Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
O outro lado de mim [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

O outro lado de mim [em Português]

Электронная книга - «O outro lado de mim [em Português]». Краткое содержание книги:

O livro traz detalhes inéditos, reveladores e sinceros, com as memórias do escritor Sidney Sheldon, um dos maiores bestsellers de toda a história, com mais de 300 milhões de livros vendidos, em 51 idiomas e em mais de 180 países. Todos os 18 romances do autor alcançaram a Lista dos Mais Vendidos. Sheldon assinou obras como 'O outro lado da meia-noite', 'A herdeira', 'A ira dos anjos', 'Juízo final', entre outros. O livro apresenta revelações sobre a vida do autor em Hollywood, ao lado de estrelas como Cary Grant, Marylin Monroe, Judy Garland, Frank Sinatra e Doris Day. 'O outro lado de mim' traz alguns detalhes sobre a vida pessoal do autor, como a infância em Chicago, em um ambiente familiar instável com as constantes discussões dos pais, a revelação de ser portador da psicose maníaco-depressiva, e muito mais.
1 ... 49 50 51 52 53 54 55 56 57 ... 81
Перейти на страницу:

Uma noite antes de iniciarmos as filmagens, Deborah Kerr telefonou-me.

- Sidney, queria que soubesses que o Gary veio ter comigo para me convencer que nos devíamos unir contra você. Eu respondi-lhe que não contasse comigo.

- Obrigado, Deborah.

Em que é que eu estava metido?

Na manhã seguinte, quando as filmagens começaram, Cary enganou-se na primeira cena.

- Corta! Disse eu, e Cary virou-se para mim:

- Nunca mais digas ”corta” quando eu estiver no meio de uma cena.

Todos no estúdio o ouviram. De então em diante, a hostilização continuou e ao fim da tarde comentei para o meu diretor assistente:

- Esta é a última cena. Eu desisto.

-Não podes fazer isso. Dá-lhe mais uma chance. O Cary vai acabar por se acalmar.

Cary acabou por se acalmar, mas todos os dias conseguia de alguma forma pôr-me à prova.

Numa cena entre ele e Deborah, esta explicava-lhe que não podiam jantar juntos porque ela tinha de partir para o Médio Oriente em trabalho para o Departamento de Estado. Deborah começou a dizer o seu texto e de repente desatou a rir.

- Corta! Vamos tentar outra vez. Disse eu. A câmara recomeçou a rolar.

- Desculpa, mas não posso jantar contigo. Tenho de ir... E desatou outra vez a rir.

- Corta! Aproximei-me deles.

- Qual é o problema?

Cary respondeu com ar inocente:

- Nada.

- Está bem. Faz a cena comigo. Pedi.

Cary olhava para mim com um olhar tão penetrante que eu próprio comecei a rir.

- Cary – Pedi - por favor, não faças isso. Vamos lá filmar a cena. Ele concordou.

- Está bem.

Dali em diante a cena prosseguiu sem problemas.

Acabamos o dia de filmagens e fiquei satisfeito com o resultado. Deborah era extraordinariamente talentosa e os dois juntos eram maravilhosos.

Cary era casado com uma jovem atriz chamada Betsy Drake, com quem fizera um filme. Todas as noites, depois de um dia de filmagens, quando os dois saiam do estúdio de filmagens, Jorja e Betsy estavam lá fora à nossa espera. Cary tomava o braço de Jorja e começava a queixar-se do que eu fizera durante o dia. Eu tomava o braço de Betsy e queixava-me do comportamento dele.

Um dia, enquanto filmava uma cena com Walter Pidgeon, Cary moveu as sobrancelhas para cima e para baixo como Groucho Marx.

- Corta! Cary, o que está fazendo?

- Estou representando a cena. Respondeu ele com o ar mais inocente do mundo.

- Represente sem as sobrancelhas.

- Muito bem.

- Ação.

A cena recomeçou e os movimentos das sobrancelhas continuaram. Eram tão ridículos que eu próprio não me aguentei. Estava por detrás da câmara e não queria estragar a cena, por isso optei por morder a minha mão para evitar rir às gargalhadas. Eu não emitira qualquer som, mas, no meio da cena, Cary, que estava de costas para mim, virou-se e disse:

- Sidney, se continuar a rir dessa maneira, eu não conseguirei fazer a cena.

Nós dois acabamos chegando a um entendimento. A verdade é que gostávamos demasiado um do outro para conseguirmos manter uma guerra durante muito tempo.

Um dia, Elvis Presley veio ao estúdio para assistir às filmagens. Estava no auge da popularidade e eu não sabia o que esperar. Ele revelou-se uma pessoa extraordinariamente educada e modesta. Era “Senhor Sheldon” e “Sim, senhor” e “Não, senhor”. Todos ficaram encantados com ele.

O que lhe aconteceu mais tarde foi horrível. Tomava drogas, arruinou a voz e ficou gordo e feio.

Quando morreu, houve um cínico qualquer que disse:

- Foi bom para a carreira dele!

Quando terminamos as filmagens, eu e Cary nos encontramos para almoçar.

- Sidney, na próxima vez que me quiseres dirigir noutro filme, basta dizeres. Nem sequer preciso ler o argumento.

Isto era extremamente lisonjeiro, vindo de uma estrela desejada por todos os estúdios de cinema.

Dore e os outros executivos viram o filme acabado e ficaram extasiados.

- Tenho excelentes notícias. O Radio City Music Hall aceitou o filme. Disse ele.

Fiquei entusiasmado. O sonho de qualquer realizador era ter o seu filme no Radio City Music Hall e eu conseguira-o com o primeiro que dirigira.

- Estou muito orgulhoso de si. Fez um excelente trabalho. Comentou Dore.

Eddie Mannix falou:

- Senhores, temos um êxito em mãos.

Howard Strickling, chefe da publicidade, concordou:

- Este pede uma grande campanha publicitária.

- Vamos a ela. Respondeu Dore.

O elevador estava no topo. Nada podia correr mal.

CAPÍTULO 23

Uma noite, num jantar, fiquei sentado ao lado de Groucho Marx. Cumprimentei-o e apresentei-me:

- O meu nome é Sidney Sheldon.

Ele virou-se e olhou fixamente para mim.

- Não.

E voltou a atenção para o seu cocktail de camarão. Fiquei intrigado.

- Não, o quê?

- Você é uma fraude. Eu conheço o Sidney Sheldon. É mais atraente e mais alto do que o senhor e é um grande malabarista. Você é malabarista?

- Não.

- Está a ver?

- Senhor Marx...

- Não me chame senhor Marx.

- Como é que gosta que lhe chamem?

- Sally. Já li algumas das coisas que escreveu.

- Leu?

- Li. Devia ter vergonha! - E olhou outra vez para mim - Você é demasiado magro. Seja lá quem for, você e a sua mulher deviam vir a minha casa amanhã à noite para jantar. Às oito horas. E não chegue outra vez atrasado.

Apresentei Jorja a Groucho e ficaram imediatamente ligados. Foi o início da nossa relação de uma vida com ele.

Nos jantares que dava, havia sempre algumas frases suas para os convidados citarem:

“Acho que a televisão é muito educativa. Cada vez que alguém a liga, eu vou para outra sala e leio um livro.”

“Fora do cão, um livro é o melhor amigo do homem. Dentro de um cão, está muito escuro para se ler.”

“Passei uma noite muito agradável, mas não foi esta.”

“O casamento é uma instituição maravilhosa, mas quem é que quer viver numa instituição?”

Uma vez ele teve de ir ao médico. Uma bela e jovem enfermeira aproximou-se e disse:

- O senhor doutor já o vai receber. Siga-me, por favor. Groucho olhou para as ondulantes ancas dela e respondeu:

- Se eu conseguisse segui-la, não precisaria de nenhum médico.

Estávamos com Groucho muitas vezes e, à medida que o fomos conhecendo, apercebi-me de que, de fato, as pessoas não o compreendiam. Quando as insultava, achavam-no divertido. Sentiam orgulho em ser o alvo escolhido por ele. Só não percebiam que ele dizia exatamente o que pensava. Era um misantropo e completamente honesto nos seus sentimentos.

Tivera uma infância difícil. Fora tirado da escola aos sete anos e posto a trabalhar no palco com os irmãos. Os Irmãos Marx fizeram catorze filmes juntos. Groucho fez mais cinco sozinho. Um dia, caminhávamos os dois ao longo de Rodeo Drive e um homem aproximou-se a correr e disse-lhe:

1 ... 49 50 51 52 53 54 55 56 57 ... 81
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)