Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Fúria dos Reis - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Fúria dos Reis

Электронная книга - «A Fúria dos Reis». Краткое содержание книги:

A Fúria dos Reis
1 ... 86 87 88 89 90 91 92 93 94 ... 253
Перейти на страницу:

– Sempre que alguém disse isso ao meu irmão Robert, ele acreditou, palavra por palavra – o rei respondeu. – Tem filhas?

– Sim, Vossa Graça. Duas.

– Então, agradeça aos deuses por eu não ser Robert. Minha futura rainha é a única mulher que desejo – Renly estendeu a mão para ajudar Margaery a se levantar. – Voltaremos a falar depois de ter a possibilidade de se refrescar, Senhora Catelyn.

Renly levou a noiva de volta ao castelo, enquanto seu intendente conduzia Catelyn para o pavilhão de seda verde do rei.

– Se tiver necessidade de algo, só precisa pedir, senhora.

Catelyn quase não conseguia imaginar o que poderia necessitar que já não tivesse sido providenciado. O pavilhão era maior do que as salas comuns de muitas estalagens e estava provido de todos os confortos: um colchão de penas e peles para dormir, uma banheira de madeira e cobre com tamanho suficiente para duas pessoas, braseiros para manter afastado o frio da noite, cadeiras de acampamento em couro, uma mesa de escrever com penas e um frasco de tinta, tigelas de pêssegos, ameixas e peras, um jarro de vinho com um conjunto de taças de prata condizente, arcas de cedro cheias com a roupa de Renly, livros, mapas, tabuleiros de jogo, uma harpa, um grande arco e uma aljava de flechas, um par de falcões de caça de cauda vermelha, um verdadeiro depósito de armas de boa qualidade. Este Renly não se põe limites, ela pensou enquanto olhava em volta. Não é à toa que sua tropa se desloque tão devagar.

Ao lado da entrada, a armadura do rei mantinha-se de sentinela; uma armadura de aço verde-bandeira, as presilhas entalhadas em ouro, e o elmo coroado por uma grande armação dourada. O aço estava de tal modo polido, que podia ver seu reflexo na placa de peito, olhando-a como que do fundo de uma profunda lagoa verde. O rosto de uma mulher afogada, Catelyn pensou. Podemos nos afogar em pesar? Virou-se bruscamente, zangada com sua fragilidade. Não tinha tempo para o luxo da autopiedade. Tinha de lavar o cabelo da poeira e envergar um vestido mais adequado a um banquete real.

Sor Wendel Manderly, Lucas Blackwood, Sor Perwyn Frey e o resto dos seus companheiros nobres acompanharam-na ao castelo. O grande salão da fortaleza de Lorde Caswell era grande apenas por cortesia, mas encontrou-se espaço nos bancos apinhados para os homens de Catelyn, entre os cavaleiros de Renly. A Catelyn foi atribuído um lugar no estrado entre a cara vermelha de Lorde Mathis Rowan e a simpatia de Sor Jon Fossoway, dos Fossoway da maçã verde. Sor Jon fez gracinhas, enquanto Lorde Mathis inquiriu delicadamente a respeito da saúde do seu pai, irmão e filhos.

Brienne de Tarth tinha sido colocada na ponta mais distante da mesa principal. Não se vestia como uma senhora; em vez disso, escolhera os adornos de um cavaleiro, um gibão de veludo esquartelado de rosa e azul, calções e botas e um cinto de espada bem trabalhado, com seu novo manto arco-íris fluindo pelas costas. Mas nenhum traje podia disfarçar sua falta de atrativos; as enormes mãos sardentas, o rosto largo e achatado, a saliência dos seus dentes. Sem armadura, seu corpo parecia desajeitado, com quadris largos e membros grossos, ombros curvados e musculosos, mas sem seios que valessem a pena mencionar. E era claro por tudo o que fazia que Brienne sabia e sofria com isso. Falava apenas em resposta a alguém e raramente levantava os olhos da comida.

Comida havia, sim, com fartura. A guerra não tocara a fabulosa fartura de Jardim de Cima. Enquanto cantores cantavam e acrobatas faziam acrobacias, começaram por pêssegos embebidos em vinho e passaram a minúsculos e saborosos peixes passados no sal e assados até ficarem crocantes e capões recheados com cebolas e cogumelos. Havia grandes pães marrons, montes de nabos, milho doce e ervilhas, imensos presuntos, gansos assados e tabuleiros abarrotados de veado guisado com cerveja e cevada. Para a sobremesa, os criados de Lorde Caswell trouxeram bandejas de doces das cozinhas do seu castelo, cisnes de creme e unicórnios de algodão doce, bolos de limão em forma de rosas, biscoitos de mel com especiarias, tortas de amoras silvestres e de maçã e queijos amanteigados.

A comida rica deixou Catelyn enjoada, mas não seria bom mostrar fragilidade quando tantas coisas dependiam da sua força. Comeu frugalmente, enquanto observava aquele homem que queria ser rei. Renly tinha a jovem noiva sentada à sua esquerda e o irmão dela à direita. Fora a atadura de linho branco que usava em volta da cabeça, Sor Loras não parecia ter sofrido nada com as desventuras do dia. Era de fato tão bonito como Catelyn suspeitara que poderia ser. Quando não estavam vidrados, seus olhos eram vivos e inteligentes, e o cabelo, um despretensioso emaranhado de caracóis castanhos que muitas donzelas teriam invejado. Tinha trocado o esfarrapado manto do torneio por um novo; a mesma seda brilhantemente listrada da Guarda Arco-Íris de Renly, presa com a rosa dourada de Jardim de Cima.

De tempos em tempos, Rei Renly dava de comer a Margaery algum pedaço especial, com a ponta da adaga, ou se inclinava para colocar o mais leve dos beijos no seu rosto, mas era com Sor Loras que dividia a maior parte dos gracejos e confidências. O rei apreciava sua comida e bebida, era evidente, mas não parecia glutão nem bêbado. Ria com frequência e bastante e falava amigavelmente, quer aos senhores nobres, quer às humildes moças de servir.

Alguns dos seus convidados eram menos moderados. Bebiam demais e gabavam-se alto demais para o gosto de Catelyn. Os filhos de Lorde Willum, Josua e Elyas, discutiram calorosamente quem seria o primeiro a ultrapassar as muralhas de Porto Real. Lorde Varner embalou uma criada nos joelhos, enterrando o nariz no seu pescoço enquanto uma mão exploratória invadia o interior do seu corpete. Guyard, o Verde, que se achava cantor, dedilhou uma harpa e mostrou-lhes uns versos acerca de dar nós em caudas de leões, alguns dos quais até rimavam. Sor Mark Mullendore havia trazido um macaco preto e branco e o alimentava com pedaços do seu próprio prato, enquanto Sor Tanton, dos Fossoway da maçã vermelha, saltou para cima da mesa e jurou matar Sandor Clegane em combate singular. O voto poderia ter sido recebido com mais solenidade se Sor Tanton não tivesse enfiado um pé numa molheira enquanto o proferia.

O ápice da tolice foi atingido quando um bobo rechonchudo chegou às cambalhotas, revestido de lata pintada de dourado com uma cabeça de leão de pano, e perseguiu um anão ao redor das mesas, batendo na sua cabeça com uma bexiga. Por fim, Rei Renly quis saber por que ele estava batendo no irmão.

– Ora, Vossa Graça, sou o Fratricida – o bobo respondeu.

– É Regicida, bobo pateta – Renly o corrigiu, e o salão ressoou com gargalhadas.

Lorde Rowan, ao lado de Catelyn, não se juntou à folia:

– São todos tão novos – ele disse.

Era verdade. O Cavaleiro das Flores não devia ter chegado ao segundo dia do seu nome quando Robert matara o Príncipe Rhaegar no Tridente. Poucos dos outros eram muito mais velhos. Eram bebês durante o Saque de Porto Real e não passavam de garotos quando Balon Greyjoy tinha levantado a rebelião nas Ilhas de Ferro. Ainda não derramaram sangue, Catelyn refletiu, enquanto observava Lorde Bryce, que incitava Sor Robar a fazer malabarismo com um par de adagas. Para eles isso ainda é um jogo, um torneio com um grande cenário, e tudo o que veem é uma possibilidade de glória, honra e despojos. São rapazes bêbados de canções e histórias e, como todos os rapazes, julgam-se imortais.

– A guerra vai torná-los velhos – Catelyn respondeu. – Como nos tornou – ela era uma garota quando Robert, Ned e Jon Arryn ergueram os estandartes contra Aerys Targaryen e uma mulher quando a luta terminou. – Sinto pena deles.

– Por quê? – perguntou-lhe Lorde Rowan. – Olhe para eles. São jovens e fortes, cheios de vida e de risos. E de luxúria, sim, tanta, que não sabem o que fazer dela. Muitos bastardos serão gerados hoje, garanto. Pena por quê?

1 ... 86 87 88 89 90 91 92 93 94 ... 253
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)