Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Querida, tenho que ir ao toalete.
A breve ausência de minha mãe me dá mais uma chance de olhar meu BlackBerry. Andei o dia inteiro tentando ver disfarçadamente meus e-mails. Finalmente, uma resposta de Christian!
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De: Christian Grey
Assunto: Companhias para jantar
Data: 1 de junho de 2011 21:40 LESTE
Para: Anastasia Steele
Sim, jantei com Mrs. Robinson. Ela é apenas uma velha amiga, Anastasia.
Estou ansioso para tornar a vê-la. Sinto sua falta.
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Ele estava jantando com ela. Meu couro cabeludo formiga e a adrenalina e o ódio percorrem meu corpo quando vejo meus piores receios se confirmarem. Como ele pôde? Estou fora há dois dias, e ele corre para a peste daquela cachorra.
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De: Anastasia Steele
Assunto: VELHAS companhias para jantar
Data: 1 de junho de 2011 21:42 LESTE
Para: Christian Grey
Ela não é só uma velha amiga.
Ela já encontrou outro adolescente para comer?
Será que você ficou muito velho para ela?
Foi por isso que a relação de vocês terminou?
Aperto em “enviar” quando minha mãe volta.
— Ana, você está muito pálida. O que aconteceu?
Balanço a cabeça.
— Nada. Vamos tomar mais um Cosmopolitan — murmuro emburrada.
Ela franze as sobrancelhas, mas olha para um dos garçons e aponta para nossos copos. O garçom compreende, conhece a linguagem universal do “mais uma rodada, por favor”. Assim como ela. Dou uma olhadinha no meu BlackBerry.
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De: Christian Grey
Assunto: Cuidado...
Data: 1 de junho de 2011 21:45 LESTE
Para: Anastasia Steele
Isso não é um assunto que eu queira discutir por e-mail.
Quantos Cosmopolitans mais você vai beber?
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Puta merda, ele está aqui.
CAPÍTULO VINTE E TRÊS
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Corro os olhos nervosamente pelo bar, mas não consigo vê-lo.
— Ana, o que é? Parece que você viu um fantasma.
— É o Christian, ele está aqui.
— O quê? É mesmo? — Ela também corre os olhos pelo bar.
Deixei de mencionar para minha mãe a propensão de Christian a perseguir as pessoas.
Eu o vejo. Meu coração dá um salto e entra num ritmo histérico enquanto ele vem em nossa direção. Ele está mesmo aqui — por mim. Minha deusa interior se levanta pulando da chaise longue, batendo palmas. Ele atravessa a sala calmamente, e os reflexos cor de cobre de seu cabelo ficam realçados embaixo das lâmpadas halógenas embutidas. Seus olhos cinzentos brilham. De raiva? Tensão? Sua boca está contraída, a mandíbula cerrada. Ah, puta merda... não. Estou tão irritada com ele agora, e aqui está ele. Como posso ficar com raiva na frente da minha mãe?
Ele se aproxima da nossa mesa, e me olha desconfiado. Está com a camisa de linho branco e a calça jeans de praxe.
— Oi — digo, sem conseguir disfarçar o choque e o assombro ao vê-lo em carne e osso.
— Oi — responde ele, e me dá um beijo, pegando-me de surpresa.
— Christian, essa é minha mãe, Carla.
Meus bons modos arraigados prevalecem.
Ele cumprimenta minha mãe.
— Sra. Adams, muito prazer em conhecê-la.
Como ele sabe o nome dela? Ele lhe dá aquele sorriso irresistível com a marca registrada Christian Grey. Ela não tem defesa. O queixo de minha mãe praticamente bate na mesa. Por favor, controle-se, mãe. Ela pega a mão que ele estende, e os dois se cumprimentam. Minha mãe não responde. Ah, emudecer completamente é uma característica genética — eu não tinha ideia.
— Christian — ela consegue dizer afinal, ofegante.
Ele lhe sorri com cumplicidade, os olhos faiscando. Estreito os olhos para os dois.
— O que está fazendo aqui?
Minha pergunta soa mais crispada do que eu pretendia, e seu sorriso é substituído por uma expressão cautelosa. Estou elétrica mas também completamente confusa com a presença dele, a ponto de explodir de raiva da Mrs. Robinson. Não sei se quero gritar com ele ou me atirar em seus braços — mas acho que ele não iria gostar nem de uma coisa nem de outra — e quero saber por quanto tempo ele ficou nos observando. Também estou meio aflita com o e-mail que acabei de lhe enviar.
— Vim para ver você, claro. — Ele me olha impassível. Ah, o que ele está pensando? — Estou hospedado neste hotel.
— Está hospedado aqui? — Falo como uma caloura sob o efeito de anfetaminas, num tom muito estridente até para os meus ouvidos.
— Bem, ontem você disse que queria que eu estivesse aqui. — Ele faz uma pausa, tentando avaliar minha reação. — Nosso objetivo é satisfazer, Srta. Steele. — A voz dele é calma, sem vestígio de humor.
Merda — ele está zangado? Será que foram os comentários sobre a Mrs. Robinson? Ou o fato de eu estar no terceiro, prestes a ir para o quarto, Cosmopolitan? Minha mãe está olhando aflita para nós dois.
— Não quer beber alguma coisa conosco, Christian?
Ela acena para o garçom, que está a seu lado em uma fração de segundo.
— Vou tomar um gim tônica — diz Christian. — Hendricks, se tiver, ou Bombay Saphire. Pepino com o Hendricks, limão com o Bombay.
Caramba... só Christian poderia gastar tanta energia para pedir uma bebida.
— E mais dois Cosmopolitans, por favor — acrescento, olhando aflita para ele. Estou bebendo com minha mãe, ele não pode ficar zangado por causa disso.
— Puxe uma cadeira, Christian.
— Obrigado, Sra. Adams.
Christian puxa uma cadeira próxima e se senta com elegância a meu lado.
— Então coincidiu de você estar hospedado no hotel onde viemos tomar um drinque? — pergunto, fazendo um grande esforço para manter um tom de voz leve.
— Ou coincidiu de vocês terem vindo tomar um drinque no hotel em que estou hospedado — responde Christian. — Eu tinha acabado de jantar, entrei aqui e vi vocês. Estava distraído, pensando no seu último e-mail, de repente olho e vejo você. Uma coincidência e tanto, não é?
Ele inclina a cabeça, e vejo um esboço de sorriso. Graças a Deus — talvez a gente consiga salvar a noite, afinal de contas.
— Minha mãe e eu saímos para fazer compras de manhã e fomos à praia à tarde. À noite, decidimos vir tomar um drinque — murmuro, sentindo que lhe devo algum tipo de explicação.
— Você comprou esta blusa? — Ele aponta para minha blusa de alcinha de seda verde nova. — Você fica bem com essa cor. E pegou sol. Está linda.
Coro, sem palavras diante do elogio.
— Bem, eu ia lhe fazer uma visita amanhã. Mas cá está você.
Ele pega minha mão e a aperta com delicadeza, passando o polegar para lá e para cá nos nós dos meus dedos... e sinto aquela tensão familiar. A eletricidade correndo embaixo da minha pele sob a pressão suave de seu polegar, passando para minha corrente sanguínea e palpitando no meu corpo todo, me deixando em fogo. Eu já não o vejo há mais de dois dias. Nossa... eu o quero. Fico sem ar. Pisco para ele, sorrindo timidamente, e vejo um sorriso brincar em seus lábios.