O jardim de Rama
- Автор: Ли Джентри, Кларк Артур Чарльз
- Серия: Рама #3
- Год: 1991
- Язык: португальский
- Год: Nova Fronteira
- ISBN: 85-209-0584-6
- Переводчик: Barbara Heliodora
- Жанр: Научная фантастика
Электронная книга - «O jardim de Rama». Краткое содержание книги:
Como pode acontecer, meu médico bonitão, pensou Eponine, que você siga todos os dados da minha saúde tão de perto mas nunca parece notar os olhares que eu lhe venho lançando todo este tempo?
“Vamos mantê-la sob medicação normal de imunidade de sistema. Não tem efeitos colaterais graves e talvez seja em parte responsável por não encontrarmos indícios de atividades destrutivas do vírus… Fora isso, vem se sentido bem?”
Eles caminharam juntos até a sala de espera. O dr. Turner recordou para Eponine os sintomas que indicariam que o vírus tivesse evoluído para um novo estágio de seu desenvolvimento. Enquanto conversavam, a porta abriu-se e Ellie entrou na sala. A princípio, o dr. Turner ignorou sua presença, mas momentos depois sua cabeça voltou-se e um novo olhar foi bem diferente do primeiro.
“Posso fazer alguma coisa, mocinha?” perguntou ele a Ellie.
“Eu vim perguntar uma coisa a Eponine”, respondeu respeitosamente Ellie, “mas se estou perturbando, posso esperar lá fora.”
O dr. Turner sacudiu a cabeça e a partir daí foi surpreendentemente Ela deu uma tragada frenética e soltou a fumaça em pequenos jatos. “Aquele puto desta vez conseguiu, mesmo, Ep… me empurrou para o abismo… Filho da puta metido… acha que pode fazer o que quiser… eu aturei os casos dele e às vezes até deixava uma das mais moças vir conosco — a noite a três aliviava o tédio… mas eu era sempre ichiban, numero uno, ou pelo menos eu pensava que era…”
Kimberly apagou o cigarro e começou a torcer as mãos. Estava quase chorando. “E então hoje à noite ele me diz que eu ia me mudar… ‘O que’, perguntei eu, “o que você está querendo dizer?’… ‘Você vai se mudar’, disse ele…
Sem sorrir, sem discutir… ‘Junte as suas coisas’, disse ele, ‘tem um apartamento para você lá atrás, em Xanadu.’ ‘É lá que as putas moram’, eu respondi… Ele deu um sorrisinho e não disse nada… ‘Então é isso, estou despedida’, disse eu… e tive uma acesso de fúria… ‘Você não pode fazer isso’, eu disse… Tentei bater nele e ele agarrou minha mão e ainda me deu um bofetão na cara… ‘Vai fazer o que eu mandar’, disse ele… ‘Não, senhor, seu puto’… e peguei um vaso e atirei. Bateu numa mesa e se espatifou. Em dois segundos dois homens tinham agarrado meus braços e prendido atrás de mim… ‘Levem ela embora’, disse o rei Jap.
“Eles me levaram para o meu apartamento novo. Muito simpático. No quarto de vestir tinha uma caixa enorme de kokomo enrolado… Eu fumei um inteiro e só faltei voar… Puxa, eu disse para mim mesma, isto aqui não é tão ruim assim. Pelo menos, não terei de aturar os desejos sexuais estranhos de Toshio…
Aí eu fui para o cassino, e estava me divertindo, superalta, até eu ver os dois…
em público, na frente de todo mundo… eu enlouqueci — gritei, guinchei, praguejei — cheguei até a pular em cima dela… mas alguém bateu na minha cabeça… e lá estava eu no meio do cassino, no chão, com o Toshio curvado em cima de mim… ‘Se você algum dia tornar a fazer um coisa dessas’, ele sibilou, ‘vai ser enterrada ao lado de Marcello Danni’.”
Kimberly enterrou o rosto nas mãos e começou a soluçar. “Ah, Ep”, disse um pouco depois, “estou tão desesperada. Não tenho para onde ir. O que é que eu posso fazer?”
Antes que Eponine pudesse dizer alguma coisa, Kimberly começou a falar novamente. “Eu sei, eu sei, eu sei; eu podia tornar a trabalhar no hospital. Eles ainda precisam de enfermeira de verdade — por falar nisso, onde está o seu Lincoln?”
Eponine sorriu e apontou para o armário. “Muito bem”, riu-se Kimberly.
“Mantenha o robô no escuro. Só deixe ele sair para lavar o banheiro, lavar a louça e cozinhar. Depois é direto para o armário…” Ela riu. “Os pintos deles não funcionam, sabe. Quero dizer, ter eles têm, anatomicamente é tudo perfeito, mas duro não fica. Uma noite quando eu estava doidona e sozinha peguei um para trepar comigo, mas na hora que eu disse ‘entra’ ele nem sabia do que eu estava falando… parecia até uns caras que eu conheci.”
Kimberly andava agitada pela sala. “Eu não sei bem por que eu vim aqui”, disse ela, acendendo outro cigarro. “Pensei em você e em mim, quero dizer, houve um tempo em que nós fomos amigas…” A voz dela foi sumindo. “Agora estou baixando, começando a me sentir deprimida. É horrível, terrível. Não posso suportar. Não sei o que esperava, mas você tem sua própria vida… É melhor eu ir embora.”
Kimberly atravessou a sala e foi dar em Eponine um abraço meio inexpressivo. “Vê se se cuida, OK?”, disse Kimberly. “Não se preocupe comigo. Vai dar tudo certo.” Foi só depois que a porta se fechou e Kimberly já tinha ido embora que Eponine se deu conta de que não dissera uma única palavra enquanto sua examiga estivera na sala. E Eponine teve a certeza de que jamais tornaria a vê-la.
5
A sessão do Senado era aberta e qualquer habitante da colônia poderia assisti-la. A galeria só tinha trezentos lugares, que estavam lotados. Outras cem pessoas permaneciam de pé junto à parede ou sentadas nas passagens. No plenário, os 24 integrantes do legislativo do Novo Éden agora davam atenção a seu presidente, o governador Kenji Watanabe.
“Nossas discussões sobre o orçamento continuam hoje”, disse Kenji, após bater seu martelo várias vezes para silenciar os presentes, “com uma fala do diretor do Hospital do Novo Éden, dr. Robert Turner. Ele fará um resumo do que foi realizado com as verbas da saúde no ano passado e apresentará suas necessidades para o ano que vem.”
O dr. Turner caminhou até o pódio e fez um gesto para as duas Tiassos que estavam sentadas a seu lado. As biomas rapidamente armaram um projetor e montaram uma tela em cubo para o material visual que apoiaria a fala do dr.
Turner.
“Demos grandes passos no ano passado”, começou o dr. Turner, “tanto na construção de um meio ambiente médico sólido para o Novo Éden quanto na compreensão de nosso nêmesis, o retrovírus RV-41, que continua a atacar nossa população. Nos últimos doze meses nós não só determinamos integralmente o ciclo de vida desse organismo complexo, como também desenvolvemos testes que nos permitem identificar com precisão todo e qualquer portador da moléstia…
“Todo mundo no Novo Éden foi testado em um período de três semanas que terminou há sete meses; 96 indivíduos na colônia foram identificados como infectados pelo retrovírus naquele momento. Desde o término daquela bateria de testes, apenas um novo transmissor foi encontrado. Houve três mortes por RV-41 nesse meio tempo, de modo que nossa população infectada, neste momento, é de 93…
“O RV-41 é um retrovírus fatal que ataca os músculos do coração, provocando uma atrofia irreversível. O portador humano acaba morrendo. Não há cura conhecida. Estamos experimentando uma variedade de técnicas que adiem o progresso da moléstia e recentemente tivemos alguns sucessos esporádicos e inconclusivos. No momento atual, até que consigamos abrir alguma nova brecha em nosso trabalho, temos de aceitar que todos os indivíduos afetados pelo retrovírus acabarão por sucumbir ante a sua virulência.
“O gráfico que vou projetar no cubo mostra os vários estágios da doença.
O retrovírus passa de um indivíduo para outro quando estes compartilham fluidos corporais que impliquem qualquer combinação de sêmen e sangue. Não há indicação de que haja qualquer outro método de transmissão. Repito”, disse o dr. Turner, agora gritando para poder ser ouvido acima do burburinho da galeria, “verificamos que só há contágio quando sêmen ou sangue estão implicados. Não podemos declarar categoricamente que outros fluidos corporais, tais como suor, muco, lágrimas, saliva e urina não possam ser agentes do contágio, porém nossos dados até aqui dão forte indício de que o RV-41 não possa ser passado adiante por meio de tais fluidos.”