Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Então você resolveu fazer um pouco de exercício — diz baixinho, a voz macia e melodiosa. Seus dedos delicadamente ajeitam meu cabelo atrás da orelha. — Por quê, Anastasia?
Contorna minha orelha com os dedos, puxando-a com ritmo e delicadeza. É muito sensual.
— Eu precisava de tempo para pensar — digo.
Estou paralisada, entregue, perigosamente atraída por ele... e ele sabe exatamente o que está fazendo comigo.
— Pensar em quê, Anastasia?
— Em você.
— E resolveu que foi legal me conhecer? Está querendo dizer no sentido bíblico?
Ah, que merda. Fico toda vermelha.
— Não pensei que você conhecesse a Bíblia.
— Eu frequentava a escola dominical, Anastasia. Isso me ensinou muito.
— Não me lembro de ter lido sobre grampos de mamilo na Bíblia. Talvez suas aulas usassem uma tradução moderna.
Seus lábios se contraem em um leve sorriso, e meus olhos são atraídos para sua boca.
— Bem, achei que devia vir até aqui para lembrá-la de como foi legal me conhecer.
Puta merda. Fico olhando para ele boquiaberta, e seus dedos vão da minha orelha para meu queixo.
— O que diz disso, Srta. Steele?
Seus olhos me olham inflamados, com uma expressão de desafio. Ele está com os lábios entreabertos, à espera, pronto para dar o bote. O desejo — agudo, líquido e apaixonante — me queima por dentro. Antecipo-me, e me atiro nele. Não sei como, ele se move, e num piscar de olhos estou na cama, sob o corpo dele, meus braços esticados, presos acima da minha cabeça por uma de suas mãos, enquanto a outra segura meu rosto e sua boca cobre a minha.
Sua língua está dentro da minha boca, exigente e possessiva, e eu me deleito com a força que ele usa. Sinto seu corpo todo em cima do meu. Ele me deseja, e isso tem um efeito delicioso sobre mim. Não a Kate com um daqueles biquínis pequenininhos, não uma das quinze, não a pervertida Mrs. Robinson. É a mim. Esse homem lindo me deseja. Minha deusa interior está tão acesa que poderia iluminar Portland inteira. Ele para de me beijar, eu abro os olhos, e vejo que está olhando para mim.
— Você confia em mim? — Sua voz é ofegante.
Faço que sim com a cabeça, os olhos arregalados, o coração saltando, o sangue latejando nas veias.
Ele põe a mão no bolso da calça e tira aquela gravata de seda cinza prateada... aquela gravata que deixou minha pele marcada. Com grande agilidade, monta em mim, já amarrando meus pulsos, mas, dessa vez, amarra a outra ponta da gravata numa das colunas da cabeceira da cama. Ele puxa o laço, verificando se está firme. Não posso sair do lugar. Estou presa, literalmente, à minha cama, e muito excitada.
Ele sai de cima de mim e fica parado ao lado da cama, me olhando, cheio de desejo. Tem uma expressão triunfante e aliviada.
— Assim é melhor — murmura, e dá um sorriso travesso.
Ele se abaixa e começa a desamarrar um dos meus tênis. Ah, não... não... meus pés. Não, acabei de correr.
— Não — protesto, tentando chutá-lo.
Ele para.
— Se você se debater, amarro seus pés também. Se fizer algum barulho, Anastasia, eu a amordaço. Fique quieta. Katherine agora deve estar lá fora ouvindo.
Amordaçar! Kate! Fico calada.
Ele tira meus sapatos e minhas meias com eficiência, despindo-me lentamente da calça de moletom. Ah... que calcinha estou usando? Ele me levanta e puxa a colcha e o edredom de baixo de mim, e me deita de novo, desta vez em cima do lençol.
— Agora, sim. — Lambe devagarinho o lábio inferior. — Você está mordendo o lábio, Anastasia. Você sabe o efeito que isso tem sobre mim.
Ele coloca o indicador sobre minha boca, um aviso.
Meu Deus. Mal consigo me conter, ali deitada, indefesa, vendo-o circular com elegância pelo meu quarto. Isso é um afrodisíaco inebriante. Lentamente, ele descalça os sapatos e as meias, desabotoa a calça, tira a camisa pela cabeça.
— Acho que você já viu muito — diz com uma risadinha safada.
Torna a montar em mim, puxa minha camiseta, e acho que vai tirá-la, mas a enrola até meu pescoço e puxa um pouco mais para cima, deixando-me com a boca e o nariz descobertos, mas os olhos tapados. E, como a camiseta está dobrada, não consigo enxergar nada através dela.
— Hum — sussurra, aprovando. — Isso está ficando cada vez melhor. Vou pegar alguma coisa para beber.
Ele se inclina e me beija, seus lábios macios contra os meus, e seu peso sai da cama. Ouço a porta do quarto rangendo. Pegar alguma coisa para beber? Onde? Aqui? Em Portland? Em Seattle? Esforço-me para escutá-lo. Consigo distinguir uns murmúrios, e sei que ele está falando com Kate — ah, não... ele está praticamente nu. O que ela vai dizer? Ouço baixinho alguma coisa espocando. O que é? A porta range, ele está de volta, e atravessa o quarto com passos leves. Ouço gelo tilintando dentro de um copo com líquido. Que tipo de bebida? Christian bate a porta e arrasta os pés pelo quarto, tirando a calça, que cai no chão, e sei que ele está nu. Torna a montar em mim.
— Está com sede, Anastasia? — pergunta, num tom provocante.
— Estou — sussurro, porque de repente fico com a boca seca.
Ouço o gelo tilintando no copo, e ele se inclina e me beija, enchendo minha boca com um líquido delicioso e geladinho. É vinho branco. Aquilo é tão inesperado, tão quente, apesar de estar gelado e os lábios de Christian estarem frios.
— Mais? — sussurra ele.
Balanço a cabeça. O vinho é mais divino ainda porque esteve em sua boca. Ele se debruça sobre mim, e bebo mais um gole do que sai dos seus lábios... minha nossa.
— Não vamos exagerar, você sabe que sua capacidade para bebida é limitada, Anastasia.
Não dá para evitar. Sorrio, e ele torna a se inclinar para me passar mais um delicioso gole, e se deita a meu lado, a ereção encostada na minha coxa. Ah, eu o quero dentro de mim.
— Isso é legal? — pergunta ele, mas noto a acidez de seu tom.
Fico tensa. Ele torna a movimentar o copo, e me beija, passando para minha boca uma pedrinha de gelo com um pouco de vinho. Sem pressa, ele vai me dando beijos gelados até chegar ao centro do meu corpo, começando na garganta, descendo por entre os seios, passando pelo torso até a barriga. Deixa um pedacinho de gelo em meu umbigo, numa poça gelada de vinho. Isso faz com que eu me sinta queimando por dentro, por todo o caminho, até lá embaixo. Uau.
— Agora, você tem que ficar quieta — murmura ele. — Se você se mexer vai molhar a cama toda de vinho.
Flexiono os quadris automaticamente.
— Ah, não. Se derramar o vinho, vou castigá-la, Srta. Steele.
Gemo e tento desesperadamente não mexer os quadris, puxando a gravata que me prende. Ah não... por favor.
Com um dedo, ele abaixa os bojos do meu sutiã, um de cada vez, levantando meus seios, expostos e vulneráveis. Inclinando-se, ele beija e puxa meus mamilos, um de cada vez, com os lábios gelados. Luto para não reagir arqueando o corpo.
— Até que ponto isso é legal? — pergunta, chupando um dos mamilos.
Ouço o gelo tilintar de novo, e então o sinto em volta do mamilo direito enquanto ele puxa o esquerdo com os lábios. Gemo, tentando não me mexer. É uma tortura doce e aflitiva.
— Se derramar o vinho, não deixo você gozar.