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A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]

Электронная книга - «A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]». Краткое содержание книги:

Jordan Belfort fez uma fortuna no mercado de ações americano nos anos 1990 e viveu uma vida de luxo, drogas, sexo e pura loucura. O problema foi que, para enriquecer dessa maneira, ele não seguiu apenas o bom caminho, e o FBI não deixou barato... Acusado de fraude de valores mobiliários, manipulação de ações, lavagem de dinheiro e outros inúmeros crimes financeiros que nem ele saberia citar, Jordan se viu obrigado a cooperar com a Justiça americana, dedurando amigos e antigos colegas para tentar se livrar de uma pena que poderia chegar a 30 anos de prisão – e arruinar de vez sua vida.
Em A caçada ao Lobo de Wall Street, Jordan conta com sua fina ironia e acidez todos os detalhes de seu início de carreira, bem como tudo que aconteceu com ele depois que seu império desmoronou: perdeu a esposa, o dinheiro e quase perderia os filhos. Uma história contada sem pudores, por um homem cativante que precisou se reinventar a qualquer custo. **
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O mais preocupante, admiti, foi que não demorou muito para que eu estivesse ensinando uma ou duas coisas a Al. Dentro de semanas, na verdade, eu estava em processo de modernização de seus golpes antigos, trazendo minhas próprias ideias e brilho, juntamente com a petulância que viria a caracterizar o Lobo de Wall Street.

Já passava um pouco das 5 da tarde e eu finalmente tinha acabado de cantar na Court Street naquele dia, um dia que meus captores tinham considerado um grande sucesso. Afinal, eles agora sabiam exatamente como a Stratton Oakmont tinha surgido e como, através de uma série de coincidências minúsculas e eventualidades, ela acabou crescendo em Long Island, entre todos os lugares do mundo.

Antes de sair da sala de interrogatório, a última coisa que perguntei ao Canalha foi quanto tempo ele achava que ia demorar até que eu finalmente recebesse minha sentença. Seriam três anos? Quatro? Talvez até cinco anos? Quanto mais, melhor, pensei.

– Provavelmente entre quatro e cinco anos – respondeu ele. – Essas coisas costumam se arrastar, às vezes.

– Isso é verdade – acrescentou a Bruxa –, e não serão anos tranquilos. Sua cooperação irá a público no próximo ano e confiscaremos seu patrimônio em conformidade com esse processo.

TOC entrou na conversa, oferecendo-me um fino raio de esperança:

– Sim, mas você terá a chance de começar uma nova vida. Você é um cara jovem e da próxima vez vai fazer as coisas direito, eu espero.

Eu balancei a cabeça, concordando, preso nas palavras de TOC e do Canalha, ignorando as palavras da Bruxa. Infelizmente, todos eles estavam errados, e eu veria o interior de uma cela de prisão muito antes disso.

E perderia tudo o que eu tinha.

CAPÍTULO 13

A PORTA GIRATÓRIA

Dois meses depois

Southampton Beach! Para melhor ou pior, não há como negar que Meadow Lane foi um fabuloso local para assistir às paredes da realidade desabando sobre mim. As águas azuis do Atlântico estavam logo atrás de mim, as águas cinzentas da Shinnecock Bay estavam à minha frente e, de cada lado, imponentes mansões, como a minha, se levantavam diante das dunas como templos gregos, dando seu testemunho silencioso de como era maravilhoso ser um WASP rico ou um judeu nouveau riche.

Minha mansão particular, que em breve seria propriedade de TOC e do Canalha, era uma gigantesca construção cinza e branca, no estilo de Cape Cod. No deque traseiro, uma piscina e uma jacuzzi olhavam por cima do Atlântico; no gramado da frente, uma quadra de tênis para todos os climas tinha vista para Shinnecock; e, na frente, uma fileira de arbustos imaculadamente aparados em quadrados subiam a uns 4 metros de altura, ocultando a vista da propriedade.

Naquele momento, eu estava sentado em um sofá estilo shabby chic que ficava na sala de estar da mansão também estilo shabby chic, olhando nos olhos de Sarah Weissman,1 autoproclamada Rainha Judaica do Boquete. Ela estava sentada a menos de 1 metro de distância, usando uma blusa de gola alta preta de algodão e calças pretas de malha, acentuando um corpo firme que tinha cheiro da beleza do passado e da bulimia do presente.

No entanto, a Rainha do Boquete ainda era atraente. Com apenas 22 anos, tinha um rosto agradavelmente fino, cabelo preto brilhante, olhos negros e faiscantes, pele cor de oliva, uma plástica de nariz de primeira classe, dentes perfeitos e um lábio inferior mais úmido que o Nilo. Apesar de ter conhecido a moça há apenas 15 minutos, achei que ela parecia ser alguém razoavelmente confiável. Nós tínhamos nos encontrado naquela noite na reunião dos AA e simpatizamos instantaneamente um com o outro. Ela acabara de ficar sóbria (menos de uma semana, na verdade), lutando contra um vício triplo em crack, álcool e autoindução de vômitos, o último dos quais achei bastante nojento. Mas ela estava no rebote agora, recém-saída de uma clínica de desintoxicação e de volta aos Hamptons, pronta para recomeçar a vida.

Até então tínhamos apenas conversado sobre superficialidades, trocando histórias de guerra sobre nossos vícios em drogas, mas aparentemente ela estava pronta para entrar nos negócios, porque estava dizendo:

– …e são as garotas judias que fazem o melhor boquete do mundo, você sabia disso?

– Eu… Er… Não – respondi. – Nunca saí com uma judia antes…

– Bem, elas são as melhores – disse Sarah com orgulho. – Se você quiser, posso demonstrar.

– Ah, sim, isso seria ótimo! – respondi, e a Rainha Judaica do Boquete rapidamente passou a trabalhar, agachando e se inclinando em minha direção com um sorriso lascivo nos lábios.

Instintivamente, inclinei-me para trás e descansei a cabeça numa almofada redonda macia, enquanto a Rainha do Boquete estendeu as pequenas mãos e abriu o zíper da minha calça. Então, com notável eficiência, ela puxou minhas calças jeans até meus tornozelos, subiu entre minhas pernas e torceu seu longo cabelo preto em um rabo de cavalo.

De repente, ela fez uma pausa.

– O que há de errado? – perguntei.

– Nada, bobagem – disse ela, enquanto tirava um colar de ouro, na ponta do qual pendia uma estrela de David cravejada de diamantes. Ela o colocou no bolso. – Eu não quero que ele fique no meu caminho.

Assenti, fechei os olhos, ergui as pernas e me preparei para o melhor boquete de minha vida. Era exatamente o que o médico tinha receitado, pensei. Um toque da Rainha do Boquete e eu esqueceria a Duquesa para sempre!

– Ai! – gritou a Rainha do Boquete. – Tem alguma coisa cutucando minha bunda!

Olhei para baixo e… caramba! Minha tornozeleira estava espetando a bunda magra da Rainha do Boquete. Baixei as pernas com a velocidade de um coelho.

– Não é nada – disse eu. – Só um bipe que eu uso no trabalho. Tudo bem, continue.

A Rainha do Boquete estreitou os olhos, desconfiada.

– Um bipe, hein?

– Sim – retruquei –, um bipe…

Alguns momentos se passaram, mas ela continuou me olhando.

– Tudo bem – disse, afinal –, vou acreditar na sua palavra…

Ela se inclinou lentamente e começou a trabalhar… E foi um daqueles longos, suntuosos boquetes, do tipo que um homem só recebe da esposa durante o período de namoro. Eu comecei a gemer, apreciando:

– Ah, caramba, Sarah! É tããooo bom… Você tinha razão, as garotas judias de fato fazem o melhor boquete…

– Uhm-hum – ela murmurou, incapaz de falar.

– Ahhhh… – eu gemia, e fechei os olhos, deixando meu sistema nervoso dissolver, levando meus problemas para longe, à deriva, cada vez mais longe… Até que nada mais importava… Apenas o boquete e a Rainha do Boquete… Minha mente começou a vagar… Vagar para a Duquesa… O que ela estaria fazendo agora? Será que ela estaria em casa com os filhos ou com outro homem? Era uma noite no meio da semana, então ela provavelmente devia estar em casa com as crianças… Embora tivesse ouvido rumores de que ela estava tendo um caso com seu personal trainer, um bunda suja romeno chamado Alex… Mas isso não era importante… As crianças que eram importantes, elas eram tudo para mim!

E então, uma sensação de frio! Eu abri os olhos e a Rainha do Boquete estava afastando a cabeça, com uma expressão preocupada no rosto.

– O que há de errado? – perguntou. – Não está gostando?

Olhei para baixo e… ah, merda! Meu pênis parecia um espaguete cozido demais… Que foda, era constrangedor!

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