Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Ele suspira e inclina a cabeça para o lado, acho que está envergonhado. Acho bom!, meu inconsciente rosna.
— Isso vai soar frio, mas... elas são uma apólice de seguro — sussurra, preparando-se para a minha resposta.
— Apólice de seguro?
— Contra a exposição da minha pessoa.
A ficha cai com um barulho desconfortável, ressoando dentro de minha cabeça vazia.
— Ah — balbucio, porque não consigo pensar no que dizer. Fecho os olhos. É isso. Isso é cinquenta tons de piração, ao vivo e a cores. — É. Você tem razão — murmuro. — Realmente soa frio. — Fico de pé para juntar os pratos. Não quero mais saber do assunto.
— Ana.
— Elas sabem? As mulheres... as submissas?
— Claro que sabem. — Ele franze a testa.
Ah, bem, isso já é alguma coisa. Ele estende a mão, agarrando-me e puxando-me para junto de si.
— Essas fotos deveriam estar no cofre. Não são para uso recreativo. — Ele faz uma pausa. — Talvez tenham sido, quando foram tiradas. Mas... — Ele para, implorando. — Elas não significam nada.
— Quem as colocou no seu armário?
— Só pode ter sido Leila.
— Ela sabe a senha do cofre?
— Não me surpreenderia. — Ele dá de ombros. — É um código muito longo, e eu quase nunca uso. É o único número que tenho anotado e nunca mudei. — Ele balança a cabeça. — Eu me pergunto o que mais ela sabe, e se ela pegou mais alguma coisa do cofre. — Ele franze a testa, em seguida, volta sua atenção para mim. — Olhe, vou destruir as fotos. Agora, se você quiser.
— São suas fotos, Christian. Faça o que quiser com elas — balbucio.
— Não fique assim — diz ele, pegando a minha cabeça entre as mãos e prendendo meu olhar no seu. — Não quero essa vida. Quero a nossa vida, juntos.
Deus do céu. Como ele sabe que o que existe por trás do meu horror por essas fotos é a minha paranoia?
— Ana, achei que a gente tinha exorcizado todos esses fantasmas esta manhã. Foi como eu me senti. Você não?
Eu pisco para ele, recordando a nossa manhã muito, mas muito agradável, romântica e para lá de selvagem no quarto de jogos.
— Sim — sorrio. — Sim, eu também.
— Que bom. — Ele se inclina para a frente e me beija, apertando-me em seus braços. — Vou rasgar as fotos — murmura. — E depois, tenho que trabalhar. Me desculpe, baby, mas tenho um monte de coisas para resolver hoje de tarde.
— Tudo bem. Tenho que ligar para minha mãe. — Faço uma careta. — Depois quero fazer umas compras e assar um bolo para você.
Ele sorri e seus olhos brilham feito os de um menino pequeno.
— Um bolo?
Faço que sim com a cabeça.
— De chocolate?
— Você quer de chocolate?
Seu sorriso é contagiante. Ele faz que sim com a cabeça.
— Vou ver o que posso fazer, Sr. Grey.
Ele me beija mais uma vez.
* * *
CARLA FICA MUDA de choque.
— Mãe, diga alguma coisa.
— Você não está grávida, está, Ana? — sussurra, horrorizada.
— Não, não, não é nada disso.
Meu coração se enche de decepção, e eu fico triste que ela pense isso de mim. Mas então, com uma onda de sofrimento, eu me lembro que ela estava grávida de mim quando se casou com meu pai.
— Sinto muito, querida. É só que isso é tão repentino. Quero dizer, Christian é um partidão, mas você é tão jovem, e você deveria ver um pouco do mundo.
— Mãe, você não pode simplesmente ficar feliz por mim? Eu o amo.
— Querida, eu só preciso me acostumar com a ideia. É um choque. Dava para ver na Geórgia que havia algo de especial entre você dois, mas casamento...?
Na Geórgia, ele ainda queria que eu fosse submissa dele, mas não vou dizer isso a ela.
— Vocês já marcaram a data?
— Não.
— Queria que seu pai estivesse vivo — sussurra.
Ah, não... isso não. Não agora.
— Eu sei, mãe. Gostaria de tê-lo conhecido também.
— Ele só segurou você no colo uma vez, e estava tão orgulhoso. Ele achou você a menina mais linda do mundo. — Sua voz é só um sussurro à medida que narra, de novo, o conto familiar. Daqui a pouco vai estar aos prantos.
— Eu sei, mãe.
— E aí ele morreu. — Ela funga, e sei que, como sempre, isso é só o começo.
— Mãe — sussurro, querendo atravessar o telefone para abraçá-la.
— Sou uma velha boba — murmura ela e funga novamente. — É claro que estou feliz por você, querida. Ray já sabe? — acrescenta, parecendo ter recuperado o equilíbrio.
— Christian acabou de pedir a ele.
— Ah, que bonitinho. Que bom. — Ela soa bastante melancólica, mas está se esforçando.
— É, foi mesmo — murmuro.
— Ana, querida, eu amo tanto você. E estou feliz por você, sim. Vocês dois tratem de me visitar.
— Pode deixar, mãe. Também amo você.
— Bob está me chamando, tenho que ir. Me avise quando fechar a data. Precisamos planejar as coisas... vai ser um festão?
Festão, droga. Nem tinha pensado nisso. Um festão? Não. Não quero um festão.
— Não sei ainda. Assim que souber, eu ligo para você.
— Ótimo. Se cuide e proteja-se. Vocês dois precisam se divertir um pouco... vocês têm tempo de sobra para filhos depois.
Filhos! Hum... e, mais uma vez, lá está a referência não tão velada ao fato de que ela me teve cedo demais.
— Mãe, eu não estraguei a sua vida, estraguei?
Ela arqueja.
— Ah, não, Ana, nunca pense isso. Você foi a melhor coisa que aconteceu a mim e ao seu pai. Eu só queria que ele estivesse aqui para vê-la tão crescida, se casando. — Ela retorna ao tom melancólico e piegas.
— Eu também. — Balanço a cabeça, pensando em meu pai mítico. — Mãe, vou deixar você ir. Ligo de novo depois.
— Amo você, querida.
— Eu também, mãe. Tchau.
* * *
É UM SONHO TRABALHAR na cozinha de Christian. Para um homem que não entende nada de culinária, ele parece ter tudo. Suspeito que a Sra. Jones também adore cozinhar. A única coisa de que preciso é de um chocolate de qualidade para fazer a cobertura. Deixo as duas metades do bolo esfriando sobre uma grelha feita para isso, pego minha bolsa e passo a cabeça pela porta do escritório de Christian. Ele está concentrado diante de seu monitor. Então, ergue o olhar e sorri para mim.
— Vou dar um pulinho no mercado para comprar uns ingredientes.
— Está bem. — Ele franze a testa para mim.
— O que foi?
— Você vai vestir uma calça jeans ou algo assim?
Ah, fala sério.
— Christian, são só pernas.
Ele me encara, nem um pouco divertido. Vai ser uma briga. E é aniversário dele. Reviro os olhos, sentindo-me como uma adolescente problemática.
— E se a gente estivesse na praia? — Tomo um rumo diferente.
— A gente não está na praia.
— Você reclamaria se a gente estivesse na praia?
Ele pensa por um momento.
— Não — diz simplesmente.
Reviro os olhos novamente e lanço um sorriso malicioso para ele.
— Bem, então finja que a gente está. Até mais.
Eu me viro e disparo para o saguão. Entro no elevador antes que ele me alcance. As portas começam a se fechar, e eu aceno para ele, sorrindo docemente enquanto ele assiste de olhos semicerrados, impotente, mas — ainda bem — divertido. Ele balança a cabeça, exasperado, e não posso mais vê-lo.
Hum, isso foi empolgante. A adrenalina está pulsando em minhas veias, e meu coração parece que vai sair pela boca. Mas, quando o elevador começa a descer, minha animação some. Merda, o que foi que eu fiz?
Cutuquei a onça com vara curta. Ele vai estar furioso quando eu voltar. Meu inconsciente está me encarando por sobre seus óculos de meia-lua, uma vareta na mão. Merda. Penso na pouca experiência que tenho com homens. Nunca morei com um homem antes — quero dizer, exceto Ray — e, de alguma forma, ele não conta. Ele é meu pai... bem, o homem que considero meu pai.