Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Tormenta de Espadas - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Tormenta de Espadas

Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:

A Tormenta de Espadas
1 ... 275 276 277 278 279 280 281 282 283 ... 330
Перейти на страницу:

O estábulo encontrava-se atrás dele. Espectadores gritaram e empurraram-se para sair do caminho. Um deles tropeçou e caiu contra as costas de Oberyn. Sor Gregor atacou com toda a sua fúria selvagem. A Víbora Vermelha atirou-se para o lado, rolando. O infeliz cavalariço que estava atrás dele não foi assim tão rápido. No momento em que seu braço se erguia para proteger o rosto, a espada de Gregor cortou-o entre o cotovelo e o ombro.

Cale-SE! – berrou a Montanha em resposta ao grito do cavalariço, e dessa vez brandiu a lâmina de lado, fazendo voar a metade superior da cabeça do rapaz por sobre o pátio, numa chuva de sangue e miolos. Centenas de espectadores pareceram perder subitamente todo o interesse na culpa ou inocência de Tyrion Lannister, julgando pelo modo como se atropelaram e empurraram uns aos outros para fugir do pátio.

Mas a Víbora Vermelha de Dorne estava de novo em pé, com a sua longa lança na mão.

– Elia – gritou para Sor Gregor. – Violou-a. Assassinou-a. Matou os filhos dela. E agora, diga o nome dela.

A Montanha rodopiou. Elmo, escudo, espada, sobretudo, estava salpicado de sangue e entranhas da cabeça aos pés.

– Você fala demais – resmungou. – Faz minha cabeça doer.

– Vou ouvi-lo dizer isso. Ela era Elia de Dorne.

A Montanha fungou de desprezo e atacou... e nesse momento o sol rompeu por entre as nuvens baixas que escondiam o céu desde a alvorada.

O sol de Dorne, disse Tyrion a si mesmo, mas quem primeiro reagiu para colocar o sol nas costas foi Gregor Clegane. Este homem é obtuso e brutal, mas tem os instintos de um guerreiro.

A Víbora Vermelha agachou-se, semicerrando os olhos, e voltou a fazer a lança saltar em frente. Sor Gregor tentou golpeá-la, mas a estocada havia sido apenas uma finta. Desequilibrado, deu um passo trôpego para a frente.

O Príncipe Oberyn inclinou seu escudo amassado de metal. Um raio de luz do sol refletiu-se, cegante, em ouro e cobre polido, e penetrou na estreita fenda do elmo do adversário. Clegane ergueu seu escudo para se proteger do brilho. A lança do Príncipe Oberyn dardejou como um relâmpago e descobriu a brecha na pesada placa de aço, a articulação por baixo do braço. A ponta mergulhou através de cota de malha e couro fervido. Gregor soltou um grunhido estrangulado quando o dornês torceu a lança e a libertou.

– Elia. Diga o nome! Elia de Dorne! – descrevia um círculo, com a lança preparada para outra estocada. – Diga o nome!

Tyrion tinha a sua prece privada. Caia e morra, eram as palavras que a compunham. Maldito seja, caia e morra! O sangue que pingava da axila da Montanha era agora o seu, e devia estar sangrando ainda mais dentro da armadura. Quando tentou dar um passo, um joelho cedeu. Tyrion pensou que ele ia cair.

O Príncipe Oberyn tinha dado a volta por trás dele.

ELIA DE DORNE! – gritou.

Sor Gregor começou a se virar, mas com demasiada lentidão e tarde demais. A ponta da lança penetrou daquela vez na parte de trás do joelho, através de camadas de cota de malha e couro entre as placas, penetrando na coxa e na barriga da perna. A Montanha cambaleou, oscilou e depois caiu de cara no chão. A enorme espada saltou de sua mão. Lenta e pesadamente, rolou sobre as costas.

O dornês jogou fora o seu escudo arruinado, pegou na lança com ambas as mãos e afastou-se lentamente. Atrás dele, a Montanha soltou um gemido e ergueu-se sobre um cotovelo. Oberyn rodopiou com a rapidez de um gato e correu em direção ao adversário caído.

EEEEELLLLLIIIIIAAAAA! – gritou, ao empurrar a lança com todo o peso de seu corpo. O crac da haste de freixo quebrando foi um som quase tão delicioso quanto o lamento de fúria de Cersei, e por um instante o Príncipe Oberyn teve asas. A serpente saltou com vara sobre a Montanha. Um metro e vinte de lança partida projetavam-se da barriga de Clegane quando o Príncipe Oberyn rolou, se levantou e sacudiu a poeira. Jogou fora a lança estilhaçada e pegou a espada do adversário. – Se morrer antes de dizer o nome dela, sor, vou persegui-lo por todos os sete infernos – prometeu.

Sor Gregor tentou se levantar. A lança quebrada atravessara-o por completo e o estava prendendo ao chão. Fechou ambas as mãos em volta da haste, grunhindo, mas não foi capaz de puxá-la. Por baixo dele espalhava-se uma poça vermelha.

– Estou me sentindo mais inocente a cada instante – disse Tyrion a Ellaria Sand, a seu lado.

O Príncipe Oberyn aproximou-se do adversário.

Diga o nome! – pôs um pé no peito da Montanha e ergueu a espada com ambas as mãos. Tyrion nunca saberia se ele pretendia cortar a cabeça de Gregor ou enfiar a ponta através de sua viseira.

A mão de Clegane saltou e agarrou o dornês atrás do joelho. A Víbora Vermelha fez a espada cair num golpe selvagem, mas estava desequilibrado, e o gume não fez mais do que deixar mais um amassado no braçal da Montanha. Então a espada foi esquecida quando a mão de Gregor se apertou e torceu, fazendo o dornês cair por cima dele. Lutaram no meio da poeira e do sangue, com a lança quebrada se mexendo de um lado para o outro. Tyrion viu com horror que a Montanha tinha envolvido o príncipe num enorme braço, apertando-o com força contra o peito, como se fosse um amante.

– Elia de Dorne – todos ouviram Sor Gregor dizer, quando os dois ficaram suficientemente próximos para se beijar. Sua voz profunda retumbava dentro do elmo. – Matei a criazinha chorona dela. – Lançou a mão livre contra o rosto sem proteção de Oberyn, enfiando dedos de aço em seus olhos. – E então estuprei-a. – Clegane esmagou o punho na boca do dornês, transformando seus dentes em lascas. – E depois esmaguei a porra da cabeça dela. Assim. – Quando puxou para trás o enorme punho, o sangue em sua manopla pareceu fumegar no ar frio da alvorada. Ouviu-se um crunch nauseante. Ellaria Sand uivou de terror e o café da manhã de Tyrion subiu borbulhando até sua boca. Deu por si de joelhos, vomitando bacon, salsicha e bolinhos de maçã, e aquela dose dupla de ovos estrelados feitos com cebolas e pimenta ardida de Dorne.

Não chegou a ouvir o pai proferir as palavras que o condenavam. Talvez não houvesse necessidade de palavras. Pus a minha vida nas mãos da Víbora Vermelha, e ele deixou-a cair. Quando se lembrou, tarde demais, de que as serpentes não tinham mãos, Tyrion desatou a rir histericamente.

Já tinha descido metade da escada em espiral quando percebeu que os homens de manto dourado não o estavam levando de volta à sua sala de torre.

– Fui mandado para as celas negras – disse. Não obteve resposta. Para que gastar saliva com os mortos?

DAENERYS

Dany quebrou o jejum à sombra do caquizeiro que crescia no jardim do terraço, observando os dragões se perseguirem uns aos outros em volta do cume da Grande Pirâmide onde outrora se erguera a enorme harpia de bronze. Meereen tinha uma vintena de pirâmides menores, mas nenhuma chegava sequer à metade da altura daquela. Dali conseguia ver toda a cidade: as estreitas vielas sinuosas e as largas ruas de tijolo, templos e celeiros, choupanas e palácios, bordéis e casas de banhos, jardins e fontes, os grandes círculos vermelhos das arenas de luta. E para lá das muralhas estendia-se o mar de peltre, o sinuoso Skahazadhan, as secas colinas marrons, pomares queimados e campos enegrecidos. Ali em cima, em seu jardim, Dany sentia-se às vezes como um deus, vivendo no topo da montanha mais alta do mundo.

Será que todos os deuses se sentem assim tão sozinhos? Alguns deviam se sentir, certamente. Missandei tinha lhe contado a história do Senhor da Harmonia, adorado pelo Pacífico Povo de Naath; era o único deus verdadeiro, segundo a sua pequena escriba, o deus que sempre existiu e sempre existiria, que fez a lua, as estrelas e a terra, e todas as criaturas que viviam sobre elas. Pobre Senhor da Harmonia. Dany apiedava-se dele. Devia ser terrível estar só para todo o sempre, servido por hordas de mulheres-borboletas que se podia criar ou destruir com uma palavra. Westeros ao menos tinha sete deuses, embora Viserys lhe tivesse dito que alguns septões afirmavam que os sete eram apenas aspectos de um deus único, sete facetas de um único cristal. Isso era uma confusão. Os sacerdotes vermelhos acreditavam em dois deuses, segundo tinha ouvido dizer, mas os dois estavam eternamente em guerra. Dany gostava ainda menos daquilo. Não gostaria de estar eternamente em guerra.

1 ... 275 276 277 278 279 280 281 282 283 ... 330
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)