Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Tormenta de Espadas - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Tormenta de Espadas

Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:

A Tormenta de Espadas
1 ... 314 315 316 317 318 319 320 321 322 ... 330
Перейти на страницу:

Os dedos de Marillion roçaram as cordas.

O senhor chegou a cavalo num dia de chuva, tralolé, tralolé, tralolélolá...

A Senhora Lysa puxou o braço de Sansa. Era andar ou ser arrastada, portanto decidiu andar, percorrendo meio salão e passando entre um par de pilares, até uma porta de represeiro instalada na parede de mármore. A porta encontrava-se firmemente fechada, com três pesadas trancas de bronze para mantê-la no lugar, mas Sansa ouvia o vento lá fora mordendo suas arestas. Quando viu o crescente de lua esculpido na madeira, plantou os pés no chão.

– A Porta da Lua. – Tentou se libertar, aos puxões. – Por que está me mostrando a Porta da Lua?

– Agora está guinchando como um rato, mas no jardim foi bastante ousada, não foi? Foi bastante ousada na neve.

A senhora fazia costura num dia de chuva – cantava Marillion –, tralolé, tralolé, tralolélolá...

– Abra a porta – ordenou Lysa. – Estou dizendo para abri-la. Vai abri-la, senão mando chamar os meus guardas. – Empurrou Sansa em frente. – Sua mãe pelo menos era corajosa. Levante as trancas.

Se eu fizer o que ela diz, vai me largar. Sansa agarrou uma das barras de bronze, soltou-a com um puxão e atirou-a ao chão. A segunda barra retiniu no mármore, seguida pela terceira. Mal tinha tocado no trinco quando a pesada porta de madeira voou para dentro e bateu com estrondo na parede. Um monte de neve estava empilhado na soleira, e todo ele foi soprado contra elas, trazido numa explosão de ar frio que deixou Sansa tremendo. Tentou dar um passo para trás, mas aí encontrava-se a tia. Lysa pegou-a pelo pulso e pôs a outra mão entre as suas omoplatas, empurrando-a à força para a porta aberta.

Atrás da porta havia céu branco, neve caindo e nada mais.

– Olhe para baixo – disse a Senhora Lysa. – Olhe para baixo.

Tentou se libertar, mas os dedos da tia enterravam-se em seu braço como garras. Lysa deu-lhe outro empurrão, e Sansa soltou um guincho. O pé esquerdo atravessou uma crosta de neve e soltou-a. Nada havia à sua frente além de ar vazio, e um castelo intermediário cento e oitenta metros abaixo, agarrando-se ao flanco da montanha.

– Não! – gritou Sansa. – Está me assustando! – Atrás dela, Marillion continuava a tocar a harpa e a cantar “tralolé, tralolé, tralolélolá”.

– Ainda quer licença para ir embora? Quer?

– Não. – Sansa fez pressão com os pés no chão e tentou contorcer-se para trás, mas a tia não se moveu. – Dessa maneira não. Por favor... – Ergueu uma mão, procurando com os dedos o batente da porta, mas não conseguiu encontrar um apoio, e os pés estavam escorregando no chão úmido de mármore. A Senhora Lysa empurrava-a inexoravelmente para a frente. A tia tinha mais de vinte quilos a mais do que ela.

A senhora trocava beijos num monte de feno – estava cantando Marillion. Sansa torceu-se para o lado, histérica de medo, e um pé escorregou por sobre a borda. Gritou. – Tralolé, tralolé, tralolélolá. – O vento levantou suas saias e mordeu suas pernas nuas com dentes frios. Sentia flocos de neve derretendo nas bochechas. Sansa esbracejou, encontrou a grossa trança ruiva de Lysa e agarrou-se bem nela.

– Meu cabelo! – guinchou a tia. – Largue meu cabelo! – Estava tremendo, soluçando. As duas vacilaram na borda do precipício. Muito longe, ouviu os guardas baterem na porta com as lanças, exigindo que os deixassem entrar. Marillion interrompeu a canção.

Lysa! O que significa isso? – o grito cortou através dos soluços e da respiração pesada. Passos ecoaram ao longo do Alto Salão. – Saia daí. Lysa, o que você está fazendo? – os guardas continuavam a bater à porta; Mindinho tinha entrado pelo fundo, pela entrada do senhor que se abria atrás do estrado.

Quando Lysa se virou, suas mãos fraquejaram o suficiente para que Sansa se libertasse. Caiu sobre os joelhos, e Petyr Baelish viu-a. Parou subitamente.

– Alayne. Qual é o problema aqui?

– É ela. – A Senhora Lysa agarrou uma madeixa dos cabelos de Sansa. – O problema é ela. Ela beijou-o.

– Diga-lhe – suplicou Sansa. – Diga-lhe que estávamos só construindo um castelo...

Cale-se! – gritou a tia. – Não lhe dei licença para falar. Seu castelo não interessa a ninguém.

– Ela é uma criança, Lysa. A filha de Cat. O que você acha que estávamos fazendo?

– Eu ia casá-la com Robert! Não tem gratidão. Não tem... não tem decência. Você não é dela para que o beije. Não é dela! Estava lhe dando uma lição, só isso.

– Estou vendo. – Mindinho afagou o queixo. – Acho que ela compreende agora. Não é verdade, Alayne?

– Sim – soluçou Sansa. – Compreendo.

– Não a quero aqui. – Os olhos da tia estavam brilhantes de lágrimas. – Por que foi que a trouxe para o Vale, Petyr? Este não é o seu lugar. Não pertence a este lugar.

– Sendo assim, mandamo-la embora. De volta a Porto Real, se quiser. – Deu um passo na direção delas. – Agora largue-a. Deixe-a afastar-se da porta.

NÃO! – Lysa deu outro puxão na cabeça de Sansa. Neve rodopiou em volta delas, fazendo com que as saias esvoaçassem ruidosamente. – Não pode desejá-la. Não pode. Ela é uma garotinha estúpida de cabeça oca. Não o ama como eu o tenho amado. Eu sempre o amei. Já demonstrei isso, não foi? – lágrimas escorreram por seu rosto inchado e vermelho. – Eu dei a você o presente de minha virgindade. Teria dado também um filho, mas eles assassinaram-no com chá de lua, com tanásia, menta e losna, uma colher de mel e uma gota de poejo. Não fui eu, eu nunca soube, só bebi o que o pai me deu...

– Isso passou e está feito, Lysa. Lorde Hoster está morto, e o seu velho meistre também. – Mindinho aproximou-se. – Caiu outra vez no vinho? Não devia falar tanto. Não queremos que Alayne saiba mais do que devia, não é? Ou Marillion.

A Senhora Lysa ignorou aquilo.

– A Cat nunca lhe deu nada. Fui eu quem arranjou seu primeiro posto, quem fez com que Jon o trouxesse para a corte para podermos ficar perto um do outro. Prometeu-me que nunca se esqueceria disso.

– E não me esqueci. Estamos juntos, tal como você sempre desejou, tal como sempre planejamos. Mas largue o cabelo de Sansa...

– Não largo! Vi-os aos beijos na neve. Ela é exatamente como a mãe. Catelyn beijou-o no bosque sagrado, mas nunca foi a sério, ela nunca quis você. Por que foi que a amou mais? Era eu, sempre fui eeeeeu!

– Eu sei, amor. – Ele deu mais um passo. – E estou aqui. Tudo o que tem de fazer é pegar na minha mão, vamos. – Estendeu-a para ela. – Não há motivo para todas essas lágrimas.

– Lágrimas, lágrimas, lágrimas – soluçou ela histericamente. – Não há necessidade de lágrimas... mas não foi isso o que disse em Porto Real. Disse-me para pôr as lágrimas no vinho de Jon, e foi o que eu fiz. Por Robert, e por nós! E escrevi a Catelyn e contei-lhe que os Lannister tinham matado o senhor meu esposo, tal como você disse para fazer. Isso foi tão inteligente... sempre foi inteligente, eu disse isso ao pai, disse: o Petyr é tão inteligente, subirá bem alto, subirá, subirá, e é doce e gentil e tenho o seu bebê na barriga... Por que foi que a beijou? Por quê? Agora estamos juntos, estamos juntos após tanto tempo, tanto, tanto tempo, por que é que havia de querer beijááááá-la?

– Lysa – Petyr suspirou –, depois de todas as tempestades que aguentamos, devia confiar mais em mim. Juro, nunca mais sairei de seu lado, enquanto ambos formos vivos.

1 ... 314 315 316 317 318 319 320 321 322 ... 330
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)