuidadosamente antes do almoço.
– E eu também – disse Baskerville. – Cada centímetro dela.
– Com certeza não havia nenhuma bota aqui.
– Nesse caso, o garçom deve tê-la colocado aí enquanto estávamos almoçando.
O alemão foi chamado, mas afirmou não saber nada a respeito, e as indagações também não conseguiram esclarecer isso. Outro item havia sido acrescentado àquela série constante e aparentemente sem sentido de pequenos mistérios que haviam ocorrido numa rápida sucessão. Deixando de lado toda a história sombria da morte de sir Charles, tínhamos uma série de incidentes inexplicáveis, todos no período de dois dias, que incluíam o recebimento da carta em letra de fôrma, o espião de barba preta no cabriolé, o desaparecimento da bota marrom nova, a perda da bota preta velha, e agora a volta da bota marrom nova. Holmes ficou sentado em silêncio no cabriolé quando voltamos para Baker Street, e eu sabia, pela sua testa contraída e pela fisionomia ansiosa, que sua mente, como a minha própria, estava tentando imaginar algum esquema no qual todos estes episódios estranhos e aparentemente desconexos pudessem ser encaixados. Durante toda a tarde e boa parte da noite ele ficou sentado, fumando e meditando.
Pouco antes do jantar, ele recebeu dois telegramas. O primeiro dizia:
Acabei de saber que Barrymore está na Mansão Baskerville.
O segundo:
Visitei 23 hotéis como ordenado, mas, lamento informar, incapaz de descobrir qualquer vestígio de folha cortada do Times. Cartwright.
– Lá se vão dois dos meus fios, Watson. Não há nada mais estimulante do que um caso em que tudo vai contra você. Temos de procurar outro rastro.
– Ainda temos o cocheiro que levou o espião.
– Exatamente. Telegrafei ao registro oficial para obter seu nome e endereço. Não ficaria surpreso se isto fosse uma resposta à minha pergunta.
Mas o toque da campainha resultou em algo mais satisfatório do que uma resposta, porque a porta se abriu e entrou um sujeito de aspecto rude que era, evidentemente, o próprio homem.
– Recebi um recado do escritório central de que um cavalheiro neste endereço esteve perguntando pelo dois-sete-zero-quatro – disse ele. – Guiei meu cabriolé estes sete anos e nunca tive uma palavra de queixa. Vim direto da cocheira para cá perguntar-lhe pessoalmente o que tem contra mim.
– Não tenho nada contra você, meu bom homem – disse Holmes. – Pelo contrário, tenho meio soberano para você se me der uma resposta clara às minhas perguntas.
– Bem, tive um dia bom, não há dúvida – disse o cocheiro com um sorriso. – O que o senhor deseja perguntar, cavalheiro?
– Antes de tudo, o seu nome e endereço, no caso de precisar de você outra vez.
– John Clayton, Turpey Street, 3 em Burough. Meu cabriolé é da Cocheira de Shipley, perto da Estação de Waterloo.
Sherlock Holmes tomou nota.
– Agora, Clayton, fale-me sobre o passageiro que veio observar esta casa hoje de manhã, às dez horas, e depois seguiu os dois cavalheiros pela Regent Street.
O homem pareceu surpreso e um pouco embaraçado. – Ora, não adianta eu lhe contar coisas, porque o senhor já parece saber tanto quanto eu – disse ele. – A verdade é que o cavalheiro me disse que era detetive e que eu não devia contar nada sobre ele a ninguém.
– Meu bom amigo, este é um caso muito sério, e você pode ficar numa posição muito ruim se tentar esconder alguma coisa de mim. Você diz que o seu passageiro contou que era detetive?
– Sim, disse.
– Quando foi que ele disse isto?
– Quando foi embora.
– Ele disse mais alguma coisa?
– Ele mencionou o nome.
Holmes lançou um olhar rápido de triunfo para mim. – Oh, ele mencionou seu nome, foi? Isso foi imprudente. Qual foi o nome que ele mencionou?
– O nome dele – disse o cocheiro – era Sherlock Holmes.
Nunca vi meu amigo mais surpreso do que ao ouvir a resposta do cocheiro. Por um momento ele ficou sentado, pasmo, em silêncio. Depois estourou numa gostosa gargalhada.
– Um toque, Watson, um toque inegável! – ele disse. – Sinto uma lâmina tão ágil e flexível como a minha própria. Ele me atingiu em cheio desta vez. Então o nome dele era Sherlock Holmes, não é?
– Sim senhor, esse era o nome do cavalheiro.
– Excelente! Diga-me onde o pegou e tudo que aconteceu.
– Ele me pegou às 9:30h na Trafalgar Square. Disse que era detetive e me ofereceu 2 guinéus se eu fizesse exatamente o que ele queria o dia inteiro e não fizesse nenhuma pergunta. Concordei com muita satisfação. Primeiro seguimos até o Hotel Northumberland e esperamos ali até que dois cavalheiros saíram e tomaram um cabriolé da fila. Seguimos o cabriolé deles até ele parar em algum lugar aqui perto.
– Nesta mesma porta – disse Holmes.
– Bem, não posso garantir, mas ouso dizer que meu passageiro sabia tudo a respeito. Paramos mais ou menos na metade da rua e esperamos uma hora e meia. Depois os dois cavalheiros passaram por nós, caminhando, e seguimos pela Baker Street e pela...
– Eu sei – disse Holmes.
– Até descermos 3/4 da Regent Street. Então meu passageiro levantou a portinha e gritou para eu seguir direto para a Estação de Waterloo o mais depressa possível. Chicoteei a égua e chegamos lá em menos de dez minutos. Depois ele pagou seus 2 guinéus, como combinado, e entrou na estação. Só que, no momento em que estava indo embora, virou-se e disse: “Pode ser que lhe interesse saber que esteve transportando o sr. Sherlock Holmes.” Foi assim que vim a saber o nome.
– Compreendo. E você não o viu mais?
– Não depois que ele entrou na estação.
– E como você descreveria o sr. Sherlock Holmes?
O cocheiro coçou a cabeça. – Bem, ele não é um cavalheiro muito fácil assim de descrever. Eu daria a ele 40 anos de idade, e era de altura média, 5 a 7 centímetros mais baixo do que o senhor. Estava vestido como um grã-fino, tinha uma barba preta, quadrada na ponta, e o rosto pálido. Não sei o que posso dizer além disso.
– Cor dos olhos?
– Não, não posso dizer isso.
– Nada mais que você possa se lembrar?
– Não, senhor, nada.
– Bem, então, aqui está o seu meio soberano. Há outro esperando por você se puder trazer mais informações. Boa-noite!
– Boa-noite, cavalheiro, e obrigado!
John Clayton foi embora sorrindo e Holmes virou-se para mim, encolheu os ombros e exibiu um sorriso triste.
– Lá se vai o nosso terceiro fio, e acabamos onde começamos – disse ele. – Que patife esperto! Ele sabia o nosso número, sabia que sir Henry Baskerville havia me consultado, identificou quem eu era na Regent Street, imaginou que eu conseguira o número do cabriolé e poria as mãos no cocheiro, e assim mandou de volta este recado audacioso. Olhe, Watson, desta vez conseguimos um inimigo digno de nós. Levei um xeque-mate em Londres. Posso apenas desejar-lhe melhor sorte no Devonshire. Mas não estou tranqüilo quanto a isso.
– A isso o quê?
– Quanto a mandar você. Esse é um negócio desagradável, Watson, um negócio desagradável e perigoso, e quanto mais fico sabendo a respeito, menos gosto dele. Sim, meu caro amigo, você pode rir, mas dou-lhe a minha palavra de que ficarei muito satisfeito de tê-lo de volta são e salvo em Baker Street mais uma vez.