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A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]

Электронная книга - «A caçada ao lobo de Wall Street [calibre 4.2.0]». Краткое содержание книги:

Jordan Belfort fez uma fortuna no mercado de ações americano nos anos 1990 e viveu uma vida de luxo, drogas, sexo e pura loucura. O problema foi que, para enriquecer dessa maneira, ele não seguiu apenas o bom caminho, e o FBI não deixou barato... Acusado de fraude de valores mobiliários, manipulação de ações, lavagem de dinheiro e outros inúmeros crimes financeiros que nem ele saberia citar, Jordan se viu obrigado a cooperar com a Justiça americana, dedurando amigos e antigos colegas para tentar se livrar de uma pena que poderia chegar a 30 anos de prisão – e arruinar de vez sua vida.
Em A caçada ao Lobo de Wall Street, Jordan conta com sua fina ironia e acidez todos os detalhes de seu início de carreira, bem como tudo que aconteceu com ele depois que seu império desmoronou: perdeu a esposa, o dinheiro e quase perderia os filhos. Uma história contada sem pudores, por um homem cativante que precisou se reinventar a qualquer custo. **
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O Canalha não sorriu.

– Não, isso não é crime – respondeu. – E para quem mais?

– Hããã… – minha boca estava ficando seca. – Contei à minha mulher, é claro – os lábios pareciam vibrar –, porque eu tinha de contar a ela. Por um monte de motivos. Para começar, ela teve de assinar o confisco – de repente, me veio uma ideia –, e pode ser, não sei, que ela tenha deixado escapar para uma de suas amigas, por acidente…

… como para Laurie Beall, se vocês pegaram minha dica, que em seguida pode ter contado a Dave Beall, e aí tudo virou esse mal-entendido gigantesco.

– Quer dizer, nunca enfatizei que ela devia manter isso em segredo. Talvez devesse… Isso é um problema?

O Canalha sacudiu a cabeça.

– Não, acho que sua esposa é inteligente o suficiente para saber o que está em jogo aqui. Para quem mais?

Mantenha a calma!

– Para George – respondi com confiança.

O Canalha olhou para TOC, que disse:

– É o padrinho dele no AA – então TOC acenou com a cabeça para a frente e para trás, como se dissesse: “George está limpo!”.

Finalmente, o homem de Yale entrou na conversa:

– Acho que a gente pode cortar essa baboseira aqui, certo, Joel? É evidente que você acha que Jordan contou a alguém que estava cooperando, então por que simplesmente você não nos diz quem é essa pessoa? Então a gente pode ir direto ao assunto.

O Canalha deu de ombros, ignorando as palavras do homem de Yale com tal indiferença que parecia que ele não estava mesmo dando-lhe crédito por ter ido para Yale. Em seguida, ele laçou-me um sorriso medonho e disse:

– Você nunca passou um bilhete para ninguém, Jordan?

Deus meu! Meus piores receios foram confirmados! Não consigo pensar. Preciso dar um tempo nesse negócio. E negar.

– Como assim, um bilhete? Se passei um bilhete para alguém, quando? Na escola…? Quando você quer dizer? Na faculdade ou…

– Desde que você começou a cooperar – disse TOC, poupando-me de meu próprio absurdo.

– Não – atirei de volta. – Ou, bem, talvez, na verdade. Quer dizer, eu tenho que pensar sobre isso, porque tem, uh, uma questão importante.

Fiz uma pausa por um momento, desesperado para fugir. Quantos agentes do FBI estavam no edifício? Muitos. Mas podia ser minha única oportunidade! O TOC poderia colocar algemas em mim a qualquer momento, naquela mesma sala. O Canalha iria estalar os dedos e apontar para meus pulsos e o TOC iria fechar as algemas tão rápido que me daria vertigem! Mas eles poderiam fazer isso sem um juiz? Talvez. Provavelmente. Definitivamente! Eu precisava falar com o homem de Yale. Mas, não, se eu pedisse privacidade, eles saberiam que eu era culpado. Má jogada. Melhor blefar. Negar! Negar! Negar.

Voltei a falar asneiras:

– Bem, teve aquela vez em Nova Jersey, quando eu estava com Gaito e Brennan, se isso é o que você quer dizer. Depois que nós jogamos uma partida de golfe, escrevi o nome de uma ação no papel dos resultados e passei a Dennis. Mas isso está na fita, pode checar.

– Isso é um desperdício de tempo – cuspiu a Bruxa. – Sabemos que está mentindo para nós. Nunca poderemos usar você como testemunha.

– O que significa dizer adeus para a carta ao juiz – acrescentou o Canalha.

A Bruxa retomou a palavra:

– De acordo com meus cálculos, você deve pegar mais de 35 anos.

Agora, o Canalha:

– Mas, se jogar limpo com a gente agora mesmo, talvez exista uma chance. Talvez – ele me olhou com o rosto sério. – Eu vou perguntar pela última vez, e só. Você alguma vez passou um bilhete para alguém?

O homem de Yale veio a meu resgate:

– Quero falar com meu cliente em particular antes de prosseguirmos – ele agarrou meu braço. – Venha, vamos lá para fora por um segundo ter uma conversa.

Minha resposta imbeciclass="underline"

– Não, está tudo bem, Nick – e afastei o braço dele. – Não tenho nada a esconder. Eu não fiz nada de errado. Juro por Deus. Nunca passei para ninguém nenhum bilhete e posso passar pelo detector de mentiras para provar.

Sim, eu poderia passar pelo detector de mentiras… Sharon Stone tinha feito isso em Instinto selvagem, embora ela não estivesse mentindo. Mas, ainda assim… Eles poderiam não saber! Eles poderiam estar apenas jogando um verde! Sem um pingo de prova… Eu tinha pegado o bilhete ou foi Dave que o pegou? Não tinha certeza… Mas não faça um jogo limpo. Fazer jogo limpo aqui é o mesmo que morrer. Além disso, talvez eles nem sequer saibam que é Dave. Se soubessem com certeza, bastaria dizer de primeira e pronto. Eles estavam tentando forçar uma confissão! Não havia dúvidas sobre isso!

As últimas palavras do Canalha:

– Tudo bem, então você nunca passou a ninguém um bilhete. Beleza… – dizendo isso, ele deu de ombros e fechou a pasta de arquivos. E então disse para o homem de Yale: – Sinto muito, Nick. Não podemos usar seu cliente como testemunha; ele não é confiável. Se ele mente para nós aqui, vai mentir na frente do júri.

Na sequência, a Bruxa levantou-se da cadeira, apenas para ser interrompida pelo vozeirão do TOC:

– Tudo isso é besteira! – e olhou furiosamente para a Bruxa. – Sente-se um segundo, Michele! – Então olhou furiosamente para mim. – Ouça bem – disse ele em um tom que nunca tinha usado comigo antes. – Sei exatamente o que aconteceu. Você saiu para jantar com Dave Beall e deslizou-lhe um bilhete dizendo: Não se incrimine! Estou com um microfone! Em seguida, você deixou o restaurante e mentiu na minha cara, dizendo que tinha feito o melhor que podia!

Ele fez uma pausa, mas não foi de desgosto. Ele estava desapontado comigo. Eu era uma estrela entre seus colaboradores e o tinha decepcionado, talvez até mesmo envergonhado.

Houve alguns momentos de silêncio e, em seguida, ele disse:

– Sempre agi corretamente com você, desde o primeiro dia, e estou lhe dizendo agora, sem conversa mole, que, se você não disser a verdade sobre o assunto, Joel vai quebrar seu acordo de cooperação e você irá passar os próximos 30 anos na prisão. E, mesmo jogando limpo, ele ainda poderia romper seu acordo e você envelheceria na cadeia – TOC tomou fôlego e deixou o ar escapar lentamente. – Mas nunca menti antes e não estou mentindo para você agora. Você tem que jogar limpo ou não há nenhuma chance.

O homem de Yale quase saltou da cadeira.

– O.k.! – disse ele, num tom de voz só um pouco mais suave que um grito. – Quero cinco minutos com meu cliente, sozinho! E agora. – Em seguida, ele suavizou seu tom um pouco. – Por favor, todo mundo aguarde no corredor enquanto eu confiro as coisas com meu cliente!

– Claro – disse o Canalha. – Leve o tempo que precisar, Nick.

Na saída, TOC travou os olhos comigo e assentiu com a cabeça lentamente. Faça a coisa certa, disseram seus olhos. E então ele saiu.

– EU SUPONHO que você tenha feito isso – afirmou meu advogado.

Eu olhei ao redor da sala de reuniões, ou de interrogatório, para as paredes nuas e sem janelas, para os móveis baratos do governo, as poltronas negras e o jarro vazio de água colocado de lado, e comecei a me perguntar se a sala estava grampeada.

Olhei para o homem de Yale e disse as palavras:

– Você acha que é seguro falar?

O homem de Yale olhou para mim, incrédulo. Depois de alguns segundos, ele disse:

– Sim, Jordan, é seguro falar. Tudo que dissermos um para o outro é confidencial. Segredo entre cliente e advogado.

– Tá bom… – murmurei. – Acho que você nunca foi ao cinema, esse é o truque mais velho de todos: os tiras saem da sala e esperam por uma confissão. Então, eles correm de volta para dentro e dizem: “Peguei você!”.

O homem de Yale deitou a cabeça um pouco para o lado, da maneira que você faz quando está olhando para alguém que acaba de ficar maluco. Então respondeu:

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