Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Tormenta de Espadas - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Tormenta de Espadas

Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:

A Tormenta de Espadas
1 ... 270 271 272 273 274 275 276 277 278 ... 330
Перейти на страницу:

Jon sabia que metade dos homens de Castelo Negro visitavam Vila Toupeira de tempos em tempos para escavar em busca de tesouros enterrados no bordel, mas não desonraria Ygritte igualando-a às prostitutas de Vila Toupeira.

– Quebrei os meus votos com uma mulher. Isso admito. Sim.

– Sim, senhor! – quando Slynt franzia a testa, sua papada e seu queixo estremeciam. Era tão largo quanto o Velho Urso fora, e sem dúvida ia se tornar igualmente calvo se vivesse até a idade de Mormont. Metade de seus cabelos já tinha desaparecido, embora não pudesse ter mais de quarenta anos.

– Sim, senhor – disse Jon. – Cavalguei com os selvagens e comi com eles, como o Meia-Mão me ordenou que fizesse, e partilhei as peles com Ygritte. Mas juro-lhe que nunca virei a casaca. Fugi do Magnar assim que pude, e nunca levantei armas contra os meus irmãos ou o reino.

Os pequenos olhos de Lorde Slynt estudaram-no.

– Sor Glendon – ordenou. – Traga o outro prisioneiro.

Sor Glendon era o homem alto que tinha arrancado Jon da cama. Mais quatro homens acompanharam-no quando saiu da sala, mas retornaram pouco depois com um cativo, um homem pequeno, pálido, maltratado e de mãos e pés agrilhoados. Tinha as sobrancelhas unidas, o cabelo muito recuado nas têmporas e um bigode que parecia uma mancha de sujeira no lábio superior, mas o rosto estava inchado e manchado de hematomas, e tinha perdido a maior parte dos dentes da frente.

Os homens de Atalaialeste atiraram rudemente o cativo ao chão. Lorde Slynt olhou-o, de testa franzida.

– É este aquele de quem falou?

O cativo piscou olhos amarelos.

– É. – Foi só nesse instante que Jon reconheceu o Camisa de Chocalho. É um homem diferente sem a armadura, pensou. – É – repetiu o selvagem –, é o covarde que matou o Meia-Mão. Lá em cima nas Presas de Gelo, foi, depois de a gente ter caçado os outros corvos e matado todos. Queríamos também tratar deste, mas ele implorou por sua vida inútil, ofereceu-se pra se juntar à gente se o aceitássemos. O Meia-Mão jurou que antes disso ia ver o covarde morto, mas o lobo quase desfez Qhorin aos pedaços, e este aqui abriu a goela dele. – Então concedeu a Jon um sorriso de dentes quebrados e cuspiu sangue sobre os pés dele.

– E então? – perguntou Janos Slynt a Jon num tom duro. –Você nega? Ou irá dizer que Qhorin o ordenou que o matasse?

– Ele disse-me... – As palavras custaram a vir. – Ele disse-me para fazer não importa o que me pedissem.

Slynt olhou em volta do aposento privado, para os outros homens de Atalaialeste.

– Será que este rapaz pensa que eu caí de cabeça em uma carroça de nabos?

– Suas mentiras não vão salvá-lo agora, Lorde Snow – preveniu Sor Alliser Thorne. – Obteremos de você a verdade, bastardo.

– Eu disse-lhe a verdade. Nossos garranos estavam fraquejando, e o Camisa de Chocalho estava próximo. Qhorin disse-me para fingir que estava me juntando aos selvagens. “Não pode se recusar, não importa o que lhe seja solicitado”, disse ele. Qhorin sabia que iam me obrigar a matá-lo. Camisa de Chocalho ia matá-lo de qualquer forma, e ele também sabia disso.

– Então agora diz que o grande Qhorin Meia-Mão temia esta criatura? – Slynt olhou para Camisa de Chocalho e resfolegou.

– Todos os homens temem o Senhor dos Ossos – resmungou o selvagem. Sor Glendon chutou-o e ele calou-se.

– Eu não disse isso – insistiu Jon.

Slynt bateu o punho contra a mesa.

– Eu ouvi-o! Sor Alliser avaliou-o bem, segundo parece. Mente com os dentes de bastardo que tem na boca. Bem, não tolerarei isso. Não tolerarei! Pode ter enganado este ferreiro aleijado, mas não engana Janos Slynt! Ah, não. Janos Slynt não engole mentiras assim tão facilmente. Acha que o meu crânio está recheado de couves?

– Não sei do que é que está recheado o seu crânio. Senhor.

– Lorde Snow é um grande arrogante – disse Sor Alliser. – Assassinou Qhorin, da mesma forma que os outros vira-casacas assassinaram Lorde Mormont. Não me surpreenderia se descobrisse que tudo faz parte do mesmo terrível plano. Benjen Stark pode bem ter também um dedo nisso. Tanto quanto sabemos, ele pode estar sentado na tenda de Mance Rayder nesse exato momento. Conhece esses Stark, senhor.

– Conheço – disse Janos Slynt. – Conheço-os bem demais.

Jon descalçou a luva e mostrou-lhes a mão queimada.

– Queimei a mão protegendo Lorde Mormont de uma criatura. E meu tio era um homem de honra. Nunca teria traído os votos dele.

– Tal como você? – caçoou Sor Alliser.

Septão Cellador pigarreou.

– Lorde Slynt – disse –, este rapaz recusou-se a proferir os votos no septo, como deve ser, e em vez disso foi para lá da Muralha a fim de proferir os votos perante uma árvore-coração. Os deuses do pai, disse ele, mas são também deuses dos selvagens.

– São os deuses do Norte, septão. – Meistre Aemon foi cortês, mas firme. – Senhores, quando Donal Noye foi morto, foi este jovem Jon Snow quem subiu à Muralha e a defendeu, contra toda a fúria do norte. Demonstrou ser valente, leal e cheio de recursos. Se não fosse ele, teria encontrado Mance Rayder aqui sentado quando chegou, Lorde Slynt. Está fazendo uma grande injustiça com ele. Jon Snow era o intendente e escudeiro do próprio Lorde Mormont. Foi escolhido para esse dever porque o Lorde Comandante viu nele grande promessa. Assim como eu.

– Promessa? – disse Slynt. – Bem, a promessa pode revelar-se falsa. Tem o sangue de Qhorin Meia-Mão nas mãos. Mormont confiava nele, você diz, mas e daí? Eu sei o que é ser traído por homens em quem se confia. Ah, sim. E conheço também os costumes dos lobos. – Apontou para o rosto de Jon. – Seu pai morreu como traidor.

– Meu pai foi assassinado. – Jon já tinha passado do ponto de importar-se com o que lhe fariam, mas não admitiria mais mentiras sobre o pai.

Slynt ficou roxo.

– Assassinato? Seu cachorro insolente. O Rei Robert ainda nem tinha esfriado quando Lorde Eddard começou a mover-se contra o filho. – Ficou de pé; mais baixo do que Mormont, mas largo de peito e braços, e com uma barriga correspondente. Uma pequena lança de ouro com esmalte vermelho na ponta prendia seu manto no ombro. – Seu pai morreu pela espada, mas era bem-nascido, uma Mão do Rei. Para você, uma corda bastará. Sor Alliser, leve este vira-casaca para uma cela de gelo.

– O senhor é sensato. – Sor Alliser agarrou Jon pelo braço.

Jon libertou-se com um empurrão e agarrou a garganta do cavaleiro com tal ferocidade que o ergueu no ar. Teria esganado o homem, se os homens de Atalaialeste não o tivessem afastado de Thorne. Este cambaleou para trás, esfregando as marcas que os dedos de Jon tinham deixado em seu pescoço.

– Veem com seus próprios olhos, irmãos. Este rapaz é um selvagem.

TYRION

Quando a alvorada chegou, descobriu que não era capaz de enfrentar a ideia de comida. Ao cair da noite, posso estar condenado. Tinha o estômago ácido de bílis e sentia comichão no nariz. Tyrion coçou-o com a ponta da faca. Aguentar uma última testemunha, e depois é a minha vez. Mas o que fazer? Negar tudo? Acusar Sansa e Sor Dontos? Confessar, na esperança de passar o resto de seus dias na Muralha? Jogar os dados e rezar para que a Víbora Vermelha consiga derrotar Sor Gregor Clegane?

Tyrion apunhalou com indiferença uma salsicha gordurosa e cinzenta, desejando que fosse a irmã. Faz um frio dos demônios na Muralha, mas pelo menos ficaria isolado de Cersei. Não lhe parecia que pudesse ser um patrulheiro adequado, mas a Patrulha da Noite precisava tanto de homens inteligentes como de homens fortes. O Senhor Comandante Mormont tinha dito exatamente isso, quando Tyrion visitou Castelo Negro. Mas há aqueles votos inconvenientes. Significaria o fim de seu casamento e de qualquer pretensão que pudesse ter sobre Rochedo Casterly, mas, em todo caso, não parecia estar destinado a desfrutar de qualquer uma dessas coisas. E julgava recordar que havia um bordel numa aldeia próxima.

1 ... 270 271 272 273 274 275 276 277 278 ... 330
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)