Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Tormenta de Espadas - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Tormenta de Espadas

Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:

A Tormenta de Espadas
1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 330
Перейти на страницу:

– Ouviu aquilo? – disse uma voz de homem. – Parece que há alguma coisa atrás daquela parede.

– Sim – respondeu uma segunda voz, mais grave. – O que acha que pode ser, Arqueiro?

Então são dois. Arya mordeu o lábio. Não conseguia vê-los de onde estava ajoelhada, por causa do salgueiro. Mas conseguia ouvir.

– Um urso. – Uma terceira voz, ou a primeira outra vez?

– Um monte de carne num urso – disse a voz grave. – Um monte de gordura também, no Outono. Boa para comer, se for bem cozida.

– Poderia ser um lobo. Talvez um leão.

– Você acha que com quatro patas? Ou com duas?

– Não importa. Importa?

– Que eu saiba, não. Arqueiro, o que pretende fazer com todas essas flechas?

– Lançar umas tantas atrás daquela parede. Seja o que for que está escondido ali, vai sair bem depressa, espere e verá.

– Mas e se for algum homem honesto que está ali? Ou uma pobre mulher com um bebezinho de peito?

– Um homem honesto sairia e mostraria a cara. Só um fora da lei fugiria e se esconderia.

– Bem, é verdade. Então mande lá as suas flechas.

Arya ficou em pé de um salto.

Não! – mostrou-lhes a espada. Viu que eram três. Só três. Syrio podia lutar com mais de três, e ela talvez tivesse Torta Quente e Gendry para lutar com ela. Mas eles são garotos, e estes são homens.

Eram homens a pé, sujos da viagem e salpicados de lama. Identificou o cantor pela harpa que embalava contra o gibão, como uma mãe embalaria um bebê. Um homem pequeno, de uns cinquenta anos, tinha a boca grande, o nariz marcante e cabelos castanhos que já rareavam. Suas roupas, de um verde desbotado, estavam consertadas aqui e ali com remendos de couro velho, e trazia na cintura um molho de facas de arremessar e, a tiracolo, um machado de lenhador.

O homem que seguia a seu lado era uns bons trinta centímetros mais alto, e parecia um soldado. De seu cinto de couro com rebites pendia uma espada longa e um punhal, fileiras de anéis de aço sobrepostos estavam costuradas em sua camisa, e sua cabeça estava coberta por um meio elmo de ferro negro em forma de cone. Tinha dentes estragados e uma cerrada barba castanha, mas era o manto amarelo com capuz que chamava a atenção. Grosso e pesado, manchado aqui por mato e ali por sangue, puído ao longo da bainha e remendado com pele de veado no ombro direito, o manto dava ao homem o aspecto de um enorme pássaro amarelo.

O último dos três era um jovem tão esguio como o seu arco, embora não fosse tão alto. Ruivo e sardento, usava uma brigantina com rebites, botas de cano alto, luvas de couro sem dedos e uma aljava a tiracolo. As penas de suas flechas eram de ganso cinza, e seis delas estavam espetadas no chão à sua frente, como uma pequena cerca.

Os três homens olharam-na, ali, em pé, no meio da estrada, de espada na mão. Então o cantor tocou uma corda num gesto indolente.

– Menino – disse –, abaixe já essa espada se não quiser se machucar. É grande demais para você, garoto, e além disso o Anguy aqui conseguiria atravessá-lo com três flechas antes de você pensar em nos alcançar.

– Não conseguiria nada – disse Arya –, e eu sou uma menina.

– Ah, e não é que é verdade? – o cantor fez uma reverência. – As minhas desculpas.

– Continue pela estrada afora. Limite-se a andar adiante e continue a cantar, para que saibamos onde está. Vá embora e deixe-nos em paz, e eu não os mato.

O arqueiro sardento soltou uma gargalhada.

– Limo, ela não nos mata, ouviu?

– Ouvi – disse Limo, o soldado grande com a voz grave.

– Filha – disse o cantor –, abaixe essa espada, que nós levamos você para um lugar melhor e colocamos alguma comida nessa barriga. Há lobos por esses lados, e também leões, e coisas piores. Não é lugar para uma menininha ficar vagueando sozinha.

– Ela não está sozinha. – Gendry saiu a cavalo de trás da parede do chalé, e Torta Quente veio atrás, trazendo o cavalo de Arya pela arreata. Vestindo a cota de malha e com uma espada na mão, Gendry quase parecia um homem-feito, e perigoso. Torta Quente parecia Torta Quente. – Faça o que ela diz, e deixe-nos em paz – preveniu Gendry.

– Dois e três – contou o cantor – e é só isso? E também cavalos, lindos cavalos. Onde foi que os roubaram?

– São nossos. – Arya observou-os cuidadosamente. O cantor tentava distraí-la com a sua conversa, mas o perigo estava no arqueiro. Se ele arrancar uma flecha do chão...

– Vão nos dizer seus nomes como homens honestos? – perguntou o cantor aos rapazes.

– Sou o Torta Quente – disse o Torta Quente de imediato.

– Ora, e que bom para você. – O homem sorriu. – Não é todos os dias que conheço um garoto com um nome tão saboroso. E como se chamam os seus amigos, Costeleta de Carneiro e Pombinha?

Gendry franziu a testa de cima de sua sela.

– Por que devo lhe dizer o meu nome? Ainda não ouvi o seu.

– Bom, não seja por isso, sou Tom de Seterrios, mas todos me chamam de Tom Sete-Cordas, ou então Tom das Sete. Este grande grosseirão com dentes marrons é o Limo, abreviatura de Manto Limão. Ele é amarelo, está vendo, e o Limo é um cara amargo. E este jovem rapaz aqui é Anguy, ou Arqueiro, como gostamos de chamá-lo.

– E agora, quem são vocês? – exigiu saber o Limo, na voz grave que Arya tinha ouvido através dos ramos do salgueiro.

Ela não ia revelar seu verdadeiro nome assim tão facilmente.

– Se quiser que seja Pombinha, sou Pombinha – disse. – Não me importo.

O grandalhão soltou uma gargalhada.

– Uma pombinha com uma espada – disse. – Ora, eis uma coisa que não se vê todos os dias.

– Eu sou o Touro – disse Gendry, imitando Arya. Não podia censurá-lo por preferir Touro a Costeleta de Carneiro.

Tom Sete-Cordas arrancou um acorde da harpa.

– Torta Quente, Pombinha e Touro. Fugidos da cozinha de Lorde Bolton, não?

– Como sabe? – quis saber Arya, inquieta.

– Tem o símbolo dele no peito, pequena.

Havia se esquecido disso por um instante. Sob o manto, ainda usava o gibão de pajem, com o homem esfolado do Forte do Pavor cosido no peito.

– Não me chame de pequena!

– Por que não? – disse Limo. – É bastante pequena.

– Sou maior do que era. Não sou uma criança. – As crianças não matam gente, e ela já havia feito isso.

– Já tinha percebido, Pombinha. Nenhum de vocês é criança, não se pertenciam a Bolton.

– Nunca fomos dele. – Torta Quente nunca sabia quando devia ficar calado. – Estávamos em Harrenhal antes de ele chegar, só isso.

– Então são filhotes de leão, é isso? – perguntou Tom.

– Também não. Não somos de ninguém. E vocês, são de quem?

Anguy, o Arqueiro, disse:

– Somos homens do rei.

Arya franziu a testa.

– Qual deles?

– O Rei Robert – disse Limo, com seu manto amarelo.

– Aquele velho bêbado? – perguntou Gendry em tom de escárnio. – Está morto, um javali qualquer matou-o, todo mundo sabe disso.

– Bem, rapaz – disse Tom Sete-Cordas –, e é uma pena. – Fez soar um acorde triste na harpa.

Arya não achava nem um pouco que eles fossem mesmo homens do rei. Pareciam-se mais com fora da lei, todos andrajosos e esfarrapados. Nem sequer tinham cavalos para montar. Homens do rei teriam cavalos.

1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 330
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)