Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Fúria dos Reis - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Fúria dos Reis

Электронная книга - «A Fúria dos Reis». Краткое содержание книги:

A Fúria dos Reis
1 ... 69 70 71 72 73 74 75 76 77 ... 253
Перейти на страницу:

– O que você quer?

– A senhora vai querer um banho esta noite?

– Um fogo, creio… sinto frio – estava tremendo, embora o dia tivesse sido quente.

– Às suas ordens.

Sansa observou a moça com suspeita. Teria visto o bilhete? Teria sido ela quem o colocara sob a almofada? Não era provável; a moça parecia ser estúpida e não alguém que se quisesse usar para entregar bilhetes secretos, mas Sansa não a conhecia. A rainha mudava seus criados a cada quinzena, a fim de se assegurar que nenhum deles se tornaria seu amigo.

Quando o fogo cintilou na lareira, Sansa agradeceu secamente à criada e ordenou-lhe que saísse. A moça foi rápida em obedecer, como sempre, mas Sansa decidiu que havia algo de dissimulado nos seus olhos. Sem dúvida corria para apresentar o relatório à rainha, ou talvez a Varys. Tinha certeza de que todas as criadas a espiavam.

Uma vez sozinha, atirou o bilhete nas chamas, observando o pergaminho enrolar-se e enegrecer. Venha esta noite ao bosque sagrado, se quiser ir para casa. Deslocou-se até a janela. Lá embaixo, conseguia ver um cavaleiro baixo com uma armadura branca como a lua e um pesado manto branco patrulhando a ponte levadiça. Pela altura, só podia ser Sor Preston Greenfield. A rainha dera-lhe liberdade no castelo, mas, mesmo assim, ele quereria saber onde ela ia se tentasse sair da Fortaleza de Maegor àquela hora da noite. O que lhe diria? De repente sentiu-se contente por ter queimado o bilhete.

Desatou o vestido e enfiou-se na cama, mas não adormeceu. Será que ele ainda está lá?, interrogou-se. Quanto tempo esperará? Era tão cruel enviar-lhe um bilhete e não lhe dizer nada. Os pensamentos andavam às voltas na sua cabeça.

Se ao menos tivesse alguém para lhe dizer o que fazer. Sentia falta da Septã Mordane, e ainda mais de Jeyne Poole, sua amiga mais fiel. A septã tinha perdido a cabeça com os outros, pelo crime de servir à Casa Stark. Sansa não sabia o que acontecera a Jeyne, que desapareceu dos seus aposentos depois do ataque para não voltar a ser mencionada. Tentava não pensar muito nelas, mas de vez em quando as memórias vinham sem ser convidadas, e então era difícil segurar as lágrimas. Ocasionalmente, Sansa até sentia saudades da irmã. Àquela altura, Arya estaria a salvo, de volta a Winterfell, dançando e cosendo, brincando com Bran e o bebê Rickon, até cavalgando pela vila de inverno, se quisesse. Sansa também era autorizada a montar, mas só no pátio, e era chato passar o dia inteiro trotando em círculos.

Estava bem acordada quando ouviu os gritos. A princípio distantes, mas tornando-se mais sonoros. Muitas vozes gritando em conjunto. Não conseguia distinguir as palavras. E havia também cavalos e ruído de passos, gritos de comando. Deslocou-se até a janela e viu homens correndo nas muralhas, transportando lanças e tochas. Volte para a cama, disse a si mesmaa, isso não é nada que lhe diga respeito, não passa de mais uma perturbação na cidade. Nos poços só se falava da agitação na cidade nos últimos tempos. As pessoas aglomeravam-se, fugindo da guerra, e muitas não tinham como sobreviver a não ser roubando e matando-se umas às outras. Volte para a cama.

Mas, quando olhou, o cavaleiro branco tinha desaparecido, e a ponte sobre o fosso seco estava abaixada, mas sem guarda.

Sansa virou-se sem pensar e correu para o guarda-roupa. Ah, que estou fazendo?, perguntou a si mesma enquanto se vestia. Isso é uma loucura. Podia ver as luzes de muitas tochas nas muralhas exteriores. Teriam Stannis e Renly enfim chegado para matar Joffrey e reclamar o trono do irmão? Se fosse isso, os guardas ergueriam a ponte levadiça, separando a Fortaleza de Maegor do castelo exterior. Sansa atirou um manto cinza liso por sobre os ombros e pegou a faca que usava para cortar carne. Se isso for alguma armadilha, prefiro morrer a deixar que me machuquem mais, disse consigo mesma e escondeu a lâmina sob o manto.

Uma coluna de espadachins de manto vermelho passou por ela correndo quando saiu para a noite. Esperou até estarem bem longe, antes de atravessar como uma flecha a ponte levadiça sem guarda. No pátio, homens afivelavam cintos de espadas e cingiam as selas dos seus cavalos. Vislumbrou Sor Preston perto dos estábulos com mais três homens da Guarda Real, com os mantos brancos brilhantes como a lua, enquanto ajudavam Joffrey a vestir a armadura. Ficou sem fôlego quando viu o rei. Felizmente, ele não a viu. Gritava pela espada e pela besta.

O ruído foi diminuindo enquanto se deslocava mais para o interior do castelo, sem se atrever a olhar para trás, com medo de que Joffrey pudesse estar observando… ou, pior, seguindo-a. A escada em espiral enrolava-se à sua frente, riscada por linhas de luz tremeluzente, vinda de janelas estreitas mais acima. Sansa arquejava quando chegou ao topo. Correu por uma colunata sombria e encostou-se com força na parede para recuperar o fôlego. Quando algo roçou em sua perna, quase saltou para fora da sua pele, mas era apenas um gato, um macho preto esfarrapado com uma orelha roída. A criatura bufou para ela e afastou-se com um salto.

Quando chegou ao bosque sagrado, o ruído tinha se reduzido a um tênue tinir de aço e gritos distantes. Sansa apertou-se mais no manto. O ar estava rico com os cheiros da terra e das folhas. Lady teria gostado deste lugar, pensou. Havia algo de selvagem num bosque sagrado; mesmo ali, no coração do castelo que se erguia no centro da cidade, podia-se sentir os deuses antigos observando com mil olhos invisíveis.

Sansa preferiu os deuses da mãe aos do pai. Adorava as estátuas, as imagens nos vitrais, a fragrância de incenso ardendo, os septões com suas togas e cristais, o mágico jogo de arco-íris nos altares incrustados de madrepérola, ônix e lápis-lazúli. Mas não podia negar que o bosque sagrado também possuía um certo poder. Especialmente à noite. Ajude-me, rezou, envie-me um amigo, um verdadeiro cavaleiro para ser meu campeão…

Deslocou-se de árvore em árvore, sentindo a aspereza da casca sob os dedos. Folhas rasparam no seu rosto. Teria vindo tarde demais? Ele não teria ido embora tão cedo, não é? Ou sequer teria vindo? Ousaria chamá-lo? O bosque estava tão silencioso e calmo…

– Temi que não viesse, menina.

Sansa rodopiou. Um homem saiu das sombras, corpulento, de pescoço grosso, trôpego. Usava uma toga cinza-escura com o capuz puxado para a frente, mas quando uma fina fatia de luar tocou seu rosto, ela o reconheceu de imediato, pela pele manchada e pela teia de veias rompidas por baixo dela.

– Sor Dontos – sussurrou, de coração despedaçado. – É o senhor?

– Sim, minha senhora – quando ele se aproximou, ela sentiu o fedor amargo do vinho no seu hálito. – Eu – o homem lhe estendeu uma mão.

Sansa encolheu-se.

Não! – ela enfiou a mão sob o manto, agarrando a faca escondida. – O que… o que quer de mim?

– Apenas ajudá-la – Dontos respondeu. – Tal como me ajudou.

– Está bêbado, não está?

– Só bebi uma taça de vinho, para ajudar a ganhar coragem. Se me apanharem agora, esfolarão minhas costas.

E o que farão a mim? Sansa deu por si pensando de novo em Lady. A loba podia farejar a falsidade, podia, mas estava morta, seu pai matara-a por causa de Arya. Puxou a faca e segurou-a na sua frente com ambas as mãos.

– Vai me apunhalar? – Dontos perguntou.

– Vou. Diga-me quem o enviou.

– Ninguém, querida senhora. Juro, pela minha honra como cavaleiro.

– Cavaleiro? – Joffrey tinha decretado que ele já não seria cavaleiro, apenas um bobo, ainda mais baixo do que o Rapaz Lua. – Orei aos deuses por um cavaleiro que viesse me salvar – Sansa disse. – Orei e orei. Por que me enviariam um velho bobo bêbado?

1 ... 69 70 71 72 73 74 75 76 77 ... 253
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)