Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
READ-E-BOOK » Биографии и мемуары » A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]
A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]

Электронная книга - «A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]». Краткое содержание книги:

Jordan Belfort fez uma fortuna no mercado de ações americano nos anos 1990 e viveu uma vida de luxo, drogas, sexo e pura loucura. O problema foi que, para enriquecer dessa maneira, ele não seguiu apenas o bom caminho, e o FBI não deixou barato... Acusado de fraude de valores mobiliários, manipulação de ações, lavagem de dinheiro e outros inúmeros crimes financeiros que nem ele saberia citar, Jordan se viu obrigado a cooperar com a Justiça americana, dedurando amigos e antigos colegas para tentar se livrar de uma pena que poderia chegar a 30 anos de prisão – e arruinar de vez sua vida.
Em A caçada ao Lobo de Wall Street, Jordan conta com sua fina ironia e acidez todos os detalhes de seu início de carreira, bem como tudo que aconteceu com ele depois que seu império desmoronou: perdeu a esposa, o dinheiro e quase perderia os filhos. Uma história contada sem pudores, por um homem cativante que precisou se reinventar a qualquer custo. **
1 ... 64 65 66 67 68 69 70 71 72 ... 130
Перейти на страницу:

Não muito, como se viu, porque TOC rapidamente quebrou o tédio.

Era uma noite de segunda-feira quando ele telefonou, e foi uma ligação perturbadora, para dizer o mínimo. Eu estava sentado na minha sala de estar, em uma poltrona, quando o telefone sem fio tocou. Coloquei meu manual do AA de lado e atendi.

– Alô?

– Sou eu – disse TOC. – Você está sozinho?

Tendo em vista que era o FBI ligando, eu realmente olhei em volta para me certificar de que estava sozinho.

– Sim – respondi –, estou sozinho. Então me levantei e comecei a andar em torno da sala, nervosamente. – O que está acontecendo? Como tem passado?

– Ocupado – respondeu ele. – Correndo atrás das coisas. E você, como está? Dormindo com alguma russa ultimamente?

– Muito engraçado – respondi, com uma saudável dose de riso nervoso. – Já me cansei dessas Natashas por ora. Não suporto mais o sotaque, você sabe, da, da, da… blá-blá-blá. Fica chato depois de um tempo.

Seguindo o conselho de Magnum, eu tinha contado a TOC sobre as Natashas impertinentes, para que não fossem colocadas no banco das testemunhas sob interrogatório. Então TOC fez sua própria investigação e, não surpreendentemente, chegou à conclusão jurídica de que não havia nada inerentemente contra a lei sobre se deitar com garotas russas que estivessem atrás de dinheiro.

– De qualquer forma, o que está acontecendo? – perguntei. – Faz tempo que não tenho notícias suas.

Nenhuma resposta a princípio, apenas alguns momentos de silêncio doentio, o tipo de silêncio que você ouve quando uma bomba-relógio fica ticando até o zero e há uma interminável demora antes da explosão. Finalmente, ele disse:

– Não há muitas novidades, mas eu preciso que você coloque escutas para falar com Dave Beall. – Mais silêncio. – Eu sei que isso não é agradável para você, mas é preciso.

– Por quê? – retruquei imediatamente. – Ele não é ninguém!

Enquanto as palavras escapavam de meus lábios, eu sabia que soavam ridículas. Não tinha nada a ver com os crimes que eu tinha ou não cometido com Dave Beall (é claro que eu tinha, simplesmente porque cometera crimes com todos os meus amigos), mas tinha tudo a ver com as pessoas a quem Dave Beall poderia levá-los.

TOC calmamente explicou:

– Quem ele é ou não é não importa, o importante é que eu sei que ele é um de seus amigos mais próximos. – Ele fez uma pausa por um momento, como se estivesse procurando as palavras certas. – Escute, não tenho nenhum grande prazer nisso e, acredite ou não, Joel também não. Mas é algo que você tem de fazer. Eu quero que você tente marcar um jantar com ele, o.k.?

Com o coração apertado, respondi:

– Certo. Quer dizer, que porra de escolha eu tenho, não é? – deixei escapar um suspiro óbvio. – Quando você quer que eu telefone?

– Nada melhor do que já – disse ele. – Posso começar a gravar?

Eu balancei a cabeça, triste.

– Sim, que diferença faz? Onde você quer que eu marque a reunião?

– Em um restaurante que seja calmo, em algum lugar em Long Island, mas não nos Hamptons. É muito longe para mim.

Eu pensei por um momento.

– Que tal no Caracalla, em Syosset? É italiano, pequeno, comida boa, tranquilo – balancei a cabeça, desesperado. – É um lugar tão bom quanto qualquer outro para trair meu melhor amigo, sabia?

– Não seja tão duro consigo mesmo – disse TOC. – Se ele estivesse em seu lugar, faria a mesma coisa. Acredite em mim.

– Eu acredito – respondi, mas o que eu não disse foi que sabia que ele estava errado. Dave nunca iria me trair. – Vá em frente, faça a gravação. Vamos acabar com isso.

– Tudo bem, espere um segundo… – Silêncio por um momento, em seguida, dois cliques, e então: – Aqui é o agente especial Gregory Coleman do Federal Bureau of Investigation. A data é 3 de abril de 1999, e a hora é… São 8 horas da noite. Esta é uma conversa de telefone gravada consensualmente entre Jordan Belfort, testemunha que vem cooperando com o governo federal, e David Beall.

Outro momento de silêncio, então eu ouvi o zumbido do telefone da casa de Dave, e a cada toque meu ânimo se afundava cada vez mais. No momento em que Dave atendeu, me ocorreu que eu não era mais baixo que uma bactéria de esgoto. Agora eu era menor que o muco que alimenta essa bactéria.

CAPÍTULO 14

UMA CRISE DE CONSCIÊNCIA

De certa forma, David Michael Beall passou a representar tudo o que poderia ter sido justo e puro na Stratton Oakmont. Nascido na cidade ultracaipira de Burtonsville, em Maryland, onde esportes como lançar ferraduras e desviar de bosta de vaca eram os passatempos favoritos da população, ele tinha crescido muito pobre e sem um pai. Ele era do tipo que teve uma infância “faça você mesmo”, em que um corte profundo era costurado pela própria mãe, usando uma agulha aquecida e um fio qualquer.

Intelectualmente, Dave não era nem muito brilhante nem muito burro; estava na média. E não era bem do tipo vendedor, era alguém honesto e franco demais, falando com o tipo de conversa lenta do Sul que não conseguia convencer ninguém a fazer algo que não quisesse, para começo de conversa.

Como a maioria das crianças de Burtonsville, ele não tinha crescido com um ardente desejo de ser rico, algo que viria mais tarde, mas tinha uma compreensão clara de que o mundo tinha poucos chefes e muitos índios, que ele era um dos índios e não havia nada de errado com isso.

Normalmente, um caipira de quase 2 metros de altura como Dave Beall nunca iria para a faculdade, mas acabaria trabalhando numa oficina da cidade, trocando óleo e ajustando motores, e então passaria os finais de semana tentando entrar nos jeans apertados da gostosona local. Mas, como quis o destino, Dave tinha sido abençoado com duas coisas maravilhosas, velocidade e força, que juntas lhe conseguiram uma bolsa de estudos para a Universidade de Maryland, para a equipe de luta livre.

Nesse meio tempo, ele conheceu uma linda judia loira chamada Laurie Elovitch, que tinha a metade do tamanho dele e era seu completo oposto. Laurie era de Long Island, de uma família muito rica e politicamente cheia de contatos; então, depois que ela e Dave se formaram, ambos se transferiram para Long Island a fim de ficar perto deles. Entendia-se que um cara como Dave – que você normalmente encontraria sentado em um fardo de feno, vestindo macacão jeans sem camisa – seria um peixe fora d’água na desumana e implacável Long Island. Todo mundo achou que o pai de Laurie, Larry, ajudaria a encontrar um caminho para Dave, que usaria seus contatos políticos para obter um emprego decente para o genro (talvez no Departamento de Parques ou de Serviços Públicos).

Mas, novamente, o destino iria intervir na vida de Dave Beall, quando, em novembro de 1988, Laurie se deparou com um anúncio de emprego no New York Times e Dave tornou-se um dos primeiros jovens americanos a atender ao chamado da Stratton. Como muitos jovens que vieram depois dele, ele se dirigiu para a entrevista em um carro que não era mais que um pedaço de merda, vestindo um terno que era outro pedaço de merda e estava tão esfarrapado que sua futura sogra teve de usar fita adesiva para impedir que as costuras arrebentassem.

No entanto, ele passou no teste do espelho sem incidentes e, em seguida, passou pelo programa de treinamento e aprendeu a vender – ou, nos termos da Stratton, aprendeu a ser um assassino. Duas vezes por dia, eu ficava de pé na frente da sala de pregão fazendo meu discurso, e ele também passou a acreditar que a ganância era uma coisa boa, que os clientes deviam comprar ou morrer e que uma vida de riqueza e ostentação era o único caminho para a felicidade.

Então – voilà! –, mais ou menos uns seis meses depois, Dave Beall estava dirigindo um Porsche conversível, vestindo-se com ternos de 2 mil dólares e falando com a desenfreada autoconfiança de um corretor de primeira linha.

1 ... 64 65 66 67 68 69 70 71 72 ... 130
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)