Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Fúria dos Reis - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Fúria dos Reis

Электронная книга - «A Fúria dos Reis». Краткое содержание книги:

A Fúria dos Reis
1 ... 85 86 87 88 89 90 91 92 93 ... 253
Перейти на страницу:

O cavaleiro azul ficou em pé, meio cambaleante, e levantou a adaga na direção de Renly Baratheon, a saudação de um campeão ao seu rei. Escudeiros entraram como flechas no campo a fim de ajudar o cavaleiro vencido a erguer-se. Quando tiraram seu elmo, Catelyn ficou surpresa ao ver como ele era novo. Não podia ser dois anos mais velho do que Robb. O rapaz podia ser tão agradável à vista como a irmã, mas o lábio rachado, os olhos desfocados e o sangue pingando através do cabelo emaranhado dificultavam a certeza de tal conclusão.

– Aproxime-se – disse o Rei Renly ao campeão.

Este coxeou na direção da galeria. De perto, a brilhante armadura azul parecia bem menos magnífica; mostrava marcas por todo lado, os amassados de maças e martelos de guerra, as longas ranhuras deixadas por espadas, lascas no esmalte da placa de peito e do elmo. O manto se pendurava em farrapos. Julgando pela maneira como se movia, o homem lá dentro não estava menos desgastado. Algumas vozes saudavam-no com gritos de “Tarth!” e, estranhamente, “Uma Beleza! Uma Beleza!”, mas a maior parte da assistência estava em silêncio. O cavaleiro azul ajoelhou perante o rei.

– Graça – disse, com a voz abafada pelo elmo amassado.

– És tudo o que o senhor seu pai afirmou que seria – a voz de Renly atravessava o campo. – Vi Sor Loras ser derrubado uma vez ou duas, mas nunca propriamente dessa forma.

– Aquilo não foi uma derrubada correta – queixou-se um arqueiro bêbado que estava por perto, com uma rosa Tyrell costurada no justilho. – Um truque vil, isso de puxar o homem para baixo.

A aglomeração começava a se tornar menos compacta.

– Sor Colen – disse Catelyn ao seu acompanhante –, quem é aquele homem e por que gostam tão pouco dele?

Sor Colen franziu a testa:

– Porque não é homem nenhum, senhora. Aquela é Brienne de Tarth, filha de Lorde Selwyn, a Estrela da Tarde.

Filha? – Catelyn ficou horrorizada.

– Chamam-na Brienne, a Beleza… embora não na frente dela, com receio de serem chamados a defender essas palavras com os corpos.

Catelyn ouviu Rei Renly declarar a Senhora Brienne de Tarth a vencedora da grande luta em Ponteamarga, a última a permanecer montada entre cento e dezesseis cavaleiros.

– Como campeã, pode me pedir qualquer favor que desejar. Se estiver ao meu alcance concedê-lo, o farei certamente.

– Vossa Graça – Brienne respondeu –, peço a honra de um lugar na sua Guarda Arco-Íris. Desejo ser um dos seus sete, dedicar minha vida à sua, ir aonde for, cavalgar ao seu lado e mantê-lo a salvo de todo o mal.

– Concedido – o rei respondeu. – Erga-se e tire o elmo.

Ela fez o que lhe foi pedido. E quando o elmo foi erguido, Catelyn compreendeu as palavras de Sor Colen.

Chamavam-na de Beleza… mas caçoavam. O cabelo sob o visor era um ninho de esquilo de palha suja, e o rosto… os olhos de Brienne eram grandes e muito azuis, olhos de menininha, confiantes e sem malícia, mas o resto… seus traços eram brutos e grosseiros, os dentes, proeminentes e tortos, a boca grande demais, os lábios tão grossos que pareciam inchados. Um milhar de sardas salpicava suas bochechas e sua testa, e o nariz tinha sido quebrado mais do que uma vez. O coração de Catelyn encheu-se de piedade. Existe na terra alguma criatura mais infeliz do que uma mulher feia?

E, no entanto, quando Renly arrancou seu manto rasgado e prendeu um manto arco-íris no seu lugar, Brienne de Tarth não parecia infeliz. O sorriso iluminou seu rosto, e sua voz soou forte e orgulhosa:

– Minha vida pela sua, Vossa Graça. Deste dia em diante, sou o seu escudo, juro pelos velhos deuses e pelos novos.

Era doloroso ver a maneira como olhava o rei… como o olhava para baixo, pois era um bom palmo mais alta, embora Renly fosse quase tão alto como o irmão tinha sido.

– Vossa Graça! – Sor Colen de Lagoas Verdes saltou do cavalo para se dirigir à galeria. – Peço-lhe licença – ajoelhou-se. – Tenho a honra de lhe trazer a Senhora Catelyn Stark, viajando como enviada do seu filho Robb, Senhor de Winterfell.

– Senhor de Winterfell e Rei do Norte, sor – Catelyn o corrigiu. Desmontou e pôs-se ao seu lado.

Rei Renly pareceu surpreso.

– Senhora Catelyn? Estamos muito contentes – virou-se para sua jovem rainha: – Margaery, minha querida, esta é a Senhora Catelyn Stark, de Winterfell.

– É muito bem-vinda aqui, Senhora Stark – disse a moça, toda ela suave cortesia. – Lamento a sua perda.

– É amável – Catelyn agradeceu.

– Senhora, juro-lhe, tratarei de que os Lannister respondam pelo assassinato do seu marido – o rei declarou. – Quando tomar Porto Real, mandarei à senhora a cabeça de Cersei.

E será que isso me trará Ned de volta?, Catelyn pensou.

– Será suficiente saber que a justiça foi feita, senhor.

Vossa Graça – corrigiu Brienne, a Azul, num tom ríspido. – Devia se ajoelhar ao se dirigir ao rei – ela falou olhando para Catelyn.

– A distância entre um senhor e um graça é pequena, senhora – Catelyn respondeu. – Lorde Renly usa uma coroa, tal como meu filho. Se desejar, poderemos ficar aqui, na lama, debatendo que honrarias e títulos são por direito devidos a cada um, mas parece-me que temos assuntos mais prementes a discutir.

Alguns dos senhores de Renly irritaram-se com aquilo, mas o rei limitou-se a rir.

– Bem-dito, minha senhora. Haverá tempo suficiente para graças quando estas guerras chegarem ao fim. Diga-me, quando seu filho pretende marchar sobre Harrenhal?

Até saber se este rei era amigo ou inimigo, Catelyn não revelaria a menor parte das intenções de Robb.

– Não participo dos conselhos de guerra do meu filho, senhor.

– Desde que deixe alguns Lannister para mim, não me queixarei. O que ele fez ao Regicida?

– Jaime Lannister é mantido prisioneiro em Correrrio.

– Ainda vivo? – Lorde Mathis Rowan parecia consternado.

Assombrado, Renly disse:

– Ao que parece, o lobo gigante é mais brando do que o leão.

– Ser mais brando do que os Lannister – murmurou a Senhora Oakheart, com um sorriso amargo – é ser mais seco do que o mar.

– A mim, parece que é ser fraco – disse Lorde Randyll Tarly, que tinha uma barba curta, eriçada e cinzenta, e a reputação de não ter papas na língua. – Sem desrespeito para com a senhora, Senhora Stark, mas pareceria mais conveniente que Lorde Robb tivesse vindo em pessoa prestar homenagem ao rei, em vez de se esconder atrás das saias da mãe.

– O Rei Robb está fazendo a guerra, senhor – Catelyn respondeu com gélida cortesia –, não brincando em torneios.

Renly deu um sorriso.

– Vá devagar, Lorde Randyll, pois temo que será vencido – o rei chamou um intendente com a farda de Ponta Tempestade. – Encontre lugar para os companheiros da senhora e assegure-se de que tenham todo o conforto. A Senhora Catelyn ficará com o meu próprio pavilhão. Não me faz falta, uma vez que Lorde Caswell teve a gentileza de me oferecer o seu castelo. Senhora, depois que estiver descansada, ficarei honrado se partilhar a nossa comida e bebida no banquete que Lorde Caswell vai nos dar hoje à noite. Um banquete de despedida. Temo que sua senhoria esteja ansiosa por ver minha faminta horda pelas costas.

– Não é verdade, Vossa Graça – protestou um homem novo e delgado, que devia ser Caswell. – O que é meu pertence ao senhor.

1 ... 85 86 87 88 89 90 91 92 93 ... 253
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)