Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
READ-E-BOOK » Классические детективы » Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]

Электронная книга - «Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]». Краткое содержание книги:

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
1 ... 183 184 185 186 187 188 189 190 191 ... 446
Перейти на страницу:

– Tem uma, então?

– Acho que não é tão difícil explicar os fatos. Foi revelado no inquérito que o coronel Moran e o jovem Adair tinham, entre eles, ganhado uma soma considerável. Agora, sem dúvida Moran jogava sujo – disso eu sabia há muito tempo. Acho que, no dia do crime, Adair descobriu que Moran andava trapaceando. É provável que tenha falado com ele em particular e tenha ameaçado denunciá-lo, a menos que desistisse voluntariamente de ser membro do clube, e prometesse não jogar cartas de novo. É improvável que um jovem como Adair fizesse logo um escândalo terrível, expondo um homem tão conhecido e mais velho que ele. Certamente agiu como imaginei. A exclusão de seus clubes significaria a ruína para Moran, que vivia de seus ganhos nas cartas, conseguidos de modo desonesto. Portanto, assassinou Adair, que àquela hora estava tentando descobrir quanto dinheiro deveria devolver, já que não poderia lucrar com o jogo sujo do seu parceiro. Trancou a porta para que as mulheres não o surpreendessem e insistissem em saber o que ele estava fazendo com aqueles nomes e as moedas. Aprovado?

– Não tenho dúvida de que você descobriu a verdade.

– Será confirmada ou contestada no julgamento. Enquanto isso, o coronel Moran não nos atrapalhará mais. A famosa arma de ar de Von Herder irá enfeitar o museu da Scotland Yard e mais uma vez o sr. Sherlock Holmes está livre para dedicar sua vida a examinar aqueles probleminhas interessantes que a vida complexa de Londres apresenta com tanta fartura.

a aventura do

construtor de norwood

– Do ponto ponto de vista de um perito criminal  – disse ao sr. Sherlock Holmes –, Londres transformou-se numa cidade singularmente desinteressante desde a morte do saudoso professor Moriarty.

– Duvido que encontre muitos cidadãos decentes que concordem com você – respondi.

– Bem, bem, não devo ser egoísta – ele disse com um sorriso, enquanto afastava sua cadeira da mesa, depois do café-da-manhã. – A comunidade com certeza é a ganhadora e ninguém é o perdedor, a não ser o pobre perito sem trabalho, cuja ocupação desapareceu. Com aquele homem na área, cada jornal matutino apresentava possibilidades infinitas. Freqüentemente, Watson, o menor traço, a indicação mais vaga já bastavam para me dizer que o grande cérebro maligno estava ali, assim como

os menores tremores nas bordas da teia lembram-nos da aranha que se oculta no centro. Furtos insignificantes, assaltos audaciosos, afrontas sem propósito – quem tivesse a pista poderia juntar tudo num conjunto interligado. Para o estudioso científico do alto mundo do crime, nenhuma capital da Europa oferecia as vantagens que Londres tinha então. Mas agora... – encolheu os ombros numa depreciação bem-humorada do estado de coisas para o qual ele próprio contribuíra.

Na época de que falo, Holmes tinha reaparecido havia alguns meses, e, a seu pedido, eu vendera minha clínica e voltara a dividir com ele os antigos aposentos em Baker Street. Um jovem médico chamado Verner comprara minha pequena clínica em Kensington, pagando sem objeções o alto preço que ousei pedir – um incidente que só se explicou alguns anos depois, quando descobri que Verner era um parente distante de Holmes e, na verdade, fora o meu amigo quem dera o dinheiro.

Nossos meses de parceria não foram tão desprovidos de casos como ele afirmara, pois descobri, examinando minhas anotações, que este período inclui o caso dos papéis do ex-presidente Murillo, e também o caso chocante do barco a vapor holandês ,que quase nos custou a vida. Entretanto, sua natureza fria e orgulhosa era sempre avessa a qualquer tipo de aplauso público, intimando-me, nos termos mais rigorosos, a não dizer uma palavra sobre ele, seus métodos ou suas vitórias – uma proibição que, como já expliquei, só agora foi retirada.

Sherlock Holmes recostara-se na cadeira após seu protesto lamentoso e estava desdobrando sem pressa o jornal matutino, quando nossa atenção foi atraída por um tremendo toque da campainha, seguido de uma pancada oca, como se alguém estivesse batendo na porta de fora com a mão fechada. Assim que ela se abriu, houve um tumulto no saguão, passos rápidos subindo a escada e logo depois um jovem fora de si, com um olhar selvagem, pálido, desalinhado e palpitante, irrompeu na sala. Olhou alternadamente para nós dois e, diante de nosso olhar inquiridor, percebeu que era preciso alguma desculpa para esta entrada sem cerimônia.

– Desculpe-me, sr. Holmes! – exclamou. – Não deve me censurar. Estou quase louco, sr. Holmes, sou o infeliz John Hector McFarlane.

Ele se anunciou como se bastasse o nome para explicar sua visita e seus modos, mas eu podia ver, pelo rosto inexpressivo do meu amigo, que não significava mais para ele do que para mim.

– Pegue um cigarro, sr. McFarlane – disse ele, estendendo-lhe sua cigarreira. – Estou certo de que, com os seus sintomas, meu amigo aqui, o dr. Watson, lhe prescreveria um sedativo. O tempo tem estado tão quente nesses últimos dias. Agora, se o senhor estiver um pouco melhor, eu gostaria que se sentasse naquela cadeira e nos contasse calma e lentamente quem é e o que deseja. Mencionou seu nome como se eu devesse conhecê-lo, mas asseguro-lhe que, a não ser os fatos óbvios de que é solteiro, advogado, maçom e asmático, não sei mais nada sobre o senhor.

Familiarizado como estava com os métodos do meu amigo, não foi difícil para mim acompanhar suas deduções e observar as roupas desalinhadas, o maço de papéis legais, o berloque do relógio e a respiração que as sugerira. Mas nosso cliente ficou espantado.

– Sim, sou tudo isso, sr. Holmes, e também o homem mais infeliz de Londres neste momento. Por Deus, não me abandone, sr. Holmes! Se vierem me prender antes de eu terminar minha história, faça com que me dêem tempo para que possa lhe contar toda a verdade. Poderia ir para a cadeia feliz, se soubesse que o senhor estaria trabalhando por mim do lado de fora.

– Prender você! – disse Holmes. – Isto é realmente muito grati... muito interessante. Sob que acusação você espera ser preso?

– Sob a acusação de assassinar o sr. Jonas Oldacre, de Lower Norwood.

O rosto expressivo do meu amigo mostrava uma simpatia que, receio, não estava totalmente isenta de satisfação.

– Pobre de mim – disse ele. – Há poucos instantes, no café-da-manhã, eu estava dizendo ao meu amigo, dr. Watson, que os casos sensacionais haviam desaparecido dos nossos jornais.

Nosso visitante estendeu a mão trêmula e pegou o  que ainda estava sobre os joelhos de Holmes.

– Se o tivesse lido, senhor, teria visto logo com que intenção vim aqui esta manhã. Sinto-me como se meu nome e meu infortúnio estivessem na boca de todos. – Mostrou-nos a página central. – Aqui está e, com sua permissão, vou lê-lo para o senhor. Escute isto, sr. Holmes. O cabeçalho é: “Caso Misterioso em Lower Norwood. Desaparecimento de um Conhecido Construtor. Suspeita de Assassinato e Incêndio Premeditado. Pista para o Criminoso.” Esta é a pista que eles já estão seguindo, sr. Holmes, e sei que ela conduz infalivelmente a mim. Fui seguido desde a estação da Ponte de Londres, e tenho certeza de que estão apenas esperando pelo mandado para me prenderem. Isto vai partir o coração de minha mãe – vai partir o coração dela! – Ele torcia as mãos de angústia e se balançava para a frente e para trás na cadeira.

Olhei com interesse para esse homem, que era acusado de ser o autor de um crime violento. Era bonito e louro, de um modo desbotado e neutro, com olhos azuis amedrontados e um rosto escanhoado, uma boca sensível e delicada. Devia ter uns 27 anos, seu modo de vestir e seu procedimento eram os de um cavalheiro. Do bolso de seu sobretudo claro de verão sobressaía o maço de papéis que revelava sua profissão.

– Devemos aproveitar o tempo que temos – disse Holmes. – Watson, você faria a gentileza de pegar o jornal e ler o tema em questão?

Abaixo dos cabeçalhos incisivos que nosso cliente citara, li o seguinte relato sugestivo:

1 ... 183 184 185 186 187 188 189 190 191 ... 446
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)